30 de maio de 2012

Até Quando?

Wide Awake
Katy Perry

Vamos falar de assunto sério? Quando a Katy Perry vai terminar o ciclo com o Teenage Dream? Ou ela vai extrair a última gota, ainda mais que foi lançada a versão "The Complete Confection" para faturar mais uns trocados? E se não chega ter lançado sete singles ao total, ela lançou Wide Awake.

A canção pode levar o título do "pior refrão da carreira da Katy". Para uma cantora que tem refrões pegajosos e bem construídos, o de Wide Awake é muito ruim. E nem é porque a canção é uma baladinha mid-tempo, pois ela já provou que pode fazer isso até bem. Aliado a isso tem a letra certinha demais combinado com os vocais sem muito inspiração de Katy que traz a música para uma depressão arrastada que deixa a canção sem graça. Para terminar esse post, deixo uma indagação com a diva Dani Calabresa:


 nota: 5,5


29 de maio de 2012

Só Faltou a Cantora

King of Hearts
Cassie

Uma música pode carecer de uma composição melhor trabalhada. Também pode precisar de um trabalho de produção mais apurada. E ás vezes, faltou certo cuidado com a produção vocal. Porém, eu nunca vi uma canção que carece de uma cantora. Até hoje.

King of Hearts é o primeiro single do segundo álbum da cantora Cassie, aquela que teve um sucesso em 2006, e podemos colocar na última afirmação que fiz no primeiro parágrafo. A canção é um dance pop completamente diferente do que se tem ouvido por aí. A excelente produção da canção dá uma cara original e ousada a dar cadencia e desestruturar a melodia. Como composição, a música é interessante com um refrão bem estruturada. Faltou mesmo a cantora. Cassie não é ruim, mas também não é boa. Não é marcante, mas está lá de alguma forma. É quase um zunido alto que "canta" a letra de King of Hearts. Se fosse uma cantora com alguma presença o single seria um dos melhore do ano. Com Cassie ficou apenas na média.
nota: 7

27 de maio de 2012

Há Algo de Não Tão Novo no Reino do Link Park

Burn It Down
Linkin Park

Nem sempre é preciso se reinventar para conseguir achar o "seu som" no mundo da música. Ás vezes é só voltar ao básico. Assim fez o Link Park.

Burn It Down, primeiro single do próximo álbum da banda intitulado Living Things, é uma volta as raízes da banda. Mais contido na sua produção, a canção mostra que a capacidade de criar metáforas existencialistas ainda continua o forte deles. A boa composição encontra na co-produção de Rick Rubin o perfeito casamento. O esquema verso/refrão/rap que o Link Park ajudou a difundir no meio do hard rock, apesar de batido, continua funcionar na banda. Mesmo sendo um pouco datado é o Link Park de verdade.
nota: 7

24 de maio de 2012

Querida, Veja Quem Veio Para Jantar

Guardian
Alanis Morissette

Você, amigo leitor, está na sua casa fazendo um jantar para alguns amigos. Um jantar intimo. De repente, após a chegada de todos os convidados já conhecidos, a campainha toca. E adivinhe quem veio para jantar? Aquele seu amigo de uns dez anos atrás que você já tinha se esquecido depois de perder o contato. Ele resolveu fazer uma visita surpresa para lembrar os velhos bons tempos. Com o jantar rolando, você se sente obrigado a convidá-lo para jantar também. Na mesa, você o ao lado de seus novos amigos e pensa: "putz, fulano de tal não tem nada haver com eles. Como o tempo passa!". Não sei vocês, mas é assim que eu me sinto ao ver a volta da Alanis Morissette. Ela é a velha amiga de outros tempos que resolveu voltar. Mesmo ainda gostando dela ainda, ela não se encaixa na nossa vida nova. Não tem nada haver com os nossos novos amigos. É uma estranha no ninho, mas mesmo assim você a recebe de braços abertos Alanis vai lançar esse ano seu oitavo álbum (Havoc and Bright Lights) e como primeiro single foi lançada a canção Guardian.

A música mostra que Alanis ainda é aquela que colocou suas magoas para fora em Jagged Little Pill, só que mais velha e contida ao colocar seus sentimentos na linha de frente. Ao que foi noticiado, o novo trabalho vai se focar na relação dela com a fama. Em Guardian, ela discorre sobre como alguém a machucou e mesmo assim ela protegê-lo. Ou algo parecido. A composição peca por ser confusa. Seu estilo rock/pop continua o mesmo que mesmo soando datado, ainda é uma boa Alanis. E vocalmente ela continua a mesma: quem gosta vai continuar a gosta, quem odeia vai continuar na mesma. Mesmo fora de contexto ela ainda continua a ter relevãncia para uma imensa geração.
nota: 6,5

23 de maio de 2012

Pérola Pop

Bombastic Love
Britney Spears

Toda vez que eu critico a Britney aqui no blog, o povo fala que eu não gosto dela, tenho preconceito contra, fiz pacto com o diabo (essa é invenção). Quero deixar bem claro que eu não a odeio. Só tenho um grande problema com o rumo da carreira dela nos dois últimos álbuns. Repito: dos dois últimos álbuns dela. Além do fato da perda de qualidade vocal dela. Contudo, eu gosto dela. A velha e pop Britney. E para provar isso, escolhi uma canção dela para fazer parte do Pérola Pop. Porém, não é uma música qualquer. Para provar que eu conheço e gosto de boa parte da carreira dela a canção escolhida foi Bombastic Love, que apenas fãs de verdade conhecem.

Do álbum terceiro álbum dela, Britney de 2001 que fez a transição de adolescente para mulher e que acho é o melhor trabalho dela, Bombastic Love é a canção pop perfeita: chiclete, dançante e com um toque a mais. O tom dark/pop rock dado pela produção de Max Martin e Rami Yacoub consegue tirar do lugar comum a faixa. Parece tema de filme de ação. Vocalmente, Britoca era a Britney que o mundo conheceu. Não a melhor cantora, mas segura e até potente. Bons tempos aqueles.

22 de maio de 2012

Justin Bieber em: "Sou Uma Cantora Featuring"

Live My Life (feat. Justin Bieber)
Far East Movement

Imagine o Justin Bieber todo trabalho no perucão vermelho, make na cara (se bem que ele usa também), roupa sensual e salto alto. Imagino? Essa transformação pode até ofender as fãs, mas um requisito para Justin virar uma cantora já foi feito: ele fez um featuring no melhor estilo cantora de pop cantando o refrão de uma música hip hop/eletrpop. A canção que isso aconteceu foi Live My Life do grupo Far East Movement, aqueles do Like a G6.

Produzido pelo RedOne, a canção mostra que a voz do Justin ainda precisa crescer e se tornar a de um homem logo. Infantil, principalmente nos tons mais altos, e ainda sem força para sustentar um refrão onde ele não é o astro principal. Isso faz com que a música perca em impacto. Não que Live My Life tenha uma pegada diferente que tenha perdido qualidade devido as falhas nos vocais de Bieber. A produção faz o arroz com feito de sempre e entrega uma canção redonda e linear. A única coisa que chama a atenção é o fato da canção ser de quatro asiáticos cantando rap/eletropop. Porém, isso já o chamativo do Far East Movement de qualquer forma. Sobra então Justin soltando a Rihanna interior.
nota: 6

21 de maio de 2012

3 Por 1 - Country

Shinin' On Me
Jerrod Niemann


Drunk On You
Luke Bryan


Better Than I Used to Be
Tim McGraw


Sabe aquelas canções "feel good" que mesmo não sendo ótimas são ao menos reconfortantes? Assim é Shinin' On Me do cantor Jerrod Niemann.

O dono do sucesso Lover, Lover canta sobre como as coisas poder parecer complicadas em um futuro próximo, mas o que importa é você aproveitar o agora. Mesmo com uma composição tão prosaica, o sentimento bom que a música emana é reconfortante. Ao mistura um country com uma pegada soul ele ajuda a essa sensação a ser mais pungente. Nada genial. Apenas simpático.

E aquelas canções "mela cuecas", mas que de alguma forma funciona como uma canção romântica? Aí entra Drunk On You do cantor Luke Bryan.

O tom da canção segue um caminho mid-tempo/country/pop rock que se encaixa devido a voz rouca e sexy de Luke. Ele consegue tirar certo breguismo da canção (o refrão dispara "Girl you make my speakers go BOOM BOOM") e a deixa mais divertida. Não é uma canção diferente da maioria da canções country que ficam na média já que tem arranjo apenas o.k com uma produção segura demais. Contudo, funciona de alguma forma.


E por fim tem aquelas músicas que são apenas músicas. Sem mais.


Em Better Than I Used to Be, Tim McGraw o marido da Faith Hill na vida real e o da Sandra Bullock em Um Sonho Possível, faz uma música sem maiores qualidades que ser um pedido de desculpas por ter sido um safado e que vai melhorar e sem maiores defeitos, ao não ser o fato dela ser bem chatinha e não ter nada de mais para comentar. Só isso.

nota
Shinin' On Me: 6,5
Drunk On You: 6,5
Better Than I Used to Be: 5

20 de maio de 2012

Titanium 2

LaserLight (feat. David Guetta)
Jessie J

Podemos condenar um produtor de fazer duas músicas parecidas já que a inspiração vem do mesmo lugar? Ainda mais, se as duas resultam em algo no mínimo bom? Então, David Guetta pode ser inocente de fazer de LaserLight uma continuação direta de Titanium.

LaserLight é a parceria de Jessie J com o produtor/DJ que foi lançada na versão especial do álbum Who You Are e virou o sétimo single. Tudo que é bom em Titanium ele repete aqui: seja a a produção caprichada que ajuda a refinar transformando a canção em um eletropop grandioso, vocais poderosos e interpretação impecável de uma Jessie inspirada e uma letra simples, mas cativante. Só que o déjà vu faz com a canção perca um pouco da força que teria se você única ou lançada primeiro. É uma continuação que peca apenas por querer ser tão boa como a original.
nota: 8