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20 de maio de 2022

Uma Segunda Chance Para: Bang Bang

Bang Bang (feat. Ariana Grande & Nicki Minaj)
Jessie J

“Camp é a experiência do mundo consistentemente estética. Ela representa a vitória do 'estilo' sobre o 'conteúdo', da 'estética' sobre a 'moralidade', da ironia sobre a tragédia”. É até relativamente fácil encontrar exemplos claro do camp na música, mas existem alguns que não são tão levados a sério como uma obra que ostenta essa qualidade. Esse é o caso de do smash hit Bang Bang da Jessie J.

Acredito que muitos não percebem que a canção lançada há oito anos atrás pode ser qualificada como camp é o fato de muitos encararem a canção de maneira muito séria dentro do mundo pop. Entretanto, Bang Bang precisa encarada como uma explosão de tudo que o pop tem de mais irritante, mas feito de maneira deliberadamente exagerada, divertida, colorida, contagiante, superficial e com uma pretensiosidade deliciosa. Começa obviamente pela performance exageradíssima da Jessie J. Norma constante da carreira da britânica, os vocais de Jessie aqui encontram um dos seus ápices de gritarias e firulas vocais, mas tudo funciona perfeitamente devido a estilo “large than life” que toda a canção exala. Em canções menos grandiosas, digamos assim, a voz da cantora parece dominar mais do que deveria e termina ofuscando ou/e salvando todo o resto. Em Bang Bang, porém, a cantora entrega a sua versão vocal da atuação da Faye Dunaway em Mommie Dearest como a atriz Joan Crawford. Além disso, o “elenco” de apoio da canção também não deixa a deseja. 

Ariana Grande é como se fosse a coadjuvante que leve um pouco sério demais o seu papel, entregando uma performance sólida nos momentos que brilha sozinha. Essa distancia entre o que é a canção e a sua performance também é outra amostra sobre o quanto camp é Bang Bang. Já Nicki Minaj embarca completamente na vibe da canção ao entregar a sua mais caricata, contagiante e poderosa performance em uma canção pop sendo um featuring. Produzida Max Martin, Rickard Göransson e Ilya, a canção é exatamente o que se esperada de uma canção como essa pegada ao ser uma mistura de pop, soul, eletropop e R&B que eleva tudo ao volume onzes sem olhar para trás em nenhum momento, especialmente no seu frenético e marcante clímax final embalado pelo grudento refrão. Não que Bang Bang venha envelhecendo como vinho, mas, sim, que depois desses anos posso admirar a canção pelo o que realmente é de verdade desde o seu lançamento.
nota: 8

15 de junho de 2021

Uma Pedra No Caminho

I Want Love
Jessie J


Irei sempre repetir que a Jessie J é uma das vozes menos apreciadas do pop contemporâneo. Apesar de ser conhecida por certos exageros vocais, a britânica é capaz de entregar performances espetaculares e inesquecíveis em qualquer gênero. Uma pena, porém, que sonoramente, Jessie J sempre parece perdida, mesmo quando tem em mãos uma canção boa como é o caso de I Want Love.

Primeiro single do seu próximo álbum, I Want Love é uma disco/soul/dance que tem como grande qualidade a performance nas alturas de Jessie. Explosiva do começo ao fim e tecnicamente perfeita, a cantora preenche todos os espaços do single com a sua personalidade vocal arrebatadora como se não houvesse amanhã. O problema é que I Want Love não tem uma produção que retribui na mesma altura. Não que tenha algum problema sério, mas instrumentalmente parece que a produção construiu uma paródia bem feita de uma canção de inspiração disco e, não, um trabalho orgânico que se inspira nessa era/gênero. Além disso, apesar de ter uma batida explosiva, I Want Love era ao não dar nuances para a sua linear construção e deixa o resultado repetitivo. Apesar de ser a sua melhor canção em tempos, Jessie J ainda não tem em mãos um trabalho que faz jus ao seu imenso talento.
nota: 7

3 de setembro de 2018

Tubarão Romântico

Love Will Save The World
Jessie J

A Jessie J já cantou alguns temas para filmes ao longo da sua carreira, sendo a mais famosa Flashlight do filme A Escolha Perfeita 2. O que ninguém poderia conceber é que a cantora seria dona do tema romântico para o um filme sobre um tubarão gigante, mas a verdade é que a cantora entoa Love Will Save The World para o filme O Megatubarão.

Lembrando a sonoridade do último álbum de Jessie (R.O.S.E.), Love Will Save The World é uma baladinha pop soul bem feita, mas que não combina exatamente para ser tema de filme. Ainda mais devido a sua composição sobre superar qualquer desafio para poder viver um grande amor. Se era para ser esse um tema de verdade, a canção poderia bem abusar de clichês do gênero e não ter essa batida contida mid-tempo, principalmente no refrão. E, obviamente, serie bem mais divertido Jessie soltar o vozeirão e, não, entregar essa soulful e contida performance que ouvimos em Love Will Save The World. Entretanto, é complicado saber o que querer de um tema para um tubarão chamado megatubarão. Então, o que foi entregue parece melhor que o esperado.
nota: 6,5


9 de novembro de 2017

Jessies

Not My Ex
Jessie J

Alone
Jessie Ware

Ambas são britânicas. Ambas se chamam de verdade Jessica. Ambas decidiram usar o apelido de Jessie como nome artístico. Ambas estão entrando em um novo clico de suas carreiras. E, apesar de resultados um pouco diferentes e sonoridades distintas, ambas lançaram novos singles recentemente. Hoje irei analisar as novas canções da Jessie Ware e Jessie J. Começo pela segunda.

Preparando o lançamento do quarto álbum (R.O.S.E), Jessie J demonstra novamente que irá apostar em uma sonoridade bem diferente daquela que ela tinha mostrado até o momento. Depois da interessante Think About That, a cantora dá um passo a frente com a boa Not My Ex.

Jessie continua a mostrar que o novo trabalho será o seu mais intimo e pessoa até o momento, pois Not My Ex é quase uma página arrancada de um diário ao ser uma sincera composição sobre Jessie abrir o seu coração para um novo amor, mostrando todas as feridas deixadas por um ex bem dispensável. Bem construída e com um apelo pop delicioso, Not My Ex acerta no que a canção anterior errou na sua sonoridade ao dar mais substância instrumental para esse pop mais minimalista, ajudando a criar um clímax melhor elaborado. Não é exatamente perfeito, mas é de longe uma mudança estimulante e que pode ajudar a cantora entregar um grande álbum se seguir o caminho correto. Além disso, Jessie domina a canção ao usar na medida certa todos os seus maneirismos vocais, mesmo que a canção ainda falte algum tempero especial. Algo que não falta para Jessie Ware e a ótima Alone. 

Lançada como terceiro single do recém lançado Glasshouse, Alone é um dos melhores momentos do álbum e é fácil saber o motivo. Uma balada pop/pop soul sobre não deixar a pessoa amada se afastar com uma performance vocal sensacional de Jessie. Talvez esse seja o principal motivo da canção ser tão boa: assim como a textura e o cheiro envolvente de manteiga derretida, Jessie emana uma sensação de envoltura com a sua voz e aqui a sensação encontra o perfeito veículo. Uma das canções mais comerciais do álbum com a sua batida, Alone tem uma composição carismática, bem escrita e de uma veracidade que qualquer um pode identificar com a sua mensagem. Poucas canções em 2017 tiveram essa capacidade de criar uma atmosfera tão envolvente. Na verdade, quase nenhuma canção de artistas já consolidados tiveram a mesma sinceridade que as duas Jessies tiveram e, infelizmente, não estão tendo o mesmo desempenho comercial.

nota
Not My Ex: 7,5
Alone: 8,5

22 de setembro de 2017

Dirty Laundry

Think About That
Jessie J

Depois de lançar um não primeiro single do novo álbum, Jessie J finalmente revelou que o seu quarto álbum será intitulado de R.O.S.E. e como primeiro single de verdade foi lançada a instigante Think About That.

Jessie J sempre se mostrou uma artista que era capaz de entregar composições pessoais e bastantes intimas como Who You Are e Big White Room. Em Think About That não é diferente, mas aqui o resultado parece um pouco mais profundo que o normal. A canção fala sobre uma pessoa que fez muito, mais muito, muito, muito mal para a Jessie que, resumidamente, só queria estar com ela para sugar da sua fama e até a fez parecer louca na frente de outras pessoas. O tom confessional é forte e não deixa espaço lágrimas de emoção, pois a atmosfera de Think About That é como arrancar de uma vez um band-aid de uma feridade, lembrando muito o que fez a Kelly Rowland em Dirty Laundry. Curiosamente, a canção lembra a sonoridade da canção da ex-Destiny's Child, pois Think About That constrói a sonoridade pop com uma base com poucos instrumentos e uma batida cadenciada, espaçada e marcada. Todavia, ao contrário de Dirty Laundry, Think About That não tem uma base tão rica e profunda, acabando em se transformar em uma canção que não tem a forma suficiente para se nivelar a potencia da composição. Finalizando de forma seca e sem um clímax adequando, Think About That termina sonoramente como uma canção inacabada. Felizmente, a composição e a interpretação contida de Jessie dão para Think About That uma sobrevida melhor que o esperado. Só não sei se a canção tem alguma chance de sucesso real.
nota: 7

22 de agosto de 2017

Negócio Arriscado (Ou Nem Tanto)

Real Deal
Jessie J

Se preparando para lançar o seu quarto álbum, Jessie J pode está finalmente no momento de dar uma guinada na sua carreira ao mudar a sua sonoridade como mostra a canção Real Deal.

A canção é uma arriscada aventura de Jessie em uma sonoridade que, infelizmente, não tem o mesmo destaque que anos atrás: o hip hop soul. Influenciada principalmente por Mary J. Blide, Real Deal é dona de uma batida gostosinha de ouvir que mistura hip hop e R&B em uma atmosfera com elementos do anos '70. Bem produzida, a canção erra em sua duração de mais de quatro minutos que a deixa um pouco arrastada em sua parte final. Dona de uma das melhores vozes do pop atual não é difícil ouvir Jessie dominar a canção de maneira exemplar, sendo quase um passeio no parque para a cantora. O ponto fraco da canção é a sua composição genérica, apenas bem feitinha e sem um refrão marcante. Por enquanto, apostar nesse estilo é um negócio arriscado, mas com o controle de damos bem rígido já que a canção não irá estar no álbum. Será interessante ver o que a cantora irá entregar caso essa seja a pegado do álbum.
nota: 6,5

7 de junho de 2015

Um Tema de Verdade

Flashlight
Jessie J

Começando a ser tornar uma especialista em canções temas de filme, Jessie J conseguiu emplacar mais uma Flashlight para a trilha de A Escolha Perfeita 2. Até agora o single é o melhor dela desse estilo.

Flashlight é tudo que um bom e cafona tema de filme precisar ser: sentimental, piegas e vários tons
acima. Não leve isso como defeito, mas como características de quase um gênero estabelecido. Flashlight é uma baladona pop que vai crescendo aos poucos bem construída e sem nenhuma ousadia se tornando o veículo perfeito para Jessie usar todo o seu poder vocal em todo a sua glória. Surpreendentemente, em vários momentos, a cantora está bastante contida, mas é só chegar o refrão final que a força "gritadora" que vive nela se liberta. A composição, co-escrita por Sam Smith e a Sia, segue a cartilha do sentimental/auto ajuda, mas com um refinamento discreto. Uma pena que a produção parece que conteve e não entrega todo o poder que a canção poderia ter. De qualquer formar, Flashlight é um tema de filme das antigas que faz jus a sua classificação.
nota: 7

22 de abril de 2015

Jessie Das Antigas

Masterpiece
Jessie J

Uma das características que ajudaram a Jessie J a ganhar uma legião de fãs foi as suas canções "auto ajuda" como Who's Laughing Now e Who You Are. Com a tentativa de manter a sua carreira em alta, Jessie perdeu parte dessa sua vertente. Felizmente, ela recuperou um pouco com o lançamento da boa Masterpiece.

A canção recupera aquela Jessie das antigas mas, não apenas liricamente, também na sonoridade. Masterpiece é um bom pop adulto com estripe classuda pronta para ser tornar um "hino" para ser cantado a plenos pulmões em shows. Apesar de quase cair no lugar comum desse tipo de produção, a produção quebra expectativa com um refrão "desacelerado". Jessie está bem mais contida mostrando um controle vocal satisfatório durante toda a canção e enlouquecendo na parte final. Claro, Masterpiece não é uma obra de arte de verdade, mas ajuda a cantora a conciliar a sua antiga persona com a sua jornada para se manter relevante.
nota: 6,5
-

15 de novembro de 2014

Foguinho

Burnin' Up (feat. 2 Chainz)
Jessie J


Nem mesmo com o sucesso de Bang Bang, Jessie J conseguiu emplacar o seu álbum Sweet Talker e ajudar o desempenho do segundo single, a legal Burnin' Up.

Mesmo passando longe do apelo do single anterior, Burnin' Up tem seu charme e as suas qualidades. Começa pela ótima performance de Jessie que usa as principais qualidades da sua voz para dar vida para a canção sem exagerar e ao mesmo tempo exalar sensualidade que a produção pede. Essa produção por sua vez acerta na mosca em um arranjo redondinho que aposta em uma pegada pop/dance/funk que funciona apesar de não ser o mais indicado para ser single. O ponto negativo fica para a participação do rapper 2 Chainz que, além de não acrescentar nada, é apenas a repetição do esquema de Bang Bang e outras músicas de sucesso. Se era para ser "hot", Burnin' Up é apenas uma pequena chama que já está se apagando.
nota: 7

18 de agosto de 2014

The New A-Team

Bang Bang (feat. Ariana Grande & Nicki Minaj)
Jessie J


A receita é fácil: junta-se duas ou mais estrelas talentosas em ascensão, um produtor ou uma equipe de produção do momento e uma música perfeita para o sucesso. Não é difícil a equação, mas os resultados podem variar se os componentes não estiverem bem alinhados. Felizmente, em Bang Bang, encontro de Jessie J com a Ariana Grande e Nicki Minaj, o resultado final é positivo, apesar de certos pequenos erros.

O single, lançado como primeiro single do próximo álbum de Jessie e inserido na versão deluxe de My Everything da Ariana, é uma mistura bem amarrada de pop com R&B que resulta em uma canção divertida e despretensiosa. Sem querer inovar, a produção encabeçada pelo Max Martin constrói uma batida chiclete e dançante, mas sem precisar recorrer para a "farofa dance" ajudando muito a canção a ganhar pontos por originalidade. Porém, a instrumentalização, em especial nos versos de Jessie e Ariana, carecia de mais substância para deixar a batida mais encorpada. O ponto alto, por consequência, a parte final quando a canção explode e alcança o seu ponto alto. Há uma química afiada entre as três artistas e cada uma delas entrega boas performances: enquanto Jessie mostra seu vozeirão com alguns exageros, Ariana está um pouco apagada mesmo com uma presença carismática e Nicki entrega sua parte de maneira poderosa em que o seu final poderia ser mais pungente. O bom desempenho da canção beneficia as três, mais especificamente a Jessie, pois seu último trabalho não rendeu bons frutos, mas claro que ajuda e muito a consolidar Ariana como um dos nomes de 2014 e fazer com que Nicki pavimente melhor ainda a sua volta.
nota: 7

13 de janeiro de 2014

Um Barulho Bem ao Longe

Thunder
Jessie J

Mesmo não tendo os resultados comerciais que era esperando do álbum Alive, Jessie J tem coisas boas para mostrar. Esse é o caso do single Thunder.

Apesar de não ser a sétima maravilha da música Thunder é uma boa canção. Jessie prova novamente a sua capacidade como cantora ao entregar uma atuação vocal ótima mesmo em uma canção morna como essa. A produção é bem feitinha, mas não chega a empolgar. A canção deveria ser um power pop, mas não chega a ser um momento épico e também fica longe de ser apática. A composição é mediana sem entregar a força que deveria mostra devido a sua intenção. É bom, mas passou longe do alvo.
nota: 6,5

30 de setembro de 2013

Domino 2 - A Missão

It's My Party
Jessie J

O maior defeito de It's My Party, segundo single de Alive da Jessie J, é ser uma "continuação" de Domino da própria cantora. A boa noticia é que ela consegue ser um pouco melhor.

As duas canções tem a mesma pegada: pop chiclete com base de guitarra. Nada genial ou mesmo sensacional apenas mais um na multidão. Só que It's My Party tem uma pegada mais divertida graças ao refrão mais pegajoso e bem amarradinho. Não que a composição repletas de clichês (tem umas ideias legais, mas são poucas) é um trabalho primoroso. Felizmente, Jessie defende com classe e personalidade a canção para ela não cair totalmente no lugar comum como Domino. Quem sabe na terceira tentativa ela não acerta de vez?
nota: 6

11 de junho de 2013

Um Amontoado de Coisas

Wild (feat. Big Sean & Dizzee Rascal)
Jessie J


Sabe aquela que sua amiga que decide sair de casa parecendo uma árvore de Natal cheia de acessórios da cabeça aos pés? Então, Jessie J resolveu fazer isso com a canção Wild: colocar tudo que era possível em apenas uma música.

Wild, primeiro single do segundo álbum dela ainda sem nome, é o que eu posso chamar de "samba doida da cantora pop inglesa". Na tentativa de fazer uma mudança de estilo do que ela apresentou na sua estreia, a produção capitaneada pelo produtor Ammo jogou de uma vez só dance, pop, hip hop e rap com influências de drum and bass e até música africana e misturou tudo com um pouco de eletrônico. Tudo isso em apenas uma canção que atira para todos esses lados sem acertar nenhum. A ideia é até boa e podemos perceber que separada poderiam dar certo, mas como foram construídas em Wild tudo se perde. E não para por aí: para o featuring foi chamado não um, mas dois rappers! As escolhas foram até legais, já que tanto o
americano Big Sean e o inglês Dizzee Rascal podem render bastante, só que na vontade de fazer tudo ao mesmo tempo nenhum dois todos faz um trabalho marcante. Piorando tudo fica a própria Jessie reduzida a quase uma coadjuvante na sua música e quando aparece tenta sacar do bolso todos seus truques vocais de uma vez. O melhor da sua canção é a sua composição já que ela é normal. Sem maiores atrativos e até clichê, mas dentro dessa salada mista funciona por não exagerar. Já dizia Coco Chanel: antes de sair uma mulher devo olhar no espelho e tirar ao menos um acessório. No caso da Jessie, uns dez mais ou menos.
nota: 5

23 de fevereiro de 2013

Uma Canção Para Ser Apenas Esquecida

Silver Lining (Crazy 'bout You)
Jessie J

Por falar em Oscar, quem tentou "abocanhar" um pedacinho foi a Jessie J. Escolhida para interpretar o tema do aclamado O Lado Bom da Vida as chances dela cantar na cerimônia eram altas. Além do sucesso do filme que teve oito indicações, a canção foi escrita por Diane Warren que já recebeu seis indicações ao prêmio de Melhor Canção. Contudo, Silver Lining (Crazy 'bout You) foi um tiro pela culatra.

Diane conseguiu pegar a essência do filme: uma comédia romântica dramática sobre um professor universitário bipolar que se apaixona por uma viúva que também tem problemas mentais. Contudo, a composição carrega certos pieguismos na relação de expressar os sentimentos envolvidos na construção do filme como o refrão ressalta:

Diga que sou louca
Diga que sou uma tola (oh)
Diga que sou louca, talvez seja verdade
Mas sou louca por você, sou louca
Sou louca por você, sou louca
Não posso evitar, não posso evitar
Não posso fazer nada
Sou louca, louca por você (Louca, louca, louca, louca)
E amo porque sei que você também é louco por mim


A produção de Darkchild acerta em fazer um pop dançante misturado com R&B fugindo do que poderia ser uma balada bem água com açúcar, mas erra ao dar para canção pouca personalidade na elaboração do arranjo. Jessie mostra bastante versatilidade e faz um boa performance, mas nada genial ou realmente para se lembrar ao contrário do filme.
nota: 6

20 de maio de 2012

Titanium 2

LaserLight (feat. David Guetta)
Jessie J

Podemos condenar um produtor de fazer duas músicas parecidas já que a inspiração vem do mesmo lugar? Ainda mais, se as duas resultam em algo no mínimo bom? Então, David Guetta pode ser inocente de fazer de LaserLight uma continuação direta de Titanium.

LaserLight é a parceria de Jessie J com o produtor/DJ que foi lançada na versão especial do álbum Who You Are e virou o sétimo single. Tudo que é bom em Titanium ele repete aqui: seja a a produção caprichada que ajuda a refinar transformando a canção em um eletropop grandioso, vocais poderosos e interpretação impecável de uma Jessie inspirada e uma letra simples, mas cativante. Só que o déjà vu faz com a canção perca um pouco da força que teria se você única ou lançada primeiro. É uma continuação que peca apenas por querer ser tão boa como a original.
nota: 8

8 de dezembro de 2011

Como Cantar Pop

Who You Are
Jessie J

Desculpe algumas "divas do pop", mas para cantar pop de verdade é preciso saber cantar. E isso a Jessie J sabe.

Escolhido como sexto single do álbum e que também leva o nome do álbum, Who You Are mostra o quanto boa é a voz da Jessie. Diferente, cheia de personalidade e capacidade técnica. Ela é capaz de segura só no "gogó" uma canção que nem é tão boa. Who You Are é pop com mensagem bonitinha, mas batida: "Seja você mesmo". Além do arranjo pouco inspirado. Contudo, Jessie mostra como uma cantora deve se portar dominando a canção e, não, ao contrário.
nota: 6,5

12 de outubro de 2011

2 por 1 - Jessie J

Domino
Who's Laughing Now
Jessie J

A inglesa Jessie J se encontra em uma situação complicada. Apesar de ser um dos nomes mais "quentes" da música esse ano, ela ainda está batendo na porta do mercado americano sem poder entrar de vez. Mesmo com o bom desempenho de Price Tag e a exposição ao ser à cantora oficial da banda do VMA desse ano não foi o bastante para ela conquistar a América. E se for depender da canção Domino, vai demorar um tempão para isso acontecer.

A canção, que não está inclusa no álbum Who You Are, foi o single que seria a chave para a entrada dela nos Estados Unidos. No passado mesmo, pois a canção flopou lindamente. Um pop bobo, sem graça em que nenhum momento destaque o talento de Jessie. O produtor Dr. Luke faz a sua produção mais sem imaginação até agora. Não é comercial, não é divertida, não é horrível. Tem o mesmo sabor que picolé de chuchu sem açúcar. Para cantar a canção, com composição razoável, poderia ter sido escalado qualquer cantora com algum talento. Jessie perde tempo atirando para longe do alvo.





Enquanto isso, Jessie lançou na sua terra natal a canção Who's Laughing Now como quarto single do álbum Who You Are. E na terra da rainha as coisas são como devem ser.

A canção é um ótimo pop com pitadas de sarcasmo, humor e ironia sem perder a essência. A canção, em tom autobiográfica, narra como a Jessie era tratada quando criança. Sofrendo bullying por ser diferente, ela dá volta por cima e agora todos querem ser seus amigos. Ligada com que é "moda", Jessie passa uma ótima mensagem de superação sem precisa ser piegas com pitadas de humor na medida certa. O pacote se completa com a produção inspirada acima da média misturando pop com batidas de hip hop e Jessie mostrando personalidade ao máximo. Quem sabe se ela continuar assim e esquecer de tentar se moldar aos padrões, ela não possa realmente rir por último?
nota

Domino: 5
Who's Laughing Now: 7,5

9 de julho de 2011

Perfeição Imperfeita


Nobody's Perfect
Jessie J

Nem sempre encontramos a perfeição naquilo que gostamos. Às vezes as imperfeições fazem certas coisas mais atrativas em certos casos. Assim é o pop. Nem sempre a supremacia pop pode ser medida pela sua perfeição. É necessário buscar a beleza dos erros para descobrir a verdadeira beleza de uma música. Assim é Nobody's Perfect da inglesa Jessie J.

O single lançado como terceiro single do álbum Who You Are tem um grande defeito: Jessie parece estar sendo morta e está chamando por socorro em certos momentos. Grita tanto que quase estoura os tímpanos. Ok. Mas existe algo em Nobody's Perfect que consegue derrubar esse problema e se torna viciante. Até mesmo os vocais ganham outra dimensão se você analisar com mais calma. Jessie, mesmo exagerando, mostra que como uma cantora pop ela pode ir além vocalmente que a maioria das cantoras de hoje expressando personalidade com maestria. Só precisa maneirar um pouco. Nos outros aspectos, Nobody's Perfect é uma balada completamente diferente e original. Nada de sentimentalismos barato na produção do arranjo com uma pegada bem mais forte e cadenciada que encaixa perfeitamente com a letra pessoal e direta. É imperfeita, mas é sensacional dentro de suas limitações.
nota: 7,5

12 de março de 2011

Na cara da GaGa

Price Tag (feat. B.o.B)
Jessie J

Talvez uma das coisas que mais deva dar satisfação ao um novo artista é de alguma forma conseguir ultrapassar um artista já consagrado. Quem fez isso recentemente foi a britânica Jessie J quando bateu a Lady GaGa na parada inglesa. Explicando: na mesma semana que GaGa lançou Born This Way na Inglaterra, Jessie J estava na segunda semana no topo da parada com a canção Price Tag e não deixou GaGa ocupar o primeiro lugar. Mas se você pensa de Jessie J é "crua" nesse meio, está enganado. Antes de se lançar como cantora, Jessie trabalhou como compositora escrevendo músicas para nomes como Justin Timberlake, Alicia Keys, Christina Aguilera e escreveu a melhor música da Miley Cyrus, Party in the U.S.A. Então, pode-se esperar não apenas mais um nome na multidão, mas sim uma cantora preparada para o mainstream como poucas. E isso, ela mostra que tem. Com visual diferente e uma postura forte (ela assumiu que é bissexual), Jessie J é a grande promessa de 2011 eleita pela famosa lista Sound of... da BBC britânica que já escolheu nomes como 50 Cent, Adele, Mika.

Tudo isso é visto no single já citado, Price Tag. A canção tem uma pegada meio pop com reggae e hip hop completamente viciante em todos os aspectos. Produzida por Dr. Luke mostrando que têm muitas outras facetas que ele já mostrou. Tem cadencia sensual e dançante, mas se precisar de velhos clichês como auto tune e etc. Tem inteligência, ao ajudar a compor uma música com uma mensagem que não seja apenas "se divirta" e "dance muito". E tem tino para o inusitado ao fazer o rapper B.o.B dar sua ótima contribuição. Mas quem brilha mesmo é Jessie. Sua voz é acima da média, lotada de personalidade com um tom diferente e original. Até mesmo falando é melhor que a maioria das cantoras. Jessie J pode até não se tornar fenômeno mundial, mas tem tudo para isso. E ainda derrubar a Britney, a GaGa (de novo), a Ke$ha, a Katy.......
nota:8