3 de novembro de 2012

New Faces Apresenta: "A Banda com o Nome Mais Estranho do Ano"

It's Time
Imagine Dragons


Se tivesse um prêmio para nome mais esquisito de banda este seria dado para a Imagine Dragons (Imagine Dragões). A banda fundada em Las Vegas lançou seu primeiro álbum esse ano e conseguiu certa repercussão com o single It's Time.

Primeiro single de Night Visions, It's Time é um curioso indie pop rock que se destaca pelo bom e diferente arranjo. A batida marcada é fornecida pelo produtor Alex da Kid mais conhecido por trabalhos no hip hop com no hit Love The Way You Lie que consegue dar uma cara diferente para a canção ainda mais com o uso do que parece ser um bandolim ou algo que parece o som de um na base da canção. Ela cresce aos poucos e chega na parte final com força. Infelizmente, a composição confusa e um pouco sem graça prende o resultado assim com os vocais que não mostram realmente para que vieram. Faltou a criatividade da escolha do nome, mas eles têm potencial.
nota: 7

2 de novembro de 2012

Uma Segunda Chance Para: "Take A Bow"

Como vocês já sabem esse ano o blog completou quatro anos no ar. Nesse tempo foram mais de 1500 postagens incluído resenhas de singles, listas, especiais e muitos outros assuntos. Claro, ao passar dos anos a maneira como eu escrevo modificou. Não apenas os erros do meu português ruim, mas a maneira com eu analiso as canções. Pensando nisso resolvi cirar o especial "Uma Segunda Chance Para" para rever as primeiras criticas que eu fiz e saber se após quatro anos eu ainda penso da mesma maneira. A primeira é exatamente a primeira que eu resenhei em 10 de Julho de 2008:


Take A Bow
Rihanna


Faz apenas quatro anos, mas parece que foi à um século atrás. No auge do boom da Rihanna depois do sucesso de Umbrella, ela resolveu lançar uma edição especial do Good Girl Gone Bad e como primeiro single foi escolhida a canção Take a Bow. Na época, RiRi ainda fazia R&B de verdade e a canção tinha uma forte influência do mega sucesso de Irreplaceable da Beyoncé.

Take A Bow é uma balada comportada com ênfase nos vocais da RiRi. A produção do grupo Stargate e do cantor Ne-Yo soube valorizar a voz da cantora tirando qualquer grande produção de cima e mostrando o tom da jovem que ainda crescia como cantora. Se a produção acertou aí errou na composição sendo praticamente uma continuação temática do, até então, maior sucesso da Bey. A história da garota dando um pé na bunda do namorado depois de descobrir seus podres ficou sem força mesmo com um pegajoso refrão. Isso também vale para o arranjo que consegue ganhar certa personalidade com uma pegada mais lenta e demarcada, mas o apoio de violão nos lembra que estamos diante da cópia.
nota original: 7
nota atual: 6,5

Resultado final: Take a  Bow está envelhecendo mal, mas o talento da Rihanna vocal ajuda a canção a não cair no esquecimento totall.

1 de novembro de 2012

Primeira Impressão

Glassheart
Leona Lewis

Devo admitir que tive que pegar pesado nos últimos tempos com a Leona Lewis, mas a falta de rumos para a carreira dela me irritava profundamente. O talento vocal dela é inegável, mas como esse talento estava sendo usado para a construção de canções hora piegas, hora farofa pop e hora as duas coisas ao mesmo tempo.  Então, não acreditava muito no resultado do terceiro álbum da inglesa, Glassheart. Contundo, as minhas expectativas foram excedidas após escutar o álbum.

Glassheart não é exatamente um álbum sensacional, mas se mostra bem mais sólido, bem construído e com uma sonoridade mais refinada. A principal razão para isso encontra-se na participação de dois produtores em ascensão da Inglaterra: Naughty Boy e Fraser T Smith. O trabalho dos dois reflete em todo o álbum, mesmo que eles apenas produzem algumas músicas. A sonoridade deles misturando soul com pop, dubstep e eletrônico se mostra refinado na elaboração de canções fortes, marcantes e diferentes que a própria Leona já fez. Não que isso faça com que velhos hábitos como tentar colocar canções pop sem graça ou baladas grandiosas aparecem, mas consegue fazer Leona mostrar uma faceta mais moderna sem parecer descartável. Outro ponto muito importante está no desempenho de Leona: impecável. A maturidade vocal dela parece começar a chegar e ela entrega vocais poderosos sem precisar gritar como uma louca conseguindo expressar sentimentos mais sinceros e não parecer um robô frio e distante. As composições ainda são o ponto fraco com vários altos e baixos em questões temáticas: de lado canções mais encorpadas de sentimentos do outro letras bobas e piegas invocando a Leona que "sangrava por amor". Os grandes destaques do álbum vão para o single Trouble (resenha a seguir), a forte e triste I To You e a ótima Come Alive, a melhor do álbum e todas produzidas pela dupla já citada e com co-autoria da cantora Emeli Sandé. Entre as esquecíveis estão a pop Shake You Up e a chatinha Fireflies. Leona deu o primeiro passo para ser tornar uma artista de verdade e não apenas mais uma grande voz.

Depois da Tempestade

Trouble
Leona Lewis

Depois de um período difícil artisticamente falando, Leona Lewis finalmente viu a luz do sol brilhar ao lançar a ótima Trouble como primeiro single oficial do álbum Glassheart.

Trouble pode até parecer uma balada tradicional, mas está bem longe disso. Começa pela composição: a sinceridade imposta pela narradora em assumir que ela é a verdadeiro "problema"  da relação e que teme pelo o que ela está fazendo pelo amado o deixando em um verdadeiro inferno. Apesar de vários compositores (oito ao total com a própria Leona e a cantora Emeli Sandé como co-autoras), o trabalho consegue expressar uma verdade impressionante além de ser um trabalho liricamente estupendo. A produção com Naughty Boy como produtor principal é uma trabalho bem impressionante. Mesmo começando com um solo de piano, a canção cresce no momento que um arranjo mais encorpado toma conta deixando Trouble com uma pegada mais grandiosa sem cair em clichês. A versão lançada como single conta com a participação do rapper e ator Childish Gambino que não interfere no resultado final da canção já que Leona Lewis está perfeita com uma atuação fora dos padrões que já fez: contida vocalmente, mas com sentimento verdadeiro. Que bom que a Leona viu a luz no final da escuridão.
nota: 8

31 de outubro de 2012

O Desejo de Ser o Que Você Não É

Kiss the Stars
Pixie Lott


Quem nasceu para Pixie Lott nunca será mais que isso. Provando isso está a canção Kiss the Stars.

Uma das canções mais sem graças que eu ouvi nos últimos tempos. Um pop dance medíocre que parece uma demo da Katy Perry que ela mesmo nunca nem pensou em gravar. Pixie não tem força suficiente para elevar a produção preguiçosa, a composição pobre e falta de capacidade de criar um refrão ao menos divertido. É quer ser atual e comercial e acabar sendo apenas ruim de doer.
nota: 3

30 de outubro de 2012

Os Melhores de 2012 - Duelos de Hits



Disputando mais uma vaga na final de Single do Ano está a surpresa indie Somebody That I Used to Know do cantor Gotye contra a boy band One Direction e o sucesso chiclete What Makes You Beautiful.



São mais dez dias de votação! Votem e comentem!

29 de outubro de 2012

Pérola Pop Especial - Parte 3

Hypnotico                                                                                                   22nd Century
Jennifer Lopez                                                                                                       Kelis



Bonus do último álbum da J.Lo Hypnotico tem como um das co-autoras a cantora Lady GaGa. A canção é um pop dance insano que mostra o melhor lado da Jennifer misturando com um pouco de canção latina e muita sensualidade.

Já Kelis entrega uma genial e genuína canção eletrônica feita especialmente para tocar em baladas até o dia clarear. O melhor é que ela vai além entregando vocais perfeitos e letra muito bem escrita.

28 de outubro de 2012

Primeira Impressão

ORA
Rita Ora

A nova sensação do pop inglês Rita Ora lançou seu primeiro álbum. E qual o resultado: Rita Ora não é tão sensação como se esperava.

ORA, título do álbum, é uma colcha de retalhos mal emendados que ainda por cima parece ser feito de tecido bem vagabundo que rasga bem fácil. A profusão de produtores que vão desde o The Dream até o will.i.am fazem do álbum um samba da inglesa querendo ser a Rihanna doida. Não há direção sonora, não há força suficiente para criar canções interessantes, não há inovação, não há criatividade ou personalidade. Ouvir o álbum inteiro é praticamente ouvir a mesma canção de novo, de novo e de novo só que outra letra e só. Falando em composição, o trabalho quase inteiro é completamente irrelevante nas suas mensagens que até mesmo falar de "vamos festejar" se torna chato. Rita tem talento, mas as escolhas péssimas feitas no álbum mascaram isso a deixando com uma imagem de muito mais do mesmo. Quando o álbum acerta é que vemos uma artista como potencial como no single R.I.P. Só que o álbum só acerta quando Stargate produz Young, Single & Sexy para a versão deluxe um simples, elegante, divertido R&B. E para por aí. Falar que o resto das canções nem valem a pena seria chover no molhado, mas quero ressaltar a péssima Love and War que tem a participação do rapper J.Cole em uma das piores escolhas de como usar um featuring que eu já vi fazendo ele apenas "cantar" algumas frases no refrão. Quem sabe no próximo álbum essa sensação não aparece de verdade?