My Songs Know What You Did in the Dark (Light Em Up)
Fall Out Boy
Uma das características do Fall Out Boy é que eles adoram um nome de música bem grande. Só que no final do dia o que realmente interessa é a qualidade da música.
My Songs Know What You Did in the Dark (Light Em Up), primeiro single de Save Rock and Roll, é o perfeito carro chefe para a volta do Fall Out Boy para mostrar que eles ainda mandam muito bem e que ainda estão mais "azeitados". A produção ajuda a construir um excelente arranjo misturando rock com pop punk criando uma atmosfera pós-apocalíptica perfeita para a sombria composição que poderia ter sido apenas mais trabalhada no final. Nada que os insanos vocais de Stump não compensem em especial no refrão que poderia cair no lugar comum se não fosse pelo seu trabalho. Um "nomão" para um "musicão".
nota: 8
5 de maio de 2013
Que Isso Novinha?
Come & Get It
Selena Gomez
Eu já vi centenas de música sem graça, mas o single que "planeja" lançar a carreira solo da Selena Gomez consegue entrar no top 5 sem nem precisei de uma segunda "escutada" para chegar a esse veredicto.
A carreira de Selena ia muito bem ao lado da sua banda de apoio que eu até pensei que Selena ainda podia quebrar a maldição de ser uma ex-garota Disney. Ledo engano. Voando sozinha, Selena já deu um tiro no pé com Come & Get It que é a tentativa obvia de mostrar a mulher que ela está virando. Ok, até aqui nada de novo, mas o grande problema é que a canção é ruim que dá dó. Não consigo entender qual o pensamento atrás da produção de Stargate ao criar essa bomba pop/dance com uma batida oriental que na verdade é uma colagem mal feita que não chega a lugar nenhum. Não é divertida, pelo contrario, a batida é broxante e sem nenhuma faísca de personalidade. Não é bem executada já que Selena está vocalmente errada em performance tão insegura e monótona que me faz questionar o talento dela. E por fim, a composição está em um nível que tenta ser ousada para mostrar a mulher Selena, mas na verdade é um acumulo de clichês fracos, bobos e constrangedores. E sabe o que é pior? Come & Get It nem é a pior coisa na vida da Selena. A primeira é o ex-atual-sei lá o que-namorado Justin Bieber. Tá fácil para ninguém!
nota: 2
Selena Gomez
Eu já vi centenas de música sem graça, mas o single que "planeja" lançar a carreira solo da Selena Gomez consegue entrar no top 5 sem nem precisei de uma segunda "escutada" para chegar a esse veredicto.
A carreira de Selena ia muito bem ao lado da sua banda de apoio que eu até pensei que Selena ainda podia quebrar a maldição de ser uma ex-garota Disney. Ledo engano. Voando sozinha, Selena já deu um tiro no pé com Come & Get It que é a tentativa obvia de mostrar a mulher que ela está virando. Ok, até aqui nada de novo, mas o grande problema é que a canção é ruim que dá dó. Não consigo entender qual o pensamento atrás da produção de Stargate ao criar essa bomba pop/dance com uma batida oriental que na verdade é uma colagem mal feita que não chega a lugar nenhum. Não é divertida, pelo contrario, a batida é broxante e sem nenhuma faísca de personalidade. Não é bem executada já que Selena está vocalmente errada em performance tão insegura e monótona que me faz questionar o talento dela. E por fim, a composição está em um nível que tenta ser ousada para mostrar a mulher Selena, mas na verdade é um acumulo de clichês fracos, bobos e constrangedores. E sabe o que é pior? Come & Get It nem é a pior coisa na vida da Selena. A primeira é o ex-atual-sei lá o que-namorado Justin Bieber. Tá fácil para ninguém!
nota: 2
1 de maio de 2013
29 de abril de 2013
A Garota Que Ainda Pode Ser
Radioactive
Rita Ora
Mesmo com todo o estardalhaço demasiado feito sobre a inglesa Rita Ora e seu álbum debut que não refletiu na qualidade do trabalho em si, ainda acredito no potencial dela como podemos conferir em Radioactive.
Possivelmente último single de CD ORA, Radioactive é um bom pop/house com composição da Sia Furler que tem como ponto forte a forte inspiração dos anos '90 no divertido arranjo que acerta em cheio no tom usado: menos frenético que um "batidão" e com uma cadencia mais "street". Rita mostra dominio da canção mesmo não sendo uma cantora fantástica enquanto a composição faz sua parte sem maiores problemas. O principal defeito é sua duração que deveria ser menor para deixar a canção mais redondinha. Com um novo álbum planejado para esse ano quem sabe Rita não acerta de verdade e saía da promessa?
nota: 6,5
Rita Ora
Mesmo com todo o estardalhaço demasiado feito sobre a inglesa Rita Ora e seu álbum debut que não refletiu na qualidade do trabalho em si, ainda acredito no potencial dela como podemos conferir em Radioactive.
Possivelmente último single de CD ORA, Radioactive é um bom pop/house com composição da Sia Furler que tem como ponto forte a forte inspiração dos anos '90 no divertido arranjo que acerta em cheio no tom usado: menos frenético que um "batidão" e com uma cadencia mais "street". Rita mostra dominio da canção mesmo não sendo uma cantora fantástica enquanto a composição faz sua parte sem maiores problemas. O principal defeito é sua duração que deveria ser menor para deixar a canção mais redondinha. Com um novo álbum planejado para esse ano quem sabe Rita não acerta de verdade e saía da promessa?
nota: 6,5
28 de abril de 2013
Primeira Impressão
Overgrown
James Blake
Posso definir o segundo álbum do inglês James Blake como "genialmente difícil". Ainda pouco conhecido de parte do grande público, especialmente fora do eixo alternativo da Inglaterra, James foi previamente aclamado pelo seu álbum debut homônimo de 2011 e novamente repete o feito com Overgrown. Só não pense que é um trabalho para todos os gostos ou que seja de fácil "degustação".
James Blake é um artista completamente único e quase inclassificável. Partindo de uma base eletrônica, ele vai desenvolvendo uma sonoridade que vai agregando vários estilos, influências e texturas para depois refinar tudo isso com uma visão tão individual que resulta em uma das sonoridades mais originais que eu já ouvi desde que o blog começou. A atmosfera de Overgrown é tão "lúdica" que eu não consigo definir com palavras, mas deixo essa visão para que vocês tentem visualizar o que senti ao ouvir o álbum: "imagine-se no meio de uma floresta deserta coberta pela uma camada de neve eterna e que nunca para de nevar. Você, sem nenhuma proteção, sente o frio glacial entrar em seu corpo trazendo a sensação da morte cada vez mais perto, mas mesmo assim você é inundado por toda uma saraivada de outros sentimentos mais importantes que se esquece dessa sensação e se deixa levar". Difícil, não é? Praticamente produzindo o álbum inteiro sozinho, James mostra uma força inegualável ao somar sua visão artística com trabalhos instrumentais poderosos e composições simples e ao mesmo tempo simplesmente desconcertantes. Um homem de poucas, mas poderosas palavras. Se não bastasse tudo isso junto, ele é ainda dono de uma voz desconcertante seja em seu singular tom ou na sua espetacular forma de interpretação que é quase um estado de espírito. Nem tudo sai perfeito em Overgrown já que as canções Voyeur e Every Day I Ran (da versão deluxe) não estão à altura do resto do álbum, apesar de serem boas canções. Do resto, Overgrown é um álbum impressionante que precisa ser descoberto por quem não tem medo de entrar em uma experiência "genialmente difícil", mas compensadora.
James Blake
Posso definir o segundo álbum do inglês James Blake como "genialmente difícil". Ainda pouco conhecido de parte do grande público, especialmente fora do eixo alternativo da Inglaterra, James foi previamente aclamado pelo seu álbum debut homônimo de 2011 e novamente repete o feito com Overgrown. Só não pense que é um trabalho para todos os gostos ou que seja de fácil "degustação".
James Blake é um artista completamente único e quase inclassificável. Partindo de uma base eletrônica, ele vai desenvolvendo uma sonoridade que vai agregando vários estilos, influências e texturas para depois refinar tudo isso com uma visão tão individual que resulta em uma das sonoridades mais originais que eu já ouvi desde que o blog começou. A atmosfera de Overgrown é tão "lúdica" que eu não consigo definir com palavras, mas deixo essa visão para que vocês tentem visualizar o que senti ao ouvir o álbum: "imagine-se no meio de uma floresta deserta coberta pela uma camada de neve eterna e que nunca para de nevar. Você, sem nenhuma proteção, sente o frio glacial entrar em seu corpo trazendo a sensação da morte cada vez mais perto, mas mesmo assim você é inundado por toda uma saraivada de outros sentimentos mais importantes que se esquece dessa sensação e se deixa levar". Difícil, não é? Praticamente produzindo o álbum inteiro sozinho, James mostra uma força inegualável ao somar sua visão artística com trabalhos instrumentais poderosos e composições simples e ao mesmo tempo simplesmente desconcertantes. Um homem de poucas, mas poderosas palavras. Se não bastasse tudo isso junto, ele é ainda dono de uma voz desconcertante seja em seu singular tom ou na sua espetacular forma de interpretação que é quase um estado de espírito. Nem tudo sai perfeito em Overgrown já que as canções Voyeur e Every Day I Ran (da versão deluxe) não estão à altura do resto do álbum, apesar de serem boas canções. Do resto, Overgrown é um álbum impressionante que precisa ser descoberto por quem não tem medo de entrar em uma experiência "genialmente difícil", mas compensadora.
O Curioso Caso de James Blake
Retrograde
James Blake
Imagine uma mistura de soul music com eletrônico com uma cadencia bem lenta. Contudo, pense de novo sobre o resultado que você obteve usando a perspectiva única do James Blake.
Retrograde, primeiro e único single lançado até agora de Overgrown, é um viagem sonora na cabeça de um
artista impressionantemente diferente. Sua interpretação para a composição magistral de sua própria autoria falando sobre solidão de maneira cativante é um trabalho ousado, com uma força motora quase transcedental e um trabalho técnico único. A estrutura do arranjo quebra paradigmas estáticos do que poderia se esperar para atingir um estado não apenas mais elevado, mas exclusivo que apenas ele consegue no atual cenário musical. Um caso curioso de um artista fora dos padrões.
nota: 9
James Blake
Imagine uma mistura de soul music com eletrônico com uma cadencia bem lenta. Contudo, pense de novo sobre o resultado que você obteve usando a perspectiva única do James Blake.
Retrograde, primeiro e único single lançado até agora de Overgrown, é um viagem sonora na cabeça de um
artista impressionantemente diferente. Sua interpretação para a composição magistral de sua própria autoria falando sobre solidão de maneira cativante é um trabalho ousado, com uma força motora quase transcedental e um trabalho técnico único. A estrutura do arranjo quebra paradigmas estáticos do que poderia se esperar para atingir um estado não apenas mais elevado, mas exclusivo que apenas ele consegue no atual cenário musical. Um caso curioso de um artista fora dos padrões.
nota: 9
27 de abril de 2013
Um Pouco Menos
Get Lucky [feat. Pharrell Williams]
Daft Punk
Eu até entendo todo o barulho em torno da volta do duo francês de música eletrônica Daft Punk, que ajudou o estilo a se firmar com o público e a critica durante os anos noventa, pois a última vez que eles lançaram um álbum próprio foi em 2005. Só não vejo muito explicação na exaltação da critica em relação ao single Get Lucky que é apenas uma canção boa e só.
Primeiro single do álbum Random Access Memories que será lançado em Maio é uma boa canção eletrônica em fusão com funk (não do Rio, mas do James Brown) e disco que tem como maior qualidade ser completamente diferente do que se fazendo hoje em dia. Claro, a produção do duo é sempre acima da média e a boa decisão de navegar em outras sonoridades ajuda a canção a ganhar personalidade. Só que mesmo com um trabalho instrumental ótimo, Get Lucky tem uma construção um pouco conservadora que afeta o resultado final já que é de se esperar algo mais "inovador". A parceria com rapper/produtor Pharrell Williams dá uma lufada de ar bem interessante que não encontra "apoio" na composição regular. Resumindo: vamos ficar felizes pela volta do Daft Punk, mas nem "taaaaaaaato".
nota: 7
Daft Punk
Eu até entendo todo o barulho em torno da volta do duo francês de música eletrônica Daft Punk, que ajudou o estilo a se firmar com o público e a critica durante os anos noventa, pois a última vez que eles lançaram um álbum próprio foi em 2005. Só não vejo muito explicação na exaltação da critica em relação ao single Get Lucky que é apenas uma canção boa e só.
Primeiro single do álbum Random Access Memories que será lançado em Maio é uma boa canção eletrônica em fusão com funk (não do Rio, mas do James Brown) e disco que tem como maior qualidade ser completamente diferente do que se fazendo hoje em dia. Claro, a produção do duo é sempre acima da média e a boa decisão de navegar em outras sonoridades ajuda a canção a ganhar personalidade. Só que mesmo com um trabalho instrumental ótimo, Get Lucky tem uma construção um pouco conservadora que afeta o resultado final já que é de se esperar algo mais "inovador". A parceria com rapper/produtor Pharrell Williams dá uma lufada de ar bem interessante que não encontra "apoio" na composição regular. Resumindo: vamos ficar felizes pela volta do Daft Punk, mas nem "taaaaaaaato".
nota: 7
Primeira Impressão
Native
OneRepublic
Sabe qual é o maior problema do terceiro álbum do OneRepublic intitulado Native, grupo liderado pelo compositor/produtor/cantor Ryan Tedder? O álbum é chata para "caramba"!
Sempre na direção da produção, Ryan faz um trabalho sólido em Native com produções pomposas, cuidado minucioso de instrumentalização e com uma sonoridade interessante sendo uma mistura de rock com pop indie, mesmo que em vários momentos se pende para um folk estilo Mumford & Sons ou o som do U2. Contudo, tudo é tão certinho, quase asséptico diria, que o resultado final é maçante, repetitivo e sem nenhuma força. Até mesmo as canções acima da média são um pouco chatas. Vocalmente, Ryan faz um trabalho descente, mas bastante genérico. Não há momentos marcantes e a maioria das canções poderia receber outros vocais que não faria muita diferença. Mesmo com o esforço de soar profundo e "cool", as compoisções (claro, capitaneadas por Ryan) são chatas em sua grande maioria. É como olhar uma montanha coberta de neve: bonita, mas cansa depois de um tempo sem nada acontecendo de verdade. Escapando com alguma personalidade está a boa I Lived que poderia ser até mais se seguisse o caminho que a influência que é o folk. Counting Stars que abre o álbum é legal assim como o single Feel Again. E praticamente é isso já que o resto passa batido. Um álbum tecnicamente bom, mas que perde em essência.
OneRepublic
Sabe qual é o maior problema do terceiro álbum do OneRepublic intitulado Native, grupo liderado pelo compositor/produtor/cantor Ryan Tedder? O álbum é chata para "caramba"!
Sempre na direção da produção, Ryan faz um trabalho sólido em Native com produções pomposas, cuidado minucioso de instrumentalização e com uma sonoridade interessante sendo uma mistura de rock com pop indie, mesmo que em vários momentos se pende para um folk estilo Mumford & Sons ou o som do U2. Contudo, tudo é tão certinho, quase asséptico diria, que o resultado final é maçante, repetitivo e sem nenhuma força. Até mesmo as canções acima da média são um pouco chatas. Vocalmente, Ryan faz um trabalho descente, mas bastante genérico. Não há momentos marcantes e a maioria das canções poderia receber outros vocais que não faria muita diferença. Mesmo com o esforço de soar profundo e "cool", as compoisções (claro, capitaneadas por Ryan) são chatas em sua grande maioria. É como olhar uma montanha coberta de neve: bonita, mas cansa depois de um tempo sem nada acontecendo de verdade. Escapando com alguma personalidade está a boa I Lived que poderia ser até mais se seguisse o caminho que a influência que é o folk. Counting Stars que abre o álbum é legal assim como o single Feel Again. E praticamente é isso já que o resto passa batido. Um álbum tecnicamente bom, mas que perde em essência.
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