6 de novembro de 2015

Água e Óleo

Do It Again (feat. Chris Brown & Tyga)
Pia Mia

A novata Pia Mia tinha tudo para ser a dona de um dos sucessos do verão americano com a canção Do It Again. Não foi isso que aconteceu. O motivo é simples: a canção não funciona da pratica apesar da ótima ideia por trás. 

A boa produção da canção entrega uma canção redondinha misturando pop com R&B feito para ser exatamente comercial ao extremo. Infelizmente, a presença, ou melhor, a falta de presença de Pia atrapalha o resultado final com a sua equivocada performance vocal. A cantora parece ter talento, mas aqui ela é completamente mal utilizada perdendo espaço para performances do Chris Brown e do rapper Tyga que não adicionam nada para a canção. Pia Mia não combina com a própria canção e isso é um erro fatal.
nota: 6

4 de novembro de 2015

A Salvação

Don't Be So Hard On Yourself
Jess Glynne


Dentro da decepção que é o primeiro álbum da talentosa Jess Glynne existe duas exceções: uma delas é o single Don't Be So Hard On Yourself.

A canção é o que deveria ser todo o resto do álbum: uma divertida e bem produzida mistura de pop com soul criando uma batida contagiante. Longe de ser uma obra de arte, Don't Be So Hard On Yourself se sustenta principalmente pela perfeita junção da sonoridade com a distinta e boa voz de Jess que fica escondida nas outras produções do álbum. Além disso, a composição da canção sobre superar os problemas pode até ser clichê, mas funciona lidamente devido a um refrão viciante. Espero que o futuro de Jess tenha mais canções como Don't Be So Hard On Yourself para que o talento dela seja realmente aproveitado.
nota: 7,5

2 de novembro de 2015

Problem 2

Focus
Ariana Grande

Depois de ser um sucesso surpresa com o seu primeiro álbum e, depois, afirmar o seu talento no segundo trabalho, a Ariana Grande precisa comprovar o seu poder comercial e artístico e consolidar a sua carreira com o lançamento do seu próximo álbum intitulado Moonlight. O primeiro single lançado mostra que, por enquanto, a cantora não quer correr nenhum risco.

Focus é, basicamente, a continuação de Problem sem a presença da Iggy Azalea. Todas as qualidades das duas canções são as mesmas e, claro, os mesmo problemas. Ou quase. Começando com os pontos positivos: a atmosfera pop/R&B/funk continua a mesma. A produção cabe mais um vez a dupla Max Martin e IIya que dá para a canção a dose certa de divertimento misturando com um toque old school que ajuda a reforçar o estilo de Ariana. Uma pena, porém, que Focus tenha quase a mesma estrutura da canção anterior com usando de uma voz off masculina no refrão (dessa vez do ator e cantor Jamie Foxx). Tudo funciona bem, mas fica a sensação de algo requentado. Vocais competentes de Ariana que poderiam ter sido de uma maneira em aproveitar ainda mais todo o potencial da jovem. O fraco da canção é a sua composição comum e pouco inspirada. Felizmente, Focus consegue ficar acima da média sendo um começo da próxima fase na carreira de Ariana.
nota: 7

30 de outubro de 2015

Perdendo a Forma

I'm In It With You
Loreen

Nem sempre um artista consegue manter o mesmo nível de um trabalho para outro mesmo repentino as mesmas qualidades que o consagraram. Esse é o caso da cantora sueca Loreen. Preparando-se para lançar o seu segundo álbum, a cantora que ficou famosa pela música Euphoria já divulgou o single I'm In It With You.

Apesar de continuar a seguir o estilo eletropop com uma carga fortíssima de influência da vertente europeia do gênero, Loreen entrega uma canção fria e pouco interessante em I'm In It With You. Começa pela composição confusa e nada inspirada que não está a altura dos outros trabalhos da cantora. Mesmo com o seus vocais ainda reluzindo o brilho da sua poderosa voz, Loreen está perdida em uma canção sem a força criativa que seria necessário para trazer a vida I'm In It With You. A cantora precisa com urgência retomar o caminha que estava seguindo para não continuar a se perder nessas cópias de si mesma.
nota: 6

28 de outubro de 2015

The Shade of Bieber

Stitches
Shawn Mendes

Recentemente, Justin Bieber declarou que não conhecia o Shawn Mendes. O que essa declaração pode dizer? Muitas coisas dependendo do ponto de vista de cada uma, mas, na minha humilde opinião, Bieber mandou o recado que conhece, sim, o jovem cantor. Ele prefere, porém, fingir que não, pois deve ter percebido que um dos poucos cantores jovens que o podem tirar do seu frágil trono de "ídolo teen" é o Shawn Mendes. Assim prova a boa Stitches.

A canção não é sensacional, mas mostra o bom potencial de Shawn. Seguindo um esquema estilo One Republic, Stitches é uma boa balada mid-tempo pop com um arranjo redondinho e bem cativante feito para ser comercial ao extremo. A voz de Shawn é limitada e isso é um fato. Porém, o seu timbre é tão agradável de ouvir e em nenhum momento parece forçado que é difícil não se encantar com a performance dele na canção. O destaque vai para o composição bem escrita que não infantiliza o cantor, mas sem esquecer que o jovem ainda precisa exalar os seus dezessete anos. Espero apenas que Shawn não fique apenas na promessa como foi o Justin. 
nota: 7

27 de outubro de 2015

Faixa Por Faixa

CD: Loud
Artista: Rihanna
Gênero: Dance pop/ R&B
Vendagem: cerca de 8 milhões de cópias
Singles: Only Girl (In The World), What's My Name?, Raining Men, S&M, Man Down, California King Bed e Cheers (Drink To That).
Grammy:
Vitórias

Only Girl (In The World) - Best Dance Recording

Indicações

Loud - Album of the Year/Best Pop Vocal Album
What's My Name? - Best Rap/Sung Collaboration

Ano: 2010


26 de outubro de 2015

Agora Vai, MØ?

Kamikaze


Faz algum tempo que a cantora MØ está prestes a estourar de vez, mas sempre fica no quase. Depois No Mythologies To Follow no ano passado, a dinamarquesa participou de duas canções que ajudou a colocar o seu nome em evidência: Beg for It da Iggy Azalea e, mais recentemente, o sucesso mundial Lean On do Major Lazer. Então, já está mais do que na hora dela começar a fazer sucesso solo. E o começo pode ser a partir do novo single dela, a boa Kamikaze.
de despertar a atenção com o bom álbum

Trabalhando no esquema que em time que está ganhando não se mexe, MØ volta a trabalhar com o Diplo (integrante do Major Lazer) dessa vez apenas como produtor. Apesar de Kamikaze não ter o mesmo apelo comercial que Lean On, a canção se mostra um perfeito candidato para se tornar um sucesso. A batida é tão contagiante em sua construção original e bem bolada que faz de Kamikaze uma inusitada mistura de eletropop com bubblegum pop. MØ e a sua voz cheia de personalidade dão vida para a canção que poderia ter um refrão mais redondo e com uma pegada mais pungente. De qualquer forma, MØ está pronta para o sucesso mundial. É só esperar ele chegar.
nota: 7