9 de abril de 2014

As Aparências Quase Enganam

I Will Never Let You Down
Rita Ora

Quando eu li que a inglesa Rita Ora se "juntou" com o DJ e atual namorado Calvin Harris logo pensei: "Lá
vem outro eletropop mais ou menos!". Para a minha surpresa I Will Never Let You Down não é um eletropop mais ou menos. Não, queridos leitores, mesmo sendo uma produção do DJ a canção é um pop bem tradicional. O que não me surpreendeu foi a qualidade da canção: mais ou menos.

A canção é até simpática, pois, além de mostrar um lado diferente para uma canção assinada por Calvin e também a volta do pop mais simples e menos estridente. Porém, a produção não consegue dar "emoção" para I Will Never Let You Down. A canção com várias ideias legais, mas que são mal aproveitadas. Rita faz um trabalho digno, até bonitinho, mas nada marcante e nem que estabeleça uma marca para ela. I Will Never Let You Down é basicamente uma canção genérica que quase me enganou. Assim como a capa do single: é a Rita Ora e não a Beyoncé!
nota: 6

8 de abril de 2014

Dias Melhores Estão Chegando

Stay With Me
Sam Smith

Escrevi recentemente sobre um dos nomes que devem bombar ainda em 2014: Sam Smith. Na resenha do single também apontei o fato de que o que foi mostrado na canção não estava à altura do talento do cantor. Então, tive minhas preces respondidas com o lançamento do terceiro do seu álbum de estreia, In the Lonely Hour. A canção em questão é a boa Stay With Me.

Stay With Me não é um trabalho genial ou coisa parecida, mas só de seguir um caminho completamente diferente do single anterior já é alivio e uma evolução imensa. O single é um simples e eficiente balada pop soul sendo a plataforma perfeita para Sam mostrar a beleza que sua voz pode proporcionar. Mesmo sendo uma performance contida é possível não se deixar encantar com o tom de Sam: uma voz aveludada, sexy e com um toque de melancolia. Nas mãos do produtor certo, Sam pode chegar ao nível da sua conterrânea Adele. A composição ajuda sobre um cara que pede para que sua "transa de uma noite só" fique com ele, pois ele se sente sozinho poderia cair no pieguismo, mas aqui é feita com uma delicadeza tamanha que acaba conquistando aos românticos de plantão. Agora, esperar que coisas melhores viram para Sam Smith.
nota: 7,5

5 de abril de 2014

O Último dos Moicanos

Raging Fire
Phillip Phillips

Apesar do declínio de audiência do American Idol nos últimos anos, o reality musical ainda é o único a lançar cantores que conseguem ter algum impacto verdadeiro no mundo fonográfico. O último foi o vencedor da décima primeira temporada Phillip Phillips. E, novamente, ele prova que ainda há esperança para os aspirantes a estrelas que passam pelo programa ao lançar seu mais novo single, a boa Raging Fire.

O single segue o mesmo esquema de música anteriores do cantor: pop rock com um pé no indie rock. Porém, em Raging Fire podemos notar uma evolução na sonoridade de Phillip que parece estar mais madura. Isso se reflete na produção da canção que é capaz de construir um arranjo redondinho que é capaz de expor as suas qualidades sem perder o vibe comercial. Ainda falta bastante para que Phillip ainda seja dono de sua sonoridade, pois, Raging Fire ainda soa como um trabalho mais fraco do Mumford & Sons. Porém, o caminho que ele está traçando é o mais correto ainda mais se analisarmos a boa composição: mesmo não sendo um trabalho genial, a linha autoral é bem forte mostrando o potencial que o jovem cantor possui. E o American Idol ainda vai fazendo o seu trabalho de descobrir ídolos americanos.
nota: 7

4 de abril de 2014

Leves Palpitações

Beating Heart
Ellie Goulding

Beating Heart, último single lançada da Ellie Goulding faz parte da trilha do filme Divergente (também conhecido como "Quero Ser Jogo Vorazes") e tem todas as qualidades que faz da britânica ser um nome de futuro. Porém, ele também tem todos os defeitos de Ellie que ainda não fizeram a cantora dar o próximo passo no seu "nível artístico".

A produção de Beating Heart, dividida entre a própria cantora e Joe Janiak, consegue transmitir a vibe "fantástica" que a sonoridade da cantora tem, mas novamente a cantora erra ao não elevar seu próprio som para outro nível deixando a impressão de repetição da mesma batida de outras músicas dela. A composição é mediana, pois, além de não parecer funcionar longe do filme, a letra é um pouco confusa e não tem nenhum apelo comercial. A melhor qualidade de Beating Heart é sem duvida nenhuma os vocais de Ellie que sabe carregar a canção de maneira graciosa. Mesmo assim, a sensação que fica que Ellie ainda está "pegando leve" e ainda vai mostrar sua força em algum momento. Espero que em breve.
nota: 6

3 de abril de 2014

Uma Canção para Sia

Chandelier
Sia

Se tem uma pessoa que pode dizer que trabalhou com mais da metade da indústria fonográfica, essa pessoa é a australiana Sia. Mesmo com uma carreira bem longa, Sia só ganhou notoriedade no mainstream quando escreveu e cantou a canção Titanium do DJ David Guetta. Depois esteve em outro mega hit como coautora e featuring: Wild Ones do rapper Flo Rida. Com a exposição recente, Sia começou a emplacar composições para Deus e o mundo (Beyoncé, Rihanna, Eminem, Katy Perry e Christina Aguilera são apenas alguns nomes). Então, após tanto sucesso nada mais justo que Sia voltar a investir na sua carreira solo. Para tanto ela lançou o single Chandelier, o primeiro solo dela desde 2010.

Chandelier é, como eu classifico, como uma canção "quase": quase é um trabalho brilhante, mas ficou no meio do caminho. O caminho seguido pelo produtor Greg Kurstin é muito parecido com a sonoridade pop que nomes como Beyoncé (Pretty Hurts) e Shakira (Empire) estão fazendo ultimamente. A canção tem uma produção bem amarradinha que a transforma em uma balada power pop com uma batida diferente. Mesmo sendo uma música interessante, Chandelier tem um que de "eu já ouvi isso antes". Sia ao lado de Jesse Shatkin compõe uma letra muito boa falando sobre solidão o que consegue seguir na contramão do atual cenário pop, mas falta algo para dar a liga para que o trabalho seja inesquecível. O maior problema aqui são os vocais de Sia. Não que ela esteja ruim, pelo contrario, ela mostra ser capaz de estar entre as melhores cantoras da atualidade. Contudo, ela comete alguns exageros, em especial, no refrão que quase fica "fora do controle" o uso do seu potente falsete. Ainda acredito que a Sia seja capaz de entregar algo realmente brilhante. Agora é esperar.
nota: 6,5

2 de abril de 2014

Os Sinais do Apocalipse

#SELFIE
The Chainsmokers


Em alguns momentos, eu realmente acredito que o apocalipse está cada vez mais perto. O último sinal que
me fez pensar novamente sobre o fim dos tempos foi saber do sucesso da "canção" #SELFIE da dupla de DJ's The Chainsmokers.

Você pode perguntar: qual o motivo de tanta consternação? É até bem simples: #SELFIE é a canção mais ridícula a fazer sucesso dos últimos tempos. O grande "problema" da canção é a sua concepção: #SELFIE é um eletrônico que seria apenas mediana se não fosse por um detalhe. A canção é basicamente uma mulher falando sobre tirar selfies e outras coisas fúteis. Sim, #SELFIE é monologo inútil "emoldurado" por um arranjo. E essa canção alcançou o 16° da Billboard. Se isso não for um sinal do Apocalipse, nada mais é!
nota: 3

1 de abril de 2014

Primeira Impressão

The Power of Love
Sam Bailey


Ganhar um reality musical deve ser o sonho de boa parte de cantores que nunca alcançaram o sucesso, ou mesmo, aqueles que tiveram e perderam. O vencedor tem garantido a possibilidade de (re)começar a carreira com o lançamento de um álbum sempre com a ajuda de uma equipe estabelecida e experiência para guiar a pessoa pelo espinhento mundo fonográfico. Depois disso, o que acontece com a carreira do cantor(a) é uma consequência de fatores que vão além do resultado inicial. O que pode ser um grande sucesso ou um grande fracasso. Quem deu esse passo recentemente foi Sam Bailey, última vencedora do The X Factor UK, que lançou seu debut no ultimo dia 21. (Para quem não a conhece deem uma olhada nessa resenha)

The Power of Love é basicamente composto por regravações de sucessos dos anos '80 e '90, algumas mais recentes e uma original. O grande e principal problema do álbum é falta de personalidade, pois o trabalho é feito para Sam e, não, feito pela Sam. As escolham das canções que compõem o CD parecem refletir mais os gostos pessoais da cantora e o que os produtores acham que ela deve cantar para atrair o público do que a cantora é de verdade. Além disso, a mistura de estilos das escolhas das canções que vão desde o country até pop rock também ajuda a dar essa impressão de falta de personalidade para o trabalho. A produção faz um trabalho decente, mas completamente sem criatividade e em certos momentos se excedendo em arranjos grandiosamente artificiais. Dito tudo isso, o que faz de The Power of Love um álbum digno de ser ao menos ouvido é a presença da própria artista. Sam Bailey foi comparada com  a Susan Boyle, por causa de terem semelhanças em suas histórias como, por exemplo, o fato de serem mulheres mais velhas descobertas em reality show. Contudo, Sam é uma cantora muito superior à Susan em vários quesitos seja na versatilidade quanto na potencia vocal. Aqui, podemos ouvir um pouco do talento dela, mas a produção vocal erra ao não tirar toda a versatilidade que ela pode entregar. Um dos melhores momentos do álbum é a regravação da canção From This Moment On da Shania Twain que mesmo com alguns defeitos consegue um resultado acima da média assim com a canção original Treasure em que podemos ver um pouco da capacidade de Sam saindo da sua zona de conforto. Agora o tempo dirá como Sam vai dar o segundo passo em sua carreira.