4 de fevereiro de 2024

Meganaissance

HISS
Megan Thee Stallion

Uma diss track é “uma canção criada com o único propósito de expor e insultar uma pessoa ou um grupo de cantores”. E a Megan Thee Stallion lançou uma das melhores em anos com a sensacional Hiss.

O grande trunfo da canção é não ser um diss track rasa que serve apenas para “brigar” com alguém, mas, sim, uma complexa, intrigada e espetacularmente bem escrita crônica sobre os sentimentos que a rapper possui sobre seus últimos e complicados anos na vida pessoal e profissional. É uma metralhadora na velocidade onze, mas que não é uma bagunça de insultos vazias e provocadores. A lírica em Hiss é certeira, limpa, divertida, cheia de referencias e com uma polidez técnica perfeita. Ao contrário de algumas ofendidas por aí que não conseguem fazer uma música boa nem se fosse para salvar suas vidas, o single é um verdadeiro musicão com sua batida seca e potente e a performance avassaladora da Megan que parece ter entrado em transe para gravar a canção. Com o sucesso de Hiss, Megan está de volta ao topo para o desespero de algumas por aí. 
nota: 8,5

E Nem é Culpa da Britney

Selfish
Justin Timberlake


Seria fácil dizer que o flop do comeback do Justin Timberlake é devido a percepção do público depois das revelações da Britney Spears. Entretanto, o motivo principal para isso é outro: Selfish é péssima.

Quando li a repercussão do lançamento da canção até pensei que era certo exagero, mas a verdade é que estamos diante de um verdadeiro fundo do poço. Falem o que quiser, mas Timberlake sempre foi talentoso e já entregou clássicos do pop. Selfish é como se fosse uma sombra sobre o que o cantor construiu até hoje ao parecer uma canção que um dos Jonas Brothers lançariam em carreira solos tem uns dez anos atrás. Uma balada mid-tempo pop/R&B mequetrefe, sem graça, sem vida e completamente esquecível. Uma canção feita por IA para imitar uma balada do Justin teria mais vida que o resultado aqui, mostrando que a falta da direção do Timbaland é palpável e necessária. Que fim de carreira para o artista que era o próximo rei do pop.
nota: 4

O Sample Que Saiu Pela Culatra

Whatever
Kygo & Ava Max


Não tem problema com o uso do sample quando é feito direito. Esse não é o caso de Whatever do DJ Kygo com a Ava Max.

Usando a base de Whenever, Wherever da Shakira, a canção perde a canção de criar algo divertido ao ser basicamente uma massificada EDM/house/dance-pop que parece feita em uma linha de produção que não agrega novo ou mesmo divertido para a canção. Parece que estamos escutando uma canção feita dezenas de vezes com a mesma batida, estrutura e melodia. O uso do sample que poderia ser o diferencial para dar personalidade fica diluído e completamente dispensável. Whatever tem, porém, alguma qualidade devido a performance segura da Ava Max que continua a estar em canções que estão aquém do seu talento. Um desperdício sem tamanho.
nota: 5,5

Os Melhores Singles de 2023 -Parte II

 


O Melhores Álbuns de 2023 - Parte II

 


Artista do Ano - Votação

A disputa para Artista do Ano será entre uma das donas das paradas em 2023, uma banda indie formada apenas por três artistas geniais, uma lutadora que não desistiu e alcançou o sucesso de forma independente, a novata que consolidou a sua carreira, um twink em estado de graça e uma mãe para todos que querem boa música. Votem!





Single Do Ano - Votação V

A última disputa para Single do Ano é entre dois arrasa-quarteirões: de um lado, Vampire da Olivia Rodrigo contra Flowers da Miley Cyrus! Votem!



Grammy 2024 - The Year of Women

A sexagésimo sexta cerimonia do Grammy será lembrada como o “Ano da Mulher”. Nunca antes na história do prêmio foi tão clara como a nessa premiação, especialmente nas principais categorias. Tirando a presença de Jon Batiste que recebeu uma indicação em cada uma da “Big 3” (Record of the Year, Album of the Year e Song of the Year), todas as indicações são para trabalhos de mulheres em vários gêneros, indo do R&B até o pop e indie rock e chegando até o reggae. Além disso, a maioria dos nomes com mais indicações são de mulheres com a SZA liderando sozinha com incríveis nove nomeações. E isso precisa ser celebrado, pois mostra o reconhecimento que atualmente a industrial fonográfica é basicamente “sustentada” pela força comercial e criativa de artistas femininas. Existe também o fato que o ano também não tem grandes esquecimentos que poderiam ser considerados “crimes”, tirando um nome que irei falar mais nesse especial. Assim como todo ano irei fazer as minhas previsões e escolhas pessoais sobre quem acho e/ou quero que leva nas categorias mais importes e alguns especificas.