30 de setembro de 2014

2 Por 1 - Hilary Duff

All About You
Chasing the Sun
Hilary Duff


Quero que vocês não tomem minha próxima frase como sendo parte de uma tentativa de ser irônico e/ou fazer graça, mas apenas uma constatação que cheguei antes de fazer esse post: eu não lembrava a existência da Hilary Duff. Primeiramente, por não ser inclinado ao estilo de Duff, quando ela estourou na sua carreira de cantora/atriz nunca me "apeteceu" seguir os seus passos. Então, por causa disso, eu não conheço nenhuma música dela de memória. Em segundo, fazia seis anos que Hilary não lançava nenhum trabalho relacionado com a música se dedicando nesse hiato à trabalhos envolvendo sua carreira de atriz e, também, cuidado do seu primeiro filho. Então, praticamente sem aviso, Hilary resolveu sair da "aposentadoria" musical e vai lançar o seu quinto álbum (ainda sem título). A música que quebrou o silêncio foi a divertidinha Chasing the Sun.

Não espere uma grande canção nessa produção de Toby Gad, mas, ao menos, Chasing the Sun é uma simpática obra sobre ser "feliz". A composição tem como um dos autores a cantora Colbie Caillat e é um trabalho rasteiro e sem nenhuma preocupação em expor algo mais profundo que um pires. Só que para a sonoridade pop chiclete bobinho e esquecível. Não sou exatamente fã da voz curtinha de Duff, porém, nessa canção, ela segura as pontas de maneira eficiente. Aproveitando o embalo foi lançado o segundo single do álbum, a canção All About You.

Um pouco melhor que a canção anterior, All About You é uma curiosa mistura de folk com pop que lembra a sonoridade da Avril Lavigne, quando essa última estava no começo da carreira. De uma maneira estranha, o bom instrumental faz a canção funcionar transformando em uma faixa com seu charme. O que impede a canção de ser realmente boa são os vocais de Duff: funcionam, mas em vários momentos, devido a escolha da produção, fica claro as deficiências da voz dela quando ela usa os seus agudos. Por fim, a letra cumpre o seu papel sem muito a acrescentar a canção. Não é o retorno mais impactante de todos os tempos, mas é um comeback decente para Hilary Duff.

nota
All About You: 6,5
Chasing the Sun: 6

29 de setembro de 2014

Prazer Culposo

Fireball (feat. John Ryan)
Pitbull


Não precisa ser um gênio para perceber que as músicas do Pitbull são basicamente as mesmas mudando uma ou outro coisa para não ficar tão obvio. E mesmo assim, o rapper consegue fazer sucesso e, de vem em quando, uma música é até boazinha como é o caso de Fireball.

A canção segue o esquemão já batido: rapper + cantor desconhecido + composição sobre ser "fodão" e viver para curtir. Nada de novo ou excitante, porém, como escrevi antes, são as pequenas mudanças que fazem diferença. Fireball é bem menos esquizofrênica que os trabalhos do rapper que tinham no simples e puro eletrônico farofa a sua base. Em Fireball, a produção constrói uma batida mais cadenciada usando a influência da música latina, apesar de ainda ter uma base pop/dance, para criar um arranjo deliciosamente divertido e dançante. Não é sensacional, mas é bem acima da média dos outros trabalhos dele próprio. A presença do desconhecido John Ryan é bem legal para dar o tom da música entregando um refrão viciante. E se você ainda aguentar o Pitbull e seus maneirismos de sempre podem se pegar se gostando de Fireball mesmo com aquela pontinha de prazer culposo. 
nota: 7

27 de setembro de 2014

Ainda Há Vida no R&B

2 On (feat. Schoolboy Q)
Tinashe

Mesmo remoendo as feridas da "falência do R&B" é necessário admitir que o gênero começa a ensaiar um ressurgimento. Um dos nomes que está ajudando esse movimento é a novata Tinashe e seu bom debut single 2 On.

Conseguindo chegar ao top 25 da Billboard. 2 On é um bom R&B que a produção transforma em uma obra moderna e comercial. A batida pega carona no eletrônico para criar uma sonoridade interessante e bem amarradinha que combina com a atmosfera da canção. Uma pena que a letra em si é apenas um variação do velho discurso do hip hop americano sobre ser rico e gastar o mesmo. Mesmo assim, 2 On ainda mantém viva a esperança que o R&B está por ver melhores dias. Vamos esperar.
nota: 6,5

25 de setembro de 2014

Samba, Ludmilla!

Hoje
Ludmilla

Não precisa reinventar a roda para fazer uma música divertida. É só fazer uma música leve,
despretensiosa e com algum cuidado na produção. Nesse quesito, a nova sensação do funk Ludmilla dá uma aula em Hoje.

A música segue uma linha pop/dance/funk que não deve agradar maiores defensores da "boa música brasileira", mas para quem não espera a nova "Águas de Março", Hoje é um prato cheio para quem deixar rolar na pista de dança. Surpreendentemente, Hoje tem uma produção bem correta que amarra com cuidado os estilos sem parecer uma peça remendada e mal montada. Ludmilla não é Elis, mas sua presença é marcante para o tipo de música que ela faz. Mesmo com uma composição chiclete e deliciosamente fútil tenho que criticar a falta de letra, pois a canção inteira é basicamente uma repetição da primeira parte. De qualquer forma, Ludmilla está sambando em cima do pop brasileiro e não deve estar sendo fácil para as inimigas.
nota: 7,5

23 de setembro de 2014

Forçado

Centuries
Fall Out Boy


O comeback do Fall Out Boy com o sensacional Save Rock and Roll ajudou a banda a se colocar entre os melhores do pop rock e uma das poucas bandas do estilo lançadas no começo/meio dos anos dois mil que ainda se mantém relevantes nos dias de hoje. Uma das razões para isso foi o vocalista Patrick Stump com suas performances geniais como é o caso de The Phoenix. Por isso, tenho que admitir que ouvir Centuries, primeiro single do novo álbum deles, é um banho de água fria.

Por motivos de decisões pessoais ou pela produção vocal, Stump entrega uma atuação forçada, estranha e exagerada parecendo uma tentativa de criar um "estilo" diferente, mas que não resulta em algo que chega quase ao irritante. O mais curioso é que esse "estilo" é usado apenas nos versos já que nos refrões o vocalista mostra mais naturalidade. Tirando isso, Centuries não é uma produção ruim. Há boas intenções na produção em criar uma obra interessante com uma estrutura original e uma instrumentalização perfeita que continua a mostrar a evolução sonora da banda. Infelizmente, os vocais forçados de Patrick não deixam a banda gozar plenamente da boa fase que estavam tendo. 
nota: 6