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24 de fevereiro de 2023

2 Por 1 - Ludmilla

Sou Má (part. Tasha & Tracie)
Nasci Pra Vencer
Ludmilla

É necessário e primordial admitir que a Ludmilla conseguiu fazer a sua carreira se consolidar de maneira definitiva ao transitar entre gêneros de maneira natural, orgânica e mostrando qualidade. E é por isso que a sua aventura pelo trap/hip hop é algo que realmente faz sentido com o lançamento de Sou Má e Nasci Pra Vencer.

Ambas canções seguem o mesmo estilo trap com alguns toques que a fazem se distinguir, criando duas canções interessantes e com produções sólidas do começo ao fim. Nasci Pra Vencer segue um caminho com toques melódicos que exalam uma brasilidade forte e deliciosa. Não é exatamente algo do nível de um Racionais MC’s, mas Ludmilla carrega a canção com sobriedade. E é Sou Má que a rapper Ludmilla brilha. Buscando a sua Cardi B interior e com sample de Nice do The Carters, a canção não deixa a desejar em relação a qualquer canção atual cenário hip hop mainstream brasileiro. Na verdade, a ótima produção consegue ser melhor que a média ao ser encorpada, carismática e bem estruturada. Entretanto, o melhor é a presença potente de Ludmilla ao lado de Tasha e Tracie que dá o toque final da canção. E assim a Ludmilla vai construindo uma das carreiras mais proliferas do pop brasileiro. 
notas
Sou Má: 7
Nasci Pra Vencer: 7,5

22 de dezembro de 2020

Um Acerto

Rainha da Favela
Ludmilla


Depois de tantas polêmicas pessoais que ficaram acima da sua carreira artística, Ludmilla parece que voltou a focar com mais clareza na música com o lançamento da sua melhor canção em muito tempo com Rainha da Favela. 

Rainha da Favela é uma direta e comercial funk pop que não reinventa a roda, mas é bastante divertida. Obviamente, não espero nenhuma poesia em forma de composição e por isso que vejo a letra do single como um eficiente trabalho que consegue entregar alguns momentos realmente interessantes. Ao exaltar a favela e, principalmente, a sua negritude misturando com frases de endeusamento da sua bunda, Ludmilla mostra que tem consciência do seu público e, ao mesmo tempo, do seu lugar perante o mainstream pop brasileiro. E isso é outro fator importante para Rainha da Favela: ter ramificações que vão além de ser apenas uma boa canção. Um acerto para a Ludmilla. 
nota: 7

24 de agosto de 2018

Padrão Funk

Jogando Sujo
Ludmilla


Conseguindo consolidar a sua carreira, a Ludmilla continua a investir no que sabe fazer melhor: puro funk. A sua nova aposta é a redondinha Jogando Sujo.

Repetindo as mesmas características que ajudaram a cantora ter outros êxitos, Jogando Sujo é uma certeira e legal funk que é perfeita para virar hit no dias de hoje. Sem nenhuma novidade sonora, a canção tem uma batida forte e cadenciada que combina bem com a vibe sexy que a composição quer passar. Como sempre, a composição é o ponto fraco desse tipo de canção, pois possui apenas um verso e um refrão repetido do começo ao fim. Além disso, mesmo com uma performance boa, Ludmilla parece sufoca por uma produção vocal que não consegue ficar acima do arranjo. De qualquer forma, Ludmilla ainda consegue estragar algo que fique acima da média dentro do seu nicho musical.
nota: 6,5

11 de setembro de 2016

Tempero Brasileiro

Bom
Ludmilla

Primeiro single do segundo álbum (A Danada Sou Eu) da Ludmilla, a canção Bom ajuda a provar que dá para fazer pop no Brasil com influências estrangeiras, mas sem perder a nossa brasilidade.

Bom é uma gostosa mistura de pop, funk, eletrônico e um pouco de samba que resulta em uma canção dançante e redondinha, mesmo que esteja longe do que seria ideal para mostrar alguma evolução na sonoridade da cantora. Rápida e rasteira, Bom não machuca ninguém com a sua batida animada e sensual. A composição é carismática e fácil de gravar, ainda que tenha a mesma pegada que as letras de pagodes meia boca dos anos noventa. Felizmente, Ludmilla é uma cantora carismática, embora limitada, entregando uma performance correta para a canção. Bom é bom porque tem o bom tempero brasileiro.
nota: 7

25 de setembro de 2014

Samba, Ludmilla!

Hoje
Ludmilla

Não precisa reinventar a roda para fazer uma música divertida. É só fazer uma música leve,
despretensiosa e com algum cuidado na produção. Nesse quesito, a nova sensação do funk Ludmilla dá uma aula em Hoje.

A música segue uma linha pop/dance/funk que não deve agradar maiores defensores da "boa música brasileira", mas para quem não espera a nova "Águas de Março", Hoje é um prato cheio para quem deixar rolar na pista de dança. Surpreendentemente, Hoje tem uma produção bem correta que amarra com cuidado os estilos sem parecer uma peça remendada e mal montada. Ludmilla não é Elis, mas sua presença é marcante para o tipo de música que ela faz. Mesmo com uma composição chiclete e deliciosamente fútil tenho que criticar a falta de letra, pois a canção inteira é basicamente uma repetição da primeira parte. De qualquer forma, Ludmilla está sambando em cima do pop brasileiro e não deve estar sendo fácil para as inimigas.
nota: 7,5