30 de setembro de 2022

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Acredito que devido a nossa imensa profusão de gêneros e ritmos que é fácil esquecer que existe sim grandes obras pop na nossa história quando se olha mais atentamente. E a década de 1980 foi um celeiro para artistas que fizeram história ao colocar uma carga pesada de Brasil no gênero mais difundido do mundo. Acredito que uma das maiores e mais importantes dessa época foi a Marina Lima. Por isso, escolhi três canções da artista que representam perfeitamente...




Coisas do Destino

This Is Why
Paramore

Se no começo da história desse blog alguém tivesse me dito que em alguns anos o Paramore seria uma das bandas mais interessantes e que seus lançamentos iriam gerar um imenso hype, eu teria provavelmente rido na cara da pessoa com vontade. Todavia, o fato é que o Paramore se tornou exatamente essa banda como prova o lançamento da ótima This Is Why.

Primeiro single do álbum de mesmo nome, a canção é uma interessante, sóbria, madura e vigorosa mistura de post-punk, new wave e art rock que mostra a banda deixando ao menos por aqui o toque pop que marcou os lançamentos dois álbuns anteriores. Isso faz a banda perder certo apelo comercial que construíram de forma única, mas, sinceramente, deixa claro a vontade de evolução constante da banda. E This Is Why é um comeback a altura do hype dessa percepção da banda perante o público. Existe um cuidado imenso em criar uma atmosfera quase sufocante para poder dar a base perfeita para a boa composição sobre os sentimentos que todos tivemos durante o ápice da pandemia. E assim o destino mostra que a gente pode esperar de todo.
nota: 8

Primeira Impressão - Outros Lançamentos

TRÊS
IZA




Uns Vinte Anos Atrasado

Bigger Than Me
Louis Tomlinson


Louis Tomlinson poderia ser um dos maiores sucessos do ano se tivesse lançado a Bigger Than Me há uns vinte anos atrás, mas o resultado atual é apenas datado e ultrapassado.

Primeiro single do seu segundo álbum intitulado Faith in the Future, a canção é um pop rock/indie rock que parece ter saído de uma playlist do gênero lá de 2002, especialmente aquelas que encontram sucesso comercial como nomes como Creed, Hoobastank ou The Calling. O resultado por si não é exatamente ruim, pois a produção entrega uma canção sólida com uma composição bem escrita e sincera. Além disso, Louis Tomlinson entrega uma boa performance, mesmo que com alguns exageros na parte final. Entretanto, Bigger Than Me não tem nada de refrescante para tirar essa sensação de naftalina que exala da canção. E isso é algo que atrapalha qualquer canção.
nota: 6



27 de setembro de 2022

A Judas de Sam

Unholy
Sam Smith & Kim Petras

Tem algum tempo que não escuto uma canção que tenho uma impressão tão divida como é caso Unholy de Sam Smith com participação de Kim Petras. A título de comparação, a última que tive essa mesma mistura de sentimentos foi com Judas da Lady GaGa. E, sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim.

A canção é uma estilizada, excêntrica e distinta faixa pop com uma batida extremamente marcada que fica exatamente no limiar entre o excelente e o irritante. Divertida e, ao mesmo tempo, enfadonha, Unholy tem boas ideias que não transmitem na mesma maneira no material entregue, mas também não deixa de ser interessante de presenciar a construção finalizada. A composição é cheia de ótimas referencias pop e apresenta uma redondo refrão que não sustenta, porém, a sua esquisita e datada temática que tenta ser sexy, terminando, porém, como parte genial e parte cringe. Sam Smith entrega uma boa performance e tem química com a estingaste Kim Petras, mas ainda não parecer que sua voz funcione exatamente bem para esse tipo de canção. Provavelmente, Unholy é o tipo de canção que irei revistar daqui alguns anos com uma visão diferente e, provavelmente, definitiva sobre a minha noção da canção.
nota: 7,5

The Power of Simple

Washed Away
Kelela

Sumida desde o lançamento do seu auspicioso debut em 2017 Take Me Apart, a cantora Kelela faz o seu comeback com o lançamento da ótima Washed Away. O trabalho mostra que a cantora realmente é uma força a ser reconhecida.

Washed Away dá uma leve guinada na conhecida sonoridade da cantora ao ter uma pegada mais pop ao transitar lindamente entre o ambient e o alternativo, mas continuando a ter uma atmosfera etérea e de uma delicadeza sublime. Entretanto, a canção parece faltar algum toque de “je ne sais quoi” para passar de ótimo para brilhante como a produção dá certas amostras aqui e ali, mas isso não se tornar um fator determinante devido a presença magnífica de Kelela que entrega uma performance de uma beleza tocante em que deixa a amostra o seu grande alcance. A minimalista composição não agrega mais profundidade para Washed Away, mas apresenta uma visão poética e uma construção de imagem lindíssima usando poucas palavras. A volta de Kelela é para se comemorar e torcer para que seja uma definitiva, pois esse aperitivo deixou com vontade de mais.
nota: 8

A Nova Onda da Rainha

Hung Up on Tokischa
Madonna & Tokischa


Com essa nova fase na carreira da Madonna ao experimentar com seus grandes clássicos com a presença de artistas diversos e, principalmente, novatos está criando uma coleção de canções que são ou grandes acertos ou grandes erros. Felizmente, Hung Up on Tokischa se encaixa na primeira categoria.

Controversa rapper dominicana, Tokischa é a estrela dessa canção que transita entre o uso do sample e o remix de maneira equilibrada e bem pensada. Apesar de não ser tão genial como a original Hung Up, a canção é uma mistura inusitada de reggaeton com art pop e dance que termina com uma sonoridade que fica no meio do caminho entre o Bad Bunny e a Arca. Acredito que a canção poderia fazer bem mais com a base, mas, sinceramente, a produção acerta na mosca ao dar o equilíbrio entre as partes, sabendo fundir gêneros tão diferentes de forma fluida e excitante. E assim como o remix de Break My Soul, a presença da Madonna é muito bem aproveitada com o ótimo uso das partes de Hung Up como as novas gravações que fazem sentido para a canção. Curiosamente, Tokischa é ofusca na canção que deveria se sobressair, especialmente devido ao erro na produção vocal. Mesmo assim, a sua presença é solida o suficiente para ter a sua personalidade. Espero que se haja novas aventuras nesse mesmo caminho, a Madonna possa surpreender positivamente como acontece em Hung Up on Tokischa.
nota: 7,5

A Garota do Quase

Coast (feat. Anderson .Paak)
Hailee Steinfeld


Apesar de todo o sucesso que vem conquistado ao longo dos anos, a Hailee Steinfeld parece estar sempre a um passo da glória definitiva, especialmente na sua carreira de cantora. Isso não deve mudar com a fofa Coast.

Uma mudança considerável na sonoridade de Hailee, a canção é uma delicinha e relax mistura de R&B, pop e soul que parece combinar com um anoitecer depois de um dia quente na praia regado a bebidas refrescantes. Divertida e bonitinha, mas completamente esquecível, a batida de Coast não parece ter personalidade suficiente para ser um trabalho que vai transformar a artista em uma força musical. Felizmente, Hailee é carismática suficiente para segurar a canção melhor que o esperado e a participação do Anderson .Paak poderia até render algo mais interessante, mas a sua personalidade já dá brilho extra para a canção. Hailee Steinfeld pode até não se tornar uma estrela da música, mas não será por falta de tentativas.
nota: 7