9 de outubro de 2011

No One Knows What it Means, But it's Provocative

Niggas In Paris
Jay-Z & Kanye West

A frase no título define muito bem a canção Niggas In Paris, um dos singles de Watch The Throne. Traduzindo "Ninguém sabe o que significa, mas é provocativo". E é isso mesmo que é Niggas In Paris.

Primeiro vamos explicar da onde a frase foi tirada: no meio da canção ouvimos o ator/comediante Will Ferrell falando. A fala vem do filme Escorregando para a Glória, onde Will interpreta um patinador no gelo fracassado em busca da glória. Então, nada mais similiar que isso ao estilo do West e Jay-Z, né? Mas se tratando dos dois podemos esperar qualquer coisa. Em Niggas In Paris a parceira dos dois encontra um coisa poderosa, pesada e com uma batida dark, mas nunca longe das raízes "gueto" dos dois. Refinada, mas nunca amaciada. Jay-Z e West estão ótimos completando a performance um do outro. Ótima composição completa a canção mostrando a capacidade intelectual dos dois. Apesar de ser difícil de definir, é fácil de admirar.
nota: 8,5

8 de outubro de 2011

Primeira Impressão

Evanescence
Evanescence

Uma das bandas mais importantes surgida nos anos dois e mil, o Evanescence faz seu comeback depois de um hiato de cinco anos após o lançamento do álbum The Open Door em 2006. A banda se firmou como uma das mais importantes da geração dois mil com o sucesso do álbum Fallen e das canções Bring Me To Life e a genial My Immortal. Arrastando uma multidão de fãs que não se sentiam "inseridas" no cenário musical da época (com loiras platinadas cantando pop e boybands). A vocalista Amy Lee era o contrário disso tudo. Baixinha, morena e dona de uma voz avassaladora, era o ícone perfeito para essa geração "esquecida". Somando o fato do som do Evanescence era um rock/metal, mas extremamente comercial. Durante esses anos de "férias", o Evanescence mudou completamente sua formação só restando a cara do grupo e também dona da marca, Amy Lee. E agora, depois de muita espera a banda volta ao holofote com lançamento do terceiro álbum da banda.

Ganhando o nome da banda, o álbum é, infelizmente, uma decepção. Seria uma decepção maior caso não fosse Amy Lee. Muito mais madura, a cantora está sensacional em seus vocais. Sabendo controlar cada nota e dá personalidade suficiente para emoldurar cada música. Pena que na maioria das músicas do álbum, a produção não faz jus à Amy Lee. Há uma mudança gigantesca na sonoridade do grupo. Mais encorpado e com uma pegada mais rock, o som do grupo perdeu certo brilho de antes, mesmo evoluindo. O resultado do álbum são músicas muito parecidas entre si com um som de guitarras quase sempre na mesma cadência, sem personalidades e meio chatas. Todas são muito bem produzidas, mas não tem força. E sem composições primorosas, sempre recorrendo quase aos mesmos assuntos, o álbum perde personalidade ainda mais. Poucas músicas são dignas de serem lembradas para valer. Entre elas estão o primeiro single What You Want, a legal Made Of Stone e a forte The Change. As melhores músicas são aquelas onde o grupo dá uma maneirada na rotação e faz algo mais "suave" como em Lost In Paradise e Secret Door, essa última presente na versão deluxe. Sendo assim a melhor fica com Swimming Home mostrando que ainda tem criatividade no Evanescence. É só procurar.

Não é o Que Eu Queria

What You Want
Evanescence

A espera pode ter como resultado vários sentimentos distintos. O mais poderoso deles é a decepção. Esperar algo por muito tempo e quando ela vem se decepcionar pode ser um sentimento tão avassalador que poucos se recuperam do choque.

What You Want, o primeiro single do Evanescence em quatro anos, guarda um pouco desse sentimento. Longe de ser realmente ruim, a canção não corresponde as expectativas altíssimas que a canção atraiu para si. Mostrando um som mais orgânico, a canção é rock bonzinho. Amy Lee é exemplar nos vocais mostrando um lado maduro e centrado. Arranjo normal, mas com boa produção. E por fim, composição na média. Tudo muito longe do que o grupo já entregou. Quem sabe se tivesse esperado mais não teríamos o produto de acordo com o nível de antecipação.
nota: 6,5

1 de outubro de 2011

Primeira Impressão

Nothing But the Beat
David Guetta

Ao que parece o DJ David Guetta encontrou a formla do sucesso. Nem é necessário vender CD's, é só fazer um com músicas que emplacam a qualquer momento. Reunindo um grupo bem distinto e seleto de convidados especiais, David lançou Nothing But the Beat, que sem alcançar vendas astronômicas, pode se considerar um sucesso. Dos três single lançados até agora, todos já figuram entre as mais vendidas no iTunes e por isso alcançaram ótimas posições na Billboard.

Em relação ao conteúdo do álbum, Nothing But the Beat é bastante irregular em seu resultado final. Sim, o álbum (quase completo) é totalmente comercial, dançante e divertido. Contudo, em vários casos tudo a custa da repetição da mesma forma, apenas com uma roupagem diferente. David divide a produção com vários outros produtores mostrando uma versatilidade até interessante, mas que peca ao não dá coesão ao álbum. Cada canção funciona de maneira isolada que ajuda a vender como single, mas não o álbum. As participações que vão da Jennifer Hudson até ao Snoop Dogg e passando pelos mais desconhecidos como a cantora Sia, mostram o poder de "produtor" que David tem hoje em dia mesmo que algumas se mostram em melhor sintonia com a canção defendida. Dentre as canções de Nothing But the Beat há algumas boas surpresas como a já mencionada Sia. Já experiente no estilo, a desconhecida do grande público é a "dona" da melhor canção do CD, a ótima Titanium. Enquanto isso, Nicki Minaj mostra que o pop pode ser a melhor cantora pop da atualidade sem perder o seu "prumo" do rap e hip hop na dançante Turn Me On e com a sua participação em Where Them Girls At. Surpresa mesmo é ver o Usher voltar a boa forma com Without You e Jennifer Hudson mostrar que no eletropop pode ter gente que canta de verdade como mostra em Night of Your Life. Indo não tão bem tem a Jessie J com Repeat (bem da verdade que a produção equivocada é o principal motivo da qualidade ruim), o sempre chato Will. I. Am em Nothing Really Matters e a pior de todas I'm a Machine com a desconhecida Cri$tyle.

Surpresa, Surpresa!

Without You (feat. Usher)
David Guetta

Como disse antes, uma das melhores surpresas vinda do álbum Nothing But the Beat é a canção Without You com a participação do Usher.

Um eletropop romântico refinado com uma ótima performance do Usher, que já estava devendo algo assim já faz tempo. Contida, bem editada e sonoramente viciante. A produção é precisa ao equilibrar o lado romântico da canção com o fator dançante, sabendo o quanto de cada um deve ser usado. A letra de co-autoria do Usher com o David é o Taio Cruz é bom exemplo de que o estilo pode ser delicado ao falar de amor. Mas a grande surpresa ainda é saber que o Usher ainda é relevante.
nota: 7,5

Primeira Impressão

Own the Night
Lady Antebellum

Poucos podem se orgulhar de conseguir sucesso tão pleno como o Lady Antebellum. O trio de country conseguiu, em pouco tempo, conquistar os maiores prêmios do ramo e ainda emplacar um dos maiores hits dos últimos anos. Tudo graças a canção Need You Now. E o sucesso deles ainda é mais significativo, pois sendo um grupo de country eles têm uma barreira quase física que delimitava apenas ao mercado americano. Porém, eles conseguiram driblar essa grande barreira e entrar em outros mercados como, por exemplo, o brasileiro. Então, é de se esperar que o próximo trabalho deles esteja envolto em uma grande expectativa. E ao que parece Own the Night consegue cumprir seu papel com algumas ressalvas.

A formula que ajudou ao trabalho anterior a fazer sucesso está de volta em Own the Night. O trio aposta pesado nas canções românticas que mesmo sendo nos estilo da banda, tem seu apelo mundialmente conhecido. Em questão de composição, o álbum transita entre o brega e piegas entre altos e baixos. Há canções que conseguem navegas nessa águas de maneira interessante quando o romantismo quase barato e bobo é sutil e apaixonante. Há outras que afundam com vontade do breguismo, mas sem brilho nenhum. E há outras apenas sem sal. Com uma produção correta, o som do Lady Antebellum parece engessado a sua própria formula de country pop rasteiro e radiofônico. Em poucos momentos ele vai mais além e entrega produções mais elaboradas e densas. Vocalmente, o álbum é dominado pelo Charles Kelley, pois Hillary Scott quase não consegue brilhar sozinha e só tem bons momentos ao lado do parceiro nas canções onde o esquema é de dueto. Entre as canções, os melhores momentos vão para o primeiro single Just a Kiss e a lindinha Dancin' Away With My Heart. Tem a dramática Wanted You More seguida pela triste As You Turn Away (único momento que Hillary brilha sozinha). Fechando o álbum a música Heart of the World apostando numa pegada mais forte que funciona bem se tornando a melhor canção do álbum.

Como Uma Paisagem

We Owned the Night
Lady Antebellum

Escolhido como segundo single do álbum, a canção We Owned the Night sofre de um grande problema: ela é bonitinha, mas chatinha.

Sua produção é bem feitinha, mas no geral a canção vai perdendo o brilho durante sua execção. Fica monótono ao ficar em um "tom" só sem grandes mudanças no seu arranjo. Charles sendo o vocalista principal na canção tem desempenho bom, mas que não ajuda a letra sem atrativos. We Owned the Night é como ficar contemplando uma paisagem toda verde por algum tempo: no começo é bonito, mas vai ficando chato e você procura outra coisa para olhar.
nota: 6,5

Primeira Impressão Especial

Como eu estou atrasados nas minhas postagens (graças à Deus, esse final de mês todo volta ao normal), resolvi fazer um grande especial sobre os últimos lançamentos na seção Primeira Impressão. E em alguns dele há também uma critica sobre um single saído do álbum. Começando com o trio Lady Antebellum.