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14 de junho de 2026

Uma Farofada Bem Servida

Sad Girls
Bebe Rexha & David Guetta

De tempos em tempos, acontece um momento meio que mágico na música: surge uma boa farofada eletrônica. Dessa vez, quem prepara o prato é Bebe Rexha com David Guetta na suculenta Sad Girls.

Single do álbum Dirty Blonde, a canção é uma farofada electropop/eletro-house que David já fez algumas vezes e repete a fórmula novamente. Felizmente, porém, a produção conta com outros nomes além do DJ francês, dando uma envernizada mais interessante à canção, que acaba sendo mais corpulenta e interessante do que tinha o direito de ser.

Entretanto, o que realmente a faz se destacar é a sensacional performance de Bebe, que domina a canção de uma maneira tão imponente que faz a faixa ganhar vida de verdade, especialmente porque dá para notar que ela adiciona emoção genuína à sua interpretação, lembrando a força da Sia em Titanium. Além disso, Sad Girls tem realmente uma boa composição, que consegue unir clichês a uma mensagem genuína, o que faz toda a diferença no final.

Resumidamente: consuma essa farofada com vontade, porque vale a pena.
nota: 7,5

8 de março de 2026

Sem Salvação

Save Me Tonight
Jennifer Lopez & David Guetta


Não que eu estivesse esperando uma canção memorável da parceria entre Jennifer Lopez e David Guetta, mas Save Me Tonight é o tipo de trabalho que podemos apontar apenas como totalmente esquecível.

Não chega a ser uma bomba, pois, tecnicamente, é uma produção decente. Todavia, a produção careceu de uma dose cavalar de criatividade, pois entrega exatamente o que se espera — e de forma ainda menos inspirada — de uma mistura de europop com electropop e EDM. Dá até para se divertir às três da manhã quando começar a tocar na balada, mas Save Me Tonight é um trabalho que não tem a menor vontade de ser mais do que realmente é: uma farofada bem morna.

Isso é agravado pela composição mediana, que poderia facilmente ter sido feita por IA, devido à falta de qualquer toque que não seja mecânico e massificado. O ponto positivo da canção é a performance segura da J.Lo que, sinceramente, merecia algo bem mais interessante do que essa farofada sem gosto.
nota: 5,5

2 de setembro de 2022

Dos Males o Menor Mesmo

I'm Good (Blue)
David Guetta & Bebe Rexha


Existem algumas canções que parecem nascidas para o desastre, mas por um milagre conseguem serem melhor que tem direto de ser. Esse é o caso de I'm Good (Blue).

Regravação/remix/remake do sucesso de 1998 do grupo italiano Eiffel 65 intitulado Blue (Da Ba Dee) que é basicamente o puro suco do eurodance dos anos noventa, I'm Good (Blue) é uma parceria do David Guetta com a Bebe Rexha que consegue ser ao mesmo tempo clichê e datada com um toque bel vindo de vergonha alheia que deixar o resultado acima da média do que poderia esperar desse caldeirão. Acredito que o principal móvito é o fato da canção descaradamente nostálgica com uma batida tão marcante que ganha um bom verniz nas mãos de Guetta e uma interprete carismática como a Bebe que faz o possível para elevar o material. Longe de ser realmente boa, I'm Good (Blue) é o tipo de canção que o resultado é melhor que a encomenda.
nota: 7


26 de julho de 2022

Dívida de Jogo

DON'T YOU WORRY
Black Eyed Peas, Shakira & David Guetta

Quando pensei que a carreira Black Eyed Peas não poderiam descer ainda mais é lançado a horrenda DON'T YOU WORRY.

Uma das mais xexelentas, sem criatividade, repetitiva e sem um pingo de criatividade canção eletrônica/EDM farofenta dos últimos tempos, DON'T YOU WORRY tem um resultado tão ruim que coloca I Gotta Feeling como quase uma obra de Mozart em comparação. O pior de tudo é saber foram preciso de cinco pessoas para produzir uma batida que um DJ em começo de carreira seria capaz de produzir na garagem de casa com um custo de 100 dólares no máximo. Além disso, a pérola trash da insuportável composição tem absurdos oito coautores, incluindo o David Guetta e a Shakira que parecem presos no porão do Black Eyed Peas para serem obrigados a participar de tamanha atrocidade. Nas palavras da grande Isabela Boscov: “só pode ser dívida de jogo”. No caso da Shakira é dívida da receita federal espanhola mesmo.
nota: 3

13 de outubro de 2020

De Volta ao Paraíso

Let's Love
David Guetta & Sia

Fazem cerca de oitos que publiquei a primeira resenha da parceria entre o David Guetta e a, até então, desconhecida Sia: Titanium foi um marco para o pop. Desde então, porém, a dupla já entregou cinco parcerias junto, mas sem nunca terem chegado aos pés da qualidade da canção "originadora". E eis que chega 2020 e seguindo a roteiro de um ano atípico, a dupla lança a sua melhor parceria desde a canção já citada em Let's Love.


Completamente diferente de todos os trabalhos juntos anteriores, Let's Love é uma inesperada, surpreendente e muito bem feita new wave/dance-pop saído diretamente de algum álbum dos anos oitenta. Ao contrário de várias canções que apenas apresentam influências, o single é completamente construído como se fosse uma canção nascida nos anos oitenta. Desde a atmosfera estilizada que transpira neon, cafonice e laque de cabelo aos sintetizadores na potência máxima, Let's Love é um trabalho que deixa a sensação de nostalgia em níveis perigosíssimos, mas que consegue se sobressair devido ao nítido respeito entre os envolvidos e uma qualidade técnica impecável. Mesmo não sendo o melhor trabalho lírico que a Sia já esteve envolvida é notável que a canção tem o seu toque de genialidade em vários momentos. Além disso, a poderosa performance da cantora dá o toque de personalidade que falta para amarar as poucas pontas soltas. E 2020 ataca novamente. Ao menos, o retorno de Guetta e Sia aos velhos tempos é muito bem vinda.
nota: 8

1 de setembro de 2018

Esforçado

Goodbye (feat. Nicki Minaj & Willy William)
Jason Derulo & David Guetta

Sabe aquele aluno que não é exatamente um gênio, mas é tão esforçado que consegue notas razoáveis em todas as matérias? Então, a parceria do DJ David Guetta com o Jason Derulo em Goodbye é a versão desse aluno na música.

Goodbye é uma passável e, por vezes, divertida dance pop/latin pop que tem possibilidades de virar um sucesso comercial se o público descobrir a sua existência. O grande problema da canção é tudo que a envolve não passa do "um pouco acima da média". A batida é legal e dançante, mas peca por não ter aquela força instrumental capaz de transformar a canção em um hit instantâneo. A letra é um trabalho redondo e com um bom refrão, mas faltou tempero latino verdadeiro para dar cor para o resultado final de Goodbye. As performances de Jason e Nicki são interessante e tem química, mas nada que os dois já não tenham feito melhor e a presença de Willy William é apática. Resumidamente: Goodbye é uma canção tão esforçada que deveria ser até melhor do que realmente é.
nota: 7

20 de junho de 2018

Latão

Flames
David Guetta & Sia

Chegando a incrível marca de sexta colaboração, David Guetta e a Sia lançaram a canção Flames, mostrando que a parceria começa a mostrar certo desgaste.

A produção é acerta, pois cria algo diferente para a parceria de Sia e David ao ser uma clean e contagiosa pop/electro pop com toques de R&B. Entretanto, a canção não consegue se sustentar plenamente ao longo da sua duração, resultado em uma batida arrastada e enfraquecida da sua metade para o final. Sia segura bem a canção, mas sem muito o que fazer vocalmente já que Flames não tem espaço ao ser uma canção bem linear e redondinha demais, passando longe do impacto de uma Titanium. Quem sabe a próxima parceria os dois artistas não reencontrem o toque de Midas.
nota: 6

1 de julho de 2017

O Ano Não Ano do Justin Bieber

2U (feat. Justin Bieber)
David Guetta

Não sei se vocês repararam, mas, mesmo sem lançar uma música solo, esse parece ser o ano do Justin Bieber? Para reafirmar essa posição o cantor está no novo single do David Guetta, a boa 2U.

A canção tem como ponto alto a sua boa composição sobre amar alguém indiscutivelmente que lembra de algum forma o clássico Ain't No Mountain High Enough. Nada tão genial, mas bem feitinha e com refrão legal. A performance de Bieber é um pouco morna, mas combina com a atmosfera de 2U que nada mais é que um EDM batido, comercial e com uma produção assertiva. Agora é esperar para saber se Justin vai aproveitar o momento para voltar com a carreira e selar 2017 como o ano Bieber definitivamente. 
nota: 6,5

1 de abril de 2017

O Renascimento de um DJ ou Como Um Pouco de Criatividade Pode Fazer Toda a Diferença

Light My Body Up (feat. Nicki Minaj & Lil Wayne)
David Guetta

Assim como outros DJs, David Guetta encontrou um receita de sucesso que é repetida quase a exaustão em seus lançamentos. Entretanto, ao contrário de seus colegas, o francês ainda tem alguns lampejos de criatividade em alguns momentos. Esse é o caso do seu mais novo single Light My Body Up.

Repetindo pela quarta vez a parceria com a Nicki Minaj e a segunda vez com o Lil Wayne, David mostra que quando não está no automático é capaz de entregar uma canção realmente interessante. Ao misturar EDM com trap music, mesmo que não seja a coisa mais original possível, o DJ consegue criar uma batida inspirada, divertida e com alguma personalidade própria. Claro, Light My Body Up não seria a mesma sem a participação inspirada da Nicki Minaj que tem com David uma das melhores químicas do pop recente. Nem mesmo a letra um explicita demais, presença dispensável do Lil Wayne e o final anticlimático atrapalham o resultado final da canção, pois quando David acerta não deixa espaço para mais ninguém.
nota: 7,5

18 de maio de 2015

Nicki, A Salvadora

Hey Mama (feat. Nicki Minaj & Afrojack)
David Guetta

Parece o que está salvando a carreira do David Gueta em relação a divulgação do seu último álbum é a mais nova reunião com a Nicki Minaj. O single Hey Mama é o maior sucesso na Bilbord de Guetta desde Turn Me On de (adivinhem!) com a própria rapper de 2011. Além disso, Hey Mama é uma canção boa para a surpresa de muitos.

Hey Mama é uma aposta arriscada para o DJ francês, mas que se paga pelo bom resultado. Menos eletrônica que de costume, Hey Mama tem uma batida marcadíssima misturando trap com influências caribenhas (devido a presença do outro DJ Afrojack) que resulta em uma canção interessante, mesmo que descartável. Boa parte da sua qualidade vem da Nicki Minja que domina perfeitamente a canção com a sua mistura de rap e "cantar". Não que ainda há tempo para a canção se tornar um sucesso arrasta quarteirão, mas já é um "alivio" para o David.
nota: 7

25 de fevereiro de 2015

Guetta is Back! Who's Care?

What I Did for Love (feat. Emeli Sandé)
David Guetta


Depois de grandes sucessos com o lançamento de dois álbuns de dezenas de singles, o DJ francês David Guetta lançou o seu sexto álbum (Listen) no final do ano passado sem alcançar o mesmo sucesso dos seus antecessores. E, até agora, nenhum dos singles chegou perto dos arrasa quarteirões como Titanium ou When Love Takes Over. Nem adiantou a canção What I Did for Love ser uma música razoável.

A canção tem com grande trunfo a presença inspirada e delicada da inglesa Emeli Sandé que traz para a produção sensibilidade e verdade incomum em produções do DJ. Até mesmo a composição ajuda
com sua história sobre uma decepção amorosa, mas, infelizmente, o também não passa da superfície de uma emoção representada como um sentimento clichê. Porém, o maior problema é a produção de Guetta ao lado de Giorgio Tuinfort que não sabe se faz uma power balad ou uma EDM pacadão deixando What I Did for Love sem personalidade e apática. Em outras: é o que o David Guetta tem para hoje.
nota: 6,5

26 de março de 2014

Que Porra É Essa?

Shot Me Down (feat. Skylar Grey)
David Guetta


Eu devo admitir que em certos momentos do meu trabalho como blogueiro eu preciso parar um pouco e me perguntar: "Que porra é essa?". Esse momento de puro questionamento filosófico aconteceu recentemente quando eu ouvi o novo single do DJ/produto francês David Guetta, Shot Me Down. O motivo? Simples: não acreditei na falta de noção de lançar uma música como Shot Me Down.

O grande problema de Shot Me Down é pegar a canção Bang Bang (My Baby Shot Me Down), um clássico que ficou famoso na voz da Cher e depois com Nancy Sinatra, e transforma em uma farofa completamente genérica mutilando quase que por completo a canção original. Se baseando na versão de Nancy, Shot Me Down coloca algumas partes da música sendo intercalado por uma batida sem graça e completamente reutilizada de outras canções. A grande sorte de David em Shot Me Down é que a canção original é tão sensacional que ajuda essa nova versão ter algo de bom. Além disso, Skylar Grey faz um trabalho decente nos vocais mesmo que seja quase uma imitação dos vocais de Nancy. Esse foi o momento "que porra é essa?" da semana, até a próxima amiguinhos!
nota: 5

31 de agosto de 2013

O Décimo

Play Hard (featuring Ne-Yo & Akon)
David Guetta

Por falar em superlativos de número de singles lançados envolvendo um DJ, David Guetta lançou o décimo single do álbum Nothing But the Beat que foi lançado em 2011. A canção escolhida foi Play Hard.

A canção que tem parceria com o cantor Ne-Yo e o rapper Akon é até legalzinha, por incrível que pareça. Mesmo com o cansaço que se apresenta pelo cansaço de imagem pelo excesso de canções lançadas, Play
Hard mostra uma vibe mais old school do eletrônico ajudado pelo sample da canção Better Off Alone do grupo Alice DeeJay. Nada muito ousado ou diferente, mas é bem divertido. As performances de Ne-Yo (refrão) e Akon (versos) são apenas ok, mas cumprem seus papeis sem atrapalhar. Mas já deu, né, Guetta?
nota: 6,5

26 de fevereiro de 2013

Ainda Há Luz no Final do Túnel

Just One Last Time (featuring Taped Rai)
David Guetta


Já é mais sabido que David Guetta virou farofa passada há muito tempo. Contudo, ainda consegue entregar músicas inspiradas e surpreendentes como o single Just One Last Time.

Nono single ao total lançado de Nothing But the Beat (lembrando que o álbum teve duas versões diferentes) a canção mostra que o DJ francês ainda se preocupa na construção de suas canções e não apenas fazer músicas para vender no iTunes com seus pancadões e artistas "estrelas" querendo voltar para o topo. Assim como fez com Sia, David aposta em um desconhecido, o bom cantor sueco Taped Rai que segura bem a onda mostrando um controle único e um tom dramático. A boa composição consegue cativar pela simplicidade e por não ser mais do mesmo. E mesmo não reinventando o eletrônico, ver David voltar a produzir algo mais orgânico e clássico é quase ver a luz no final do túnel. Uma luz fraca, mas ela está lá.
nota: 7,5


4 de dezembro de 2012

A Aposta Sem Riscos

She Wolf (Falling to Pieces) (featuring Sia)
David Guetta

A receita foi até fácil, mas com resultado excepcional: David Guetta pegou uma cantora quase desconhecida com um talento enorme juntou com uma letra bem acima da média a adicionou um arranjo épico. O resultado: a melhor canção do DJ e uma das melhores do ano. Claro, que com o sucesso da canção, ele iria repetir a receita.

She Wolf (Falling to Pieces) foi o primeiro single do relançamento de Nothing But the Beat e mesmo não repetindo nem o sucesso, nem a qualidade de Titanium consegue até um bom resultado no final das contas. Esse resultado ainda tem muito a ver com a presença inspirada da ótima Sia que cada vez mais está ganhando notoriedade no mundo mainstream. Sua comovente performance dá para She Wolf uma cara forte e única ao contar a história de uma traição usando uma metáfora sobre ataque de lobos. A composição é comovente ainda mais para um dance pop quase frenético. Com a co-produção de Giorgio Tuinfort, David acerta na construção da canção na parte dos versos só que erra ao colocar um "batidão" após o refrão que a faz a canção perder força emocional. Foi uma segura até demais, mas até que no final deu certo.
nota: 7,5

5 de julho de 2012

Sono Dançante

I Can Only Imagine (feat. Chris Brown & Lil Wayne)
David Guetta

Sentir sono em uma canção dançante é uma tarefa difícil de fazer, mas o David Guetta cumpriu essa missão de maneira primorosa com a canção I Can Only Imagine.

Sexto single do álbum Nothing but the Beat, a canção tem uma produção comportada sem muitas loucuras na sua elaboração. Contudo, ela não conquista de nenhuma forma ao apresentar um arranjo "chapado" e sem nenhum segundo de originalidade. O refrão cantado por um apático Chris Brown é arrastado demais e os versos repetidos de Lil' Wayne levanta a pergunta: a sua participação era para pagar a escola das crianças? Seria a canção perfeita para zumbis.
nota: 5

30 de janeiro de 2012

O Céu de Um DJ

Titanium (feat. Sia)
David Guetta

Muitos reclamam que o David Guetta ajudou a massificar o pop atual. Concordo. O que ninguém presta atenção quando ele faz mais que o pop atual. Assim é com a ótima Titanium.

Single do CD Nothing But the Beat, Titanium é o melhor trabalho do DJ francês. Gravada primeiramente por Mary J. Blide e recusada por Katy Perry, a canção ganhou os vocais de uma das co-compositoras, a cantora Sia. E isso foi a melhor coisa que poderia acontecer. Pouco conhecida no meio mainstream, Sia tem uma carreira longa. Com sua poderosa e uma interpretação avassaladora ela dá vida, corpo e alma para Titanium. Sério, se todas as cantoras pop fossem parecidas com ela, o mundo seria melhor. Dando a base perfeita para Sia brilhar, David ao lado dos produtores Afrojack e Giorgio Tuinfort produziram uma canção épica. Fugindo de clichês, Titanium tem uma pegada mais dramática e dark valorizado pela performance de Sia. Mesmo com um letra de auto ajuda, a composição consegue ligar toda a canção em um resultado primoroso. David Guetta pode ser o amigo de grandes astros, mas só com uma "desconhecida" ele fez seu melhor. Quem sabe agora Sia não vire a estrela que merece.
nota: 8,5

23 de dezembro de 2011

Quando o David Reencontra a Nicki

Turn Me On (feat. Nicki Minaj)
David Guetta

Pergunta: como uma rapper e um DJ podem fazer uma das músicas mais pop dos últimos anos? Simples, junte a Nicki Minaj com o David Guetta e o resultado é Turn Me On.

Dando uma de cantora, Nicki pode estar com excesso de produção na sua voz, mas aqui funciona sem maiores problemas. Ela também faz um rápido, porém divertido verso de rap. O grande destaque da canção é a sua produção: David acerta como nunca em Turn Me On dando a canção uma pegada frenética, divertida e dançante ao máximo. Contudo, ele não recorre a velhos clichês de construção desse tipo de música. Assim ele entrega uma canção atual, mas pop em quase toda sua essência. Letra descartável, mas pegajosa como um dance pop deve ser. E isso veio da união de uma rapper e de um DJ. Imagine se ele pegar uma cantora de pop de verdade. (2012)
nota: 7

1 de outubro de 2011

Surpresa, Surpresa!

Without You (feat. Usher)
David Guetta

Como disse antes, uma das melhores surpresas vinda do álbum Nothing But the Beat é a canção Without You com a participação do Usher.

Um eletropop romântico refinado com uma ótima performance do Usher, que já estava devendo algo assim já faz tempo. Contida, bem editada e sonoramente viciante. A produção é precisa ao equilibrar o lado romântico da canção com o fator dançante, sabendo o quanto de cada um deve ser usado. A letra de co-autoria do Usher com o David é o Taio Cruz é bom exemplo de que o estilo pode ser delicado ao falar de amor. Mas a grande surpresa ainda é saber que o Usher ainda é relevante.
nota: 7,5

24 de setembro de 2011

O Eletropop do Guetta Doido

Little Bad Girl (feat. Taio Cruz & Ludacris)
David Guetta

Sabe quanto tudo parece destinado a dar errado, mas de alguma maneira estranha e inexplicável acaba dando certo?  E assim que é o resultado da canção Little Bad Girl do DJ David Guetta.

Segundo single do álbum Nothing But the Beat, a canção teria tudo para ser um grande erro já que separadamente seus componentes parecem que não vão dar "liga". Se Ludacris já virou arroz de festa, o que falar do Taio Cruz? Sem graça e funcionando à base de auto-tune, ele parece mais um robo. David peca ao fazer um arranjo certinho, sem criatividade e comum. E a letra acrescenta pouco a equação. Porém, ao junto tudo algo acontece. Little Bad Girl se transforma em uma música ouvivel e até divertida. Não se como aconteceu, mas no final o que vale é o resultado final. E aqui é até legal.
nota: 6,5