Mostrando postagens com marcador Jennifer Lopez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jennifer Lopez. Mostrar todas as postagens

14 de junho de 2026

Uma Segunda Chance Para: On The Floor

On The Floor (feat. Pitbull)
Jennifer Lopez


Se você viveu 2011, em algum momento ouviu tocar On The Floor, da Jennifer Lopez, sem dúvida nenhuma. E, depois de mais de quinze anos de lançamento, ver que a música ainda tem capacidade de se tornar um viral não é surpresa nenhuma, pois a canção é realmente boa, especialmente devido à produção de RedOne.

Uma das melhores canções do produtor fora do trabalho com a GaGa, sua produção pega uma ideia até simples e vai com ela até o limite sem pedir desculpas ou olhar para trás. Pegando o sample de Lambada, da banda franco-brasileira Kaoma, que, por sua vez, era um cover de Llorando se fue, da banda peruana Los Kjarkas, RedOne envolve a canção com uma mistura de dance-pop, house, eletropop e latin pop que poderia ter dado muito errado, mas que é subvertida devido à grandiosidade do instrumental. E essa é a melhor qualidade da canção: sua atmosfera épica e espetaculosa.

A canção não pede licença desde o seu começo e apenas vai aumentando a velocidade para terminar em um final épico e completamente viciante. Todavia, para essas partes terem um efeito tão notável, é preciso haver momentos que as contrabalancem, e isso é dado pelo uso do sample bem nítido na primeira metade do refrão, que dá à canção o tempo necessário para a explosão que logo se aproxima. Essa sabedoria de usar esses momentos para construir o clima da canção é literalmente um toque de gênio de RedOne. On The Floor não teria toda essa força se não tivesse outros elementos que também dessem certo.

Felizmente, tudo dá certo. J.Lo entrega uma das melhores performances de sua carreira, em que o carisma da cantora é muito bem utilizado para dar ainda mais personalidade à música. Enquanto isso, o rapper Pitbull entrega dois versos sensacionais que acabam roubando a cena de verdade, principalmente devido ao fato de ele realmente ter entendido o tom da canção. A composição é, de longe, o ponto menos inspirado, ao ser uma ode aos festeiros de plantão, mas, graças a um trabalho lírico certeiro, o que temos aqui é uma letra direta, divertida, fácil e grudenta, que faz a gente querer cantar junto. A citação dos lugares para “se fazer festa”, incluindo o Brasil, é algo com que é quase impossível não cantar junto.

On The Floor é um trabalho surpreendente que envelhece muito melhor do que o esperado. E deveria ser bem mais lembrada por ser um dos maiores sucessos de todos os tempos.
nota: 8

8 de março de 2026

Sem Salvação

Save Me Tonight
Jennifer Lopez & David Guetta


Não que eu estivesse esperando uma canção memorável da parceria entre Jennifer Lopez e David Guetta, mas Save Me Tonight é o tipo de trabalho que podemos apontar apenas como totalmente esquecível.

Não chega a ser uma bomba, pois, tecnicamente, é uma produção decente. Todavia, a produção careceu de uma dose cavalar de criatividade, pois entrega exatamente o que se espera — e de forma ainda menos inspirada — de uma mistura de europop com electropop e EDM. Dá até para se divertir às três da manhã quando começar a tocar na balada, mas Save Me Tonight é um trabalho que não tem a menor vontade de ser mais do que realmente é: uma farofada bem morna.

Isso é agravado pela composição mediana, que poderia facilmente ter sido feita por IA, devido à falta de qualquer toque que não seja mecânico e massificado. O ponto positivo da canção é a performance segura da J.Lo que, sinceramente, merecia algo bem mais interessante do que essa farofada sem gosto.
nota: 5,5

13 de janeiro de 2024

A Nova Era da J.Lo

Can’t Get Enough
Jennifer Lopez


Se tem alguma coisa que mais faça sentido agora é a Jennifer Lopez lançar uma “continuação” de This Is Me... Then de 2002 intitulado This Is Me... Now já que nos dois a cantora estava em um relacionamento com o Ben Affleck e parte da inspiração vem disso. E pelo single de estreia, Can’t Get Enough, a cantora promete entregar o mesmo nível que o álbum anterior.

Na minha opinião, o álbum de 2002 é o melhor da carreira da cantora por alguns motivos e, sinceramente, tenho um hype até bom para o novo lançamento. Entretanto, Can’t Get Enough aumentou esse nível bastante ao ser realmente uma boa canção. Uma das melhores lançadas pela J.Lo em muito tempo, a canção é uma simpática, divertida, dançante e com personalidade de sobra mistura de pop, dance, R&B e toques de reggae que consegue fazer a gente lembrar da sonoridade do álbum antecessor e, ao mesmo tempo, ser uma brisa de ar fresco. Bem produzida do começo ao fim, o single acerta no uso do sample de I'm Still in Love with You de Ellis que ficou famosa por ser usada como sample na canção de mesmo nome do Sean Paul. Existe esse ar de familiaridade na canção de J.Lo, mas o uso é tão acertado que dá aquele toque especial para a canção. E quem diria que entre os retornos recente, a Jennifer Lopez teria a mais interessantes de todas.
nota: 8  

16 de abril de 2023

Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single

If You Had My Love
Jennifer Lopez


Com a Jennifer Lopez presta a lançar o seu mais novo álbum depois de um hiato da música de quase nove anos resolvi voltar no tempo e olhar para a canção que fez a artista se tornar uma força do pop no começo dos anos dois mil: If You Had My Love.

Lançada em 1999, a canção foi o primeiro veículo para então atriz e dançaria no mundo da música depois do sucesso por seu papel do filme Selena sobre a história da cantora assassinada em 1995. Primeiro single On the 6, a canção é uma capsula do tempo que mostra bem a transição entre a década de noventa mais voltada para o R&B para o começo dos dois que foi voltada para o pop. Isso é refletido perfeitamente na sua cadenciada e sensual produção, mas que consegue ser dançante e ter esse apelo comercial do pop. O que é mais interesse é que mesmo passado quase vinte e cinco anos do lançamento If You Had My Love não envelheceu nada ao contrário de outras canções da cantora da época, mostrando o quanto sólido e refinado é a produção de Rodney Jerkins. Vocalmente, J.Lo nunca foi conhecida por ser uma grande cantora e aqui isso fica claro devido ao uso de backvocais para ajudar a mesma sustentar a canção, especialmente no refrão. O que acontece aqui é que a artista sempre teve um carisma natural que consegue até mesmo superar esse tipo de defeito na sua carreira. E o sucesso If You Had My Love foi a base da carreira da Jennifer Lopez que, gostando ou não, faz parte da história do pop.
nota: 8

21 de julho de 2021

Um Possível Hit?

Cambia el Paso
Jennifer Lopez & Rauw Alejandro


Em meio ao renascimento da música latina como um verdadeiro arrasa-quarteirão musical é possível até distinguir quais são aquelas promessas de se tornarem um hit. Esse é caso de Cambia el Paso, novo single da Jennifer Lopez.

Apesar de não ser estranha ao latin music, pois J.Lo é uma das responsáveis por ajudar a difundir o gênero durante o começo dos anos dois mim, a cantora embarga na onda do reggaeton em uma canção realmente boa. Nenhuma revolução sonora acontece em Cambia el Paso, mas, sim, uma simpática e redondinha mistura reggaeton com pop que funciona melhor que o esperado. E é por isso que é fácil perceber que a canção tem esse potencial de ser o próximo grande sucesso já que realmente consegue se sobressair entre suas concorrentes. E boa parte disso é devido a presença carismática de Jennifer que combina perfeitamente com a canção. O único defeito de Cambia el Paso é a presença dispensável de Rauw Alejandro que realmente não acrescenta em nada par ao resultado. A dificuldade agora é que existem dezenas de canções com o mesmo potencial que estão na briga para ser o próximo hit mundial.
nota: 7

3 de janeiro de 2021

Quase o Caimento Perfeito

In The Morning
Jennifer Lopez

Aos cinquenta e um anos de idade, Jennifer Lopez parece ter chegado em um estágio da carreira que não necessariamente precisa provar qualquer coisa, mas continua a colocar a sua cara a tapa para mostrar que continua um nome importante dentro da indústria. Mesmo sem alcançar os mesmos números de antes, J.LO ainda surpreendente com o lançamento da interessante In The Morning. 

Diferente do que a cantora entregou com a parceria com o Maluma, o single é uma dance-pop com uma instrumentalização clean, envolvente e sexy. Uma pegada bem diferente de tudo que a artista já tenha feito até o momento, mas, infelizmente, algumas arestas soltas não deixa o resultado final explodir como deveria. Parece que a produção teve medo de impor uma personalidade mais forte para a canção, deixando In The Morning com uma atmosfera contida demais para a capacidade pop que a cantora sempre mostrou. Claro, a intenção era puxa para o sensual, mas a capa do single é dez mais picante que o resultado final do single. Além disso, a composição não ajuda muito, especialmente no mediano refrão. E apesar de tudo isso, Jennifer ainda continua a mostrar que ainda tem muita palha para queimar. 
nota: 7

8 de novembro de 2020

La Química

Pa'Ti - Lonely
Jennifer Lopez & Maluma


Recentemente falei sobre a importância da química entre dois artistas dentro de uma parceria. Dessa vez, essa química é ainda mais importante que o normal, pois é dela que boa parte da qualidade do projeto da Jennifer Lopez com o Maluma recaí. 

Pa'Ti – Lonely é um single duplo que está ligado ao filme Marry Me que será lançado no ano que vem e tem J.Lo e Maluma como dois dos personagens principais. Apesar de duas canções que não se diferenciam muito uma da outra, a força motriz aqui é a ótima química entre os dois artistas que ficam ainda mais nítido no clipe/filme lançado para as duas canções. E essa característica que segura as canções de serem apenas medianas. Pa'Ti tem Jennifer como a principal e apresenta uma envolvente e dançante batida reggaeton que combina perfeitamente com a sensualidade aflorada dos dois artistas. O refrão, infelizmente, é repetitivo demais e a canção não vai muito além do proposto. Em Lonely, o protagonismo passa para Maluma, mas a conexão entre os dois continua praticamente intacta em uma boa trap/latin pop que abusa dos efeitos vocais. De qualquer forma, o projeto é exatamente o que propõem ser: um encontro caliente/sexy de dois astros latinos com carreiras em níveis diferentes. 
notas 
Pa' Ti: 6,5 
Pa' Ti (Spanglish Version): 6,5 
Lonely: 6,5

10 de maio de 2019

Get Right

Medicine (feat. French Montana)
Jennifer Lopez

Perto dos cinquenta anos e dona de uma das carreiras mais bem sucedidas da indústria de entretenimento americano, a Jennifer Lopez já deve ter meio ligada o "foda-se" para se algumas das sua canções irá fazer sucesso comercial novamente. E isso é até algo bom, pois dá para a cantora lançar canções com maiores possibilidades como é o caso de Medicine que parece beber na fonte de outros trabalhos não tão sucedidos da artista.

Lembrando muito a pegada de Get Right misturada com a de Do It WellMedicine é um bem intencionado, sexy, dançante e acima da média fusão de dance-pop com funk/soul. Assinado pelo time StarGate, a canção consegue manter toda a personalidade/carisma da cantora como principal fator de destaque do trabalho, ajudando a dar uma elevada no resultado final. Ainda mais que Medicine erra na sua composição repetitiva e, de forma geral, mediana e a participação pouco significativa de French Montana. Infelizmente, a canção é outro acerto para a cantora que quase ninguém irá ouvir. Pena.
nota: 7

3 de dezembro de 2018

2 Por 1 - Jennifer Lopez

Limitless
Jennifer Lopez

Te Guste
Jennifer Lopez & Bad Bunny

Só existe uma razão para o não sucesso comercial da Jennifer Lopez atualmente: preconceito de idade. Apesar de ter entregados os dois anos mais inspirados artisticamente, J.LO não conseguiu emplacar nenhuma canção nas paradas e isso é algo que remete as carreiras de nomes como Madonna, Cher, Mariah Carey e outras cantoras que chegaram a certa idade em que pararam de fazer esse tipo de sucesso. E nem adiante parece que tem vinte anos a menos como a Jennifer parece ter já faz uns dez ano. O mercado é injusto e implacável. De qualquer forma, a cantora continua indo muito bem entregando boas músicas como é o caso das recentes Limitless e Te Guste.

Tema do filme Second Act em que a própria estrela, Limitless é aquele tipo de power balada que é bastante comum ser tema de filmes. Não é a canção mais inventiva da história, mas, felizmente, tem alguns bons atributos que ajudam a canção ser melhor do esperado. Primeiramente, Jennifer mostra que conseguiu melhorar a sua voz ao longo dos anos, conseguindo carregar muito bem uma canção que favorece vozes grandes. Obviamente, J.LO não tem a melhor voz de todos os tempos, mas a técnica que a mesma desenvolveu é louvável aliando-se com o agradável timbre. Em segundo, Limitless é escrita por Jesse Shatkin (também produtor) e a Sia, garantindo a qualidade da composição acima da média sobre ter perseverança. Obviamente, a canção não é de longe feita para ser sucesso, ao contrário de Te Guste.

Tentando aproveitar o hype envolvendo o Bad Buunny, Te Busque é uma legal e sensual reggaeton que faltou mais da sua melhor qualidade: a própria Jennifer Lopez. Renegada a segunda parte da cantora, parecendo mais com a presença de uma simples convidada e, não, da dona da canção, Jennifer entrega uma performance deliciosamente sensual e bastante divertida ao ter os melhores versos da canção. A presença de Bad pode gerar alguma estranheza, pois a sua maneira de cantar e voz não é algo para todos, mas depois de algum tempo dá para acostumar e, em alguns casos, até gostar. A canção erra ao soar mais como uma boa canção para fazer parte de um álbum do que realmente um single que deveria ser um sucesso. Uma verdadeira pena, pois Jennifer Lopez ainda é melhor diva pop que várias novinhas atualmente.
notas
Limitless: 7
Te Guste: 7

26 de maio de 2018

Só Deus Sabe

Dinero (feat. DJ Khaled & Cardi B)
Jennifer Lopez

Sinceramente, não sei exatamente dizer o motivo que os últimos singles Jennifer Lopez não estarem fazendo sucesso, principalmente nos mercados hispânicos já que são quase todos em espanhol. O motivo central dessa minha incredibilidade é que enquanto outros artistas com música bem ruinzinhas conseguem emplacar, J.Lo tem seguramente ótimas canções nas mãos e mesmo assim não as coloca no topo. A nova esperança é a aguardada Dinero.

Parceria de Jennifer com o DJ Khaled e a Cardi B, Dinero é uma deliciosa e comercial latin pop misturada com trap music e com toques de gêneros mais tradicionais latinos que cria uma batida perfeita para ser um sucesso comercial, mesmo que demore um pouquinho para quem ouvir entender bem o que está ouvindo. A canção é um trabalho tão interessante que nem a presença irritante de DJ Khaled atrapalha, pois é o momento de Jennifer brilhar alternando a sua faceta cantora com a de "rapper", misturando inglês com espanhol na medida certa para conquistar vários público. Além disso, a presença de Cardi e a sua metralhadora vocal é o toque especial para Dinero se destacar entre a multidão. Bem construída e com um refrão certeiro, Dinero é o perfeito candidato para ser um dos hits do verão americano, mas parece que nem assim J. LO consegue emplacar como está merecendo.
nota: 7,5

3 de maio de 2018

Lições de J.LO

El Anillo
Jennifer Lopez

Sendo fã da Jennifer Lopez desde o começo dos anos dois mil tenho a total autoridade de poder falar que a mesma nunca foi artisticamente revolucionária, mas sempre uma carismática cantora pop com algumas limitações. Entretanto, os anos foram bondosos com J.Lo, amadurecendo-a como um verdadeiro vinho da melhor qualidade. E o que a artista vem mostrando nos últimos tempos é o fruto dessa evolução, dando verdadeiras aulas paras as novatas e algumas experientes. O último ensinamento, porém, parece bem definido para algumas artistas brasileiras, pois El Anillo é uma lição que ninguém poderia esperar.

El Anillo é uma surpreendente e irresistível latin pop com doses cavalares de funk brasileiro. Sim, senhoras e senhores, o mesmo funk que nasceu nos morros cariocas e é um dos principais gêneros contemporâneos no Brasil é o molho delicioso que dá para El Anillo a sua verdadeira alma. A produção acerta em criar uma batida que bebe do funk, principalmente no seu refrão, mas o que dá um upgrade para a canção é o fato dela não ser apenas baseada em uma batida. As nuances e as mudanças de batidas de uma parte para a outra é o ponto nevrálgico para El Anillo ser uma música tão boa, além do fato de ouvirmos J.Lo "cantar" funk. Esse cuidado deveria ser seguido mais de perto por certa cantora brasileira que está tentando fama lá fora, pois a qualidade da canção da americana é exatamente o que falta em toda a carreira da tupiniquim. Com uma das suas melhores performances da carreira, Jennifer Lopez se agiganta como uma cantora pop sem precisar ser a melhor de todas. Letra redondinha e cheia de momentos inteligentes e um clipe de cair o queixo que deveria ser jogado "na cara" de outras artistas são as lições de J.LO.
nota: 8

24 de fevereiro de 2018

Resiliência 2

Us
Jennifer Lopez

Gostem ou não da Jennifer Lopez, mas é preciso admitir que a artista é uma guerreira no quesito em não desistir da sua carreira musical. Sem atingir o sucesso comercial já faz algum tempo, J.Lo continua apostando alto na sua vertente cantora. Dessa vez, a cantora lançou o single Us.

Sem fazer parte de nenhum projeto, pois o seu próximo álbum é totalmente em espanhol, Us prova que Lopez ainda tem a capacidade de dominar uma canção pop como poucas atualmente. Produzido por Skrillex e Poo Bear, o single é um bom dance pop com toques de latin pop que consegue ser comercial e ter um toque pessoal da sonoridade da cantora. Além disso, quem ouve a performance vocal da cantora fica fácil de notar a evolução vocal dela desde o começo da carreira, mostrando amadurecimento e uma segurança que a mesma não tinha durante os momentos de "glória". O problema da canção é a sua frágil e pobre composição que tem um refrão nada interessante e chega a ser irritante. Acredito que a canção não tenha sido lançada com intuito de estourar, ainda mais que J.Lo tem em ponto de bala uma faixa com maior potencial. Entretanto, é muito bom que a cantora não parece ter se acomodado e ainda continua a reivindicar o seu lugar dentro do pop.
nota: 6,5

20 de novembro de 2017

Latinos Inc.

Por Favor
Pitbull & Fifth Harmony

Amor, Amor, Amor (feat. Wisin)
Jennifer Lopez

Corazón (feat. Nego do Borel)
Maluma

Se o ano de 2017 foi o da música latina voltando para o grande mainstream mundial é necessário lembrar aqueles artistas que fazem da música latina não apenas uma tendência, mas, sim, o seu ganha pão. Começamos com o rapper Pitbull e as meninas do Fifth Harmony.

Lançado como bônus do álbum da girl band, Por Favor é um bom e dançante latin pop/hip hop que tem cara de sucesso. A batida é sensual na medida certa e tem um excepcional apelo comercial perfeito para os atuais tempos, mas tem um problema sério: nem Pitbull e muito menos as garotas do Fifth Harmony entregam performances memoráveis. Longe de ser ruim, porém, os artistas parecem terem trabalhado no automático, principalmente as meninas que ficaram presas ao um refrão e nada mais que isso. Quem parece que não está se segurando e apostando as fichas de verdade no latin music é a Jennifer Lopez.

Preparando para lançar o seu segundo álbum em espanhol, Jennifer Lopez já mostrou que não está para brincadeira com o lançamento de Ni Tú Ni Yo alguns messes atrás que eu considero como a melhor música do gênero do ano. Agora chegou a vez da também boa Amor, Amor, Amor.


Com as principais características da canção anterior, Amor, Amor, Amor é um energético, dançante e radiofônico reggaeton/pop latino que poderia muito bem ser um grande sucesso caso o mercado não tivesse tão saturado. A canção tem a presença cada vez mais carismática e cativante de Jennifer que parece que realmente nasceu para esse tipo de música. Além disso, a cantora escolhe bem os seus featuring que dessa vez é com o veterano Wisin que também brilha, mas sem tirar o momento de J.Lo. A letra é o ponto fraco já que, apesar de refletir o bom momento pessoal dela, termina como uma ok canção de amor com um refrão marcante. De qualquer forma, J.Lo está fazendo um trabalho elogiável ao se destacar da multidão. O que também se pode dizer do colombiano Maluma, mesmo que o mesmo tenha lançado um tropeço como Corazón.

Para quem não sabe, Corazón é a versão da canção Você Partiu Meu Coração do Nego do Borel. Então, não espere algo sensacional, pois seria quase impossível transformar a canção em algo realmente bom. Entretanto, a versão tem algumas qualidades. A primeira delas é o fato de Maluma além de cantar alguns pedaços em português chamou o próprio Nego para cantar um pedaço da canção. Isso, porém, não impede da canção ser um caça níquel reggaeton em que a voz de Maluma está enterrado em efeitos vocais que não ajudam em nada. Apesar dos defeitos não será surpresa que a canção possa fazer sucesso ao redor do mundo se bem trabalhada. E é melhor aproveitar logo, pois estamos no pico no sucesso da latin music. Daqui para frente começa o declínio.
notas
Por Favor: 7
Amor, Amor, Amor: 7,5
Corazón: 6

7 de julho de 2017

A Invasão Latina 2017

Ni Tú Ni Yo (feat. Gente de Zona)
Jennifer Lopez

A música estadunidense vive de ciclos como qualquer outro no mundo, mas ela tem uma peculiaridade: a maioria dos ciclos se repetem de tempos em tempos. Dessa vez, o ciclo é a volta da música latina ao grande mainstream da música pop ao ser puxado pelo mega sucesso de Despacito. Então, mais do que obvio, já começou a aparecer quem irá surfar nessa onda. E um desses exemplos é a Jennifer Lopez que lançou a contagiante Ni Tú Ni Yo.

Primeiro single oficial do próximo álbum da cantora em espanhol, Ni Tú Ni Yo acaba se transformando em um dos melhores lançamentos da carreira recente da cantora ao ter uma produção extremamente bem realizada, divertida e viciante. Chego a ousar em dizer que Ni Tú Ni Yo é melhor que Despacito, pois a canção mantém ainda mais intacto o clima latino tradicional e apenas dá um envernizada com o latin pop. Dançante ao extremo, Ni Tú Ni Yo tem o seu maior trunfo, na verdade, a enérgica presença de Jennifer Lopez que prova que cantoras com vozes medianas podem evoluir bastante, quando existe dedicação e trabalho em cima do desenvolvimento vocal. Além disso, a presença do grupo de reggaeton Gente de Zona ajuda a incrementar a canção, ajudando a criar um possível hit mundial. J.Lo pode até está surfando nessa onda, mas a mesma tem toda a moral para fazer com propriedade.
nota: 7,5

3 de janeiro de 2017

Duetos Para Juventude

Chegaste
Roberto Carlos & Jennifer Lopez

Depois de ano com tantas surpresas desagradáveis, para não dizer trágicas, nada melhor que terminar 2016 com uma boa surpresa como é o caso da parceria do Roberto Carlos com a Jennifer Lopez com a simpática Chegaste.

Escrita pelo próprio Rei, Chegaste foi um convite de J.Lo e será inclusa no seu próximo álbum em espanhol. Todavia, a primeira versão lançada é totalmente em português, ou seja, Jennifer está cantando na nossa língua. E cantando bem para falar a verdade. Claro, a cantora apresenta um sotaque bem "carioquês", mas é muito bom ver o esforço dela já que a maioria dos cantores que fazem esse tipo de dueto preferem cantar na sua língua (apesar de ter sido gravado uma versão em espanhol). A canção, porém, não tem só isso de qualidade: Chegaste é uma balada romântica que lembra bastante com a sonoridade de Roberto nos últimos anos, mas com um delicado e bem coloca toque latino. A química entre os dois cantores funciona melhor que o esperado, ajudando a dar o clima perfeito para a composição delicada e de um clichê muito bem vindo nos dias de hoje. Quem sabe o ano terminando de maneira tão leve e fofa não ajuda 2017 ser um ano melhor?
nota: 7,5

8 de dezembro de 2016

Uma Cantora Renascida

Olvídame y Pega la Vuelta
Jennifer Lopez & Marc Anthony

Uma das principais razões pelo sucesso da carreira da Jennifer Lopez foi o seu imenso... carisma. A cantora/atriz nunca foi considerada exatamente a mais talentosa das artistas, mas, assim como grandes nomes do entretenimento, sempre exalou um poder de atração tão forte que, depois de trinta anos de carreira (cerca de vinte com sucesso), ajudou a colocar o seu nome como um dos maiores de Hollywood. E esses mesmos anos foram muito bondosos com J.Lo, pois ajudou a artista a ganhar experiência e crescer, e muito, como atriz e cantora. Um bom caso é a canção Olvídame y Pega la Vuelta, lançado como primeiro single do seu segundo álbum em espanhol ao lado do seu ex-marido Marc Anthony.

Regravação do duo Pimpinela de 1982, o single mostra dois aspectos de Jennifer: a sua evolução vocal e o a sua afinidade com o espanhol. Primeiramente, mesmo que a cantora não tenha uma voz potente de fato, Jennifer mostra aqui uma voz bem mais encorpada e segura em uma performance forte e realmente bonita. Claramente, os anos foram generosos  com ela e, provavelmente, devido ao seu empenho pessoal, Jennifer virou uma cantora de verdade e, não, uma mulher bonita que sabe cantar uma nota corretamente. Em segundo, quando J.Lo canta em espanhol soa mais natural que quando ela encara uma canção em inglês, principalmente em grandes baladas como estar. Além disso, o quarto dueto com Marc Anthony continua ter a mesma química de antes. Como canção, a regravação de Olvídame y Pega la Vuelta é uma boa balada pop latina com os exageros que o estilo precisa, mas sem um toque a transforme em um momento marcante. De qualquer forma, o grande destaque da canção é Jennifer Lopez e a sua performance marcante. E quem diria que isso poderia ser dito em uma frase com a presença de J.Lo.
nota: 7

2 de agosto de 2016

Por Um Mundo Melhor 2

Love Make the World Go Round
Jennifer Lopez & Lin-Manuel Miranda

Better Days (feat. Ariana Grande)
Victoria Monét

Hands
Vários Artistas


Depois da canção/homenagem da Christina Aguilera lançada, outros artistas prestaram suas homenagens as vitimas do atentado em Orlando. Começamos com a parceria da Jennifer Lopez e o ator/rapper/escritor Lin-Manuel Miranda.

Love Make the World Go Round é uma inspiradora mistura de pop/R&B com toques de eletrônico e hip hop que aposta na sensação de "feel good" para levar a mensagem positiva sobre o poder do amor. Incrivelmente, a canção funciona bem sem soar clichê devido aos talentos envolvidos, principalmente a química entre os dois artistas. Sabendo como segurar uma canção dançante, J.Lo entrega uma performance sólida e inspiradora, superando a sua voz limitada e mostrando a sua evolução como cantora. Enquanto isso, Lin-Manuel Miranda, em alta devido ao estrondoso sucesso do musical Hamilton, entrega uma performance honesta e cativante que colabora com o resultado final da canção. Com menos destaque que a canção anterior está a homenagem da pouco conhecida Victoria Monét com a participação da Ariana Grande.



Mais conhecida por ter escrito várias canções para Ariana, além de nomes como Nas, Chris Brown, Fifth Harmony, entre outros, Victoria Monet até tenta a sua grande chance como cantora. Em Better Days, a cantora entrega uma delicada canção R&B/pop que tem uma batida envolvente e cadenciada. A letra reflete sobre a situação atual na sociedade americana, não apenas em relação ao atentado, mas também os assassinatos de negros e de policiais devido a crescente tensão social. Apesar dos bons momentos, Better Days não tem uma carga emocional tão forte devido as performances mornas de Victoria e até mesmo de Ariana Grande. Todavia, a intenção é boa e valeu a pena. Outra que valeu a pena é o encontro de dezena de nomes em Hands.



A canção é no melhor estilo "We are The Wolrd", Hands tem a participação de vários nomes importantes do atual cenário da música, indo da Britney Spears até RuPaul, passando pela Jennifer Lopez (novamente) e Mary J. Blide e chegando até Selena Gomez, Troye Sivan e Pink, entre outros. Co-produzido por Mark Ronson, Hands é uma baladona pop que tem como grande ponto as performances de cada um dos envolvidos, com maior destaque ou não. Ouvir tanta gente boa junta em prol de uma quase tão nobre até dá esperança no futuro. Uma pena que a canção não virou um sucesso comercial gigantesco, pois a sua renda é revertida para um fundo para a organização que está ajudando as vitimas do atentado em Orlando. Todavia, tudo feito para um mundo melhor é bem vindo e necessário.

nota
Love Make the World Go Round: 7
Better Days: 6
Hands: 7

10 de abril de 2016

Síndrome de Work

Ain't Your Mama
Jennifer Lopez

Com o sucesso de Work, a porta se abriu para uma onda de canções que tenham a mesma intenção: "fazer rebolar" com uma batida midtempo. A primeira a se aproveitar disso é a Jennifer Lopez. Após assinar um novo contrato com a sua antiga gravadora (Epic Records), J.Lo tenta preparar o caminho para o seu novo retorno após o fiasco de A.K.A. A escolhida para esse novo recomeço é a canção Ain't Your Mama.

O single é um bom trabalho, apesar dos seus problemas que poderiam ter sido resolvidos com uma produção mais criativa. Produzido por Cirkut e Dr. Luke (infelizmente, ele ainda está no ramo e deve continuar), Ain't Your Mama tem uma boa e dançante batida que mistura pop, R&B e trap music, mas que não consegue se sustentar perfeitamente ao longo da sua duração. Existem "bolsões" em que a batida perde força e não tem o mesmo apelo que o seu bom refrão possui. A composição co-escrita por Meghan Trainor é legal, pois mostra um lado mais independente de Jennifer e não precisa apelar para o esquema de "festejar" de sempre. Agora é esperar se essa tentativa irá funcionar ou Jennifer Lopez irá precisar se reinventar novamente. 
nota: 6,5

29 de agosto de 2014

Baby Got Back

Booty (feat. Pitbull)
Booty (Remix) [feat. Iggy Azalea]
Jennifer Lopez


O novo álbum da Jennifer Lopez flopou terrivelmente nas paradas e isso não há como negar ou tentar reverter. Porém, J.Lo vai fazer o que muitas divas pop não fazem quando isso acontecer: tentar salvar um pouco da lavoura. Para isso, a cantora vai seguir a cartilha e se aliar com quem está em alta e lançar uma música ao lado da rapper Iggy Azalea. Primeiro, não é que elas gravaram para o A.K.A (a ruim Acting Like That) e, segundo, não lançar uma música, mas regravar uma canção da própria Jennifer do mesmo álbum. A escolhida foi a melhor do trabalho: a divertida Booty. A versão original contava com a participação do rapper Pitbull, ou seja, J.Lo trocou o "velho cachorro" para ver se encontra de novo a fórmula para o sucesso. 

O resultado final da mudança é, no mínimo, curioso, pois, mesmo soando "novidade" a presença da rapper australiana dando uma refrescada na canção, Booty perde certo "encanto" sem a presença de Pitbull. Com o rapper, a canção ganha um charme meio "cafa", meio divertido, meio sexual que ajuda a canção a ganhar personalidade e se transformar em uma música chiclete. Com Azalea, Booty fica mais sensual, pela presença apenas de duas mulheres, digamos, "bootylicious" das artistas e, mesmo com a perca de qualidade, consegue manter o nível já que a canção é uma boa canção. Booty é um pop dance com pitadas de hip hop e nuances de uma sonoridade de árabe que consegue fazer o que se propõe: ter uma batida feita para "balançar a bunda". Cadenciada e com uma vibe "guilty pleasure" que realmente tem o potencial de fazer sucesso. E se isso acontecer, será o maior choque de booty de todos os tempos enfrentando a anaconda da Nicki Minaj!

nota
Versão Original: 6,5
Versão Remix: 6,5 

29 de maio de 2014

Jenny from the Block

First Love
Jennifer Lopez

J.Lo nunca vai ser considerada uma artista revolucionário no que tange a sua musicalidade, mas, acredito, que isso nem interessa muito para ela. O que Jennifer Lopez saber fazer  é ser uma excepcional "entertrenment" e, isso, ela domina como poucas no atual showbiz. Mesmo assim, ela tem uma história bem enraizada na música e com uma "sonoridade" construída e que foi se alterando ao longo dos anos. Com os preparativos para o lançamento do seu oitavo álbum intitulado A.K.A., Jennifer mostra que está voltando ao começo ao mostras as suas raízes hip hop/R&B como ela mostra no single First Love.

O single é um trabalho surpreendente bom. Primeiro, aqui não temos mais um featuring com o Pitbull o que já ajuda muito. Em segundo, First Love é uma decente produção do Max Martin que faz um pop comercial redondinho usando um verniz mais urban para dar o toque necessário para a canção poder ser comercial e menos descartável. Para quem lembra, First Love remete aos momentos iniciais da carreira da Jennifer como em Feelin' So Good e I'm Real (Murder Remix). A composição também não vai além do arroz com feijão, mas o toque pessoal que parece ser sobre a vida da cantora é bem vindo. Já Jennifer segura a canção com dignidade mesmo não tendo um voz poderosa. Além disso, aqui a produção vocal deu uma encorpada na voz dela tão frágil como em outras músicas. Como já mostrou, Jennifer é especialista em fazer retornos triunfais e olhando para quando ela com a fazer sucesso é um caminho interessante para voltar ao topo.
nota: 7