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19 de janeiro de 2025

O Ano do Coelho

BAILE INoLVIDABLE
Bad Bunny


Devido ao poder de viralização que o Bad Bunny possui é meio complicado saber qual exatamente a canção atual de trabalho do rapper quando várias das suas canções estão em alta. Então, é preciso apontar que oficialmente o atual single de Debí Tirar Más Fotos é a sensacional Baile Inolvidable.

É incrível a capacidade do Bab Bunny emplacar comercial uma canção como essa, pois nada aqui poderia garantir um hit nas mãos de qualquer outro artista contemporâneo no mesmo estilo do rapper. Uma salsa tradicional com uma introdução com toques de eletrônico, Baile Inolvidable tem mais de seis minutos de duração em que o rapper explora perfeitamente as qualidades do gênero em uma canção envolvente e com essa força celebratória tocante. E isso é algo que é preciso bastante coragem e inteligência para um artista do porte do Bab Bunny de entregar, pois poderia facilmente ser desprezada pelo publico e/ou o tiro sair pela culatra artisticamente. E isso não acontece em nenhum momento. Ainda mais que a canção é sem nenhuma duvida o momento mais épico sonoro de todo um álbum com grandes momentos um atrás do outro. E assim começa 2025 que deve ficar marcado como o ano do coelho. 
nota: 8

31 de dezembro de 2024

O Comeback do Coelhão

EL CLúB
PIToRRO DE COCO
Bad Bunny

Um dos maiores himakers da atualidade está de volta: Bad Bunny anunciou que o seu sexto álbum (Debí Tirar Más Fotos) será lançado já agora no dia 5 de Janeiro. E se o mesmo seguir a qualidades dos singles lançados (El Clúb e Pitorro de Coco), o trabalho deve ser o melhor da carreira do rapper.

Entre as duas, El Clúb é a melhor sem nenhuma dúvida, pois a mesma se torna uma das melhores canções do artista. O grande trunfo do single é a ousadia estética ao ser a visão peculiar do artista do que seria um “club banger” com a sua personalidade impressa. Uma mistura madura e criativa de deep house com latin pop, afrobeats e hip hop, o single tem uma estrutura estranha, mas que funciona perfeitamente devido a construção climática que a produção estabelece. E a presença única do Bad Bunny funciona perfeitamente, pois o mesmo adiciona uma carga graciosa de personalidade que arremata o resultado final de maneira surpreendentemente excitante. Mesmo menos impactante, Pitorro de Coco é um trabalho que mostra a versatilidade do rapper ao ser uma rúbia mistura com latin pop e reggaeton que demonstra uma das qualidades do rapper que é o respeito e veneração pelos estilos tradicionais da música latina. A canção ainda surpreende pelo fato de ter uma temática natalina, mesmo sendo ser sobre a dor de cotovelo por ter levado um pé na bunda. E com esse começo, o Bad Bunny parece começar uma nova era na sua já consagrada carreira.
notas
EL CLúB: 8
PIToRRO DE COCO: 7,5

28 de maio de 2023

Lições

WHERE SHE GOES
Bad Bunny


Já li por alguns que não gostam do Bad Bunny que o mesmo só entrega um tipo de canção ao se “escorar” no reggaeton, mas isso não é verdade já que o rapper vem experimentando e integrando uma grande gama de gêneros a sua sonoridade. Entretanto, o lançamento de Where She Goes é prova cabal da sua abrangência sonora.

Longe das raízes latinas, a canção é uma interessante excursão ao mundo do eletrônico com uma batida bem trabalhada e com originalidade. Explorando o gênero jersey club, subgênero do eletrônico criado em New Jersey que mistura house e hip hop, Bad Bunny acerta ao entregar uma canção que o faz soar disposto a procurar novas fronteiras sem perder a sua imensa e distinta personalidade. E isso é uma verdadeira lição para rappers como, por exemplo, o Drake que tentam fazer essa transição, mas vem falhando miseravelmente. É obvio que devido a sua persona ainda está marcada com fogo e ferro em Where She Goes, a canção não é para aqueles que já não gostam do artista. Entretanto, o resultado final mostra que o Bad Bunny parece pronto para evoluir sonoramente e continuar a sua dominação mundial.
nota: 7,5

Toque de Midas

un x100to
Grupo Frontera & Bad Bunny


Apesar de ter se tornado um dos maiores nome da indústria musical mundialmente, o Bad Bunny se mantém fiel as raízes da musica tradicional latina. E é por isso que ver un x100to, parceria com a banda Grupo Frontera, fazer sucesso adiciona mais significado para o sucesso do rapper.

Ao ajudar a colocar uma canção de cumbia, estilo tradicional colombiano, misturado com norteño, gênero tradicional mexicano, no top 5 da Billboard é algo quase imaginável não tem muito tempo, mas a presença do Bad Bunny ajuda o seu imenso publico a ser exposto a esse tipo de canção. E isso já vale alguns pontos. Felizmente, un x100to é uma canção bastante simpática que consegue conquistar quem escuta de maneira natural ao ser carismática como uma balda romântica deveria ser. Gosto de como não importa o estilo, o Bad Bunny coloca a sua marca na canção de maneira indiscutível. E esse deve ser o legado do rapper. Justo. 
nota: 7

6 de dezembro de 2022

O Boom do Coelhão

Tití Me Preguntó
Bad Bunny


Não há como duvidar que o Bad Bunny é o maior nome do momento da música. E isso precisa ser celebrado, pois o ápice que o artista chegou poucos latinos tiveram o mesmo privilegio. E isso é impulsionado pelo sucesso de basicamente qualquer single de Un Verano Sin Ti, sendo um dos melhores a canção Tití Me Preguntó.

A canção é um dos ápices criativos do álbum, mostrando o potencial artístico que o rapper é possível alcançar. Uma explosão que mistura latin trap, eletrônico, dembow (ritmo dominicano) e toques de psychedelia que consegue ser extremamente comercial e, ao mesmo tempo, adicionar toques experimentais para a sonoridade do Bad Bunny. E isso parece ser o caminho que o mesmo vem tomando e que o diferencia dos seus contemporâneos de forma distinta e atrativa. Outro ponto que ajuda Tití Me Preguntó é sensacional performance do artista que consegue entregar algo tão energético e único igual a canção, exalando uma mistura de sexualidade, masculinidade e safadeza na medida certa sem soar exagerado ou machista. Goste ou não, Bad Bunny é o cara de 2022.
nota: 7,5

13 de julho de 2021

Gosto Adquirido

YONAGUNI
Bad Bunny


Realmente consolidado como o maior artista latino dessa geração, o Bad Bunny tem uma sonoridade a particularidade de ser um gosto adquirido. E parece que estou realmente adquirindo como deixa claro a boa YONAGUNI.

YONAGUNI pode ser vista de dois formas: mais do mesmo ou mais do mesmo bom. Fico com a segunda opção, pois o resultado soa sensualmente convidativa e com algumas ideias que valem a pena. Uma delas é adição de um verso final cantado em japonês já que o seu nome é uma referência direta ao uma ilha entre o Japão e Taiwan. Além disso, a adição de sons e texturas que normalmente não tem uma reggaeton na construção do arranjo dá para a canção nuances importantes que mostra de Bad Bunny vem crescendo como artista. De qualquer forma, a canção não é feita para quem não curte o rapper, mas para continuar a alimentar a sua imensa e crescente fanbase.
nota: 7

17 de março de 2021

La Quimíca

La Noche de Anoche
Bad Bunny & Rosalía

Apesar de gosta da figura do Bad Bunny ainda tenho certas ressalvas em relação a sua sonoridade. Em La Noche de Anoche, parceria com a Rosalía, o artista entrega a sua melhor canção até o momento.

A principal razão do resultado final é a boa interação entre os dois artistas que, mesmo soando completamente diferentes, conseguem criar faíscas reluzentes de pura química. E é por isso que La Noche de Anoche funciona exatamente como a sua proposta sugere: uma conversa tensa/sensual entre dois amantes sobre seus sentimentos. Envolvente do começo ao fim devido fazer a gente esperar para sentir a força da união dos dois artistas, a canção ainda parece errar ao não ir além do que o Bad Bunny normalmente entrega: um bom reggaeton mid-tempo. A canção tem alguns toques suculentos de pop e algumas quebras de expectativas, mas continua a seguir um caminho que pode estar funcionando que irá cansar em algum tempo se o Bunny não der uma chacoalhada para introduzir coisas novas. De qualquer forma, La Noche de Anoche ajuda a mostrar que saber escolher as parcerias podem fazer uma canção superar até mesmo os problemas de construção.
nota: 7

3 de janeiro de 2021

Bocejo Latino

Dakiti
Bad Bunny & Jhay Cortez

Não é surpresa para ninguém que o Bad Bunny se tornou uma das maiores potencias latinas dessa nova geração, especialmente dentro do mainstream estadunidense, pois o artista vem conquistando não apenas um público mais amplo, mas, também, elogios da crítica. E é por isso que é estranho ver que o seu mais recente sucesso é a mediana Dakiti em parceria com Jhay Cortez. 

Dakiti é um reggaeton com uma produção correta, mas que esquece de colocar uma dose de excitação em uma batida linear e, por vezes, entediante. Canções do gênero são normalmente explosivas e dançantes. Infelizmente, Dakiti tem uma dose de dance-pop que ajuda a massificar a sua construção. Além disso, a participação de Jhay Cortez não colabora com quase nada o resultado final, deixando para o Bad Bunny colocar toda a personalidade que a canção precisa. E mesmo assim, o resultado final é morno, indo contra a pegada da carreira do artista até o momento.
nota: 6

1 de setembro de 2020

Invasão Latina

UN DIA (ONE DAY)
J Balvin, Dua Lipa, Bad Bunny & Tainy

Acredito que não exista mais dúvidas que estamos passado por uma nova invasão latina. Depois daquela no final dos anos noventa e começo dos anos dois mil, a música latina volta ao mainstream internacional com os nomes de J Balvin e Bad Bunny como principais destaques dessa nova geração. E acredito que não é surpresa que essa sucesso traga parcerias com nomes fora do meio latino. Dessa vez o "estrangeiro" é a Dua Lipa que se une aos dois artistas já citados para entrega a promissora, mas morna, UN DIA (ONE DAY).

O single é aquele tipo que parece funcionar, mas, infelizmente, o resultado final fica abaixo da expectativa. O quase acerto da canção é a sua produção que tem uma ideia ótima sem saber como unir os pontos. Produzido pelo J Balvin e pelo mega produtor porto riquenho TainyUN DIA (ONE DAY) é uma envolvente pop/reggaeton com toques de house music que começa a criar algo realmente interessante  em uma batida centralizada em uma cadencia contida e sensual. Entretanto, o resultado de fato soa entediante e meio repetitivo, deixando a canção morna e um pouco decepcionante. Parece que os produtores tinham essa grande ideia nas mãos, mas não conseguiram juntar as peças dos quebras cabeças de força correta e deixando algumas peças soltas. Além disso, a presença dos três artista nos vocais se perdem em uma canção sem foco, principalmente a Dua Lipa que não entrega metade do carisma que normalmente a mesma é capaz de impor. O resultado final pode ser apenas mediano, mas a canção é uma prova cabal da força dessa nova geração latina.
nota: 6

3 de dezembro de 2018

2 Por 1 - Jennifer Lopez

Limitless
Jennifer Lopez

Te Guste
Jennifer Lopez & Bad Bunny

Só existe uma razão para o não sucesso comercial da Jennifer Lopez atualmente: preconceito de idade. Apesar de ter entregados os dois anos mais inspirados artisticamente, J.LO não conseguiu emplacar nenhuma canção nas paradas e isso é algo que remete as carreiras de nomes como Madonna, Cher, Mariah Carey e outras cantoras que chegaram a certa idade em que pararam de fazer esse tipo de sucesso. E nem adiante parece que tem vinte anos a menos como a Jennifer parece ter já faz uns dez ano. O mercado é injusto e implacável. De qualquer forma, a cantora continua indo muito bem entregando boas músicas como é o caso das recentes Limitless e Te Guste.

Tema do filme Second Act em que a própria estrela, Limitless é aquele tipo de power balada que é bastante comum ser tema de filmes. Não é a canção mais inventiva da história, mas, felizmente, tem alguns bons atributos que ajudam a canção ser melhor do esperado. Primeiramente, Jennifer mostra que conseguiu melhorar a sua voz ao longo dos anos, conseguindo carregar muito bem uma canção que favorece vozes grandes. Obviamente, J.LO não tem a melhor voz de todos os tempos, mas a técnica que a mesma desenvolveu é louvável aliando-se com o agradável timbre. Em segundo, Limitless é escrita por Jesse Shatkin (também produtor) e a Sia, garantindo a qualidade da composição acima da média sobre ter perseverança. Obviamente, a canção não é de longe feita para ser sucesso, ao contrário de Te Guste.

Tentando aproveitar o hype envolvendo o Bad Buunny, Te Busque é uma legal e sensual reggaeton que faltou mais da sua melhor qualidade: a própria Jennifer Lopez. Renegada a segunda parte da cantora, parecendo mais com a presença de uma simples convidada e, não, da dona da canção, Jennifer entrega uma performance deliciosamente sensual e bastante divertida ao ter os melhores versos da canção. A presença de Bad pode gerar alguma estranheza, pois a sua maneira de cantar e voz não é algo para todos, mas depois de algum tempo dá para acostumar e, em alguns casos, até gostar. A canção erra ao soar mais como uma boa canção para fazer parte de um álbum do que realmente um single que deveria ser um sucesso. Uma verdadeira pena, pois Jennifer Lopez ainda é melhor diva pop que várias novinhas atualmente.
notas
Limitless: 7
Te Guste: 7

23 de outubro de 2018

Internacionalização

Mia (feat. Drake)
Bad Bunny

Apesar de já ter construindo nos últimos anos o seu nome no mercado latino, o rapper porto-riquenho Bad Bunny só está vendo a sua carreira alcançar outro patamar após participar do mega sucesso I Like It da Cardi B. E não mais normal que o artista queira "monetizar" sobre essa oportunidade ao lançar a sua parceria com o Drake em Mia.

Apesar de ser o possível breakthrough para a carreira de Bad Bunny, Mia é, como diz o meme, meio pombo. A presença do Drake em espanhol é interessante, mas a sua presença é tão sem brilho que não ajuda em quase nada, além do fato de seu nome forte como presença. Mesmo com uma produção que acerta no tom comercial, Mia é uma corriqueira e ordinária latin trap/dancehall que não tem um pingo de criatividade. E mesmo com a voz grave e diferente, Bad não tem muito o que fazer na sua própria música, perdendo a oportunidade de criar ainda mais forte a sua persona no mercado internacional. Mesmo assim, Bad Bunny tem boas chances de virar o próximo grande nome latino nos Estados Unidos.
nota: 5,5