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14 de junho de 2026

Uma Farofada Bem Servida

Sad Girls
Bebe Rexha & David Guetta

De tempos em tempos, acontece um momento meio que mágico na música: surge uma boa farofada eletrônica. Dessa vez, quem prepara o prato é Bebe Rexha com David Guetta na suculenta Sad Girls.

Single do álbum Dirty Blonde, a canção é uma farofada electropop/eletro-house que David já fez algumas vezes e repete a fórmula novamente. Felizmente, porém, a produção conta com outros nomes além do DJ francês, dando uma envernizada mais interessante à canção, que acaba sendo mais corpulenta e interessante do que tinha o direito de ser.

Entretanto, o que realmente a faz se destacar é a sensacional performance de Bebe, que domina a canção de uma maneira tão imponente que faz a faixa ganhar vida de verdade, especialmente porque dá para notar que ela adiciona emoção genuína à sua interpretação, lembrando a força da Sia em Titanium. Além disso, Sad Girls tem realmente uma boa composição, que consegue unir clichês a uma mensagem genuína, o que faz toda a diferença no final.

Resumidamente: consuma essa farofada com vontade, porque vale a pena.
nota: 7,5

5 de abril de 2026

Vai Que é Tua, BeBe!

Hysteria
Bebe Rexha


Acredito que a Bebe Rexha tenha em mãos o que pode ser um verdadeiro comeback como nos bons tempos. E, novamente, a cantora parece provar isso com o lançamento de Hysteria.

Segundo single oficial de Dirty Blonde, a canção é uma excitante e histérica mistura de pop rock com electro house que funciona perfeitamente ao ficar bem na beiradinha da farofa, encontrando o criativo e, também, o clichê. É um lugar difícil de construir uma canção como essa, mas a produção acerta bem ao fazer da experiência algo rápido e rasteiro, não deixando espaço para furos ou tropeços, já que poderia facilmente descambar para uma bomba atômica sonora.

O grande problema de Hysteria, porém, é a sua composição, adequada, mas completamente piegas e sem muita criatividade. Dentro do contexto da canção, a letra funciona devido à sua pegada direta e sem maiores enfeites. Todavia, o trabalho poderia ter um refinamento estético maior, com uma composição menos previsível e um pouco mais profunda. Dito isso, a canção se beneficia da presença marcante da performance da Bebe, que, mesmo não saindo muito de um lugar de conforto, consegue dar a personalidade ideal para a canção.

E assim a Bebe vai saindo do asilo da Khia de maneira com potencial de verdade.
nota: 8

8 de março de 2026

A New Age Of Bebe

New Religion
Bebe Rexha & Faithless


Não esperava que a nova era da Bebe Rexha pudesse ser de verdade o seu triunfal momento de renascimento, mas com New Religion começo realmente a acreditar que isso seja verdade.

Primeiro single oficial de Dirty Blonde, a canção é um trabalho curioso ao ser um “remake” da canção Insomnia, da banda Faithless, sendo algo parecido com o que foi feito em Wild Thoughts. E a grande surpresa é que funciona muito melhor do que o imaginado. Pegando parte da construção da parte final da canção original, New Religion é uma excitante, elegante e eficiente progressive house com dance-pop e diva house que dá certo devido à produção competente e madura, que cria uma canção que funciona sabendo a gente ou não da sua origem. E, mais que isso, há o fato de a produção saber como usar os clichês do gênero de uma maneira inteligente, não duvidando da inteligência de quem escuta.

Outro ponto de destaque é a composição realmente inspirada de New Religion, ao ser um trabalho que tem profundidade temática ao falar sobre alguém se encontrar finalmente na vida. Entretanto, a estética da canção está bem de acordo com os maneirismos do gênero, com frases de efeito que ficam entre o pieguismo e o dramático, mas claramente bem pensadas para exalar de propósito esse estilo. Fechando como a cereja do bolo, está a ótima performance da Bebe, que encontra aqui um dos melhores veículos para demonstrar sua capacidade vocal.

Resumidamente: esse é o novo começo de era para a Bebe Rexha.
nota: 8

22 de fevereiro de 2026

2 Por 1 - Bebe Rexha

Çike Çike
I Like You Better Than Me
Bebe Rexha

Assim como fez a Raye, a Bebe Rexha decidiu seguir a carreira de maneira independente depois da forma negligente com que sua antiga gravadora a tratou. E, como primeiros singles, foram lançadas as canções Çike Çike e I Like You Better Than Me.

Nenhuma das duas canções, que são singles do Dirty Blonde, é exatamente uma Escapism, mas são bons trabalhos que já marcam positivamente a nova fase da carreira da cantora, especialmente devido à maneira sincera com que ambas são construídas. Menos inspirada está I Like You Better Than Me, pois sua produção descamba para uma mistura batida de electropop com toques de house e eletrônico que não parece muito disposta a encontrar um lugar próprio para a sonoridade da cantora.

Todavia, a produção entrega um trabalho seguro e bastante competente dentro do que escolheu seguir sonoramente, o que dá para se empolgar com a farofada em que a canção se transforma. Seu ponto alto, porém, é sua contundente composição sobre as dificuldades que a cantora tem com a própria imagem física, passando longe de ser uma lição de moral e sendo, sim, uma crônica sobre como é viver com esse peso mental. E um dos melhores momentos é quando a cantora revela o sentimento em relação àqueles que tentam “ajudar”: “So stop giving me your toxic positivity/ You know you're only making it worse”.

Com Çike Çike, Bebe mostra o que essa liberdade artística pode alcançar. Melhor canção da cantora praticamente desde que começou a carreira, o single é diferente de tudo o que ela já entregou ao ser uma ousada, divertida e intrigante mistura de eurodance, tech house, eletropop e deep house, que nunca desce aos porões dos gêneros escolhidos, mas também encontra inspiração genuína e surpreendente. A batida é incrementada por texturas únicas que fazem com que resulte em uma canção tão estranhamente interessante que fica difícil não dar atenção. Das adições na instrumentação, o solo de sax é algo desconcertante e divertidíssimo. Uma pena, porém, que a canção se limite a ter apenas um pouco mais de dois minutos, deixando aquele gosto de que faltou mais tempo para explorar tudo o que poderia se tornar. Mesmo assim, Çike Çike tem seus ótimos momentos, como, por exemplo, o refrão cantado em albanês, que é a língua materna da mãe de Bebe.

Espero que essa nova era, longe de amarras, possa ser a que vai revelar para o mundo todo o potencial de Bebe Rexha.
notas
Çike Çike: 7,5
I Like You Better Than Me: 7

11 de julho de 2024

A Amarga Farofada a Kylie

My Oh My
Kylie Minogue, Bebe Rexha & Tove Lo

Depois de revitalizar novamente com o sucesso de Padam Padam, a Kylie Minougue está pronta para a sua nova era com o lançamento de My Oh My. E infelizmente o tiro saiu pela culatre devido a uma produção equivocada que desperdiça não apenas o talento da Kylie, mas como das convidadas Bebe Rexha e Tove Lo.

É bem claro que a canção quer ser uma Padam Padam 2.0, mas não chega nem perto do fator cativante e, principalmente, da sua produção. A produção entrega uma canção que soa datada e 
forçada que parece ter sido feita apenas para surfar em uma onda e, não, ser um trabalho realmente original. Faltou espontaneidade verdadeira para dar razão para dance-pop/EDM realmente funcionar. Entretanto, o grande problema aqui é a péssima produção vocal que simplesmente destrói a voz da Kylie ao dar um efeito que transforma a sua performance em um trabalho estridente e irritante. Além disso, as presenças de Bebe e Tove Lo não geram o peso que seria esperado devido a má utilização das duas, mesmo que a segunda tenha o melhor momento da canção. Infelizmente, My Oh My não bateu com força como os trabalhos recentes da Kylie. Uma pena.
nota: 5

24 de fevereiro de 2023

Um Hit Solo, Por Favor!

Heart Wants What It Wants
Bebe Rexha

Mesmo com alguns hits no seu nome, sendo o mais recente I'm Good (Blue), a Bebe Rexha nunca teve um hit solo para chamar de seu. Não sei exatamente esse titulo será da mediana Heart Wants What It Wants.

Primeiro single do seu próximo álbum, a canção é uma canção redondinha, morninha e sem gracinha. Uma nu-disco que não consegue empolgar em nenhum momento, Heart Wants What It Wants continua a atual moda de ser uma canção rápida e rasteira que nem consegue ser exatamente ruim e também não consegue marcar de forma nenhuma. A composição é um amontoado de clichês que precisou de oito pessoas para escrever que não chega a ser uma bomba atômica. Felizmente, Bebe Rexha segura bem a canção devido a ser uma vocalista sólida que precisa de um material bem melhor para realmente atingir o sucesso sem precisar de escoras de outras pessoas.
nota: 6



2 de setembro de 2022

Dos Males o Menor Mesmo

I'm Good (Blue)
David Guetta & Bebe Rexha


Existem algumas canções que parecem nascidas para o desastre, mas por um milagre conseguem serem melhor que tem direto de ser. Esse é o caso de I'm Good (Blue).

Regravação/remix/remake do sucesso de 1998 do grupo italiano Eiffel 65 intitulado Blue (Da Ba Dee) que é basicamente o puro suco do eurodance dos anos noventa, I'm Good (Blue) é uma parceria do David Guetta com a Bebe Rexha que consegue ser ao mesmo tempo clichê e datada com um toque bel vindo de vergonha alheia que deixar o resultado acima da média do que poderia esperar desse caldeirão. Acredito que o principal móvito é o fato da canção descaradamente nostálgica com uma batida tão marcante que ganha um bom verniz nas mãos de Guetta e uma interprete carismática como a Bebe que faz o possível para elevar o material. Longe de ser realmente boa, I'm Good (Blue) é o tipo de canção que o resultado é melhor que a encomenda.
nota: 7


1 de maio de 2021

Servindo

Sacrifice
Bebe Rexha

Querer que a Bebe Rexha volte a entregar canções como no comecinho da carreira e algo bem difícil de acontecer, mas quando a cantora entrega canções como Sacrifice é até possível dar um desconto.

Longe de ser o suprassumo do pop, o single é uma decente, carismática e envolvente dance-pop/electropop que entrega tudo lindamente redondinho. Apesar de uma batida clichê, especialmente no seu refrão, a produção consegue entregar uma batida clean e sem maiores surtos farofentos. Com uma composição sexy, o grande ponto positivo de Sacrifice é a performance de Bebe que consegue invocar os seus primeiros trabalhos ao mostrar uma interpretação contida e lindamente aveludada, dando ênfase ao seu timbre e versatilidade ao invés de efeitos vocais. É fato que a canção poderia ter um clímax bem mais pomposo, mas o resultado final é para comemorar de ver Bebe de volta com qualidade verdadeira.
nota: 7

15 de novembro de 2020

Passado, Presente e Futuro

Baby, I'm Jealous (feat. Doja Cat)
Bebe Rexha

É interessante notar que em Baby, I'm Jealous é possível ver duas artistas que, apesar de diferentes em personalidade, apresentam exatamente o mesmo caminho em etapas diferentes: de um lado a dona do single Bebe Rexha que foi considerado uma grande promessa, mas que agora precisa lutar para tentar se manter relevante e de outro a Doja Cat que está vivendo o momento de ser considerada a grande promessa, mas precisa provar definitivamente que tem condições de se confirmar como tal promessa. Infelizmente, a canção não é o veículo necessário para nenhuma das duas, mesmo que a não seja nada ruim.


Baby, I'm Jealous é uma surpreendente e divertida mistura bem azeitada de pop com soul, R&B e hip hop que surpreende devido a sua refinada produção. Não ter força suficiente para ser impactante, mas é uma canção pop agradável e até com personalidade se não se exigir muito. O problema aqui é as duas artistas envolvidas não parecem entregarem performances realmente impactantes. Bebe tem um timbre bem interessante e aqui mostra boa desenvoltura, mas não tem o carisma suficiente para elevar o material. Já a Doja Cat entrega exatamente o que vem mostrando nas várias participações recentes sem adicionar nada de novo para a canção. E isso depõem muito em relação a situação de ambas em relações as suas respetivas carreiras: Baby, I'm Jealous funciona dentro de limites, mas poderia ser bem melhor se tivesse duas artistas em momentos seguros da carreira. 
nota: 7

6 de março de 2019

Still Lost

Last Hurrah
Bebe Rexha


Mesmo alcançando certo sucesso comercial e conseguindo duas indicações ao Grammy (incluindo para Best New Artist), Bebe Rexha ainda parece estar meio perdida em relação a sua carreira. Ou vocês acham que uma cantora de pop que tem como maior sucesso uma canção meia boca de country pop e um álbum péssimo é sinal de ter se encontrado artisticamente? De qualquer forma, Bebe continua a sua busca ao lançar Last Hurrah.

O lado negativo de Last Hurrah é que a canção não deve fazer sucesso comercial. O lado bom é que a canção dá indícios que a cantora ainda pode fazer algo como o do começo da carreiraLast Hurrah é um decente e bem produzido pop com pitadas de pop rock e dance- pop que consegue se sustentar por si com uma batida redonda e uma atmosfera acertada. Rápida e rasteira, o single falta profundidade, mas não é algo que se possa chamar de desperdício. A melhor parte é a sua criativa, divertida e moderadamente empoderada que fala sobre juntar as suas forças para lutar contra o que te faz mal. Bebe, por sua vez, segura a canção bem, mas longe de mostrar realmente para o que veio. A cantora pode até está perdido, mas o caminho se mostra bem a sua frente. É só seguir.
nota: 7

16 de maio de 2018

Girls Just Wanna to Have Fun

Girls
Rita Ora x Cardi B x Bebe Rexha x Charli XCX

Em época de empoderamento feminino sendo um dos tons da música pop em geral é gratificante ver a união de tantas cantoras em uma música só como em Girls, single da Rita Ora com a presença de a Cardi B, Bebe Rexha e Charli XCX.

Longe de ter o impacto radiofônico de uma Bang BangGirls é um redondinho e simpático pop/eletropop com influência de hip hop que tem como principal qualidade dá atenção necessária para as quatro participantes, mesmo que pareça não explorar totalmente a química entre elas. A batida é leve e refrescante, lembrando muito os trabalhos de Charli XCX ao ser uma sonoridade mais puxada para o indie pop. Bem pensada e bem estruturada, Girls tem a polêmica das criticas que afirmam que a letra ajudar a objetificar a relação entre duas letras e, não, contribui verdadeiramente para o movimento LGBT+. Consigo até entender esse lado, mas, assim como boas canções pop, Girls tem uma letra quase inofensiva demais, despretensiosa e que na minha opinião é até respeitosa ao não ser sexual e, sim, até romântica. E até onde sabemos, as quatro participantes podem ou já se relacionaram com mulheres. Isso não as faria ser parte da comunidade LGBT+? Complicado. De qualquer forma, Girls é uma canção pop eficiente e, no final das contas, isso vale alguma coisa.
nota: 7,5

24 de novembro de 2016

2 Por 1 - Bebe Rexha

In the Name of Love
Martin Garrix & Bebe Rexha

I Got You
Bebe Rexha

Bebe Rexha está a um passo do estrelato, mas esse passo parece nunca ser dado de maneira plena e nem com todas as suas tentativas recentes. A primeira é a parceira com DJ holandês Martin Garrix na passável In the Name of Love.

A grande qualidade do single é a presença de Bebe Rexha, pois a cantora consegue injetar alguma personalidade verdadeira em mais um eletropop/EDM que tenta a tudo custo sair do lugar comum, mas erra quase completamente. Obviamente, a canção tem todo o potencial comercial para continuar a trilhar o caminho do sucesso comercial, ainda mais que "chegou" recentemente no mercado estadunidense. Todavia, In the Name of Love não força suficiente para ser um trabalho realmente marcante no cenário pop e, por consequência, ajudar Bebe a ganhar prestigio artístico. Isso também acontece com o seu single solo: a mediana I Got You.

A canção, que deve integrar o seu primeiro álbum planejado para ser lançado no ano que vem, é uma dance pop com influência de reggae que poderia ser divertida caso não fosse tão genérica e extremamente previsível. Tudo parece feito pensando exclusivamente em dar para Bebe uma canção solo de sucesso, mas nunca pensando em apresentar de verdade quem é a cantora para o grande público. Algo que tinha sido feito em seu EP I Don't Wanna Grow Up e que se perdeu na busca do estrelato de Bebe. O pior problema de I Got You recaí também na pouca qualidade do refrão, ajudando a colaborar para a impressão que falta para a cantora se tornar definitivamente o grande novo nome do pop é um material que seja realmente bom. E o tempo para isso está acabando.

nota
In the Name of Love: 6
I Got You: 6

19 de abril de 2016

Drake Americano

Me, Myself & I
G-Eazy X Bebe Rexha

Apesar de todo o sucesso nos Estados Unidos, Drake não nasceu nos Estados Unidos, mas, como alguns devem saber, no Canadá. A "resposta" estadunidense para esse efeito é o californiano G-Eazy. O seu maior sucesso é a canção Me, Myself & I.

Lançada no final do ano passado, Me, Myself & I alcançou o sétimo lugar na Billboard e está ajudando tanto a carreira dele como a de Bebe Rexha. Apesar disso, o single tem alguns defeitos que não possibilitam a canção ser um trabalho marcante de fato. O primeiro deles é o fato da canção ser arrastada, pois, ao longo dos seus quatro minutos de duração, Me, Myself & I tem uma estrutura um pouco confusão da divisão entre as partes de D-Easy e Bebe que ajuda a criar essa sensação. Além disso, a produção assinada pela própria Bebe e Michael Keenan escolhe uma batida "low" para dar a vida o hip hop clean e redondo do rapper. Felizmente, o trabalho é tecnicamente bom. Enquanto a cantora entrega uma performance carismática, G-Eazy soa muito parecido com o Drake em vários momentos, criando uma sensação que a música é do próprio rapper. Ao menos, D-Eazy entrega um performance sólida e, graças, longe dos maneirismos que o seu "concorrente" carrega.
nota: 6,5

29 de março de 2016

Inicio Errado

No Broken Hearts (feat. Nicki Minaj)
Bebe Rexha

Entre todos os nomes que estão na espera para a ter a grande chance de estourar no mercado, a cantora Bebe Rexha é um dos nomes que tenho acompanhado bem de perto. Compositora de dezenas de sucessos pop para vários artistas, Bebe mostrou o seu potencial com o ótimo EP I Don't Wanna Grow Up. Como primeiro single do seu primeiro álbum foi lançado a canção No Broken Hearts que tem a missão de ajudar a transformar Bebe em nome conhecido sem precisar fazer parte de um featuring ou como compositora.

Infelizmente, a tarefa será bem dura, pois No Broken Hearts erra ao apresentar a cantora ao grande público. A produção cria um pop/R&B/eletrônico/hip hop que, não apenas tira qualquer identidade singular que ela tinha mostrado no seus primeiros trabalhos, mas como, também, a nivela ao mesmo patamar que várias cantoras em começo de carreira. Não que seja um trabalho ruim, mas é clichê demais, até a mesmo a presença da Nicki Minaj como convidada, mesmo que seja uma boa aparição. A composição também caminha para o mesmo lugar ao falar sobre o cansado tema de "festejar", deixando os problemas de lado. Espero que esse seja apenas um tropeço em uma carreira que pode ser grandiosa.
nota: 6