11 de novembro de 2014

Ed, o Fofo

Thinking Out Loud
Ed Sheeran


Além de se firmar como um dos melhores nomes do atual cenário pop mundial, Ed Sheeran vai se consolidando como uma das pessoas mais fofas que existe como, por exemplo, ao aceitar de uma fã doente um anel de noivados. Além disso, canções como Thinking Out Loud apenas consolidificar Ed como o "cara mais fofo do pop".

Sabe aquelas declarações de amor que casais fazem sobre viver juntos para sempre que para quem não está apaixonado parece uma grande babaquice? Então, Thinking Out Loud segue esse caminho com uma composição fala em envelhecer juntos vivendo esse amor eterno? Então, essa é Thinking Out Loud, mas, felizmente, acaba se tornando em uma das declarações de amor mais lindas e românticas dos últimos tempos por ser uma obra simples, direta e que sabe dosar o pieguismo na medida certa. Ajuda muito a ótima produção que entrega uma balada pop/blues com um arranjo perfeito e com a personalidade perfeita para Ed brilhar com sua aveludada voz. Tão fofo que até merece um S2!
nota: 8

10 de novembro de 2014

Uma Selena Quase Como Antes

The Heart Wants What It Wants
Selena Gomez


Para comemorar a longuíssima carreira de apenas um álbum solo lançado até o mesmo, Selena Gomez vai lançar a sua primeira coleção de grandes sucessos ainda esse mês. Intitulada como For You, o projeto vai incluir, além das faixas da carreira solo e ao lado do grupo the Scene, algumas faixas inéditas como é o caso do single The Heart Wants What It Wants lançado recentemente.

Longe da bomba que são todas as canções do álbum Stars Dance, The Heart Wants What It Wants mostra uma Selena diferente, ou melhor, uma Selena que volta a encontrar o seu caminho. A canção é trabalhada em uma vertente que menos é mais, isto é, a produção aposta em um arranjo com uma pegada mais minimalista e quase linear, mas que busca em construção charmosa e sensual a personalidade necessária para não cair na chatice. Não é exatamente o suprassumo do pop, porém, com o auxilio de uma performance segura de Selena, The Heart Wants What It Wants se sustenta até bem. Ainda falta um trabalho realmente certeiro para as composições que saem da boca da cantora já que viver de "polêmica" sobre quem se destina a letra sobre o amor ser mais forte que a razão não ajuda a criar uma identidade sólida. Quem sabe agora Selena não volte a trilhar o caminho que ela estava antes do seu primeiro trabalho solo. Vamos esperar!
nota: 6,5

7 de novembro de 2014

Algo Entre o Sagrado e o Profano

Take Me To Church
Hozier


A mais nova sensação indie/surpresa é a canção Take Me To Church do cantor irlandês Hozier. Lançada em Setembro do ano passado, a canção foi aos poucos ganhando notoriedade conseguindo bons resultados nas paradas em vários lugares do mundo até chegar às paradas americanas em que, até o momento, alcançou a nona posição. Os bons resultados podem estar no fato que Take Me To Church ser uma obra marcante e tão diferente do que está em alto no mainstream, até mesmo daquelas que também são consideradas "indies". 

A canção é uma interessante mistura de rock, indie e fortes traços de gospel resultando em uma canção impactante e, na medida certa, perturbadora. A atmosfera pode até não agradar a todos, mas a sua realização é impecável. Outro ponto bastante positivo é a presença marcante de Hozier: dono de uma voz quase gutural , o cantor domina a canção e consegue estabelecer perfeitamente o tom que a produção precisa. A característica negativa é a decisão da produção vocal em dar uma vibe acústica para os vocais de Hozier tirando um pouco do impacto. Por fim, a composição liga os pontos ao ser um trabalho ousado fazendo uma comparação entre o amor e a religião com algumas criticas a esse último. Ao se situar entre o sagrado e o profano, Take Me To Church e, por consequência, o seu interprete colocam um tempero especial na história musical de 2014.
nota: 7,5

6 de novembro de 2014

As Faces do Sucesso

Beg For It (feat. MØ)
Iggy Azalea


Iggy Azalea enfrenta um desafio moderno na música: sucesso com singles, fracasso com o álbum. Mesmo aparado pelo imenso sucesso de Fancy e os bons resultados de Black Widow, o debut da rapper australiana The New Classic não vendeu o que poderia ser esperado com cerca de 350 mil cópias nos Estados Unidos. Para tentar reverter essa situação, Iggy vai relançar o álbum com o subtítulo de Reclassified que tem como primeiro single a canção Beg For It.

Beg For It é basicamente Fancy 2 sem os vocais de Charli XCX, mas com a cantora inglesa assinando a composição ao lado da rapper. O melhor da canção é a participação da dinamarquesa MØ, não exatamente pela performance da jovem em sim, mas pelo fato de apresentar essa interessante novata ao público. No mais, Beg For It tem a mesma estrutura que o maior sucesso de Iggy, pois as duas contam com a mesma equipe de produção que muda apenas o tom indo do "hip hop/pop chiclete" para o "hip hop/pop chiclete/street". Até mesmo a composição de "eu sou a melhor de todas" continua a mesma assim como a boa performance de Iggy. O que Beg For It perde é originalidade e urgência em ser sucesso. Agora resta para Iggy saber que se Beg For It pode ainda reverter o limbo que caiu The New Classic.
nota: 6,5

4 de novembro de 2014

A Segunda Vez de Imagine Dragons

I Bet My Life
Imagine Dragons

O imenso sucesso atingido em 2013 devido, principalmente, ao sucesso do single Radioactive é o
condutor para que a banda volte para lançar o segundo álbum da carreira deles. Ainda sem título, o CD já conta com o primeiro single: a legal I Bet My Life.

Longe do impacto de Radioactive, mas também distante da balada rock de Demons, I Bet My Life é um rock comercial razoável. A canção em nenhum momento ousa já que sua produção segue a cartilha sonora que ajudou a banda a se estabelecer como um sucesso. Ao mesmo tempo, essa característica é bem vinda, pois, em tempos tão massificados, ajuda a dar uma personalidade definida para o Imagine Dragons. I Bet My Life contém uma composição com tema interessante em que o narrador reflete a sua relação com o seus pais e ao mesmo tempo soando como um pedido de desculpas. Porém, se o conteúdo é bom, a forma não é tão boa mostrando uma falta de refinamento da composição caindo em lugares estranhos como, por exemplo, o refrão pobre e pouco inspirador. I Bet My Life não é o arrasa quarteirão que poderia ser, mas, sejamos sinceros, Radioactive também não era e acabou com um dos maiores sucessos de todos os tempos. Quem sabe?
nota: 6,5

3 de novembro de 2014

O Esquema Minaj

Only (feat. Drake, Lil Wayne & Chris Brown)
Nicki Minaj


Um dos maiores problemas que fazem rappers mulheres sumirem depois de algum tempo após o sucesso inicial é a falta de consistência na carreira com exceção de Missy Elliott que atingiu outro nível de prestigio. Quem está conseguindo fugir desse destino é a Nicki Minaj. Existem vários motivos para a rapper ser uma exceção como, por exemplo, ela ter a capacidade de transitar pelo mundo do pop e hip hop com grande facilidade e sem perder "qualidade". Então, não é de se estranhar que depois de Anaconda, o próximo single de The Pinkprint seja Only, uma canção bem hip hop tradicional que reúne Nicki com a "rapaziada".

A canção, co-produzida por Dr.Luke e Cirkut, se beneficia de um arranjo com uma batida minimalista e dark que cria a atmosfera perfeita para unir os quatro participantes da canção. Infelizmente, Only não vai muito além de uma boa estrutura acabando em apenas mais uma promessa. Nicki não vai além do básico em sua parte entregando uma performance apenas ok assim como o rapper Drake e o seu mentor Lil' Wayne. O mais curioso da canção é colocar Drake ao lado de Chris Brown (responsável pelo refrão), pois, como todos sabem, o rapper (supostamente) pegou a Rihanna o que teria resultado em uma rixa com Brown. Novamente, Nicki erra na composição extremamente explicita e sem um tema definido já que Only seria sobre o quanto a rapper é gostosa, mas isso também não é bem claro. Felizmente, para Nicki, a canção ajuda ainda mais a consolidar o esquema para que a rapper não se torne irrelevante ou esquecida como várias das suas colegas.
nota: 6