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10 de agosto de 2024

Uma Segunda Chance Para: Fancy

Fancy (feat. Charli XCX)
Iggy Azalea


Ao contrário de outros Uma Segunda Chance Para, a resenha dessa vez não será para revistar uma canção que inicialmente não achei tão boa e com o tempo a minha percepção mudou positivamente. Nesse caso, a minha opinião inicial já era boa e com tempo melhorou mais, mas que parte do publico não tem o mesmo apresso. E essa a hit Fancy da Iggy Azalea com a Charli XCX.

Acredito que a canção é a melhor definição do que seria pop/rap. E veja que coloquei o pop na frente, pois é essa essência da canção. Despretensiosa, exagerada, comercial, divertida e deliciosamente campy, Fancy é uma canção que não dá para levar a sério como sendo algo que tenta ser mais do que realmente é ou que mostra a presença de algo inovador. A grande qualidade aqui é ser esse grande vislumbre no que o pop em seu estado puro pode ser misturado com outros gêneros. Apesar de não ser uma rapper ótima, Iggy entrega o seu melhor momento ao carregar com força e estilo a canção, sabendo exatamente como dar o tempero dessa mescla entre o pop e rap. Todavia, o grande toque da canção é a presença de uma ainda semidesconhecida Charli XCX que consegue amarrar as pontas para entoar um sensacional refrão e uma ponte final marcante. Fancy é um marco que é amada por uns e odiada por outros. Para mim, a canção é memorável e merecia ser melhor apreciada.
nota: 8,5

5 de maio de 2021

3 Por 1 - Iggy Azalea

Brazil
Brazil (Remix) (feat. Gloria Groove)
Slip It (feat. Tyga)
Iggy Azalea

Devo admitir que acho que uma parte das críticas que a Iggy Azalea sofre são descabidas e cheias de um preconceito latente pela rapper ser mulher assim como, também, em relação a Cardi B, Nicki Minaj, Megan Thee Stallion, entre outras. Todavia, a Iggy não se ajuda muito em relação a sua carreira ao entregar duas bombas atômicas como é caso de Brazil e Slip It. Começando com a “homenagem” canhestra ao nosso país.

Se não já bastasse tudo que estamos vivendo nos últimos anos, a Iggy Azalea ainda coloca a pá de cal com uma das suas piores canções da carreira. Ao tentar mistura rap/hip hop com uma batida de funk, a rapper repete todos os clichês dos gêneros sem em nenhum momento criar uma fusão de todos de forma sustentável e, principalmente, atrativa para quem escuta. Algo que poderia terminar como uma explosão sonora termina como a perfeita tradução musical sobre o motivo que água e óleo não misturam. Além disso, a composição é simplesmente tenebrosa, pois parece não falar nada com nada ao mesmo tempo que ser “fodana”. Enquanto escrevo essa resenha foi lançada a versão “remix” com a presença da Gloria Groove. Mesmo adicionando um toque de qualidade devido ao seu verso misturando inglês e português com algumas passagens realmente interessantes, a presença da drag não ajuda o resultado final a melhorar mais do que alguns centavos. Um pouco melhor, mas ainda tenebrosa, está o outro single Slip It.

Sem tentar ser mais que um trap comercial, a canção mostra a pior performance de Iggy Azalea. Sempre muito direta em suas performances, a rapper escolhe um caminho meio cantado que irrita e deixa a canção ainda mais arrastada, apesar de ter um pouco mais de três minutos de duração. Esse vocal parece ser também de responsabilidade da produção vocal, pois em ambas canções a voz da rapper parece estar abafada e em um nível diferente do instrumental. A batida de Slip It também não ajuda com a batida de base sintética, mesmo sendo o melhor ponto da canção. Com a participação canhestra do rapper Tyga que está atualmente mais famoso pelo perfil no Only Fans, o single termina como a segunda pior canção da rapper até o momento. E, sejamos sinceros, lançar as suas duas piores canções ao mesmo tempo é um tipo de talento que a Iggy Azalea poderia deixar no churrasco.
notas
Brazil: 3,5
Brazil (Remix): 4
Slip It: 4

25 de setembro de 2020

E 2020 Ataca De Novo

Dance Like Nobody's Watching
Iggy Azalea & Tinashe

E eis que a loucura de 2020 faz mais uma das suas: depois de anos, a rapper Iggy Azalea volta a fazer uma música realmente boa ao lançar a divertida Dance Like No One's Watching, parceria com a cantora Tinashe.

Dance Like No One's Watching tem algumas das qualidades que fez Fancy um sucesso mundial: divertida, despretensiosa e com um apelo pop ótimo. Não é uma canção genial, mas tem um charme cativante devido a boa química entre as duas artistas participantes. Iggy entrega uma performance bem orquestrada e exata para o tipo de canção. Enquanto isso, apesar de ser apenas uma convidada de luxo ao entoar o refrão, Tinashe coloca toda a sua personalidade dominando cada segundo que aparece. Uma mistura bem temperada de dance-pop com R&B e rap, Dance Like Nobody's Watching erra ao não adicionar nuances para uma batida sem maiores surpresas. Em outros tempos, a canção poderia ser um sucesso comercial invejável, mas só de ser uma boa música já está de bom tamanho.
nota: 7

1 de julho de 2019

Um Novo Nicho

Started
Iggy Azalea

Sem alcançar o sucesso que parece perseguir, Iggy Azalea parece que decidiu investir em um nicho bem especifico: o LGBTQI+. Convidando vários nomes famosos da comunidade para aparecer em seus mais recentes clipes, a rapper se coloca como uma possível e bem especifica diva para o grupo.  E isso não tem nenhum problema se a mesma não estiver apenas pelo "pink money". Um dos veículos usado para isso é a quase boa Started.

Assim como Sally Walker, Started é "hip hop minimalista, direto e com forte influência do trap que ajuda a dar personalidade para a canção". Apesar de quase manter o mesmo estilo, Started apresenta uma batida mais madura que dá uma leve elevada no resultado final, principalmente devido ao bom refrão. Claro, não é a canção que vai marcar época, mas tem um toque pop que ajuda a rapper a falar com o público mais selecionado. A composição poderia ter passagens mais engraçadonas, pois a rapper soa muito sisuda nessa jornada de mostrar que não importa para os haters de plantão. Com uma performance boa, Iggy poderia também apostar na participação nas suas músicas de artistas LGBTQI+. Se for para ter suado pink money que faça da melhor maneira possível.
nota: 7

25 de março de 2019

Um Toque de Cardi

Sally Walker
Iggy Azalea

Não acredito que o lançamento de Sally Walker será a responsável em fazer a Iggy Azalea voltar ao topo das paradas mundiais, mas é interessante ver que a rapper está tentando da melhor forma que pode. E mais: a canção é uma prova da atual influência da Cardi B.

Seguindo os caminhos que ajudaram a Cardi B estourar com o sucesso de Bodak Yellow, Sally Walker é hip hop minimalista, direto e com forte influência do trap que ajuda a dar personalidade para a canção. Também lembrando Humble do Kendrick Lamar, o single tem uma produção decente e até divertida, mas que não consegue sair da sensação de ser uma cópia razoavelmente bem feita. Faltou nuances na construção da canção e, principalmente, uma performance poderosa de Iggy. As duas músicas citadas são perfeitas, mas tinham interpretes em atuações sensacionais que conseguiam elevar as mesmas. A rapper australiana entrega uma boa performance, porém, sem ter a mesma força artística, resultado em algo apenas mediano. A composição é divertidinha e tem bons momentos, não ajudando muito o resultado final. O bom mesmo é ver que a Iggy Azalea pode estar no caminho certo.
nota: 6,5

24 de julho de 2018

Iggy Back To Azalea

Kream (feat. Tyga)
Iggy Azalea

Nem sempre um artista precisa necessariamente se reinventar para fazer um grande comeback. Ás vezes é preciso apenas voltar a ser o que era para encontrar o seu caminho. Parece que esse é o lema de Iggy Azalea para voltar aos holofotes com o lançamento da boa Kream.

Melhor canção da rapper em anos, Kream retoma a sonoridade do começo da carreira em que tinha mais acentuado o hip hop em comparação ao pop e seus derivados dos últimos trabalhos. Direta e com uma batida eficiente, o single é um bom e sensual bounce que acerta ao ser rápida e simples ao não ter a adição de muita firula sonora. Claro, Iggy não quer entregar algo revolucionário, mas recompor a sua sonoridade para tentar reencontrar o bons olhos do público. O problema em Kream é que a canção tem uma duração pequena em que não deveria ser divida com um featuring, deixando apenas Iggy brilhar. Felizmente, esse erro não impede de vermos o possível recomeço da carreira de Iggy Azalea em plena forma.
nota: 7,5


22 de fevereiro de 2018

Recomeçando o Recomeço

Savior (feat.Quavo)
Iggy Azalea

Tentando recomeçar a carreira pela quarta ou quinta vez, a Iggy Azalea parece que finalmente acertou com a canção Savior. Uma pena que erros em torno da canção não ajudam em nada a rapper.

O primeiro problema da canção é fato dela estar associada com aquele produtor acusado de violência sexual e abuso que não é melhor a gente citar nominalmente. Apesar de negar a sua associação com ele, Iggy Azalea teve a sua imagem ainda mais arranhada e ainda viu a canção perder pontos positivos com o público. O pior que Savior é até uma boa canção. Lembrando o apelo pop de Fancy, mas com uma pegada mais adulta, o single tinha um potencial enorme para virar um sucesso, mesmo que mediano. A batida é redondinha, o refrão é bom, a construção é interessante e Iggy entrega sua melhor performance em tempos, criando uma fusão de cantar e fazer o rap que combina perfeitamente com a canção. Além do problema já citado, outro erro aqui é a presença do rapper Quavo, não pela sua performance cantando o refrão e invertendo a ordem normal, mas, sim, pois o mesmo é acusado de homofobia. Savior seria um ótimo recomeço para a rapper, mas depois de tudo isso Iggy precisa recomeçar o recomeço com urgência.
nota: 7

23 de maio de 2017

Risos

Switch (feat. Anitta)
Iggy Azalea

Acredito que em alguns anos o lançamento de Switch será visto como uma verdadeira lenda urbana, pois até agora nada deu certo de verdade. A "grande" oportunidade da Anitta no mercado internacional começou dando problema quando o lyric video foi cancelado, depois Iggy postou fotos da gravação do clipe sem a brasileira, depois a canção "vazou" e, quando foi lançada oficialmente, o bendito clipe também vazou, o que pode fazer "cancelar" o single. E, para piorar para o lado da Anitta, Iggy meio que deu a entender que a colaboração da cantora foi meio que imposta pela gravadora. E como cereja em cima do bolo, Switch é bem mediana.

Se essa é a grande chance da Anitta ser uma diva mundial, então é melhor ela repensar a sua carreira, pois o seu verso é curto, desnecessário e completamente esquecido. Além disso, o uso de efeitos na voz da cantora deixa a sua presença quase irreconhecível até para quem conhece a Anitta, imagina para quem não conhece?  A produção também não ajuda ao entregar uma mistura fraca de trap com pop que bão tem nengym charme original ou um verniz que ajude a canção a ser um verdadeiro sucesso. Mesmo com a boa performance de Iggy, a composição da canção é tão fraca e boba que nada ajuda a melhorar. Agora é esperar o que vai dar esse dramalhão em torno de Switch, mas que, por enquanto, está criando um bom entretenimento para quem acompanha.
nota: 5,5 

26 de março de 2017

Tarde Demais?

Mo Bounce
Iggy Azalea

Uma pergunta que ainda não foi respondida no mundo pop é se a Iggy Azalea ainda tem chances de continuar nos topos das paradas depois do seu sucesso inicial? Claro, a rapper precisou se recuperar pessoalmente de centenas de duras criticas e ataques pessoais sofridos nos últimos tempos e problemas com a carreira em si como a pouca vendagem do álbum The New Classic e uma turnê cancelada. Isso não é fácil para uma artista ainda mais uma em começo de carreira em um campo tão machista como o rap. Como sempre digo talento sempre consegue vencer no final das contas e está na hora dela mostrar para o que veio. Ou não. Seu novo single não é exatamente um ajuda para fazer a carreira de Iggy voltar aos trilhos.

Mo Bounce, segundo single do álbum Digital Distortion, é uma música atrasada. Produzida pelos grupos Far East Movement e The Stereotypes seria um grande sucesso se tivesse sido lançada uns cinco ou seis anos atrás, quando esse tipo de canção estava em alta. O single é uma fusão de EDM com eletrônico e, claro, rap envolvidos em uma batida histérica e uma cadencia frenética. Não é a pior coisa do mundo, mas, nesse momento, além de soar data, a produção erra em Mo Bounce ao fazer da canção maior do que ela deveria ser, ainda mais com um refrão que chega a ser irritante e pouco eficiente. Até que a canção é compensada pela composição na média e a boa performance de Iggy que deveria ter mãos uma canção bem melhor que essa. E a pergunta que fica: será tarde demais?
nota: 5,5

22 de março de 2016

Ascensão e Queda e uma Nova Chance

Team
Iggy Azalea

Poucas vezes vi um começo de carreira como a da Iggy Azalea. O sucesso mundial e arrasador do hit Fancy não foi suficiente para a rapper conseguir estabilizar a sua carreira, pois o turbilhão que veio depois conseguiu leva-la ao um ponto bem sombrio em sua recente carreira. Além do fato do seu debut The New Classic não ter respondido em vendas o que era esperado, Iggy se viu envolta em uma dezena de polêmicas pesadas sobre a sua carreira e sobre a sua vida pessoal. De criticas ao seu corpo, passando por acusações sobre não escrever as suas músicas e, o mais complicado, afirmações que ela está apropriando culturalmente por ser branca em um gênero predominante negro. Com tudo isso na bagagem, Iggy Azalea passou por momentos bem difíceis, mas, depois de se recuperar, a rapper está pronta para dar a volta por cima. Depois de descartar seis messes de trabalho, a rapper lançou Team, primeiro single do álbum Digital Distortion.

Acredito que a canção seja um primeiro desabafo de Iggy sobre o que aconteceu nos últimos tempos. Não um desabafo exatamente, mas um grito de liberdade. Escrita pela rapper ao lado de Bebe Rexha e Lauren Christy, Team é sobre emancipação, liberdade e coragem para se levantar e lutar contra quem ataca. Não é trabalho esteticamente genial, mas bastante honesto e perfeito para a nova fase da rapper. O erro da canção é o seu fraco e esquecível refrão que não ajuda a canção a ter o fator comercial necessário para fazer de Team um potencial estouro nas paradas. Apesar disso, a produção que mistura hip hop e eletrônico é divertida e bem estruturada e Iggy está bem em sua performance ao mostrar uma volta ao estilo do começo da carreira. Um novo começo está no horizonte de Iggy Azalea. Vamos esperar para saber se ela conseguirá driblar as pedras no caminho.
nota: 6,5

20 de março de 2015

Sem Efeitos Colaterais

Trouble (feat. Jennifer Hudson)
Iggy Azalea

Existem canções que não são ruins, mas que estão bem longe da perfeição. Não são exatamente grandes sucessos, mas também estão bem longe de serem gigantescos flops. Essas canções não geram nem lucros, nem perdas para o seu artista. Esse é o caso de Trouble da Iggy Azalea lançado como single do relançamento do seu álbum de estreia The New Classic, agora intitulado Reclassified.

O que ajuda a fazer de Trouble um trabalho bem legal é a sua sonoridade: fugindo do que a rapper tem mostrado com o seu "hip pop" e entregando um batida soul pop com uma pegada old school divertida e despretensiosa. Iggy não é a melhor rapper da atualidade, mas acho que as pessoas pegam pesado demais com ela já que ela faz o "serviço" direitinho. Porém, Jennifer Hudson rouba o a cena apenas mostrando o seu vozeirão. Apesar das qualidades, Trouble não vai e nem deve chegar perto de ser um sucesso.
nota: 7

6 de novembro de 2014

As Faces do Sucesso

Beg For It (feat. MØ)
Iggy Azalea


Iggy Azalea enfrenta um desafio moderno na música: sucesso com singles, fracasso com o álbum. Mesmo aparado pelo imenso sucesso de Fancy e os bons resultados de Black Widow, o debut da rapper australiana The New Classic não vendeu o que poderia ser esperado com cerca de 350 mil cópias nos Estados Unidos. Para tentar reverter essa situação, Iggy vai relançar o álbum com o subtítulo de Reclassified que tem como primeiro single a canção Beg For It.

Beg For It é basicamente Fancy 2 sem os vocais de Charli XCX, mas com a cantora inglesa assinando a composição ao lado da rapper. O melhor da canção é a participação da dinamarquesa , não exatamente pela performance da jovem em sim, mas pelo fato de apresentar essa interessante novata ao público. No mais, Beg For It tem a mesma estrutura que o maior sucesso de Iggy, pois as duas contam com a mesma equipe de produção que muda apenas o tom indo do "hip hop/pop chiclete" para o "hip hop/pop chiclete/street". Até mesmo a composição de "eu sou a melhor de todas" continua a mesma assim como a boa performance de Iggy. O que Beg For It perde é originalidade e urgência em ser sucesso. Agora resta para Iggy saber que se Beg For It pode ainda reverter o limbo que caiu The New Classic.
nota: 6,5

28 de julho de 2014

Atração Quase Fatal

Black Widow (feat. Rita Ora)
Iggy Azalea

Para a sucessora do hit Fancy, Iggy Azalea escolheu a canção Black Widow como quinto single de The
New Classic. Infelizmente, a canção poderia ser tão boa como a sua antecessora, mas, na verdade, o novo single é apenas "legalzinho".

Antes de qualquer coisa, Black Widow tem cara de hit e nem precisava ir na aba de outra música. A canção une três dos nomes femininos mais em alta no pop atual: Iggy, a inglesa Rita Ora e, de quebra, Katy Perry como co-autora já que a canção era destinada para o álbum Prism. Além disso, a produção capitaneada por StarGate entrega uma canção perfeita para o mercado atual misturando pop e hip hop de maneira exemplar mostrando a personalidade de Iggy, mas sem perder a atmosfera comercial. Porém, mesmo com a boa performance da rapper e presença sólida de Rita, Black Widow é uma canção apenas ok. Faltou ousadia para fazer de uma canção sobre uma mulher que ama demais a ponto de se transformar em uma "viúva negra" em algo mais poderoso, audacioso e pungente. A composição também segue esse caminho: bem feita, mas bobinha ainda mais se formos levar em conta sobre qual o tema a música trata. Apesar de tudo disso, Black Widow funciona até bem e deve render nas paradas. Pena que não vai ser um "amor" realmente fatal.
nota: 6,5

8 de março de 2014

Abram Alas Para Iggy

Fancy (feat. Charli XCX)
Iggy Azalea

Não podemos negar que a rapper australiana Iggy Azalea está fazendo tudo certinho para estourar sua carreira esse ano. A prova cabal disso é o quarto single de The New Classic, a sensacional Fancy.

O grande trunfo da canção é conseguir imprimir uma identidade bem própria para Azalea ao saber misturar com maestria uma batida mais demarcada puxando para o hip hop com um verniz pop, mas que apenas agrega para canção sem fazer Fancy perder sua personalidade. Devido a isso, a canção ficou viciante daquele tipo que gruda desde a primeira "ouvida". A rapper ainda precisa encontrar seu próprio caminho já que em certos momentos ela soa como outras cantoras/rappers, mas sua performance aqui é poderosa e a boa participação da cantora inglesa Charli XCX ajuda a elevar a canção. A composição não tem muito conteúdo que é compensando pelo ótimo trabalho da sua forma com rimas boas, interessantes jogos gramaticais e refrão na medida. Além disso, Fancy ganhou um clipe sensacional com Iggy "imitando" o filme "As Patricinhas de Beverly Hills". Agora é saber se o grande público vai comprar Iggy Azalea. Pronta para consumo, ela já está.
nota: 8

23 de outubro de 2013

Pegando no Tranco

Change Your Life (feat. T.I.)
Iggy Azalea

Desde que começou a despontar com o single Work passando por Bounce a rapper Iggy Azalea não tinha falado definitivamente para o que veio. Contudo, com o terceiro single do seu debut intitulado The New Classic a australiana mostra um pouco do que é capaz.

Change Your Life é o veiculo perfeito para Azalea de demonstrar toda a sua capacidade como rapper e também como artista pop. Aqui podemos ouvir toda a destreza da jovem como rapper em uma performance poderosa e sóbria mostrando potencial imenso e sem copiar qualquer outro artista. Ela também dá uma chance para seu lado cantora em algumas partes e sai muito bem sem usar de maneirismos e mantendo uma performance contida, mas bem produzida. A composição poderia ser bem mais inspirada assim como a participação do rapper T.I. apesar de nenhum dos depois diminuir a qualidade da canção. Melhor trabalho disparado da dupla de produtores The Messengers, Change Your Life é mistura bem costurada e coesa de hip hop e pop que consegue ser comercial sem ser descartável. Agora é esperar para conferir se ela pegou realmente no tranco ou fui apenas um empurrão.
nota: 8

6 de agosto de 2013

A Comercialização de Azalea

Bounce
Iggy Azalea


Iggy Azalea está decida em "chutar" a porta do mainstream musical e se tornar a nova sensação. Tanto que ela já começou o processo de comercialização da sua sonoridade ao lançar a canção Bounce.

Servindo de single para seu álbum debut (The New Classic), Bounce é canção perfeita para que Iggy possa se instalar definitivamente no atual mundo pop: pegando o que ela tem de melhor (sua alma rapper) misturando em um som comercial. Para sorte dela, a produção acerta na produção fazendo de Bounce uma canção freneticamente viciante misturando o bounce music com dance pop. A ótima performance de Iggy misturando influências de Lil' Kim e Ke$ha mostra que ela está desenvolvendo uma personalidade própria. Mesmo não sendo genial, a composição é bem amarradinha e tem um refrão poderoso. Espero que ela continue dessa maneira: pode até virar comercial, mas continue entregando músicas de qualidade.
nota: 8

28 de maio de 2013

New Faces Apresenta: "A Garota Que Quer Ser Várias Garotas"

Work
Iggy Azalea


Devo admitir que demorei a prestar atenção no trabalho da novata Iggy Azalea por um motivo: eu pensei que era um alterego da Azealia Banks. Até descobri que Iggy não era a Azealia foi preciso notar que mesmo sendo duas mulheres que fazem rap e tendo um caminho bem parecido, elas tem muita coisa diferentes.

Australiana, branca, cara de modelo e seguindo uma sonoridade com uma forte influência do rap norte Southern, Iggy ganhou destaque depois que ganhar fama com clipes independentes que criaram bastante polêmica como a de Pu$$y. Depois de algumas mixtape lançadas, a rapper assinou um contrato com uma gravadora e vai lançar seu primeiro álbum intitulado The New Classic e como single a canção escolhida como single foi Work. É aqui, então, que começa as grandes diferenças entre as duas: enquanto Azelia tem uma personalidade única e distinta, Iggy parece um remendo de várias artistas. A rapper é uma mistura dos vocais da Ke$ha, certa atitude da Lady GaGa, um gosto fashion estilo Rihanna, a bunda da J.Lo e a beleza da Shakira. Mesmo com uma personalidade ainda em construção, Iggy mostra futura em uma performance segura e com uma "marra" divertida. A composição falando sobre o começo da carreira dela é boa só que ainda falta técnica para ela saber refinar suas ideias e tirar o melhor delas. O melhor da canção é a produção que soube unir o aspecto hip hop com uma roupagem pop sem perder o seu DNA e criando uma batida viciante. É esperar para descobrir se Iggy Azalea vai fazer um nome para sim ou vai depender de comparações com outras cantoras/rappers.
americano em especial o
nota: 7