10 de dezembro de 2023

Mother Beyoncé

MY HOUSE
Beyoncé


Com o lançamento de Renaissance: A Film by Beyoncé, a dona Bey resolveu lançar a canção My House como “tema” do concerto-filme. E, queridos leitores, a canção é outro acerto nessa incrível era, apesar de não ser tão genial como outras canções.

Produzido pela cantora ao lado do The-Dream, a canção foge um pouco do conceito inicial do álbum na sua primeira parte ao ser uma batida hip hop mais tradicional para depois na sua segunda parte adicionar uma camada de house/dance-pop estilizada. Não chega aos ápices que a mesma fez no álbum, mas My House tem uma força explosiva que faz a gente ser atraído para a sua orbita facilmente. E como é usada como música fundo aos créditos do filme, a canção funciona perfeitamente já que mantem o ritmo lá no alto e causa um impacto logo nos primeiros segundos. O problema da canção é a sua previsível composição que não tem a assertividade e o carisma que seria necessário para ser memorável. Felizmente, a performance da Beyoncé colocando a mostra toda a sua versatilidade vocal é o ingrediente que dá a liga para o resultado funcionar. Assim continua a jornada da Beyoncé em fazer de Renaissance a sua era mais importante da carreira.
nota: 8



Extensão Sensacional

Houdini (Extended Edit)
Dua Lipa


Poucas vezes presenciei uma canção que já era boa na sua versão original melhorar consideravelmente em uma das suas versões remix. Esse é o perfeito caso de Houdini da Dua Lipa em sua versão estendida.

Na sua resenha original afirmei que a canção “é uma refinadíssima e graciosa synth-pop com adição deliciosas de nu-disco, synth funk e psychedelic-pop que resulta em uma canção dentro do nicho sonora da cantora, mas é claramente embelezado por influencias novas e reluzentes. Funciona bem devido a engenhosidade rítmica da produção, mas parece que faltou um momento de explosão para elevar a canção para o outro parâmetro”. E, querido leitores, aqui está o que faltou: o melhor trabalho instrumental. Ao adicionar quase três minutos a mais de duração, a produção pode adicionar passagens que deram profundidade a já ótima batida, criar mais forma para a envolvente atmosfera e criar ainda mais excitação para a sua envolvente construção. Ao invés de diminuir para criar uma versão mais apta a viralizar, Houdini (Extended Edit) opta por dobrar o que já era bom, dando a oportunidade para que a canção pudesse florescer da maneira que realmente a completa e a eleva.
nota: 8

Uma Segunda Chance Para: when the party's over

when the party's over
Billie Eilish


Apesar de não ser a primeira canção lançada da carreira da Billie Eilish, when the party's over foi aquela que chamou a minha atenção pela primeira vez. Cinco anos do seu lançamento volto minha atenção para reanalisar a mesma e entender que, apesar de não ter envelhecido de maneira a melhorar a minha percepção, a canção é um claro mostrador do que estava por vim para a carreira da jovem artista.

Acredito que o principal motivo para a canção não estourar em qualidade como vários trabalhos posteriores da artista é o fato da mesma não ter suas mãos na composição, deixando apenas para o seu irmão e produtor Finneas O'Connell os créditos. E devido a isso falta um toque pessoal para when the party's over que é dado pela inspirada e tocante mão da Billie. Isso não quer dizer que a composição aqui seja ruim, pois é um trabalho eficiente, simples e pungente. E, na verdade, menos impessoal que gostaria que fosse. Todavia, Finneas entrega uma produção inspiradíssima ao seu uma balada indie/ambient pop que dá resquícios perfeitos sobre o que iria se transformar a sonoridade da cantora sem ainda está madura. O ponto brilhante da canção é deixado para os vocais cristalinos e hipnóticos da Billie que não gostava plenamente quando escutei pela primeira vez, mas foi percebendo a sua complexidade interpretativa ao longo dos tempos e como o seu delicado timbre é usado para extrair sentimentos profundos de maneira sutil. Não é a melhor canção da Billie Eilish, mas, sim, um bom começo para a conhecer uma das artistas mais interessantes dos últimos tempos.
nota: 8

3 de dezembro de 2023

Primeira Impressão

My Back Was A Bridge For You To Cross
ANOHNI and the Johnsons



Clima & Melancolia

It Must Change
ANOHNI and The Johnsons


Single de My Back Was a Bridge for You to Cross, It Must Change é uma das canções mais climáticas de 2023 a ser uma ode a melancolia sobre a percepção que algo precisa mudar para não ser o fim.

Uma grandiosa e épica soul/neo-soul/R&B que está perfeitamente no limiar entre o vintage e o atual, It Must Change apresenta uma força emocional que reduz até os corações mais peludos ao choro sem precisar soar piegas ou parecer se apoiar no sentimentalismo. Existe uma verdade desconcertante na maneira em que a dor que Anohni expressa nos seus impecáveis e volumosos vocais que faz a canção ser arrematada de maneira vigorosa. Entretanto, It Must Change se torna uma grande música devido a sua ambígua e poderosa composição que fala sobre o momento de clareza que a gente passa ao notar que se não existir uma mudança real tudo irá se perder, sendo da maneira pessoal com um coração quebrado ou em relação global sobre as mudanças climáticas. Sem nenhuma dúvida, uma das maiores canções de 2023.
nota: 8,5

Primeira Impressão

Fanfare
Dorian Electra


Primeira Impressão

SCARING THE HOES
JPEGMAFIA & Danny Brown



Primeira Impressão

nadie sabe lo que va a pasar mañana
Bad Bunny