4 de outubro de 2015

2 Por 1 - Tinashe

Party Favors (feat. Young Thug)
Player (feat. Chris Brown)
Tinashe

Depois de um surpreendente álbum debut com Aquarius no ano passado, a cantora Tinashe está se preparando para lançar o seu segundo trabalho intitulado Joyride que já conta com dois singles lançados. O primeiro foi a canção Party Favors.

A música segue a mesma linha de 2 On primeiro single da carreira da cantora: uma mistura de R&B contemporâneo com forte influencia de hip hop. Apesar de mais redondinha que a outra canção, Party Favors é menos original fazendo a cantora perder um pouco do frescor que ajudou no seu recente inicio. Apesar disso, o single tem uma batida sexy e deliciosa, Tinashe está muito bem em seus vocais sensuais e o rapper Young Thug não compromete. Já o segundo single tem um resultado bem melhor.

O primeiro grande acerto de Player é o fato que a participação do Chris Brown não é dispensável, mas, surpreendentemente, o cantor é o elemento que dá a liga nesse dance pop/R&B bem melhor que o esperado. A canção começa devagar e aos poucos vai se transformando em uma ótima batida
dançante sem recorrer a recursos fáceis, mas mantendo uma dignidade inesperada e uma batida viciante. A química entre Tinashe e Chris é ótima e ajuda a incrementar Player com um sabor diferente e muito bem vindo. Uma pena que a composição não é um trabalho acima da média, mas não é um detalhe que realmente chega a atrapalhar. Dessa maneira, Tinashe aumenta a expectativa em relação ao segundo álbum que seja, ao menos, igual a qualidade do primeiro.
notas
Party Favors: 6,5
Player: 7,5

3 de outubro de 2015

Um Dia. Quem Sabe?

Wildest Dreams
Taylor Swift

Eu realmente queria gostar da Taylor Swift, pois reconheço que a cantora conquistou com muito louvor o seu "lugar ao sol". Infelizmente, eu não tenho como curtir os últimos trabalhos dela e Wildest Dreams não é exceção.

A canção é uma balada mid-tempo que fica até mesmo longe da qualidade da mediana Blank Space, mas produção com muito carisma comercial. Wildest Dreams era, principalmente, por não ter um momento de virada no final deixando a canção "plana". Não há nenhum momento que faça a música se destacar de verdade. Os vocais soníferos de Taylor também ajudam a intensificar essa sensação. Ao menos, a composição é ok, mas, infelizmente, a cantora retoma os velhos assuntos sobre a sua vida pessoal que já encheu o saco. Espero um dia apreciar o trabalho da cantora como muitos fazem, mas, por enquanto, não está rolando.
nota: 5

30 de setembro de 2015

Um Tema Para Sam

Writing's On the Wall
Sam Smith

Sam Smith foi escolhido como o dono do tão cobiçado tema do novo filme do James Bond intitulado Spectre. Uma façanha considerável, pois, além de entrar na seleta lista de nomes masculinos a encarar esse posto, Sam é um dos mais jovens no hall que tem nomes como Paul McCarthey, Louis Armstrong, Madonna, a lendária Shirley Bassey e, mais recentemente, Adele. A canção lançada foi intitulada Writing's On the Wall.

Reparei que após a divulgação de Writing's On the Wall houve muitas criticas negativas em relação a música comparando com os trabalhos anterior da Adele e da Shirley Bassey alegando que a canção não estaria a altura. Infelizmente, eu acredito que essas pessoas não tenham entendido o conceito da música, pois invés de fazerem comparações, essas deveriam fazer ligações. Explico: como todo o tema de filme de James Bond, os compositores/produtores têm acesso a história do longo e, por isso, a canção reflete a atmosfera pretendida pelo diretor. Se em Skyfall tudo remetia a uma grandiosidade de uma explosão que marca o começo do fim do mundo de Bond como ele conhecia até então, Writing's On the Wall parece marcar a doce melancólica que deve ser o final desse processo começado no filme anterior com o passando do agente britânico vindo à tona. Por isso, a produção, mesmo seguindo a cartilha de tema de James Bond com o seu arranjo grandiosamente épico e classudo, entrega uma canção mais intimista do que poderia se esperar. Não é um defeito essa característica, mas não é tão pomposo como muitos imaginavam ainda mais se comparar com outras músicas escolhidas como tema. Felizmente, Sam Smith compensa com sua performance linda mostrando as várias facetas de sua voz ao cantar uma composição contidamente emocionante que dá detalhes sobre o que podemos ver na última vez de Daniel Craig irá defender um dos personagens mais ícones da cultura pop mundial.
nota: 7,5

28 de setembro de 2015

A Sia Certa

Alive
Sia

A cantora Sia já não é nenhuma ilustra desconhecida mais, apesar de ainda de estar na fase de esconder o rosto em aparições públicas. Depois do imenso sucesso do single Chandelier que ajudou nas vendas do 1000 Forms Of Fear, Sia tornou-se uma dos principais nome no mainstream atualmente com o seu talento vocal e como compositora sendo reconhecida quase unanimemente pela critica especializada. Na minha visão, Sia é, sim, uma força da natureza como artista, mas o seu último álbum não esteve a altura do talento dela ao ser cheios de altos e médios momentos. Porém, não será preciso esperar muito tempo para saber se a cantora vai continuar em alta, pois a cantora deve lançar o seu novo álbum This Is Acting ainda esse ano e já conta com um single: a ótima Alive.

A canção, na verdade, seria destinado para Adele que a co-escreveu ao lado de Sia e de Tobias Jesso Jr., mas a inglesa decidiu "passar adiante" a faixa. Alive, então, foi recusada pela Rihanna e, por fim, Sia decidiu gravar a música e lançar como single. E não poderia ser uma melhor ideia: Alive é o perfeito veiculo para a australiana continuar a onde de sucesso. Começa pelo fato da composição ser tudo o que poderíamos esperar da união de duas compositoras tão talentosas: de um lado temos a forção emocional de Adele do outro temos a refinada visão linguística e com um apuro em lapidar emoções para na cair em algo piegas da Sia. Por causa dessa mistura, Alive passa uma poderosa mensagem de superação de maneira austera e com um refrão simples e avassalador. Apesar de alguns exageros vocais da Sia no final da canção, não há como negar que a cantora simplesmente está acachapante usando todo o seu potencial vocal mostrando o motivo por ter conseguido o seu statos como uma das grandes cantoras da atualidade. A produção de Jesse Shatkin não entrega nenhuma grande ousadia, mas faz com louvor uma power balada com uma quebra de expectativa na parte final que ajuda a canção a ganhar uma estética bem própria da Sia. Por enquanto, a Sia acertou em cheio. Esperamos as próximas músicas.
nota: 8  

27 de setembro de 2015

Janet, O Retorno

No Sleeep
Unbreakable
Janet Jackson

Recentemente, eu fiz um especial que destacava um dos trabalhos da Janet Jackson. Essa postagem ajudou a mostra uma coisa: Janet faz falta no meio musical. Felizmente, a cantora resolveu terminar um hiato de sete anos sem lançar um álbum inédito (o último foi Discipline de 2008): intitulado Unbreakable, o trabalho será a base para a sua mais nova turnê mundial e já têm dois singles lançados. A primeira música a ganhar a luz do dia foi a boa No Sleeep.

A nova fase de Janet marca uma volta ao seu passado glorioso ao trabalhar novamente com a dupla Jimmy Jam and Terry Lewis que ajudou a cantora em vários trabalhos e juntos alcançaram dez números um na Billboard. Por isso, No Sleeep já mostra uma retomada do R&B sexy e slow dance que marcou a sonoridade da cantora ao longo dos anos. Muito gostosa de ouvir, o single acerta nos vocais delicados/sensuais e na batida contida, simples e sensual. Uma pena, porém, que a canção não tenha uma composição mais pungente para elevar a boa produção, mas é um bom retorno dela diante do público.

Unbreakable, faixa que dá nome ao álbum, funciona melhor como música, mas não funciona como single. A canção é uma bela carta de amor de Janet para os seus fãs agradecendo pelo suporte e pelo carinho ao longo dos anos. Composição é um pouco piegas, mas a intenção é o que faz valer a pena a composição. Com uma produção deliciosamente R&B anos noventa, o destaque da canção fica por conta dos lindos vocais de Janet mostrando toda a beleza do seu timbre utilizando o melhor da delicadeza da sua voz para uma performance cativante assim como fez o irmão Michael em várias canções que precisavam de uma carga de emoção mais forte. Claro, as duas músicas estão bem longe do que a cantora já entregou, mas ainda é uma alegria ouvir Janet ainda ter a capacidade de mostrar o seu talento. Agora é torcer para vir um álbum realmente a altura da cantora.

nota
No Sleeep: 6,5
Unbreakable: 7