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14 de junho de 2026

Um Oscar Para Taylor

I Knew It, I Knew You
Taylor Swift


Fato: Taylor Swift quer um Oscar para chamar de seu. E isso não tem problema, mas explica o fato de ela ser a dona do tema de Toy Story 5. Felizmente, I Knew It, I Knew You é uma boa canção que até me surpreendeu mais do que eu esperava.

Primeiramente, a canção é uma volta interessante ao country-pop da cantora, em uma produção um pouco segura demais, mas com um instrumental muito bem conduzido e uma vibe com uma boa mistura de elementos solares e melancólicos. Em segundo lugar, a canção realmente cresce liricamente no segundo verso, quando fica evidente a ligação direta com a história da personagem Jessie, algo que consegue captar de maneira bastante interessante. Gostaria, porém, que toda a canção tivesse essa mesma força emocional, pois o primeiro verso e o refrão ficam abaixo desse nível, com uma composição levemente genérica.

Todavia, I Knew It, I Knew You é a melhor canção da cantora em anos e deve, ao menos, ajudá-la a sonhar com a estatueta de ouro. Vencer? Aí a história vai ser bem diferente. Veremos.
nota: 7,5

8 de fevereiro de 2026

The Fate do Mediano

Opalite
Taylor Swift


Continuando a sua saga de ser a maior artista pop da atualidade com as músicas mais sem graça do pop, Taylor Swift lança Opalite como single de The Life of a Showgirl.

Canção menos pior do álbum, o single é a que tem a batida mais legal de todo o disco, fazendo a gente até bater os pezinhos no compasso. E isso acontece especialmente no refrão que, sinceramente, funciona sonoramente melhor do que o esperado. Todavia, a canção repete todos os cacoetes de todas as outras faixas do álbum ao ser uma mistura sem força, sem criatividade e sem brilho de dance-pop com pop rock e soft rock, que não passa de uma tentativa canhestra de canção pop de verdade.

Em Opalite, porém, o maior erro está na indulgente e boba composição, que usa e abusa dos clichês que a própria Taylor criou para entregar uma chata canção sobre finalmente encontrar o amor verdadeiro. Dá para ouvir os mecanismos da cabeça da cantora funcionando ao escrever a composição, que parecem feitos apenas para serem consumidos pelo seu público, mais do que uma parte da sua exploração como pessoa e artista. Vocalmente, a canção é um trabalho seguro para a Taylor, ao não sair do lugar de conforto da sua voz.

E, sem maior esforço, a Taylor é o que temos de maior estrela pop. Bom para ela e o seu público, ruim para o resto que gostaria de mais.
nota: 6


12 de outubro de 2025

The Fate of Taylor

The Fate of Ophelia
Taylor Swift

Uma das melhores canções do álbum, The Fate of Ophelia é o exemplo básico da “alma” da atual era da Taylor: mediana, sem graça e decepcionante.

A tentativa de soar mais inteligente ao se comparar com a Ofélia de Shakespeare é tão piegas que até consegue gerar um sorriso sincero depois de ouvirmos o resultado tão massificado da canção, pois é uma dicotomia bem grande entre o pretendido e o alcançado. Uma letra mediana que só encontra algum ponto de brilho no formulaico e grudento refrão, The Fate of Ophelia poderia ser bem, mas bem melhor se não fosse mergulhada em tanta pretensiosidade. Além disso, a produção mediana entrega uma canção “chapa-branca” feita para ser comercial, mas sem uma alma verdadeira, que mistura de maneira capenga pop com toques de nu-disco e synth-funk, não dando nenhuma personalidade verdadeira para a canção. É uma canção com pompa e circunstância, mas completamente vazia.
nota: 5,5

11 de julho de 2024

O Melhor do Mediano

Fortnight (feat. Post Malone)
Taylor Swift


Entre todas as canções medianas de The Tortured Poets Department, o single Fortnight é uma das melhorzinhas. E isso é principalmente devido ao fato da canção ter uma leve injeção de originalidade devido a presença do Post Malone.

Mesmo que o rapper/cantor não tenho um verso apenas seu, a sua adição dá um verniz diferente para a canção. Não é algo que faça a canção estourar, mas é toque interessante que faz Fortnight ter um contorno diferente da massa uniforme que compõe todo o álbum. Mesmo não saindo muito da estética básica synth-pop/alt pop da produção do Jack Antonoff, a canção tem uma construção atmosférica sólida que não vai das linhas da sonoridade pré-fabricada, mas é outro ponto de destaque da canção. É aquela história de ser mais do mesmo, mas pelo menos tenta ser algo diferente.
nota: 7


20 de agosto de 2023

Reciclagem

Cruel Summer
Taylor Swift


É fato que a Taylor Swift é a maior estrela pop da atualidade com um alcance imenso de popularidade. Apesar disso, ainda posso dizer que não entendo exatamente o motivo desse furor tão imenso ainda mais quando a mesma consegue hitar uma canção de quatro anos atrás como é caso de Cruel Summer.

Canção de Lover, Cruel Summer ganhou popularidade nos últimos tempos de uma maneira tão imensa que foi lançada como single sem nem ter promoção exatamente, mas, sim, se baseando na viralidade nas redes sociais. Devo admitir que não acho a canção ruim, mas bem longe da perfeição pop que muitos estão pintando por aí. É uma fofa e redonda eletropop que tem uma produção bem redondinha, especialmente no ótimo refrão. E nada mais. Cruel Summer é um tipo de canção que está basicamente em quase todos os álbuns recentes da Taylor, mas com um toque mais interessantes que outras. Isso prova o nível da carreira da cantora. Bom para Taylor.
nota: 6,5

28 de maio de 2023

Karma is a Meh!

Karma (Remix) (featuring Ice Spice)
Taylor Swift

Existe uma relação de altos e baixos entre a minha percepção com a Taylor Swift que nesse momento se encontra no lado mais baixo. E canções como Karma não ajudam nada.

Single do relançamento de Midnights, a canção agora tem a participação da atual sensação do rap Ice Spice. E, queridos leitores, apesar de nem tentar entender como foi o processo de pensar que a rapper combinaria com a canção, acredito que a presença de Ice nem é tão ruim. Na verdade, o seu estilo combina até bem com a proposta da canção ao entregar um bom refrão em que a sua presença dá algum peso para o resultado final. O problema de Karma é que a canção já não é realmente boa e esse “remix” não faz melhorar nada. Esse electropop/synth-pop asséptico, massificado e com os mesmos cacoetes de canções da cantora em outras eras é manjado, mesmo que continue a ser sempre muito bem planejado tecnicamente. E a canção é novamente um desfile de “white girls problems” tem o seu público cativo, mas, sinceramente, está bem cansativo. E por enquanto, Taylor não tem previsão de mudar essa sua nora era mediana.
nota: 6


8 de novembro de 2022

A Salvação da Colheita

Anti-Hero
Taylor Swift

Entre todas as faixas de Midnights, o single Anti-Hero é a única que realmente ser apreciada por mim. E, mesmo assim, a canção não passa de ser apenas boa.

E um dos responsáveis pela canção ser um destaque é a carismático refrão que dá vida para a canção de forma direta e, de certa forma, icônica. Gosto de como o refrão é ligado diretamente com a temática da canção de forma profunda e, o mesmo tempo, ser esteticamente um refrão pop eficiente. A composição de forma geral também é boa, pois mostra uma Taylor sincera ao falar sobre os seus problemas de autoimagem e como a mesma lidou/lida com isso. O problema de Anti-Hero é a produção que entrega um synth-pop simpático e climático, mas que se perde pela falta de urgências e superficialidade que é dado para a sua finalização. E se não fosse pela canção, Midnights seria completamente dispensável.
nota: 7

28 de julho de 2022

Adulta Taylor

Carolina
Taylor Swift


Apesar de ser interessante ver as regravações das suas antigas canções, Taylor Swift realmente mostra o seu potencial com o lançamento de novas canções como é caso da ótima e sombria Carolina.

Tema do filme Um Lugar Bem Longe Daqui, a canção é uma experimento sensacional dentro da discografia da cantora ao ser uma densa e forte mistura de americana, folk, bluegrass e, especialmente, appalachian folk. Sem ter necessidade de fazer algo comercial, Carolina caminha de forma lenta para criar uma atmosfera que sombria e melancólica que parece combinar com a temática do filme, mas que sozinha deixa claro a capacidade da Taylor de sair do seu próprio nicho para entregar algo realmente novo e surpreendente. Assim também se mostra o resultado da madura e complexa composição ao construir uma belíssima e assombrosa história que mistura imagens da natureza e o um ar de mistério de forma fluida e bem pensada. Taylor entrega uma performance contida e de uma ternura melancólica ideal para a canção, mas, mesmo assim, ainda penso qual seria o resultado da canção entoada por uma voz com mais poder. De qualquer forma, Carolina é uma das canções mais adultas até o momento da carreira da cantora e espero que isso continue apenas evoluído.
nota: 8

17 de maio de 2022

A Melhor Nova Velha Taylor

This Love (Taylor's Version)
Taylor Swift

De todas as canções regravadas pela Taylor Swift até o momento, a que mais gostei do resultado foi a de This Love. Especialmente devido a fato da nova versão ser o mais parecido com a discografia mais recente da cantora.

Parte do álbum 1989, a canção na sua versão original era balada linear indie pop/synth-pop que não passava nada mais que o normal para uma canção dessa era da cantora. Em This Love (Taylor's Version), porém, a canção ganha uma excelente e delicada camada de electropop que dá força emocional para o resultado final e eleva a canção para um patamar diferente. E isso é o suficiente para dar o suporte suficiente para a boa composição realmente se mostrar em toda a sua glória. Até mesmo os vocais de Taylor estão bem mais encorpados, criando um efeito sentimental mais maduro que cai como uma luva para a canção que se torna uma interessante visita ao passado pelos olhos da atual Taylor. Ainda não é genial, mas mostra que a cantora realmente amadureceu artisticamente.
nota: 7,5

27 de fevereiro de 2022

Uma Segunda Chance Para: Blank Space

Blank Space
Taylor Swift


Para quem conhece o blog algum tempo sabe que apenas começou a realmente admirar os trabalhos da Taylor Swift, especialmente depois do lançamento de Folklore. E é por isso que canções anteriores não fazem exatamente o meu critério para gostar. Entretanto, existe uma canção que ao longo dos anos comecei a realmente gostar: Blank Space não é genial, mas tem boas qualidades que vem envelhecendo como vinho.

Acredito que a canção foi um dos momentos decisivos para a transição da Taylor de estrela country para diva pop. No momento do seu lançamento não tina capitado exatamente todo o potencial, mas passando oito anos começo a perceber as qualidades da canção. A maior delas é a sua composição. Ainda rodeada por polêmicas envolvendo a sua vida romântica, a cantora entrega em Blank Space uma sátira inteligente e debochada sobre a sua fama de “namoradora”. Debochada, muito bem escrita e com um refrão grudento, a letra da canção demonstra melhor qualidade da cantora ao ser verborrágica e com um senso pop muito bem definido. Sonoramente, a canção é um electropop refinado pelas mãos de Shellback e Max Martin que não reinventa a roda, mas entrega uma batida limpa e memorável. Uma pena, porém, que Taylor não é uma cantora com muitos recursos vocais, mesmo que segurando bem Blank Space, a canção parece que poderia ser ainda mais potente com uma cantora vocalmente acima da média. De qualquer forma, Blank Space se mostra muito mais interessante que quando foi lançada quando podemos notar que a mesma era a porta para a evolução artística de Taylor Swift.
nota: 7

22 de outubro de 2021

Pequenas Mudanças

Wildest Dreams (Taylor’s Version)
Taylor Swift


Regravando quase todas as suas canções da primeira parte da carreira devido aos direitos autorias, a Taylor Swift começa uma nova era com o relançamento de Wildest Dreams, single de 1989. E, infelizmente, a cantora ainda não conquistou a minha opinião sobre essas canções.

Acredito que Wildest Dreams (Taylor’s Version) melhora a versão original devido o amadurecimento da voz da cantora, criando uma camada mais profunda de significação que a versão original. Tirando isso, a nova versão continua a ter para mim uma superficialidade e artificialidade que parece não sair do lugar comum do dream pop/synth pop que a cantora fez durante essa era. Caso Taylor tivesse regravado a canção com o interessante verniz folk/indie que os dois últimos álbuns apresentam, Wildest Dreams poderia se tornar um musica realmente bem acima da média.
nota: 6,5

26 de fevereiro de 2021

Recontar

Love Story (Taylor's Version)
Taylor Swift


Apesar de saber claramente que a indústria fonográfica é um negócio como qualquer outro, ainda fico chocado com certas cosias que acontecem. Uma dessas coisas é o fato que muitos artistas não são realmente “donos” das suas próprias canções, mesmo tendo escrito e/ou produzido todo o seu catalogo. Depois de uma briga homérica, Taylor Swift finalmente poderá ser dona das suas canções do começo da carreira após regrava-las em lançamentos dos seus primeiros álbuns. Como primeiro single de divulgação do projeto, a cantora lançou Love Story, o seu primeiro sucesso a cruzar a divisa do pop.

Lançada como single do seu segundo álbum (Fearless), Love Story é uma balada country pop que, sinceramente, não tinha boas memorias quando foi lançada. O curioso nessa versão é que, mesmo não alterando muito sonoramente, tenho alguns elogios sinceros a fazer. Acredito que o crescimento em qualidade é devido a maturidade artística que Taylor coloca nessa regravação, especialmente na melhoria considerável da sua performance vocal. Assim como bom vinho, a cantora dá sabor e cor para Love Story (Taylor's Version), deixando a canção com um estofo muito bem vindo. Além disso, a produção da cantora ao lado de Christopher Rowe dá um toque refinado de folk/indie para aparar as pontas aqui e ali. E mesmo que a composição ainda reflita os sonhos românticos de uma jovem, Love Story (Taylor's Version) é um importante passo para Taylor começar a recontar a sua história da sua maneira.
nota: 7

9 de fevereiro de 2021

2 Por 1 - O Passado e o Presente de Taylor Swift

willow
no body, no crime (feat. Haim)
Taylor Swift


Os dois primeiros singles lançados de Evermore mostram claramente a união da velha Taylor com a nova Taylor. De um lado, a ousada cantora que flerta com o indie rock em willow e, do outro lado, a cantora que busca inspiração no seu passado em no body, no crime.

Canção que atingiu o número um da Billboard no final do passado, willow é uma cuidadosamente bem pensada indie rock com toque de folk que dá para a cantora uma pintura ousada sem precisar, porém, de se aventurar nas águas profundas do alternativo. O verniz pop que é coloca na canção ajuda a canção a manter o brilho comercial enquanto explora novos caminhos para a sonoridade de Taylor. Acredito que a principal razão para isso é a ótima composição, pois a mesma consegue desenhar imagens complexas sem perder o tino comercial, especialmente no seu ótimo refrão. Como dito na resenha do álbum, essa roupagem parece ter um caimento ainda incerto para a Taylor, mas é necessário elogiar que a produção faz a canção dar certo devido ao seu trabalho instrumental excelente. Em no body, no crime, porém, é que tudo funciona da maneira em evidenciar de fato o talento da cantora.

Apesar de ter a presença da banda de indie rock/pop Haim, no body, no crime funciona como uma excepcional, classuda e poderosa mistura de country, folk, rock e indie que cria uma canção ousada e, ao mesmo tempo, familiar para a carreira da Taylor. Lembrando grandes momentos do country feminino, mas com uma dose da sua personalidade, a canção é que conta com a composição mais pungente de todo o álbum. Ao invés de se lamentar por problemas sentimentais, Taylor construí uma sombria, forte e contemporâneo história de vingança que envolve mortes, violência doméstica e uma camada de feminismo que ajuda transforma no body, no crime em pequeno clássico em construção. O único erro da canção é não usar mais a banda Haim de maneira mais destacada, renegando-as para o papel de backvocal de luxo. De qualquer forma, a canção é um acerto e tanto na carreira da Taylor Swift.
notas
Willow: 7,5
no body, no crime: 8

15 de setembro de 2020

A Química Perfeita

exile (feat. Bon Iver)
Taylor Swift

Existem poucas coisas que podem me deixar mais feliz que ouvir uma música em que tudo parece se encaixar perfeitamente. Assim que vejo a excepcional exile da Taylor Swift com a participação do Bon Iver.

Melhor canção do álbum Folklore e, sem nenhuma dúvida, o grande ponto da carreira da cantora, exile é uma devastadora e triste crônica sobre o fim de relacionamento. A canção alcança um status tão alto devido as espetaculares performances da Taylor e do Bon Iver e, principalmente, a química avassaladora entre os dois. Em um dueto é esperado que os participantes tenham algum tipo de faísca que possam dar a liga para a canção, mas em exile é nítido que os dois cantores ultrapassam qualquer barreira ao unir a perfeição uma voz doce e contida com uma voz com um timbre áspero e  poderoso para criar a contraposição ideal para expressar todos os sentimentos de dois personagens em pontas diferentes de uma história. Fazer Bon começar a canção ao invés da "dona" da canção dá para o single uma personalidade única que vai aumentando ao longo da sua duração até explodir em um turbilhão triste de emoções. A produção de Aaron Dessner cria uma simples e edificante balada indie pop/folk com uns toques gospel que poderia facilmente cair no lugar comum, mas devido a sua instrumentalização requintada garante a elevação da canção sonoramente. E a forte e melancólica composição é o que arremata tudo com louvor. O curioso, porém, é que a letra poderia ser completamente diferente que o resultado de exile se manteria basicamente a mesma devido a presença genial de Taylor e Bon Iver. E isso diz muito sobre a qualidade da canção.
nota: 8,5

27 de dezembro de 2019

O Gato Subiu no Telhado

Beautiful Ghosts
Taylor Swift

Existem desastres. Existem tragédias. Existem cataclismas. E agora existe Cats. Adaptação filmográfica do popular e aclamado musical da Broadway vem recebendo as críticas mais negativas do anos, sendo já considerado como um dos piores filmes não só do ano, mas de toda a década. Grande parte das críticas aponta a direção e a escolha de transformar os atores em híbridos e gatos com ser humano em criaturas quase dantescas como os principais motivos do fiasco, mas isso não impede que respingue nos atores envolvidos. E uma das vítimas é a Taylor Swift que, apesar de uma participação pequena, viu as suas chances de concorrer ao Oscar com Beautiful Ghosts reduzida a nenhuma após a canção ser eliminada na última etapa antes das indicações. E olha que a canção nem é tão ruim.

Escrita pela própria Taylor ao lado de Andrew Lloyd Webber, lendário produtor da Broadway e criado do musical, Beautiful Ghosts é um triste balada sobre ser abandonada e viver só, lembrando que o musical é sobre gatos vivendo nas ruas de Londres. Muito bem escritas e com passagens realmente bonitas, a canção funciona bem como um equilibrado hibrido de canção para musical com uma boa canção pop. Acontece que a canção não tem o mesmo impacto que as principais canções do musical, especialmente a mundialmente conhecida Memory que na versão para o cinema é interpretada de maneira magistral pela Jennifer Hudson. Faltou uma força emocional que, apesar da boa performance, Taylor parece não conseguir alcançar de forma ideal, ficando nítido no agudo final que soa como se a cantora estivesse forçando todo que tem para chegar na nota. Isso é algo que não deveria acontecer, pois em um musical os atores precisam cantar de forma tão natural como se estivessem falando normalmente. Se o filme fosse ao menos mediano, Beautiful Ghosts teria alguma chance de concorrer ao Oscar, mas agora tudo foi apenas uma ilusão. 
nota: 7

5 de agosto de 2019

Taylor Meets Carly

The Archer
Taylor Swift

Depois de dois lançamentos questionáveis, a Taylor Swift finalmente prova o motivo de ser a força pop que se tornou nos últimos tempos com o lançamento da ótima The Archer. Pena que é um single promocional.

Produzido pelo Jack Antonoff, The Archer é uma elegante e madura synth-pop mid-tempo com toques de dream pop e indie pop com influência dos anos '80 que soa perigosamente parecida com os trabalhos da Carly Rae Jepsen. É tão parecido que fica fácil ouvir a voz da Carly entoando a canção, principalmente nos primeiros versos. Curiosamente, essa característica também ajuda a canção a se sobressair em relação aos outros singles lançados pela cantora recentemente. O melhor da canção é a sua ótima composição em que Taylor faz uma melancolia reflexão sobre se sentir solitária devido a não conseguir se conectar com alguém, resultando em uma das melhores letras que a cantora já entregou. Mesmo sendo quase uma canção da Carly Rae Jepsen, Taylor Swift acertou na mosca em The Archer. Só faltou lançar como um single.
nota: 7,5

26 de junho de 2019

Você Precisa é De Uma Canção Melhor

You Need To Calm Down
Taylor Swift


Apesar de ainda não ser considerado de longe nada que um sucesso, a nova era da Taylor Swift parece que não está colhendo os frutos que normalmente a cantora consegue longo nos primeiros lançamentos. Depois da mediana ME!, a cantora lançou a melhorzinha You Need To Calm Down, mas parece que ainda está longe de acertar o alvo.

Antes de "descer a lenha" é necessário elogiar o fato de You Need To Calm Down é uma sincera tentativa de ser um hino a favor da comunidade LGBTQ+. E, apesar de todas as criticas que possam ser feitas, essa atitude é algo que merece ser respeitada ao deixar claro a posição da cantora em relação aos problemas da sociedade que, normalmente, uma artista com um público forte conservador nos Estados Unidos não iria falar tão apertadamente. Elogios à parte, You Need To Calm Down é uma bem feito, comercial e mediano electropop que basicamente segue a mesma formulas dos maiores sucessos da carreira. Não existe nada de novo sob o Sol durante a rápida duração do single, fazendo a cantora entregar o famoso bom e velho arroz com feijão. O grande problema da canção é a sua composição que se preocupa em ser recheada de versos de efeitos, resultado em um trabalho mediano, confuso e com pouca graça. Se a canção não tem a mesma qualidade dos principais trabalhos da cantora, ao menos serviu para selar a paz com a sua "arqui-inimiga" Katy Perry.
nota: 6,5

30 de abril de 2019

O Cristal Quebrou?

ME! (feat. Brendon Urie of Panic! At The Disco)
Taylor Swift

Nunca fui exatamente fã da Taylor, mas sempre admiti que a jovem cantora fez uma transição do country para o pop de forma exemplar e conseguiu alcançar um padrão pop da sua maneira. E admito que gostei do seu último álbum com algumas ressalvas. Então, esperei que pudesse gostar de verdade do primeiro single do seu próximo álbum, mas a Taylor resolveu fazer de ME! uma aposta arriscada que, infelizmente, não parece ter dado certo.

ME! consegue ser ao mesmo tempo uma canção com cara da Taylor e um trabalho que não parece com a cantora. Na verdade, a canção soa mais como alguém tentando imitar o estilo de Taylor e falhando em quase todos os aspectos. Começa pela sua maçante, mal realizada e genérica produção que tenta juntar o electropop clean que a cantora construiu ao longo dos últimos anos com uma batida bubblegum pop, resultando em uma quase aberração sonora que não funciona para nenhum lado. E o pior: ME! é dona do pior refrão que Taylor já cantou até ao momento. Irritante e liricamente pobre, o refrão parece que saiu de uma outra canção e caiu de paraquedas em ME!. O resto da composição em si também não é lá grandes coisa, apresentando apenas relances da qualidade lirica que o público já tinha acostumado da cantora. A única coisa realmente boa é a decisão de ter chamado Brendon Urie para participar, mas, infelizmente, os dois cantores têm um total de zero em química. Agora é esperar pelos novos lançamentos para descobrir que se o cristal da Taylor quebrou de fato ou ME! é apenas uma pequena rachadora.
nota: 5

9 de setembro de 2018

Mea Culpa

Delicate
Taylor Swift


Preciso admitir que deixei passar de lado o lançamento de Delicate da Taylor Swift do álbum Reputation, pois, ao contrário dos outros single, a canção se tornou um verdadeiro sleeper hit ao longo do ano. 

Delicate é uma coesa e bonitinha electropop que tem uma produção tão refinada que alguns podem creditá-la como sendo "sonolenta". Isso é algo que definitivamente pode acontecer, mas deve-se realizar que a batida bem cadenciada (mid-tempo) é, na verdade, uma decisão até interessante da produção de Max Martin e Shellback, pois ajuda a criar uma canção romântica sem cair no cliché de ser uma balada. Apesar dessa qualidade, Delicate parece maior que deveria ser, deixando uma sensação de ser uma canção arrastada. Com bons vocais que tem um efeito vocal bem interessante que ajuda a dar a atmosfera melancólica que combina com a composição sobre um começo meio conturbado de um relacionamento, Delicate é uma canção inofensiva que conseguiu um bom destaque ao conquistar o público por si e, não, através de uma pesada promoção.
nota: 7

22 de janeiro de 2018

A Garota Que Queria Ser Fodona

End Game (feat. Ed Sheeran & Future)
Taylor Swift

Escolhido como terceiro single de ReputationEnd Game é o tipo de canção que foi desenvolvida para ser um sucesso comercial. Entretanto, lançado no momento errado, a canção perdeu todo o impacto que poderia possuir se fosse o primeiro single. Mesmo assim, Taylor ainda consegue tirar um coelho da cartola na sua canção mais "urban" do álbum.

End Game é, assim como várias outras faixas do álbum, um verdadeiro morde e assopra em relação as "revelações" da cantora sobre ela mesma: enquanto a mesma assume a sua "grande reputação" e personalidade em relação a ex-amores, a cantora também está a procura de se dar bem com um cara com as mesmas características, revelando que ainda deseja encontrar o amor. Divertida e bem escrita, a composição não consegue manter o mesmo nível ao longo da canção como, por exemplo, o refrão mediano e astroclimático. Misturando pop e R&B em um arranjo cadenciado e bem marcante do começo ao fim, a produção Max Martin e Shellback não entrega o serviço completo, pois End Game não tem aquele momento de explosão e termina linear demais. A presença do rapper Future e do Ed Sheeran poderia afetar negativamente a canção, mas, felizmente, isso não acontece devido a posição dos versos de ambos e, também, as suas boas performances. Mesmo sendo uma fodona de butique, Taylor Swift parece que, ao menos, está se divertindo.
nota: 7