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6 de julho de 2025

O Exemplar

Hammer
Lorde


Terceiro single de Virgin, Hammer mostra toda a essência do álbum ao apresentar uma Lorde no caminho certo — ainda que não em sua melhor forma.

Inspirada e climática, a faixa é um alt-pop/electropop cuja construção em camadas e batida crescente vai ganhando cores e texturas que grudam aos poucos em quem escuta. Gosto especialmente da elaboração do refrão, mas a canção perde pontos com seu final quase anticlimático. Felizmente, Hammer conta com a presença sempre marcante de Lorde, que entrega uma performance inspirada. Outro destaque é sua composição, que trata de apreciar o lugar onde se vive, mas, claro, com a lírica afiada da cantora. Já nos primeiros versos ela dispara: “There's a heat in the pavement, my mercury's raising / Don't know if it's love or if it's ovulation.” É um trabalho sob medida para a Lorde voltar a ser... a Lorde.
nota: 8

1 de junho de 2025

Quase Lá, Dona Lorde

Man Of The Year
Lorde


Continuando o seu tão esperado comeback, a Lorde lança o segundo single de Virgin: Man Of The Year. Apesar de menos inspirada, a canção é um trabalho interessante o suficiente para a gente ainda manter um hype alto para o álbum.

Uma balada art pop contida, mas com uma construção emocional bem expressiva, a canção é um trabalho que dá para a Lorde a possibilidade de se mostrar mais experimental devido às decisões instrumentais, voltando a refletir a sua sonoridade inicial. Entretanto, existe uma clara maturidade criativa imposta pelos anos e a evolução pessoal da Lorde em uma letra cortante sobre o difícil processo de amadurecimento íntimo e de encontrar o seu amor-próprio. E mesmo não tendo uma letra genial, Man Of The Year é uma canção com uma composição refinada que não precisa de grandes metáforas para encontrar o ponto certo para se expressar de forma clara e pungente.

O grande problema da canção é que a sua construção climática e densa vai criando a impressão de que vamos ter um grande clímax em que todo o arranjo vai mudar drasticamente para algo grandioso e audacioso. E isso meio que acontece, mas o lugar a que a mudança chega não é impressionante como o que vai sendo “prometido” ao longo da canção. E isso trava a canção em um patamar inferior ao que poderia ter sido com um clímax mais potente. O que não dá para negar da qualidade é a impressionante e emocional performance da Lorde, especialmente na primeira metade da canção. Espero que o caminho do álbum seja dessa para melhor, pois não estou para outra Solar Power.
nota: 7,5

27 de abril de 2025

A Lorde Tá Viva!

What Was That
Lorde

O antecipado e aguardado retorno de Lorde com o lançamento de What Was That ajuda a mostrar que a cantora não perdeu o prestígio, mesmo após a recepção morníssima da era Solar Power. Além disso, demonstra que ela está de volta aos trilhos, embora a canção ainda careça de algo.

O que falta aqui é o “boom” de um clímax à altura do que a ótima produção promete durante a construção sonora da música. Produzida pela cantora ao lado de Jim-E Stack e Daniel Nigro, What Was That estabelece uma ponte direta com a sonoridade de Melodrama, entregando um alt-pop/electropop requintado, melódico, inteligente e estilizado, que se equilibra perfeitamente entre o artístico e o comercial. É fácil ouvir a canção e associá-la imediatamente ao estilo de Lorde, mas com uma evolução em relação ao que já foi feito anteriormente. Todavia, como já mencionado, o fato de o instrumental construir toda uma atmosfera crescente sem atingir plenamente o clímax esperado impede que o single seja genial, embora seja excepcional. Com uma letra direta, emocional e cortante, Lorde apresenta uma performance inspirada que explora sua persona vocal de maneira primorosa. Não é Lorde em sua forma plena ainda, mas é um retorno certeiro e extremamente bem-vindo.
nota: 8

22 de julho de 2024

O Cover do Cover

Take Me to the River
Lorde


Assim como o Paramore, a Lorde também está na trilha do relançamento do Stop Making Sense do Talking Heads com uma regravação. O interessante é que Take Me to the River é um cover de um cover.

Escrita e gravada em 1974 pelo Al Green, a canção ficou famosa com a regravação do Talking Heads quatro anos depois. Na versão da banda a canção é uma new wave/soul, mudando a versão original que vai para o lado R&B/gospel. Com a Lorde, a canção ganhou um verniz pop rock/indie pop que cai bem com a canção, especialmente devido a personalidade que a cantora adiciona para o trabalho. O melhor desse cover é ter a feito a canção ganhar os contornos da Lorde sem fazer com a sua excepcional melodia fosse afetada ou alterada de maneira drástica. Esse cover é basicamente melhor que todo o último álbum da Lorde. Quem sabe essa sonoridade não possa ser o seu novo caminho?
nota: 8


23 de junho de 2024

Charli Goes Pop!

360
Charli XCX


The girl, so confusing version with lorde
Charli xcx & Lorde


Ao que parece estamos no ano da Charli XCX devido ao sucesso de critica e repercussão de Brat. E duas canções do álbum ajudam a entender essa onda verde neon que tomou conta do mundo pop: o single 360 e o remix/nova versão de Girl, So Confusing.


Como dito na resenha do álbum, 360 “consegue equilibrar uma batida que fica bem no meio do caminho entre o pop comercial e o lado experimental”. E isso é a grande cartada para a canção. Uma mistura azeitada de hyperpop com bubblegum bass com electropop transforma a canção um banger poderoso que é aumentado seu potencial pela letra divertida e cheia de citações pop ótima. Sabe o que a Britney Spears tentou fazer na era Britney Jean? Então, 360 é basicamente o que deveria ter sido feito para a princesa do pop, terminando superior infinitamente que todo o álbum. Se 360 acerta plenamente na sonoridade, The girl, so confusing é o trunfo da boa composição.

Como também apontado na resenha do álbum, Charli XCX se abre de maneira honesta e, por vezes, desconcertante nas suas composições no trabalho. E, mesmo não sendo a melhor, Girl, So Confusing é um dos momentos que vemos o lado intimo da cantora a mostra ao relatar sua relação de amizade com outra cantora em que relata suas inseguranças nesse relacionamento, sendo alguns criados por ela mesma e outros que foram impregnados por outros na sua mente. Honesta e de certa maneira tocante, a letra foi especulado sendo para a Lorde. E isso foi confirmado com o lançamento do remix com um verso da Lorde em que a mesma responde a Charli. Essa nova adição aprofunda a temática da canção devido ao ótimo verso da cantora nova zelandesa em que a mesma expõe o seu lado, mostrando que o peso de ser uma mulher na indústria é de certa maneira igual para as duas. Longe de ser uma diss track, a faixa é na verdade uma conversa entre duas amigas se entendendo de alguma forma sobre suas dores e que isso causa nas suas vidas e, claro, na amizade entre as duas. Sonoramente, The girl, so confusing não altera nada da original ao ser um ótimo electropop/hyperpop. E assim vai se formando a tempestade nível gigantesca da Charli XCX em 2024.
notas
360: 8
The girl, so confusing: 8

16 de junho de 2022

Uma Segunda Chance Para: Green Light

Green Light
Lorde


Existem algumas canções que a gente só consegue entender toda a sua grandiosidade e qualidade depois de algum tempo e, claro, uma revisão sobre as primeiras impressões. Esse é caso perfeito de Green Light que depois de cinco anos do seu lançamento consigo perceber a canção pelo o que realmente é: um pop perfection.

Na minha resenha original comparei a canção com os trabalhos da Lana Del Rey e do Florence + The Machine e ainda disse que “que em nenhum momento a produção parece saber elevar essa mistura para criar a sonoridade que a cantora precisaria para conseguir se estabelecer como uma artista completa”. Olhando em retrocesso a pergunta que vem na minha mente é: o que eu estava pensando? Obviamente, primeiras impressões podem ser enganosas, mas em Green Light foi um pouco demais. E olha que na época até gostei da canção, mas não dei o seu devido valor. Produzido pelo pela Lorde ao lado do Jack Antonoff e Frank Dukes, a canção é uma preciosidade na sua construção climática ao começar de maneira densa e dramática para depois desaguar em uma explosão emocional e dançante. A mistura elétrica de eletropop, post-disco e indie pop se revela uma decisão acertada com a suas nuances luminosas e um instrumental brilhante. Tematicamente, Green Light é a sucessora de direito para You Oughta Know da Alanis Morissette ao ser uma devastadora e inteligente crônica sobre traição, coração quebrado e um desejo de vingança emocional. E o refrão é um dos melhores da última década. Nada disso poderia possível, porém, sem a devastadora performance da Lorde que consegue trilhar um caminho sinuoso sem perder foco e colocando uma tonelada de personalidade e emoção genuína e crua que dá a finalização perfeito a canção. Ainda acredito que a canção não alcança todo o seu potencial estético, mas isso não tira o fato de finalmente ver Green Light pela ótima canção que sempre foi.
nota: 8,5

26 de novembro de 2021

Lordinha Paz e Amor. Ou Quase.

Fallen Fruit
Lorde


Mesmo com toda a estética solar e radiante da Lorde em Solar Power, a cantora ainda entrega alguns momentos realmente sombrios como é o caso da boa Fallen Fruit.

Uma climática mistura de indie folk e rock psicodélico, Fallen Fruit acerta perfeitamente no tom climático, madura e realmente inspirada ao contrário de várias canções do álbum que termina desinteressantes e arrastadas. O problema aqui é a composição. Apesar de tematicamente ser um trabalho excepcional ao ser uma canção de protesto sobre os danos causados no ecossistema da Terra pelas gerações passadas, o resultado final soa frio e sem o toque ácido que sempre a Lorde colocou em suas canções. De qualquer forma, Fallen Fruit é amostra do que poderia ser o álbum se todas as canções fossem por esse mesmo caminho.
nota: 7

27 de julho de 2021

Lorde Lanou

Stoned At The Nail Salon
Lorde

A boa noticia do novo single da Lorde é o resultado está no mesmo nível de Solar Power. A má notícia sobre Stoned At The Nail Salon é que a canção poderia ter sido facilmente lançada pela Lana Del Rey.

Ao serem produzidas por Jack Antonoff, Lorde e Lana (também pode ser incluída a Taylor) estão propensas a terem trabalhos comparados. Ainda mais que as artistas caminham entre o indie pop/rock, folk e pop. Em Stoned At The Nail Salon, porém, as semelhanças se tornam ainda mais visíveis devido a produção de Jack (coproduzindo ao lado da própria cantora) transformar em uma balada indie/folk com base contida e foco nos vocais e na composição. Escolha que já ouvimos várias vezes pela voz de Lana e que soa levemente off na voz da Lorde. O que salva Stoned At The Nail é a sensacional composição que remete a velha “Lorde triste”, mas com uma melancolia pesada que é resultado das suas vivencias e um tino sempre apurado para construção de momentos realmente inspirados e esteticamente pop como, por exemplo, o verso “Got a memory of waiting in your bed wearing only my earrings”. Além disso, Lorde entrega uma performance inspirada, tendo como destaque os backvocais da Phoebe Bridgers, Clario, Lawrence Arabia e Marlon Williams. Resumidamente: para gostar da nova era da Lorde precisa realmente gostar dos trabalhos recentes do Jack Antonoff e esperar que o resto do álbum tenham algumas surpresas.
nota: 7,5



12 de junho de 2021

Uma Surpresa Iluminada

Solar Power
Lorde

Catapultada com uma ao posto de diva indie/mainstream pop, a Lorde faz o seu comeback após quatro anos do lançamento do aclamadíssimo Melodrama. Em Solar Power, a cantora deixa de lado o toque soturno para dar espaço para tons pastéis em uma canção surpreendente.

Longe de ser o seu melhor, Lorde entrega no single uma clara amostra do amadurecimento artístico que já tinha se mostrado imenso ao longos dos primeiros anos de carreira. A produção da própria em parceria com o onipresente Jack Antonoff transforma a canção em uma indie pop/folk pop confiante, agradável e inesperadamente relaxante. Assim como quer mostrar o praiano clipe, Solar Power é o tipo de canção feita para a gente escutar em momentos de tranquilidade ou/e sentados sob o calor do Sol em uma manhã amena de primavera. Suave, delicado e deliciosamente aconchegante, a melodia linear da canção atrapalha quem esperava algo com impacto como, por exemplo, Green Light ou Royals, mas o ótimo trabalho instrumental consegue preencher algumas lacunas de forma ideal. Lorde entrega uma performance com a mesma vibe da produção, sabendo colocar certa acidez e uma dose cavalar de personalidade que combina perfeita com a sua persona artística. O defeito da canção é a sua bonitinha, inteligente e pouco marcante composição. Existem vários momentos realmente inspirados e, de certa forma, o resultado é acima da média, mas faltou algo que pudesse dar certa emoção para quem ouve que fosse além da sensação de descolada fofa que a letra exala do começo ao fim. Obviamente, o hype está criado para esse retorno de uma artista que parece apenas estar começando a escrever as suas regras sobre o pop.
nota: 7,5

10 de novembro de 2017

O Povo do Amanhã

Homemade Dynamite (Remix) [feat. Khalid, Post Malone & SZA]
Lorde

Lançada como terceiro single de Melodrama, Homemade Dynamite é uma das canções esteticamente mais comerciais do segundo álbum da Lorde. Entretanto, a cantora resolveu incrementar a canção ao lançar um remix que juntou basicamente todos os principais nomes do futuro da atual música: os cantores Khalid e SZA e o rapper Post Malone. O resultado final não foi alterado exatamente, mas a união desses nomes é algo que vale a pena ouvir.

Basicamente, a instrumentalização de Homemade Dynamite não foi alterada profundamente, pois continua a canção continua sendo uma boa e cativante indie pop/eletropop com a personalidade distinta da Lorde. O que foi alterado foi a composição, agregando novos versos que, possivelmente, foram escritos pelos convidados. O trabalho geral é bom, mas os novos versos poderia conter mais personalidades dos envolvidos o que ajudaria a dar uma cara diferente para o remix. Felizmente, a canção já é boa por si só e a presença vocal de cada um dá uma envernizada interessante para Homemade Dynamite, mesmo que Lorde continue ser a dominante da canção. A versão de remix de Homemade Dynamite não é uma We Are the World moderna, mas dá uma pequena amostra de um não distante futuro.
nota: 7,5

26 de agosto de 2017

Pop Desconstruído da Porra

Perfect Places
Lorde

Em um ano tão mediano para o pop de maneira geral, Lorde foi um verdadeiro oásis para quem curte o gênero e não tem problema em quebras de expectativas. E é isso que representa o segundo single de Melodrama, a divertida Perfect Places.

Seguindo o mesmo caminho que todo álbum, Perfect Places é um refinadíssimo eletropop com uma instrumentalização acima da média e uma cara comercial. A produção pode não oferecer nada de realmente novo na sua realização, mas o single é de uma qualidade empírica e completamente atemporal que não dá espaços para comparações com quaisquer canções de qualidade inferior. Entretanto, o que diferencia realmente a canção dessas comparações é a qualidade de composição: Perfect Places é sobre viver uma vida sem sentido ou vazia, mas tentando encontrar alguma razão nas coisas mais banais e mundanas da vida. Direta e poetisa nesse quesito, Perfect Places é uma prova concreta do potencial criativo da Lorde, mesmo ainda não atingindo todo o seu poder.
nota: 7,5

6 de março de 2017

Lorde Del Rey + The Machine

Green Light
Lorde

O retorno tão aguardado da cantora neozelandesa Lorde é ao mesmo tempo surpreendente bom e decepcionante, dependendo do ponto de vista. 

Green Light, primeiro single do segundo álbum dela intitulado Melodrama, ajuda a mostra claramente que a jovem de apenas vinte anos está agressivamente a procura da sua evolução artística ao arriscar em uma sonoridade bem diferente daquela ouvida em Royals ou Team, mas que ainda precisa encontrar desesperadamente uma personalidade realmente própria. Produzida por ela mesma ao lado de Jack Antonoff (responsável pelo sucesso de We Are Young do fun.) e Frank Dukes, Green Light é uma mistura de dance pop com indie/arte pop que começa empolgante, mas que, infelizmente, tem sua metade final uma atmosfera anticlímax e repetitiva, mesmo sendo muito bem instrumentalizada e sem soar como uma canção pop comercial da atualidade. 

O grande problema, porém, é que a canção parece uma colcha de retalhos de personalidade ao parecer agrupar a melancolia depressiva da Lana Del Rey e a estética épica do Florence + The Machine. Acontece que em nenhum momento a produção parece saber elevar essa mistura para criar a sonoridade que a cantora precisaria para conseguir se estabelecer como uma artista completa. Claro, há tempo e uma grande chance para isso acontecer já que é fácil perceber o quanto única é a sua voz e sua marcante interpretação. Entretanto, é necessário ligar o sinal amarelo, mesmo que a canção seja um sucesso, pois o grande público pode perceber que Lorde pode ser um engodo dos grandes.
nota: 7  

13 de novembro de 2014

O Poder de um Produtor

Yellow Flicker Beat
Lorde

Uma das minhas criticas em relação aos trabalhos iniciais da cantora Lorde foram que ainda faltava certa lapidação do talento bruto que ela carrega em si. Passado o estouro inicial e se preparando para o lançamento do segundo álbum, Lorde foi convocada para ser a principal responsável pela nova trilha sonora da franquia Jogos Vorazes. Como primeiro single foi divulgada a canção Yellow Flicker Beat que mesmo não sendo a melhor da cantora mostra uma interessante e bem vinda mudança de rumo na sonoridade dela.

Essa sensação de mudança vem do produtor Paul Epworth que trabalha pela vez com a cantora e traz na bagagem uma coleção de êxitos que incluem produções para nomes como Adele, Coldplay, Bruno Mars, John Legend, Florence and the Machine e até mesmo Paul McCartney, entre outros. Nas mãos de Paul, a sonoridade de Lorde ganha uma atmosfera sólida, elegante e com uma noção de urgência mais refinada que em outros trabalhos da cantora. Em especial o começo que se baseia apenas na voz assombrada de Lorde acompanhada de um "sussurro" fantasmagórico e depois a inclusão de um minimalista arranjo já mostra bem como Paul começa a lapidar o talento de Lorde sabendo como utilizar os pontos fortes. Uma pena, porém, que depois a produção seguiu um caminho quase trivial dando espaço para um eletropop comum e batido. Não posso exatamente falar sobre a qualidade da canção, pois o teor é bem alinhado com a trama do filme. O que posso dizer é que Lorde continua estranha e inteligente para construir metáforas. O futuro pode ser generoso com a Lorde se ela tiver nas mãos dos produtores certos.
nota: 7

4 de fevereiro de 2014

A Garota do Momento

Team
Lorde

Depois das duas vitórias no Grammy ninguém pode negar que neozelandesa Lorde é a "garota do momento". E se não bastasse todo esse buzz causado pelo sucesso de Royals, Lorde consegui emplacar
mais um single do seu álbum Pure Heroine a canção Team.

O single começa com uma "introdução" minimalista ressaltando apenas a voz de Lorde e vai crescendo aos poucos com a adição do arranjo. Esse começo já seria o suficiente para Team, pois é tão impactante e marcante que o resto da canção parece quase dispensável apesar de ser um trabalho muito bom. Lorde continua a procurar seu espaço no que se diz a respeito a quem é ela como cantora, mas aqui ela entrega um pouco do que ela pode conseguir ao longo do ganho anos e com o acumulo de experiência. A composição é um tributo interessante ao país de origem de Lorde e aos seus amigos mostrando a sua versão mais urbana e "mundana" da sua própria realidade. Bem construída e com refrão viciante. A produção acerta na atmosfera mais "animada" sem perder a direção da sonoridade criada para Lorde. Se Lorde ainda será a "garota do momento" daqui alguns anos apenas o tempo dirá, mas ela está pavimento o caminho direitinho para isso.
nota: 7,5

14 de outubro de 2013

New Faces Apresenta: "Apenas 16 Anos"

Royals
Lorde

A nova sensação que está dominando as paradas ao redor do mundo é a neozelandesa Lorde. Se não
bastasse ter batido as queridinhas americanas Katy Perry e Miley Cyrus, Lorde reúne uma coleção de fatores que a transforma esse sucesso em um acontecimento tão surpreendente e comentado: ela tem apenas 16 anos, seu som é o que podemos chamar indie pop só com um verniz bem mais sofisticado e "cru" que a maioria no mesmo nicho e ela tem uma boca que não para de disparar polêmicas para todos os lados criticando metade do mundo pop. Além disso tudo Royals, seu single de estreia que está em primeiro lugar na Billboard, é realmente uma bastante interessante assim com a própria cantora.

Royals já se destaque pela sua composição que é um critica ácida, contundente e até divertida sobre o estilo de vida no hip hop - e, sejamos sinceros, também de vários astros da música de outros estilos - com toda sua ostentação, exposição e exaltação sobre ter em vez de ser. O resultado é bem acima da média e original, principalmente se levarmos em conta o sucesso da canção no meio mainstream. O minimalismo da produção na construção de uma batida simples e cadenciada é interessante e resulta em uma sonoridade curiosa e até certo ponto original. Mesmo ainda não falando para o que veio, Lorde tem uma voz instigante e uma performance bem legal. Ainda é cedo para dizer o que o futuro reserva para a jovem, mas o começo foi com pé direito ainda mais para uma cantora de apenas 16 anos.
nota: 7