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11 de junho de 2016

Coisas da Inglaterra

Cry (feat. Take That)
Sigma

Como eu já falei várias vezes aqui no blog, a Inglaterra tem um mercado fonográfico bem curioso, para não dizer outra coisa. Apenas lá que existe mercado para as boy bands e grupos de instrumentalistas de sucesso que não possuem cantores. Então, nada mais normal que a união dos dois em uma música: Cry da dupla Sigma com a participação do Take That, o ex-grupo do Robbie Williams (agora um trio de tiozões).

Sigma é um duo que segue a chamada drum e bass que é uma derivação da música eletrônica inglesa que tem como base uma batida bem marcante e uma construção bem rica e diversificada. Infelizmente, o grande problema dessa sonoridade é sustentar uma música na sua totalidade. Como já tinham mostrando em singles anteriores, o duo faz uma ótima base para Cry com uma atmosfera pomposa e muito marcante. Entretanto, a canção perde folego na sua segunda metade e a produção fica repetitiva. Mesmo assim, Cry tem um resultado final acima da média com a ajuda dos bons vocais do Take That. mostrando que os tiozões ainda são relevantes artisticamente. Por fim, a composição é interessante, mas com uma falsa profundidade para inglês ver. E é exatamente para isso mesmo a existência desses artistas.
nota: 7 

25 de agosto de 2014

Fé em Faith

Changing (feat. Paloma Faith)
Sigma

Caso vocês não tenham notado a nova moda é uma banda não ter nenhum vocalista e precisar sempre
convidar um artista para assumir a função de vocalista. Um exemplo disso é o duo britânico Sigma que escolheram a Paloma Faith para ser a voz de Changing. Uma decisão mais do que acertada.

A cantora empresta sua poderosa voz e mostra toda o seu magnetismo em uma performance arrebatadora. Sem ela, provavelmente, Changing não teria o mesmo impacto e o duo de músicos teriam nas mãos uma canção até boa, mas sem personalidade nenhuma. Isso fica claro no momento que se analisa o arranjo da canção: optando por seguir o estilo drum 'n' bass, o duo produz uma canção bem estruturada e com uma batida dinâmica que se não fosse a presença de Paloma acabaria sendo uma variação do velho pancadão do eletrônico mainstream. Uma pequena dose de música gospel dá a leve temperada em Changing. A fé de sigma em Paloma Faith resultou em um quase milagre. Amém.
nota: 7