29 de fevereiro de 2016

Um Novo Recomeço

Make Me Like You
Gwen Stefani

Depois de tanto ameaçar, Gwen Stefani vai finalmente lançar o seu terceiro solo álbum depois de um hiato de dez anos. Intitulado This Is What the Truth Feels Like, o trabalho deve ser lançado em Março já conta com o segundo single: a fofinha Make Me Like You.

A canção foi feita em homenagem ao novo namorado de Gwen, o cantor country e colega jurado do The Voice, Blake Shelton. Apesar de um pouco sem brilho, o excesso de fofura na declaração que Gwen faz ao novo amor é contagiante e otimista. Make Me Like You ajuda a mostrar que a cantora está pronta para a nova fase da sua vida. A produção de Mattman & Robin seguem essa mesma linha entregando um pop chiclete com pitadas de disco alegrinho e bonitinho. Nenhuma sétima maravilha, mas com o carisma natural da cantora, Make Me Like You é um bom recomeço para quem está tentando recomeçar algum tempo.
nota: 6,5

27 de fevereiro de 2016

Para Um Amigo

Army
Ellie Goulding

Dedicar uma canção para alguém que ama é quase uma constância entre quase todos os artistas musicas. Normalmente, esse destinatário sempre é alguém envolvido em um relacionamento amoroso. Outros tipos de amar é mais difícil de aparecer. Army da Ellie Goulding é um desses exemplos raros.

A canção é destinada ao melhor amigo de Ellie, por isso mesmo o tom da composição mostra uma Ellie contemplativa sobre os momentos que passou ao lado desse amigo, reconhecendo também a importância dele na sua vida. Esse tipo de gratidão fica cada vez mais raro nos dias de hoje. Por isso, é muito ver alguém abrir o coração dessa maneira, mesmo que a letra não seja exatamente um trabalho genial. Com a produção de Max Martin e Ali Payami, Army é um simpático pop adulto que tem uma instrumentalização interessante: o começo e o meio sendo conduzido de forma contida com forte influência de pop indie e a parte final revelando uma batida grandiosa, lembrando muito Love Me Like You Do. Ellie entrega uma sólida e delicada performance que transparece a sua emoção sincera por esse amigo.
nota: 7

26 de fevereiro de 2016

As Músicas do Oscar 2016

Como vocês sabem, nesse final de semana acontecerá a premiação do Oscar. Com a sombra da falta de diversidade pairando sobre as principais categorias do prêmio, o seu apresentador, o comediante e ator Chris Rock, terá a difícil missão de comandar uma cerimônia que ao mesmo tempo critique a Acadêmia pela maneira que lida com as diversidade, mas também não esqueça que o problema não é apenas isolado e único. Claro, tudo com bom humor que, no caso de Chris, um humor ácido e sem misericórdia do primeiro escalão de Hollywood. 

Felizmente, apesar de toda a polêmica e de algumas ausências inexplicáveis, as escolhas feitas nas principais categorias mostram a qualidade cinematografia no ano passado. Dos oitos indicados ao prêmio de Melhor Filme, quantro nomes chegam a noite da premiação com chances quase iguais de vitória: A Grande Aposta, Mad Max: Estrada da Fúria, O Regresso e Spotlight - Segredos Revelados. Talvez, esses dois tenham uma leve vantagem sobre os outros, mas nada muito concreto. Além disso, as categorias de atuação são as melhores dos últimos anos. Apesar da única certeza da noite ser a Brie Larson pelo O Quarto de Jack para Melhor Atriz e parece que Leonardo Di Caprio finalmente colocar suas mãos na estatueta de ouro pelo O Regresso (como se trata de Di Caprio e o Oscar não podemos achar que vai ser tão fácil assim), as categorias de Coadjuvantes podem ser a surpresas da noite: a memoria afetiva vai triunfar e Sylvester Stallone vencerá pelo seu papel mais importante o boxeador Rocky Balboa, dessa vez como coadjuvante em Creed? Será uma novata (Alicia Vikander por A Garota Dinamarquesa) ou uma veterana (Kate Winslet por Steve Jobs)? Perguntas que terá suas resposta no Domingo.

Como esse blog é de música, agora vou analisar as cinco indicadas ao prêmio e tentar adivinhar quais as chances de cada uma.

25 de fevereiro de 2016

Sobre o Tempo Que Perdemos

When We Were Young
Adele

When We Were Young é sobre aquele momento que percebemos que o tempo passou tão rápido que só quando nos deparamos com o passado é que tudo fica claro. When We Were Young é sobre envelhecer e ter que enfrentar os seus erros passados. When We Were Young é sobre descobrir a invisibilidade de ser jovem para sempre ao perceber que estamos envelhecendo. Esses sentimentos são comuns para tantas as pessoas, mas que na voz da Adele se torna algo magistral.

Ao contrário da força de HelloWhen We Were Young se estabelece na contemplação melancólica para construir a sua sensível e avassaladora instrumentalização conduzida perfeitamente por Ariel Rechtshaid. Do produtor, a canção ganha a impecável atmosfera soul music com uma forte carga old school que ajuda a mimetizar ainda mais a emoção da canção. Além disso, a estrutura da canção com todas as suas nuances como, por exemplo, o começo intimista para estourar em um momento poderoso, auxiliado com o maravilhoso trabalho de backing vocal. A composição não poderia ser mais direta e, ao mesmo tempo, mais poética: Adele narra um encontro informal com alguém do passado e, então, uma enxurrada de sentimentos voltam à tona. Todos esses sentimentos são os descritos acima, mas que não teriam o mesmo impacto sem a performance devastadora da Adele. Não é apenas pelo poder vocal, mas, principalmente, pela interpretação que a cantora dá para cada nota, elevando cada pequena emoção em um turbilhão arrebatador. Um trabalho memorável para uma cantora em seu melhor momento.
nota: 9,5

24 de fevereiro de 2016

What's My Name? 2

Work (feat. Drake)
Rihanna

Com um álbum que se propõe em não ser comercial, o primeiro single de Anti da Rihanna é a canção mais "vendável" do mesmo.

Work retoma a primeira parceria com o rapper Drake: What's My Name?. Apesar de tons diferentes indo do alegre para o dark, as duas canções tem a mesma influência de dancehall e reggae, devido a presença do mesmo produtor: Kuk Harrell. O resultado em Work pode até não ter a mesma qualidade, mas o batida produzida é carismática e com um refrão viciante. Além disso, a maneira como a Rihanna pronuncia as palavras da canção é outro ponto positivo, mesmo que muitos afirmem não entenderem o que ela canta. Apesar disso, a canção está tendo um bom desempenho nas paradas, mostrando que RiRi ainda ter muito poder.
nota: 7

22 de fevereiro de 2016

Pequena Balada

Secret Love Song (feat. Jason Derulo)
Little Mix

Apesar do tropeço na qualidade do último álbum, o Little Mix ainda consegue ter na manga
algumas boas surpresas. O novo single da girl band é a bonitinha Secret Love Song.

A canção é a prova cabal da qualidade vocal das quatro integrantes com todas as suas particularidades, mas com potencial e controle vocal invejáveis. Cada uma tem o seu momento de brilhar em vários momentos, mostrando também a versatilidades da suas vozes. Apesar do uso do autotune, Jason Derulo também está bem e, o mais importe, existe química entre ele e as meninas. O problema é a produção assinada pelo próprio Jason ao lado de Maegan Cottone (parceiro antigo do grupo) e Sam Ellison: a mistura de R&B com pop para criar uma balada que começa bem, mas que se perde no meio para o final com a inclusão de uma instrumentalização confusa e que quase se tornar irritante. Além disso, a composição flerta perigosamente com o piegas, sendo salva pelo fator carismático do seu refrão. É uma pequena balada, mas o suficiente para mostrar que o Little Mix ainda tem muito mais a mostrar. 
nota: 7