30 de maio de 2019

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Para quem viveu eu uma era pré internet sabe muito bem o quanto era complicado ter noticias sobre o mundo da música, principalmente o de fora do país. Se você não morava em uma capital ou não tinha MTV Brasil em casa ou não tinha dinheiro para importar ou comprar revistas especializadas, a tarefa era praticamente impossível. E, queridos leitores, eu caiu exatamente nessa última categoria. Durante muito tempo, as minhas únicas fontes de conhecimento sobre música foram as parcas na TV aberta e ouvindo rádio e, mesmo assim, ainda não era nada suficiente. Por isso, eu só foi conhecer vários nomes por trás de músicas que eu ouvia na rádio depois de muitos anos. No As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer de hoje irei relembrar uma das dessas canções que, ao menos para mim, ficou como uma música....


29 de maio de 2019

Misto

Blame It On Your Love (feat. Lizzo)
Charli XCX

Ouvir uma canção resulta em uma experiência que gera várias emoções de uma vez só. O problema é, ao menos para mim, quando essas emoções são completamente misturadas entre o positivo e o negativo. É assim que foi a minha reação ao ouvir Blame It On Your Love, parceria da Charli XCX com a Lizzo.

Apesar de ser vendida como um novo single, Blame It On Your Love é, na verdade, um remix/nova versão da décima faixa do mixtape Pop 2 que tinha o sugestivo nome de Track 10. Na minha visão, essa jogada não tem problema nenhum, mas o problema é que a canção perde qualidade nessa nova versão. Blame It On Your Love é um redondinho, mas um pouco apático, electropop/dance-pop que só vai crescer como poderia na sua parte final. Faltou força para que a canção pudesse viver as expectativas. Outro problema é que o poderia ser uma parceria incrível acaba soando desperdiçada devido, principalmente, a participação rápida e rasteira da Lizzo em um verso bem qualquer nota. A sobre da canção é que as duas artistas tem carisma de sobra. E mesmo que a canção fique acima da média no resultado final, Blame It On Your Love poderia ter sido muito mais. E isso é uma decepção.
nota: 7

Uma das Esquecidas

Retrograde
Dinah Jane

Sempre que uma boy/girl band se separa e os seus membros vão tentar a carreira solo acontece um fenômeno quase que obrigatório: enquanto um ou dois se destaquem, os outros são meio que deixados de lado. No Fifth Harmony não poderia ser diferente como demonstra Dinah Jane.

Ainda sem emplacar nenhuma música com nenhum tipo de destaque, Dinah parece perdida sonoramente como fica claro a confusa Retrograde. Apesar de não ser uma canção ruim, o single parece uma compilação de três canções diferente em apenas uma só. Uma mistura mal trabalhada de R&B com hip hop que parece querer soar descolada e, ao mesmo tempo, um homenagem ao um estilo meio dos anos noventa/começo dos dois mil que não chega a lugar nenhum. O pior é Retrograde tem uma letra interessante e madura que é perdida na sonoridade insonsa da canção. E a performance de Dinah também não ajuda com uma performance morna e automática. Dessa maneira, realmente é melhor esquecer desse lançamento e a Dinah tentar novamente.
nota: 6

28 de maio de 2019

Mão Amiga

I Don't Care
Ed Sheeran & Justin Bieber

Quando nomes peso pesados da música se unem para fazer música existe uma sensação, que apesar do lado artístico envolvido, a decisão também está voltada bastante para o lado comercial que pode resultar. Claro, se a parceria ajudar a reacender a carreira de algum dos envolvidos é melhor ainda. É mais ou menos assim que surge I Don't Care, parceria do Ed Sheeran com o Justin Bieber.

I Don't Care é claramente o resultado de uma camaradagem entre os dois artistas que parecem se ajudar mutuamente: abrindo os trabalhos para um novo álbum para Ed e ajudando ao Bieber a voltar para os holofotes da indústria depois de um bom tempo afastado. E isso não tem nada de errado. O problema é que a canção não funciona direito artisticamente, principalmente devido a falta de química entre os dois cantores. I Don't Care parece que alguém juntou duas versões em cada um cantou sozinho para fazer um remix extra oficial e, não, a colaboração conjunta dois cantores. E o mais prejudicado com isso é o Bieber que fica meio ofusca pelo carisma natural de Ed. Só que a canção não só erra nesse quesito, pois a mesma apresenta uma produção sem força ao entregar um morno dance-pop com toques leves de latin pop que soa mais como uma prima pobre de Shape of You. Além disso, a composição é um compilado bem feitinho de "problemas de jovem branco" que não encontra eco em parte do público que não sejam fãs dos dois. De qualquer forma, a ajuda mutua entre os dois cantores deve ser um dos grandes sucessos do ano e isso deve ser resultado suficiente.
nota: 5,5

26 de maio de 2019

Antes Tarde do Que Nunca - Grandes Álbuns Esquecidos

Impossible Princess
Kylie Minogue


O obrigatório álbum experimental da Kylie Minogue é muito mais que o resultado de uma crise existencial ou/e iluminação criativa e, sim, uma confirmação inegável da genialidade de uma das maiores divas pop da história.

22 de maio de 2019

Surpresa Substancial

Gimme
Banks

Apesar de uma carreira bem sólida artisticamente, a Banks nunca entregou uma canção que pudesse fazer o público dizer "uau". Isso mudou com o lançamento da surpreendente Gimme.

A grande surpresa que Gimme proporciona é conseguir ouvir a sonoridade da cantora evoluir sem perder a sua essência inicial. A canção é um afiado e bem explorado electropop com toques generosos de R&B alternativo, art pop e industrial, criando uma canção madura, interessante e com uma atmosfera sombria na medida certa. Acredito que Gimme consegue elevar a personalidade artística da cantora sem precisar fazer uma revolução sonora. Mesmo ainda precisando de tempo para amadurecer ainda mais a sua performance, Banks entrega uma performance a altura da provocativa, sensual e levemente estranha composição. O único problema da canção é que a sua parte final parece se estender mais do que deveria, mas, felizmente, Gimme é a surpresa que estava faltando na carreira da Banks.
nota: 8

O Chefe da Po$&a Toda

Hello Sunshine
Bruce Springsteen


Acredito que a resenha de Born in the U.S.A. tenha dado uma boa imagem sobre o motivo da grandiosidade da presença do Bruce Springsteen para o cancioneiro estadunidense e, por que não, para a indústria fonográfica mundial. Todavia, o intitulado The Boss parece que tem ainda muita lenha para queimar como demonstra na sensacional Hello Sunshine.

Fazendo um aceno para o seu passado, Bruce Springsteen entrega a sua melhor canção em anos. Hello Sunshine é uma robusta, poderosa e madura country rock/rock com uma instrumentalização substancial e complexa, mas que consegue passar toda a tocante quietude que o cantor quer passar na sua genial composição. Conhecido por saber como falar sobre as dores do homem comum, Bruce entrega em Hello Sunshine uma simples, mas avassaladora crônica sobre alguém que viveu a vida toda sozinho e que, depois de muita estrada percorrida, chegou ao um momento em que está precisando de um descanso e, quem sabe, uma boa companhia. Melancólica, emocionante, inspiradora e avassaladora, Hello Sunshine é o tipo de canção que após ser ouvida fica grudada na nossa mente e aos poucos vai se entranhando no nosso interior assim como  a distinta maneira de Bruce cantar como se fosse os murmúrios de um homem casado em um sincero desabafo. E sem muitos alardes, Hello Sunshine se torna favorita em ser uma das melhores canções de 2019. E é por esse motivos e outros que o Bruce Springsteen é o "chefe" da po%&a toda.
nota: 9