14 de janeiro de 2024
13 de janeiro de 2024
Single Do Ano - Votação IV
A penúltima disputa para a escolha do Single do Ano é entre a consolidação da força da SZA em Kill Bill contra o comeback da lendária da Kylie Minogue com Padam Padam. Votem!
A Nova Era de Ariana
yes, and?
Ariana Grande
Com um hiato de mais de três anos, a Ariana Grande está de volta para reentrar na arena pop com uma arma que até não é original, mas é divertida como uma noitada com seus amigos. Essa é a melhor definição da dançante Yes, And?.
Sem medo de mostrar que a canção é influencia do Renaissance da Beyoncé, usando até mesmo o sample de Vogue, Ariana entrega uma requentada, divertida, elegante e fácil de viciar fusão de dance-pop, house e post-disco que tem estampado a sua personalidade de maneira impecável. O grande trunfo de Yes, And? é que a sua produção, assinada pela cantora ao de Max Martin e Ilya Salmanzadeh, cria uma batida que é leve, direta e extremamente comercial, mas que devido a adição da suas influencias não se torna dispensável. É como se fosse uma Break My Soul na sua versão comercial sem ser massificada. A canção não alcança um voo maior devido a sua composição fofa que tem toques de auto ajuda que passa longe da mediocridade sem nunca ser realmente ótima, especialmente o refrão um pouco morno. Além disso, a canção não tem um clímax a altura da sua construção inicial e, por isso, Ariana entrega vocais aveludados que mostram novamente a sua versatilidade que não tem muito a fazer nos momentos que deveriam ser o de explosão plena. De qualquer forma, Yes, And? é um começo bem legal para a nova era da cantora.
nota: 7,5
A Nova Era da J.Lo
Can’t Get Enough
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Se tem alguma coisa que mais faça sentido agora é a Jennifer Lopez lançar uma “continuação” de This Is Me... Then de 2002 intitulado This Is Me... Now já que nos dois a cantora estava em um relacionamento com o Ben Affleck e parte da inspiração vem disso. E pelo single de estreia, Can’t Get Enough, a cantora promete entregar o mesmo nível que o álbum anterior.
Na minha opinião, o álbum de 2002 é o melhor da carreira da cantora por alguns motivos e, sinceramente, tenho um hype até bom para o novo lançamento. Entretanto, Can’t Get Enough aumentou esse nível bastante ao ser realmente uma boa canção. Uma das melhores lançadas pela J.Lo em muito tempo, a canção é uma simpática, divertida, dançante e com personalidade de sobra mistura de pop, dance, R&B e toques de reggae que consegue fazer a gente lembrar da sonoridade do álbum antecessor e, ao mesmo tempo, ser uma brisa de ar fresco. Bem produzida do começo ao fim, o single acerta no uso do sample de I'm Still in Love with You de Ellis que ficou famosa por ser usada como sample na canção de mesmo nome do Sean Paul. Existe esse ar de familiaridade na canção de J.Lo, mas o uso é tão acertado que dá aquele toque especial para a canção. E quem diria que entre os retornos recente, a Jennifer Lopez teria a mais interessantes de todas.
nota: 8
A Nova Era do Lil Nas X
J CHRIST
Lil Nas X
Uma regra de ouro: menos é mais. A nova era do Lil Nas X começou com um exagero de promoção em que o rapper quis a todo custo fazer polemica com a estética religiosa/cristão, mas termina sendo mais exagerado do que passar uma mensagem clara. E nem tenho problema com esse tipo de caminho, mas é que ficou meio desesperado da parte dele. E isso fez a canção J CHRIST ficar em segundo plano.
Apesar de não ser a nível de uma Industry Baby, a canção é um bom momento em que o rapper mostra que é uma força carismática imensa que segura toda a canção apenas no “carão”. Na verdade, J CHRIST poderia facilmente cair no lugar comum, mas é elevada com a presença magnética do Lil Nas X. Sonoramente, o single é o tipo de canção que é boa dentro das suas limitações e que poderia ser bem melhor se tivesse uma produção que pudesse trabalhar melhor as ideias desse pop rap/trap para um nível que saísse do quase lugar comum que cai. Apesar disso, J CHRIST é divertida e tem um clipe que por si só seria suficiente para mostrar a mensagem do Lil Nas X que acabou pecando pelo excesso.
nota: 7
Verde Pastel
One Eyed Bastard
Green Day
Green Day
Sabe aquele tipo de canção que é na teoria é boa, mas na pratica é apenas ok? Então, esse é o perfeito caso de One Eyed Bastard da banda Green Day.
Single do próximo álbum da banda (Saviors), a canção tem todos os elementos básicos que fizeram o Green Day uma das maiores bandas de punk rock, mas tudo é feito apenas na medida certa. Falta substancia para que a canção seja além de boazinha. Por exemplo, a produção One Eyed Bastard tem um refinamento palpável sem nunca, porém, chegar a empolgar com sua batida que exala a sensação de requentado. Bom requentado, mas ainda algo que está a sombra do que poderia ser. O principal problema aqui é a sua clichê composição sobre vingança que até diverte se a gente se deixar levar pela metralhadora de frases de efeitos disparada do começo ao fim. One Eyed Bastard é como se fosse uma canção parodiando o Green Day feita pela própria banda.
nota: 6
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