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13 de julho de 2021

Detalhes

Stop Making This Hurt
Bleachers


Algumas canções nasceram para serem grandes trabalhos, mas um detalhe atrapalha tudo. No caso de Stop Making This Hurt da banda Bleachers é a produção vocal que interfere.

Projeto do onipresente Jack Antonoff, a banda prepara o lançamento de terceiro álbum intitulado Take the Sadness Out of Saturday Night. Depois da ótima Chinatown, a banda acerta quase inteiramente com essa nostálgica e cativante mistura de pop rock, synthpop e uma dose cavalar de anos oitenta. Com uma produção ótima, Stop Making This Hurt tem uma composição que consegue ser descolada e profunda emocionalmente ao estabelecer uma crônica ao relatar as dores da vida cotidiana em tempos de covid que consegue colocar os tempos em que vivemos diretamente sob a luz estética da década de oitenta. O problema para que a canção não se torne ainda melhor é a questionável decisão da produção vocal de aplicar um efeito pesado na voz de Jack, deixando sua performance fria e distante do resto de Stop Making This Hurt. Seria necessária uma produção que natural para que toda a força da canção pudesse realmente ser completa. Uma pena que um detalhe virou essa pedra do caminho para uma canção tão promissora.
nota: 7,5

27 de dezembro de 2020

O Dono da Bola

chinatown (feat. Bruce Springsteen)
Bleachers

Nos últimos anos um pedaço do pop foi moldado por um único homem: Jack Antonoff. Levado ao conhecimento do grande público pelo sucesso da banda Fun., o artista ganhou notoriedade mesmo com as produções para nomes como Lorde, Carly Rae Jepsen, The Chicks, Lana Del Rey e, especialmente, a Taylor Swift. Depois de um hiato trabalhando apenas nos bastidores, Antonoff volta para frente dos microfones sob o pseudônimo de Bleachers com o lançamento da ótima chinatown com a presença ilustre da lenda Bruce Springsteen. 

Ouvir chinatown é perceber as principais características da produção de Antonoff e, ao mesmo tempo, observar o mesmo indo em uma direção diferente do que o público se acostumou a ouvir. Um estilizado, tocante e nada comercial indie rock/pop com leves pitadinhas de americana e country, o single remete ao uma sonoridade dos anos oitenta envernizado pesadamente com o toque já conhecido de Antonoff. Apesar da parte vocal do artista estar fortemente sob efeitos existe uma sutileza e emoção em sua performance que realmente dá vida a composição romântica e em forma de crônica que realmente remete aos trabalhos de Bruce Springsteen. E é nesse momento que chinatown realmente ganha vida, pois o lendário roqueiro ganha um espaço na parte final suficiente para colocar a sua marca e elevar o material de forma natural e extremamente bem vinda. E como o dono da bola, Jack Antonoff pode se dar o luxo de mostrar o seu oficio através da sua própria visão. 
nota: 8