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1 de setembro de 2026

House Família

Motivation
Carly Rae Jepsen


Quarto single lançado de Day and Night, Motivation é a canção mais “fraca” dessa era da Carly Rae Jepsen até o momento. Felizmente, a canção ainda é um trabalho inspirado e curioso.

Uma eurodance com toques de diva/deep house, a canção poderia facilmente ter uma composição de temática clichê e uma batida igualmente previsível, mas Carly entrega uma crônica bonita e afetuosa sobre o poder da família na vida das pessoas. Nas palavras da própria cantora, a composição é sobre qualquer tipo de família que a gente forma ao longo da vida. Esse toque sentimental, partindo de um tema tão específico, contrasta de maneira interessante com a construção da canção à sua volta, causando um ruído que deixa a canção se destacar de maneira única. E isso é algo realmente inspirador.

Todavia, Motivation poderia mergulhar mais na sua inspiração sonora, pois a produção parece meio receosa de se deixar levar e entregar algo mais dinâmico e explosivo. Criativa e inteligente, a canção falta, porém, aquele momento explosivo para arrematar tudo de maneira bem amarrada. Até entendo que, dependendo da maneira que fizesse, isso poderia diminuir o impacto emocional da canção, mas a produção teria total capacidade de encontrar uma saída para isso sem comprometer as outras qualidades da canção.

De qualquer forma, a canção é outro inspirado tijolo nessa era tão inusitada da Carly Rae Jepsen.
nota: 8

11 de agosto de 2026

Disco Carly

Don't Leave Me on the Dance Floor
Carly Rae Jepsen


Continuando a divulgação de Day and Night, a Carly Rae Jepsen lança outro acerto na saborosa Don't Leave Me on the Dance Floor. E a canção já meio que se torna uma das melhores da sua carreira até agora.

Mudando novamente de estilo, a cantora agora navega belissimamente pelas águas da disco em uma elegante, envolvente e deliciosa nu-disco misturada de maneira inteligente com eletrônico, synth-pop, synth funk e dance-pop. A produção cria uma batida realmente especial que entra naquele hall de trabalhos que exalam atemporalidade, mas que está totalmente mergulhado em uma modernidade respeitosa.

Tenho que admitir, porém, que, se o clímax fosse ainda mais apoteótico e grandioso, o resultado final de Don't Leave Me on the Dance Floor ainda seria melhor do que já realmente se tornou. Além da excepcional produção, a canção ainda conta com uma letra simples, eficiente e com uma emoção tangível que se adequa perfeitamente à categoria de “chorar e dançar” na pista, sendo entoada pela sempre competentíssima e versátil presença da Carly.

E assim a Carly vai criando ainda mais hype para um álbum que promete ser um dos pontos altos da segunda metade de 2026.
nota: 8,5

5 de agosto de 2026

O Poder do Refrão

After All
Carly Rae Jepsen


Existem algumas canções que são elevadas simplesmente pelo fato da genialidade de um dos seus componentes. Em After All, single da Carly Rae Jepsen, esse elemento é o espetacular refrão.

Segundo single de Day and Night, a canção é uma produção com o selo de qualidade da cantora, mas aqui mostrando um amadurecimento ainda mais refinado ao entregar uma chic sophisti-pop, cativante e com elementos bem explorados de disco, neo-psychedelia e pop soul. Experimental na medida certa, After All é um trabalho que, apenas por si, já seria um trabalho respeitável, mas, quando entra o refrão, tudo ganha uma nova dinâmica e qualidade.

O refrão quebra qualquer expectativa ao seguir por uma batida completamente diferente do resto da canção, acompanhando também a mudança vocal em que Carly o entoa usando em plenos pulmões o seu falsete, criando um contraste com o resto dos vocais doces, sedosos e contidos. O que poderia fazer de After All um experimento desajambrado termina sendo como a cola que une toda a canção de maneira graciosa e reverberante. Carly sempre entregou muito bons refrões, mas aqui entrega um dos momentos mais inspirados da sua carreira, com uma inteligência criativa aflorada.

Com uma composição elegante, sensual e classuda, Carly entrega uma das canções mais interessantes do ano devido, principalmente, ao toque de gênio do refrão.
nota: 8,5

30 de junho de 2026

A Volta de Uma Querida

On Wires
Carly Rae Jepsen


Depois de um hiato de três anos, a Carly Rae Jepsen está de volta para reclamar o seu devido posto como uma das mais aclamadas artistas pop da sua geração. E o começo dessa nova era é com a interessante On Wires.

Possivelmente uma das canções mais “diferentes” lançadas pela cantora, especialmente como primeiro single, o trabalho pode causar estranheza para aqueles que esperavam uma sonoridade pop mais direta e digestível. Todavia, passando por esse primeiro impacto, On Wires é uma madura, elegante, sensual e inteligente fusão de pop rock com neo-psychedelia que tem um dos instrumentais mais robustos da carreira da cantora, em que a gente não parece nunca saber aonde vai ser levado. E isso ajuda a canção a ganhar uma vibe de estarmos possivelmente vendo uma nova evolução da Carly ou, ao menos, uma experimentação em novos territórios.

Como explicado anteriormente, a canção pode demorar um pouquinho a ser captada quando a gente a escuta pela primeira vez. E isso reflete especialmente no refrão, que não parece ser tão eficiente como a gente deseja. Entretanto, depois de um tempo, a gente vai se acostumando com a proposta de On Wires e vai valorizando mais a mudança sonora do refrão, que cria um contraste bem-vindo com o resto da canção, principalmente na performance da Carly. Dona de uma voz sempre delicada e melódica, a cantora mostra perfeitamente que é capaz de se adequar a outros estilos com bastante facilidade, entregando uma performance poderosa dentro da sua personalidade. E isso é uma qualidade bem rara de se ver atualmente.

On Wires é outro acerto da Carly Rae Jepsen que vai abrindo espaço para o que deve ser outra era de sucesso artístico retumbante.
nota: 8

2 de julho de 2023

Straight Up, Carly!

Shy Boy
Carly Rae Jepsen


Acredito que já está mais do que certo que a Carly Rae Jepsen é uma artista extremamente talentosa, mas apesar disso ainda fico surpreendido com os seus novos lançamentos. Esse é o caso de Shy Boy.

A canção que pode ser o primeiro single do seu próximo álbum ou o primeiro do relançamento The Loneliest Time é uma inteligente, vibrante, criativa e viciante mistura dance-pop/synth-pop que continua a mostrar o domínio da cantora nesse caminho pop nostálgico/modernoso. Dessa vez, porém, Carly parece buscar influência um pouco inusitada: Paula Abdul. Apesar de imenso sucesso nos anos oitenta, a ex jurada do American Idol não é exatamente citada como uma grande influenciadora musicalmente, mas Shy Boy tem essa vibe que parece emoldurar o lado dançante de hits como Straight Up e Opposites Attract. E o resultado é tão inspirado que faz da canção um dos melhores momentos recentes da Carly. Ainda mais com as texturas rítmicas que são adicionadas ao longo da canção e a deliciosa performance de Carly. Posso até vendo coisas onde não deveriam estar, mas o fato é que Shy Boy é outro acerto entre tantos da Carly Rae Jepsen.
nota: 8

12 de março de 2023

Uma Segunda Chance Para: Tonight I'm Getting Over You

Tonight I'm Getting Over You
Carly Rae Jepsen


Algumas canções com o passar do tempo tem a capacidade de melhorar devido a vários fatores. Outras perdem certo brilho quando analisamos com uma visão revisitada. Existem um numero pequeno que anos depois se tornam verdadeiros clássicos e outras que se tornam bombas atômicas. Nessa primeira categoria está a genial Tonight I'm Getting Over You da Carly Rae Jepsen.

Lançada em 2013 como último single do álbum Kiss e ainda na esteira do sucesso de Call Me Maybe, a canção é uma verdadeira cartilha de como fazer uma canção pop realmente marcante, original e de um potencial imenso. Apesar de todos os elementos funcionarem lindamente é na excepcional produção que boa parte da qualidade da canção é depositada. Produzido por Max Martin e Lukas Hilbert, Tonight I'm Getting Over You é uma mistura refinadíssima mistura de electropop, house, europop e toques de synth-pop, mas que se torna especial devido a sua construção.

A mesma começa de maneira contida que quase indica uma canção mid-tempo e aos poucos vai crescendo para uma batida bem marcada e poderosa. Todavia, a produção não a deixa linear e que facilmente deixaria a canção enfadonha, mas, sim, vai continuando a construção do gigantesco clímax final de maneira continua e completamente envolvente. E quando chega esse clímax é como se fosse a queima de fogos na virada do ano na praia de Copacabana. Existia um grande perigo nessa decisão ao fazer Tonight I'm Getting Over You simplesmente um batidão sem sentido. Felizmente, existe um verniz espetacular que apesar da sua batida explosiva a transforma em uma canção de amor genuína. E isso se dá devido também a linda e de quebrar o coração composição sobre a necessidade de Carly de tirar da cabeça alguém que a faz sofrer devido a não se decidir sobre se estão vivendo um romance ou não. A delicada voz da cantora e a sua poderosa performance dá o contraste ideal para Tonight I'm Getting Over You alcançar esse equilíbrio entre a explosão da batida e melancolia da composição. Sinceramente, Tonight I'm Getting Over You vem envelhecendo tão bem aos meus olhos que já é considerada por mim como uma das melhores músicas pop de todos os tempos.
nota: 9,5

6 de dezembro de 2022

Estranhamente Deliciosa

The Loneliest Time (feat. Rufus Wainwright)
Carly Rae Jepsen


Entre todas as canções do seu novo álbum é a que dá nome ao trabalho tem a distinção de ser uma das mais interessantes: The Loneliest Time é estranhamente deliciosa.

Uma mistura refinada, mas cheia de uma personalidade bem distinta, de synth-pop com post-disco que é construída de maneira a ter adições de grandes e pequenas quebras de expectativas. Acredito que a principal é a participação do excêntrico Rufus Wainwright que pode não funcionar para muitos e para outros ser o que faz da canção ser tão especial. Nesse segundo grupo é que me encontro, pois as personalidades conflitantes entre os dois que geram uma química que na teoria na funcionaria e que acaba sendo o ponto alto. Além disso, a ótima produção apresenta um raciocínio sonora que é coeso quando a gente termina de ouvir a canção. E depois de ouvir mais de uma vez, The Loneliest Time se torna extremamente viciante como uma boa canção pop deve ser.
nota: 8

4 de outubro de 2022

Volta aos Trilhos

Talking To Yourself
Carly Rae Jepsen


Depois de um curioso tropeço em Beach House, Carly Rae Jepsen volta aos trilhos com o lançamento da divertida Talking To Yourself.

A canção remota diretamente ao que a cantora entregou no já cult Emotion ao ser uma excelente, divertida, elegante e cheia de personalidade synthpop. Existe quase uma áurea que se torna tão especifica que a Carly adiciona para esse tipo de canção que a mesma pode nem ser exatamente a mais original de todas, mas ainda é de frescor sonoro excitante e viciante. É como reencontrar uma velha amiga e sair para a balada depois de tomar uns drinks tropicais e doces. Esquisito essa imagem, mas é o que sinto ao ouvir a Carly voltar para esse estilo. Talking To Yourself também tem outra qualidade da cantora ao entregar uma composição sentimental, bem escrita e com um refrão extremamente eficiente. Com três single já lançados ainda está difícil dizer como vai ser a experiência de ouvir The Loneliest Time, mas deve ser no mínimo interessante.
nota: 8

9 de agosto de 2022

Uma Boa Ideia Que Não Leve a Nada

Beach House
Carly Rae Jepsen

Desde que deu uma guinada na carreira com o lançamento de Emotion de 2015, a Carly Rae Jepsen sempre vem entregando canções que tem uma finalização muito bem pensada e com uma personalidade definida. Em Beach House, porém, o resultado fica apenas no campo da ótima ideia do que execução.

Produzido por Alex Hope, a canção é uma simpática, leve e divertida dance-pop com inspiração dos anos oitentas que funciona, mas nunca chega a encontrar o seu lugar de verdade devido um verniz massificado que é colocado na sua batida. Faltou inspiração para elevar o resultado final para algo que pudesse ter mais a cara da Carly que conhecemos. Outro problema é a sua duração de apenas de dois minutos e meio que deixa impressão que quando a música iria chegar em algum lugar é interrompida de maneira bruta e seca. A composição é até interessante, especialmente devido a falar sobre os famosos boys lixos de forma ácida e humorada. Entretanto, o vai e vem entre a voz de Carly e as masculinas que representam os boys citados pela cantora é feito de uma maneira que precisaria de mais tempo e profundidade para realmente dar certo. Beach House não é de longe uma canção ruim, mas, sim, uma que a ideia não chega ao seu destino.
nota: 7

10 de maio de 2022

Ensolarou

Western Wind
Carly Rae Jepsen


Depois de se tornar uma diva pop por total direito, a Carly Rae Jepsen se tornou uma artista pop que existe um hype real pelos lançamentos de suas novas canções. Em Western Wind, primeiro single do seu novo álbum ainda sem nome, a cantora faz o seu retorno de maneira surpreendente, mas ainda mostrando que vale a pena esperar pelas suas canções.

Ao contrário do muitos podem pensar, Western Wind não é exatamente a era Solar Power da Carly, mesmo que tenha semelhanças. Enquanto a última era da Lorde não parecia tão natural para a sua persona artista, a canção de Carly combina bem mais com o que a mesma veio entregando até o momento, especialmente devido ao fato de ser uma nova faceta na sua exploração do pop. Uma eletropop/indie pop com uma atmosfera ensolarada, doce, leve e delicada, Western Wind tem uma produção fluida que consegue acrescentar nuances sem fazer a canção soar forçada ou deslocada da sua dona. Em especial, a sua parte final é bastante encorpada e cativante, pois parece a união de todo que dá certo para a canção. Carly entrega uma performance fofa e aveludada, mas que parece um pouco deslocada devido a produção vocal. Entretanto, a composição é um trabalho que realmente cola as pontas soltas devido a sua organicidade com a atmosfera da canção. Agora é esperar o resultado dessa nova era da Carly Rae Jepsen que começa de maneira no mínimo interessante.
nota: 7,5


1 de março de 2020

Sassy Carly

Let's Be Friends
Carly Rae Jepsen

É louvável que, apesar de desempenho comercial ruim, a Carly Rae Jepsen continua a fazer pop de qualidade e, principalmente, com a sua marca bem definida. E é por isso que dá uma estranhada ouvir Let's Be Friends.

Normalmente, a cantora entrega uma canção que transita entre o fofo e o romântico de forma madura e inteligente, mas Let's Be Friends é quase uma anti canção romântica ao ser sobre dar um pê na bunda em alguém depois de realizar que a pessoa é meio idiota. Divertida e irônica, a canção também muda a sua estética para uma sonoridade pop parecida com ouvida no começo dos anos dois mil por artistas teen. O resultado é bem legal, apesar de não alcançar a mesma força que os trabalhos anteriores da cantora conseguiram. De qualquer forma, é bom ver essa versão "safadinha" da Carly.
nota: 7

20 de maio de 2019

Disco Carly

Julien
Carly Rae Jepsen

Dentro do hall de nicknames do panteão do pop não existe ninguém melhor para ser chamada de "cristal do pop" do que a Carly Rae Jepsen. A cada nova canção lançada da canadense, o público é presenteado com uma nova pérola pop como é caso de Julien.

Julien é uma deliciosa e envolvente electro-disco/dance-pop que parece ser uma regravação modernosa de alguma canção "desconhecida" da era disco. E isso não é um defeito, pois apenas mostra que Carly acertou em cheio na produção ao conseguir essa atmosfera de vintage e moderno ao mesmo tempo sem soar datada ou pretensiosa. Além disso, Julien pode ser considerada uma ótima canção para "dançar e chorar" assim como os trabalhos da Robyn, pois a sua composição fala sobre a sua saudade de um affair com o tal do Julien que poderia ter resultado em algo maior caso a mesma tivesse deixado se levar pelo momento. Romântica, melancólica na medida certa e com um refrão perfeito, a canção ainda tem nos delicados e melódicos vocais de Carly a cantora perfeita para poder entregar essa pérola pop. Mesmo que a canção não faça o requisito de ser um sucesso comercial, Carly continua sendo uma das poucas cantoras pop dentro do mainstream que ainda gera excitação para os seus novos lançamentos.
nota: 8

17 de março de 2019

2 Por 1 - Carly Rae Jepsen

Now That I Found You
No Drug like Me
Carly Rae Jepsen

Se 2018 foi um péssimo ano para as artistas femininas em relação ao lado comercial, 2019 parece que vai ganhando contornos bem melhores E, melhor ainda, parece que a qualidade dos lançamentos feitos por cantoras está só aumentando como prova o lançamento duplo da Carly Rae Jepsen.

Provavelmente parte do seu próximo álbum, Now That I Found You e No Drug like Me deixam claro que a cantora irá continuar a apostar acertadamente na sonoridade que ajuda a fazer de E•MO•TION uma pequena joia pop: electropop com fortíssima influência dos anos '80. E é bem fácil observar essa característica ao perceber que Now That I Found You poderia muito bem ter sido lançada por algum nome da época como, por exemplo, Tiffany ou Debbie Gibson. Eletrizante do começo ao fim, mas com doses cavalares de romantismo, Now That I Found You é de um refinamento sonoro exemplar, mesmo que não tenha a mesma força que outros trabalhos da cantora. Na verdade, a canção é inferior a sua "companheira" de lançamento, pois No Drug like Me é uma inspirada e envolvente mid-tempo electropop que consegue emoldurar perfeitamente a vibe dos anos oitenta sem esquecer o toque de modernidade. Elegante e com uma batida deliciosa, a canção ajuda a mostrar a qualidade lírica de Carly, pois o público fica diante de uma canção pop que saber ter profundidade sem perder a estética. E como a cereja em cima do bolo, a cantora entrega performances vibrantes e com uma personalidade carismática que se casam perfeitamente com as canções. Que 2019 continue nessa mesma toada.
notas
Now That I Found You: 7
No Drug like Me: 7,5

10 de novembro de 2018

Emoções Mistas

Party For One
Carly Rae Jepsen

Depois de conquistar os píncaros do sucesso comercial com o hit chiclete Call Me Maybe para só depois conquista quase unanimemente a critica, inclusive o blogueiro que vos fala, com o álbum E•MO•TION, a canadense Carly Rae Jepsen está finalmente de volta com o primeiro single do seu terceiro álbum, a legal Party For One.

Party For One é uma synth-pop que fica no meio do caminho entre o pop elegante e oitentista de E•MO•TION e o pop chiclete comercial do começo da carreira dela. Isso não é uma coisa ruim, mas também passa longe do ideal e do patamar que a cantora vem apresentando como é o caso da sensacional Cut to the Feeling. Faltou algo mais excitante ou mesmo quebra de expectativas na estrutura/sonoridade de Party For One para a cantora começar essa nova fase totalmente com o pé direito. De qualquer forma, a canção tem o seu charme com a lindinha performance vocal de Carly e sua bem escrita composição sobre dor de cotovelo. Longe de ser o melhor começo de uma nova era, Party For One mostra que a Carly Rae Jepsen ainda tem algo de excitante para mostrar.
nota: 7


2 de junho de 2017

Uma Explosão '80

Cut to the Feeling
Carly Rae Jepsen


Enquanto várias das grandes divas pop estão batendo cabeças em busca de encontrar o seu caminho em 2017, a Carly Rae Jepsen vai lá, meio que na calada da noite, e lança a melhor canção pop feminina do ano: o irresistível  Cut to the Feeling.

Composta originalmente para fazer parte de E•MO•TIONCut to the Feeling tem claramente uma fortíssima influência na musicalidade dos anos oitenta. E assim como um bom vinho, a influência na sonoridade de Carly apenas melhorou ao ser refinada em uma canção synthpop que tão gostosa, nostálgica e perfeitamente pop que mais parece algum trabalho de um nome que realmente fez esse tipo de canção naquela década. Todavia, a produção é esperta o suficiente para envernizar Cut to the Feeling com uma tinta criativa que mantém a canção relevante com um instrumental poderoso e marcante. Além disso, Carly entrega uma performance cheia personalidade, mostrando que está cada vez mais entendendo a voz que tem e sabendo tirar o melhor dela. Divertida do começo ao fim, Cut to the Feeling é a canção que deveria estar em primeiro lugar nas paradas atualmente, mas, pelo menos, será lembrado como aquela canção que ajudou a salvar o pop em 2017.
nota: 8

26 de dezembro de 2015

A Grandeza no Flop

Run Away with Me
Carly Rae Jepsen

Se Carly Rae Jepsen não alcançou nenhum décimo do sucesso de Call Me Maybe, ao menos a cantora pode se orgulhar de receber as melhores criticas dentro do mundo pop com o lançamento E•MO•TION. Uma das responsáveis por foi a faixa Run Away with Me.

Um completo flop comercial, Run Away with Me é uma verdadeira pérola pop. Épica e, ao mesmo tempo, divertida e despretensiosa, a canção tem uma atmosfera anos oitenta que exala uma nostalgia pura sem precisar ser melancólica. A ótima instrumentalização de Run Away with Me é o grande diferencial da canção, pois mostra que pop pode ter profundidade mesmo se utilizando de sintetizadores e base eletrônica. Além disso, o uso do sax ao longo da canção é um grande acerto para  dar uma vibe orgânica e ainda mais "oitentista". A composição tem aquele apelo realmente pop do começo ao fim que rende momentos inspirados como é o caso do sensacional refrão. Mesmo não tendo uma voz potente, Carly consegue dar contar do recado ao se modelar perfeitamente com a atmosfera da canção, utilizando as suas qualidades próprias. Um pequeno clássico pop que não terá o sucesso que merece.
nota: 8

13 de abril de 2015

1989

All That
Carly Rae Jepsen

Não foi dessa vez que Carly Rae Jepsen recuperou o sucesso de vendas com I Really Like You, mas pelo menos ela deu um passo surpreendente no caminho do sucesso de critica ao divulgar a ótima balada All That.

A canção tem como produtor Ariel Rechtshaid, o mesmo de Can't Deny My Love do Brandon Flowers, e por isso já se pode esperar uma fortíssima influência da música dos anos oitenta. All That emoldura de maneira cativante as baladas pop que dominaram as rádios como é o caso de Time After Time da Cyndi Lauper. Usando sintetizadores para a construção do arranjo ajudando a criar um clima nostálgico de trilha sonora para bailes em filmes do John Hughes fazendo de All That uma inusitada mudança na sonoridade de Carly sem precisar sair do seu nicho. A cantora também está em um ótimo momento vocal ao conseguir extrair o melhor da sua voz sabendo encaixar a sua delicada voz na atmosfera da canção de maneira perfeita. A canção perder brilho na superficialidade da sua composição, mas que é um trabalho bem feitinho e que exala uma especie de magnetismo de tão "inocente". Um acerto inesperado, mas muito bem vindo.
nota: 8

9 de março de 2015

Um Sucesso, Talvez

I Really Like You
Carly Rae Jepsen


Dona de uma das músicas de maior sucesso da era digital, Carly Rae Jepsen entrou para a seleta lista de "one-hit wonders" que tem nomes como Vanilla Ice, Los Del Rio, Billy Ray Cyrus e muitos outros. Porém, a cantora parece que não vai se conformar com esse honorável título com o lançamento do single I Really Like You.

Primeiro single do seu próximo álbum, I Really Like You tem como vantagem sobre Call Me Maybe o fato de ser uma canção melhor, mas tem a desvantagem de ser uma versão quase genérica de Teenage Dream da Katy Perry. Está tudo lá: o pop teen dance romântico, a letra fofinha com toque apimentado e os vocais inocentes e com áurea "dreamy". Porém, apesar de soar requentado, I Really Like You funciona bem exalando um carisma vindo da performance de Carly e da produção corretinha.   Agora é esperar para ver se rola um sucesso. Talvez, né?
nota: 7

22 de abril de 2013

Todos Temos Nossos Paraísos

Tonight I’m Getting Over You
Carly Rae Jepsen

Não, a canadense Carly Rae Jepsen não é a melhor artista que surgiu nos últimos tempos.
Não tem "a" voz. Não tem "o" talento. Ainda é uma cantora de "one hit wonder". Só que ela conseguiu ser dona de uma das canções pop mais interessantes lançadas recentemente. Estou falanda da canção Tonight I’m Getting Over You.

A premissa é simples: uma canção de rompimento com uma visão quase juvenil demais. Só que o grande diferencial de Tonight I’m Getting Over You é a incrível produção que combina a doçura de Carly com uma sonoridade mais forte e moderninha. Só que tudo poderia desandar para uma farofa teen chata, mas os produtores Max Martin e Lukas Hilbert conseguem refinar a música extraindo o melhor do potencial da ótima concepção. Uma outra característica importante é que a jovem, além de ter uma produção vocal perfeita, faz uma performance imbatível sabendo como utilizar sua voz sem exagerar ou deixar momentos "falhos". A melhor parte é que ela toma a música para ela a transformando em uma música que só ela "pode cantar". A letra é bobinha só que funciona tão bem que até deixo passar. Por um mundo com mais Tonight I’m Getting Over You e menos Call Me Maybe. Seria um paraíso diferente, mas ainda um bom lugar.
nota: 8