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1 de março de 2026

Um Pouquinho 2

DISNEY PRINCESS
Melanie Martinez


Depois de entregar novamente uma canção bem abaixo da média, a Melanie Martinez traz uma surpresa em DISNEY PRINCESS: uma canção mediana.

A melhora é pequena, mas suficiente para que a faixa fique acima da média da própria cantora. E o grande motivo é que a produção tem mais substância do que o esperado, sendo um pop rock/alt pop seguro que, com interessantes traços de pop punk e breakbeat, consegue apresentar uma sonoridade realmente com alguma personalidade.

Mesmo que a combinação não seja original e já tenha sido feita por outros artistas de maneira mais interessante, DISNEY PRINCESS é um trabalho que consegue tirar leite de pedra graças à sua instrumentalização. A outra surpresa é que Melanie entrega uma performance boa, especialmente porque a produção vocal combina bem com a atmosfera proposta pela faixa, criando um bom amálgama entre esses dois pontos. O que de fato atrapalha a canção é, novamente, sua composição vazia e irritante, mesmo tocando em uma temática espinhosa, que é o peso da fama para quem entra na indústria ainda muito jovem. Falta, porém, uma maturidade estética que possa lapidar toda essa sensação de pretensiosidade que habita profundamente a lírica da artista.

É uma melhora? Sim. Pequena, mas é algo. Isso não muda muito a minha visão sobre a Melanie Martinez, de qualquer forma.
nota: 6

8 de fevereiro de 2026

Vazio

POSSESSION
Melanie Martinez


Algumas canções são, teoricamente, grandes e profundos trabalhos, mas que, na prática, são um completo nada. Esse é o caso de POSSESSION.

Single do novo álbum de Melanie Martinez, intitulado Hades, a canção funciona como uma crônica sobre um relacionamento tóxico, partindo da visão da vítima que ainda não conseguiu sair completamente dessa situação. A composição constrói imagens fortes, mas elas não causam o impacto esperado por conta da forma como são escritas. Tudo soa excessivamente pretensioso, sem nunca alcançar o clímax emocional que uma canção com essa temática deveria ter.

Todavia, o maior problema de POSSESSION está em sua produção vazia. Seguindo um caminho entre o alt-pop e o indie pop, a faixa entrega uma batida monótona, sem inspiração, totalmente sem força, massificada e quase irritante. É o tipo de canção que quer desesperadamente ser mais profunda do que realmente é, criando um abismo sonoro entre a intenção e o que de fato é entregue. Se não se levasse tão a sério, a música poderia ter muito mais efeito em relação à sua mensagem.

Como ponto menos negativo, Martinez apresenta uma performance madura e sólida que, dentro de suas limitações vocais, combina bem com a atmosfera da canção. Ainda assim, a presença de uma vocalista mais interessante poderia conferir alguma personalidade ao vazio que é POSSESSION.
nota: 5

19 de março de 2023

Pretenciosidade

DEATH
Melanie Martinez

Nunca entendi muito bem o hype por trás da carreira da Melanie Martinez, mas com o lançamento de Death continuo a não ter a menor ideia já que a canção é péssima.

O principalmente fator para o single que abre os trabalhos do álbum Portals é a sua pretensiosidade exacerbada. Death é uma tentativa de evolução sonora da cantora adicionando uma camada pesada de hyperpop/alt-pop para o indie pop ouvido anteriormente que termina sendo uma bigorna que afunda de vez. Existe essa noção da produção de estar fazendo algo genial e original, sendo que a verdade a canção é colcha bem mal costurada de coisas que já foram feitas infinitamente melhor como, por exemplo, a Aurora. O que é o prego no caixão de Death é a sua cafona, clichê, sem originalidade e rasa composição que fala sobre voltar depois de sofrer, parecendo que o retorno de Melanie é a coisa mais importante do mundo. Acredito que para quem é fã possa até ser, mas Death é só a comprovação que Melanie Martinez não faz sentido para mim.
nota: 4