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23 de janeiro de 2022

Muse Dragons

Won't Stand Down
Muse


Apesar de ter ouvido algumas coisas do Muse já faz um bom tempo que não escutava nada novo da banda. E por isso que estou surpreso de ouvir a Won't Stand Down, pois parece que a banda se tornou uma versão do Imagine Dragons.

Apesar de bem produzido, a canção é um poço de falta de criatividade que mistura hard rock, eletrônico e metal em uma canção que já foi feita e ouvida uma centena de vezes. Claro, essa junção não é novidade nenhuma, mas recentemente é mais comum vem sendo feito pelo Imagine Dragons. E o Muse não adiciona nenhuma dose de personalidade para transformar Won't Stand Down em um trabalho original que pegue as bases dessa sonoridade massificada e der um banho de brilho. O pior, porém, é a composição completamente clichê e verborrágica que não chega a ser uma vergonha alheia, mas passa muito longe de ter qualquer traço de originalidade. Pode até ser apenas uma canção, mas ouvir a nova do Muse é como estar vendo uma variante de um universo paralelo.
nota: 6

18 de maio de 2013

Para James Bond Ver

Supremacy
Muse

Dizem por aí que o Muse fez a canção Supremacy como teste para ser tema do último filme do James
Bond, mas tinha uma Adele no meio do caminho. A escolha deu mais do que certo, mas banda não descartou a canção incluído-a no álbum The 2nd Law e lançando como quarto single do mesmo.

Supremacy, mesmo que os boatos sejam falsos, tem a cara de uma canção tema do espião britânico com um arranjo grandioso e dramático. Claro, coisa fácil para grupo que consegue realizar um trabalho excepcional que mesmo com toques que remetem à antigas canções dos filmes de Bond (ouça no finalzinho a partir de 4:45) conseguem se manter fiel a sua sonoridade. Matt Bellamy faz mais uma performance competente enquanto a composição poderia ter rendendo mais, apesar de coberta de significado. Assim com um bom tema de Bond. James Bond.
nota: 8

19 de novembro de 2012

Uma Banda. Vários Estilos. Uma Música.

Madness
Muse


A mistura é até fácil: misture uma banda vários estilos e você pode ter uma música como Madness, segundo single de The 2nd Law.

Para criar Madness o Muse pegou synthpop, rock progressivo, insdustrial, pop, rock eletrônico misturou tudo com influência da banda Queen, George Michael, Depeche Mode com pitadas de R&B e a fez a canção uma balada striped down. Sentiu? Mesmo com essa profusão de tudo isso, Madness funciona devido ao seu elegante arranjo, os vocais estilos e a composição inspirada e longe dos temas recorrentes do álbum. Só uma critica: queria ver o Muse fazer música boa usando axé e sertanejo universitário em vez de estilos consagrados. Só que não, né?
nota: 8

22 de julho de 2010

3 Por 1-Temas

Nothing
Janet Jackson

Neutron Star Collision (Love Is Forever)

Muse

Wavin' Flag (The Celebration Mix)

K'naan


O que essa três músicas de artistas tão diferentes tem em comum?Todas são temas.Seja do filme que não vai passar nos cinemas daqui,seja a do filme que nunca deveria ver a luz do sol ou da Copa do Mundo,as três marcam musicalmente esses momentos.
Para quem não sabia a irmã mais nova do falecido Michael Jackson,Janet Jackson também é atriz e já tem algum tempo.Esse ano ela protagonizou o filme Why Did I Get Married Too? que é uma continuação de outro filme que ela fez.As filmagens tiveram que dar uma parada depois da morte do irmão,mas ela conseguiu terminar e ainda fez a música tema do filme intitulada Nothing.
O single é R&B tão suave que mais parece uma canção de ninar.Apesar da estranheza num primeiro momento,Nothing desce tranquila e deixa uma sensação boa mesmo que parecendo que faltou algo.O grande elogio aqui fica para a ótima utilização da doce,singela e calma voz de Jante que nenhum momento precisa aumentar ou mudar de tom para acompanhar o igualmente doce arranjo que só erra em não dar um pouco mais de personalidade na sua elaboração.A letra remete ao tema do "vamos conversar a relação" de forma digna.Assim não é o melhor tema de um filme,mas se sai com um B-.
Ganhando o prêmio de tema mais estranho do ano está a música Neutron Star Collision (Love Is Forever) do Muse para a terceira parte da saga Crepúsculo:Eclipse(ou como eu chamo aquela que não foi,não é e nunca será True Blood ou nem chegar a ser um filme de vampiro que presta,desculpa se tem alguém que curte).
A grande estranheza vai para a participação do Muse fazendo a música tema.Tipo ou eles ganharam muito ou eles estão com muita vontade de aumentar o público juvenil ou os dois.Apesar da música já está escrita antes pelo vocalista Matthew Bellamy,ficou tudo muito esquisito.A letra mistura momentos brilhantes,momentos péssimos e momentos vergonhosos.É isso tudo dentro do mesmo verso,saca só:

Eu estava procurando
Você estava em uma missão
Depois nossos corações combinaram
Como uma colisão de estrelas de nêutrons

Legenda
:
Momento Péssimo
Momento Vergonhoso

Momento Brilhante

E assim segue pelo resto da música.Nada melhora no arranjo.Começa sério e lento num bom momento ao fundo de um piano clássico e vai até aos poucos até chegar num ridículo galopar de bateria de corar as bochechas acompanhado pelo igual instável vocal de Matthew Bellamy que vai do sofrível sentimental até o histérico desesperado.Assim de uma maneira geral eu até entendo vender a alma para o diabo,mas vender para um vampiro emo cor de leite azedo é de chorar.

Mesmo não sendo o tema oficial da Copa do Mundo,a música Wavin' Flag do rapper sensação do ano K'naan foi a mais ouvida em torno do mundo.O motivo:ela foi escolhida como o tema da campanha da Coca Cola.E com comercias a cada três minutos é claro que ela iria virar hit.Mas é claro que ela tem seus méritos.
Wavin' Flag(a versão aqui analisada é a da Coca Cola The Celebration Mix) é uma música animada que não precisa abusar da "sonoridade africana" para passar sua bela e verdadeira mensagem.Mesmo parecendo em certos momentos tema para comercial de refrigerante,a letra invoca o que a de melhor na pessoas com frases curtes e de impacto e sem ser piegas.A voz de presença de K'naan dá o toque mais regional(o sotaque dele) e ao mesmo tempo internacional(pela letra ser em inglês)que a música precisa.Porém o grande mérito da música é o arranjo que com sua batida e suas texturas com tambores,palmas e Oh, oh, oh, oh, oh dá a vontade de levantar e cantar com ele e celebrar.E para não falar que esse blog não tem cultura um fato curioso:vocês sabiam que quem criou a imagem do Papai Noel de roupa vermelha,velhinho com barba e cabelos brancos foi a Coca Cola com uma campanha que data do começo do século passado?.Informação inútil e sem nexo com todo o post.Melhor forma de terminar sem precisar criar uma frase de impacto.

nota
Nothing:7
Neutron Star Collision (Love Is Forever):3
Wavin' Flag (The Celebration Mix):7,5

29 de maio de 2010

Um Musicão(Literalmente)

Exogenesis: Symphony
Muse


Antes de meio que assinarem um pacto com o diabo ao fazer parte da trilha sonora da saga Crepúsculo e se torna o novo queridinho do pseudo-underground fãs adolescentes histéricos/góticos,a banda lançou seu último single como a banda cult não-comercial que era.Não é exatamente um single.Explico:Exogenesis: Symphony é uma "música" composta de três partes numa espécie de trilogia musical que foi disponibilizada nos site deles para a venda.Num total de quase 13 minutos,ela é dividida em Overture,Cross-Pollination e Redemption.

Overture

Antes de qualquer é bom deixar claro que a "música" é mais um trabalho instrumental do que de voz e letra,apesar de ter os dois últimos.Com uma grande introdução a base de violoncelos,Overture é fascinante.Uma espécie de encontro de trilha sonora de ficção cientifica classe A com ópera.E não seria má ideia utiliza em um filme.Os vocais é no estilo cantor de opera e há uma simples mais poderosa letra que não dá para entender muito bem.

Cross-Pollination

Começando com um piano poderoso,a segunda parte aumenta um pouco o ritmo no meio da sua duração o que perde um pouco o clima,mas que não a deixa ruim.Aqui a voz de Matthew Bellamy é melhor entendida e mostra delicadeza e força ao mesmo tempo.Ao poucos a letra vai contando uma história e aqui ela é a melhor lembrando um pouco grande músicas rock dos anos '70.Ao final,ela volta a cadencia do inicio e termina lindamente.

Redemption


A melhor e mais enigmática das três.Há uma tristeza,melancolia nos acordes do piano que aos poucos se torna uma raiva explosiva e quase cega na parte mais forte dela.Redemption me lembra,fazendo uma comparação com cinema novamente,o final da saga dos Senhor do Anéis.O fim de uma era,um fim de uma jornada,uma batalha vencida devido a custa de milhares de vidas.Quase poética.Quase divina.Quase acima do bem é do mal.

Decididamente o Muse pode tentar atrair um público mais jovem e consumidor,o que não é ruim.Mas eles vão continuar sendo o Muse
nota
Overture:8
Cross-Pollination:7,5
Redemption:9

19 de fevereiro de 2010

Estranhamente Divertido


Undisclosed Desires
Muse


Existem algumas músicas que a gente em uma primeira ouvida,não dá nada para ela.Mas com cuidado e paciência,você descobre que ali se esconde uma grande música.Assim é Undisclosed Desires,segundo single do elogiado álbum The Resistence da banda Muse.
A música tem uma vibe estranha mas que conquista com sua batida rock progressivo/eletrônico/R&B(!?!?) com certo ar soturno e meio dark.A letra mostra o poder de uma boa letra:sem precisar de grandes truques e de forma adulta fala sobre um relacionamento em crise.O vocal de Matthew Bellamy(também autor da música)encontram o equilíbrio certo entre as partes mais calmas como as partes com efeitos eletrônicos.Além disso tudo,tem um clipe muito maneiro.É estranho.É bom.Isso é o que importa.
bota:8
Veja aqui o vídeo:

16 de setembro de 2009

A Parede Ainda Está de Pé

Uprising
Muse


O rock ainda vive.Não esse rock feito por Jonas Brothers e Nx Zero,se isso podemos chamar de rock.Me refiro ao verdadeiro rock.O rock que nosso pais ouviam.Mas ainda existe esperança.Vejamos o grupo inglês Muse.
A banda que fez seu primeiro show nos Estados Unidos no VMA de domingo com o single Uprising.A canção é uma poderosa canção de rock progressivo com letra acida e com uma critica afiada a sociedade moderna.Além de contar com o estilo e bem feito arranjo linear e com os bons vocais,um pouco automáticos,mas correto do vocalista Matthew Bellamy.Aquele parede construída pelo Pìnk Floyd a trinta anos ainda resiste,abalada,mas de pé.
nota:8