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3 de fevereiro de 2023

Novos Ares

TRUSTFALL
Pink

Depois do flop inesperado do single Never Gonna Not Dance Again, a P!nk aposta em Trustfall como single do seu novo álbum que marca uma mudança significativa na sua sonoridade.

Saindo do seu já conhecido pop rock, a produção aposta em uma clean, elegante e bem construído synth-pop/electropop com toques de EDM que funciona melhor que o esperado. Acredito que a principal qualidade da produção é não fazer a canção partir para uma farofada ao adicionar um batidão em algum momento da canção, mas, sim, manter o arranjo compacto e buscando um toque quase de delicadeza na construção da batida. Não é exatamente algo inovador, pois canções como Into You da Ariana Grande e Tonight I'm Getting Over You da Carly Rae Jepsen apresentam até com melhores resultado. Entretanto, ouvir essa característica em uma canção da P!nk é algo realmente bem vindo. A composição de Trustfall tem a marca da cantora, mas poderia sair de lugares comuns que a mesma sempre volta de tempos em tempos. De qualquer forma, a canção dá um novo ar para uma era da artista que não tem qualquer hype levantado até o momento.
nota 7,5

4 de novembro de 2022

Rosa Pastel

Never Gonna Not Dance Again
Pink

Acredito que não seja novidade para quem acompanha o blog há mais tempo saber que gosto da P!nk desde o começo da sua carreira e mesmo quando a mesma tropeçou sempre encontrei motivos para elogiar os seus trabalhos. E quando a mesma anunciou a troca de gravadoras fiquei realmente entusiasmado para o seu recomeço. Com o lançamento de Never Gonna Not Dance Again, a cantora mostra que entrou em uma nova fase, mas o hype para mim está um pouco abaixo do esperado.

Primeiro single do seu próximo álbum, a canção é uma simpática, fofa e um pouco atrasada disco/pop/dance-pop que não chega a alcançar voo, mas também passa longe de ser um desastre. Lançando a canção com essa pegada agora, a P!nk parece aquela convidada que chega as duas da manha em uma festa que começou as oito da noite. Apesar disso, Never Gonna Not Dance Again que tem a produção de Shellback e Max Martin é gostosa de se ouvir devido a sua carismática batida e algumas decisões que quebram algumas expectativas como, por exemplo, o seu final com toques de gospel. A composição sobre literalmente sobre “dançar como se não houvesse amanhã” é bem intencionada e tens bons momentos, especialmente a citação a Whitney Houston. Entretanto, o refrão que deveria ser o momento de explosão da canção é apenas morninho. A performance sempre com a sua personalidade impressa em todos os instantes é que cola a canção de forma satisfatória. Primeiro single mais fraco da carreira, a P!nk ainda tem credito suficiente comigo para esse ser apenas um leve tropeço e ainda vir com grandes músicas.
nota: 7

20 de maio de 2021

A Velha e Boa P!nk

All I Know So Far
Pink

Muitos podem criticar a P!nk de ter a sua carreira estagnada sonoramente, pois as suas canções parecem ter uma mesmo caimento igual a aquelas que a mesma faz desde I'm Not Dead de 2006. E isso é uma verdade que não tenho como muito questionar. O que posso afirmar, porém, é que quando a cantora acerta de verdade, o resultado é algo como o single All I Know So Far.

Retirado da compilação All I Know So Far: Setlist que serve de trilha para o documentário da sua vida intitulado Pink: All I Know So Far, a canção funciona devido principalmente ao fato de não ter medo de construir toda uma atmosfera com começo, meio e fim. Com um pouco mais de quatro minutos e meio, All I Know So Far é o tipo de pop contemporâneo que a cantora sabe fazer melhor, mas aqui ganha a adição de toques de country/folk que dá certa personalidade para o resultado final. Sem mostrar nada de novo, a cantora aposta na sua melhor qualidade: a capacidade de emocionar. Usando a sua poderosa voz de maneira a dar vida a composição sobre o que aprendeu na vida e os ensinamentos que quer passar para os seus filhos, P!nk leva o público em uma viagem nostálgica por toda uma das carreias mais bem sucedidas do pop. E essa sensação fica ainda mais evidente depois de ver o incrível clipe que até tem a divina Cher. Podem até achar o mais no mesmo, mas nunca que a cantora não entrega qualidade.
nota: 7,5

5 de maio de 2021

Dois Gigantes Para Pouca Terra

Anywhere Away From Here
Rag'n'Bone Man & P!nk


Devo admitir que tenho uma queda por grandes vozes, especialmente quando as mesmas estão dispostas em canções feitas para deixar em evidência a potência, o timbre e/ou a técnica vocal. Em Anywhere Away From Here, parceria do britânico Rag'n'Bone Man com a P!nk, surge a perfeita oportunidade para um deleite vocal, mas parece não existir espaço para alcançar tal feito.

Uma balada a base piano tradicional, Anywhere Away From Here se sustenta devido as poderosas vozes dos envolvidos. De um lado o timbre de trovão de Rag'n'Bone, conhecido pelo sucesso de Human. Do outro lado, a graciosa e sempre poderosa voz da P!nk que já demostrou tem alguns anos o seu imenso talento. E a também existe a química da união das vozes que desce igual um aveludado gole de vinho tinto. Entretanto, a canção não dá suporte na mesma altura para que ambos possam subir um degrau e entregar performances realmente avassaladoras. Esse problema vem da produção que entrega uma atmosfera muito contida, esquecendo que a comovente composição sobre se sentir sobrecarregado com as coisas que nos cercam poderia muito bem explodir em algo bem emocionante. Mesmo que o resultado de Anywhere Away From Here seja positivo devido a qualidade dos dois cantores é uma pena que não temos o encontro digno dos envolvidos e as suas grandiosas vozes.
nota: 7

3 de março de 2019

Um Alento

Walk Me Home
P!nk

Durante toda a sua carreira, a P!nk sempre entregou canções que de alguma forma falavam de sentimentos e emoções bem mais profundas que o normal para o mundo pop. As dificuldades em se manter sóbrio (Sober). A decepção de perder alguém que se ama (Who Knew). As lutas de uma jovem em busca de seu lugar no mundo (Don't Let Me Get Me). Os altos e baixos de um relacionamento (Try). E até mesmo a luta por uma sociedade mais junta (What About Us). Como primeiro single do seu próximo álbum, a cantora resolveu presentear o seu público com um tocante alento em forma de música.

Walk Me Home não foge de mostrar emoção sincera e, por vezes, desconcertante que a P!nk sempre primou nas suas canções, mas dessa vez o foco é diferente já que a canção quer passar a mensagem que ás vezes é bom fugir um pouco dos problemas. Se as canções citadas tinham uma sensação que a cantora estava enfrentando os seus problemas, Walk Me Home mostra que a mesma não tem medo de querer se abrigar no ombro de quem se ama e tentar abafar dos "ruídos" do mundo em que vivemos. Uma mudança e tanto, mas que não impede da cantora entregar uma composição madura e com um senso pop exemplar devido ao seu ótimo refrão. Sonoramente, Walk Me Home mostra que a cantora conseguiu dominar o seu próprio estilo de pop com toque de pop rock, mesmo que não seja o melhor da sua carreira. De qualquer forma, Walk Me Home é o tipo de presente que a cantora sempre sabe entregar para o público como poucos são capazes atualmente. 
nota: 7,5

27 de dezembro de 2017

É Bom, Mas Não é, Assim, Uma P!nk

Beautiful Trauma
P!nk

Lançado como single oficial do seu sétimo álbum da carreira, a canção que nome ao mesmo é o melhore exemplo do que o trabalho da P!nk acertou e errou: Beautiful Trauma é uma boa canção, mas está bem longe do parâmetro de qualidade que a cantora já nos presenteou.

Produzido por Jack Antonoff, Beautiful Trauma é divertido, carismático, irônico e cheio de personalidade pop rock que tem todas as características de uma canção da P!nk. Tudo parece estar no lugar certo e, novamente, a cantora está afiadíssima ao narrar um relacionamento, digamos, conturbado, mas que foi possível acertar os ponteiros no final. Apesar disso, a canção parece ter aquela sensação de que já ouvimos exatamente o mesmo algum tempo atrás com resultado bem edificante e elevado. Repito: não é ruim, pois passa bem longe disso. O que acontece é que Beautiful Trauma (álbum e canção) é basicamente um trabalho menor da P!nk.
nota: 7,5

16 de agosto de 2017

A Força Rosa

What About Us
Pink

Com a publicação dessa resenha será a vigésima vez que o blog ao longo desses nove anos que a Pink tem uma das suas canções resenhadas, tirando álbuns e especiais. E novamente a cantora não decepciona e mostra ser realmente um dos melhores nomes da música pop de todos os tempos com o lançamento da canção que tem tudo para salvar o pop em 2017: a genial What About Us.

A primeira grande qualidade da canção é que a mesma quebra o estilo de músicas escolhidas como primeiro single dos álbuns da cantora. Abrindo os trabalhos para Beautiful Trauma, What About Us foge completamente de qualquer semelhança com canções como Stupid GirlsRaise Your Glass ou So What. Na verdade, a canção é distancia-se da sonoridade padrão da cantora ao entregar uma avassaladora fusão de pop com club emoldurada em um arranjo épico e de uma beleza melancólica. Muita responsabilidade vem do fato da canção ter Steve Mac como produtor, pois o britânico traz uma carga de influência bem diferente em relação aos produtores que a cantora trabalhou nos últimos anos. Dessa maneira essa balada pop que poderia até ser sobre amor, pois é um assunto recorrente na carreira da cantora, acaba ganhando outros novos contornos ao se torna uma canção protesto. What About Us é sobre perder a esperança nos tempos em que vivemos, especialmente na era Trump. Todavia, What About Us também é sobre resistir e lutar contra a injusta ordem sobre aqueles que não têm condições de revidar. What About Us é sobre sobreviver. What About Us é sobre recuperar a esperança perdida. Poucas canções lançadas esse ano tiveram a capacidade de emocionar de verdade como acontece aqui que ainda conta com os um dos melhores trabalhos vocais da carreira da Pink que consegue entrega uma performance avassaladora que vai da fragilidade ao poder em uma interpretação realmente marcante. Chegando no começo do segundo tempo, Pink vai novamente ter a capacidade de elevar não somente o nível ao seu redor, mas, principalmente, subir mais um degrau na construção da sua já perfeita carreia. E nos, o público, que agradecemos por isso.
nota: 8,5

29 de abril de 2016

Rosa Pastel

Just Like Fire
P!nk

Apesar de já ter se estabelecido artisticamente já tem alguns anos, a Pink nem sempre acerta em seus lançamentos. Uma prova disso é a mediana Just Like Fire, tema do filme Alice Através do Espelho.

Mesmo trabalhando com velhos parceiros como Max Martin e Shellback que resultou em grandes canções, Pink entrega uma música preguiçosa e requentada. Just Like Fire é pop rock com todas as características da sonoridade da cantora, mas com uma realização abaixo do esperado. A composição, sempre um ponto alto para Pink, não tem nada de interessante, ousado ou divertido, apesar do material de inspiração ser uma das obras mais "loucas" da história da literatura. Com vocais sólidos, mas bem longe dos grandes momentos da sua carreira, Pink já teve dias melhores. Felizmente, o soldo ainda é extremamente positivo e pode aguentar esses tropeços.
nota: 5,5

21 de janeiro de 2014

The Queen Of Aussies

Walk of Shame
P!nk


Como já disse anteriormente a P!nk é praticamente a Rainha da Austrália já que qualquer música que ela lança por lá consegue alcançar uma posição na parada dele. A última foi a canção Walk of Shame. Lançada
apenas por lá como single chegando à posição de 60°. Coisa notável já que não teve divulgação sendo apenas lançado um vídeo com imagens de bastidores da sua última turnê.

Walk of Shame é uma canção que leva a assinatura de P!nk: um pop rock divertido e viciante. A canção fala de maneira desrespeitosa e hilária sobre quando depois de fazermos uma bobagem que nesse caso é dormir com alguém apenas pelo sexo. Walk of Shame é uma expressão que se refere a esse caminhar envergonhado depois de nos darmos conta do que fizemos. A produção de Greg Kurstin faz da canção um pop rock rasteiro e bastante divertido. Não é sensacional, mas é bem acima da média. E que viva o reinado da Rainha dos Aussies!
nota: 7,5

7 de agosto de 2013

P!nk Palhacita

True Love (feat. Lily Allen)
P!nk

Uma das coisas que mais gosto na P!nk é que ela ainda é capaz de trazer para o pop uma faceta que muitos artistas esqueceram como ou não sabem trazer a irreverência para suas músicas assim como na divertida True Love.

Sucessor do mega hit Just Give Me a Reason, o quarto single do álbum The Truth About Love é uma sacada bem inteligente da cantora que tem como produtor Greg Kurstin: a canção tem uma atmosfera que
mistura clichês do pop alternando entre uma vibe pop teen com britpop emoldurado por um arranjo estrategicamente criado para soar fútil e quase bobo. Isso é tudo feito para ser o contraponto perfeito para a hilária composição, que para falar de amor verdadeiro, desconstruí lugares comuns e frases feitas para refazer tudo isso ao modo P!nk de ser como já se mostra logo no primeiro verso:

Às vezes eu odeio cada palavra estúpida que você diz
Às vezes eu quero bater na sua cara
Não há ninguém como você
Você me leva ao limite
Eu sei que a vida seria um saco sem você

Muito dessa irreverência aqui vem da cantora inglesa Lily Allen que assina a coautoria da canção e faz uma pequena, mas divertida participação. P!nk sempre entregando o que tem de melhor: ser ela mesma.
nota: 8

15 de março de 2013

O Dueto Quase Perfeito

Just Give Me a Reason (feat. Nate Russ)
P!nk

Quando você une uma das artistas pop mais talentosa das últimas décadas com um líder de umas das bandas mais interessantes que surgiu nos últimos tempos o resultado só pode ser uma canção como Just Give Me a Reason mesmo com alguns problemas.

P!nk não poderia ter escolhido melhor parceiro para "conversar" em Just Give Me a Reason: a voz Nate Russ é o casamento perfeito para o da P!nk. As atuações de ambos são trabalhos impressionantes não apenas na parte técnica, mas na parte emocional que cada um coloca que ao mesmo tempo são divergentes e que mesmo assim se casam perfeitamente. Claro, que tudo isso é ajudado pela magistral composição escrita à três mãos: P!nk, Nate e o produtor da canção Jeff Bhasker. Just Give Me a Reason é uma conversa de dois amantes que estão no fim da relação, mas que tem visões diferentes de como está a relação deles. Mesmo assim eles estão tentando achar alguma saída para "voltar a amar novamente". A letra acerta ao mistura falas mais "reais" com belas metáforas dosando as duas partes para criar uma experiência forte, tocante, verdadeira e sem pieguismos. Infelizmente, a canção tem seu defeito e recaí sobre a produção.  Mesmo Just Give Me a Reason sendo um trabalho competente de Bhasker ao fazer uma balada pop convincente e fora de lugares comuns que se pode cair ao fazer um dueto como esse, ele erra no clímax no final quando o arranjo não tem um momento que sintetiza toda a experiência que foi mostrada anteriormente. Faltou um tantinho para a canção não ser perfeita, mas o resulta final ainda é excelente. E não poderia ser diferente.
nota: 8,5

15 de setembro de 2012

Onde Há Desejo Haverá Uma Chama

Try
P!nk

Na sua procura pela verdade sobre o amor, a P!nk mostra um lado seu que ela nunca deixou a mostra: a esperança.

 Segundo single de The Truth About Love, Try é uma das canções mais bonitas que ela já lançou como single. Uma power pop/rock balada com uma composição de uma ternura melancólica belíssima. Aqui, mesmo derrotada após um romance que não deu certo, ela sabe que há alguma coisa reservada para ela no fim da dor. Ao mesmo tempo é triste e consegue guardar uma esperança frágil como cristal, mas que é mais forte que a gente pensa. A produção acerta ao realizar um arranjo mais contido e que aos poucos cresce uma batida forte só que ecoando a atmosfera da composição. Vocalmente, P!nk faz uma interpretação surpreendentemente em um tom mais sereno sem ousar demais só que mantendo um nível bem alto de interpretação. Talvez um verso a mais poderia dar mais substância para a canção alcançar patamares mais altos. Mesmo assim, Try é uma canção que marca. Deixa um gosto agridoce na boca, mas é uma sensação com boa.
nota: 8

11 de julho de 2012

O Ano Ainda Pode Ser Rosa?

Blow Me (One Last Kiss)
P!nk

Em uma ano com tantos hits radiofônicos ainda há tem para mais um arrasa quarteirão?Se depender da P!nk a resposta é um grande sim. Afastada desde o lançamento do seu Greatest Hits... So Far!!! lançado no final de 2010 para dar a luz ao seu primeiro filho, P!nk está de volta para lançar o seu sexto álbum de inéditas que já tem o nome de The Truth About Love. Promovendo o álbum a cantora escolheu a música Blow Me (One Last Kiss). E se tudo continuar como está seguindo, o single será o próximo hit do ano.

Atualmente no segundo lugar do iTunes, Blow Me (One Last Kiss) tem tudo para alcançar o primeiro lugar da Billboard, assim eu espero já que iria mostrar como fazer uma canção pop/dance/comercial de qualidade. Se vocês esperava que após ser mãe a P!nk voltaria mais "amolecida", ledo engano, caro leitor. Mais ácida do que nunca, ela manda uma letra adulta sobre o fim de um relacionamento numa mistura de temas de Rollng in the Deep com várias músicas da própria. A destreza de cria poderosas obras pop com emoção verdadeira faz P!nk declamar momentos geniais com em "Eu acho que a vida é muito curta para isso, eu vou pegar minha ignorância e ser feliz/Eu acho que já tive o bastante, mande-me um último beijo". A produção de Greg Kurstin é uma evolução mais rock e refinada de outra canção com sua produção o sucesso Stronger de Kelly Clarkson. Claro, que nada poderia ser tão bom se P!nk não fizesse uma das suas melhores interpretações desde que começou a carreira. A emoção dada por ela se reflete no tom emplematico que a voz dela surge na gravação. Algo entre tristeza e raiva misturam com a força já natural dela. Impressionante para alguém que vive um ótimo momento pessoal. Isso só mostra o talento dela como cantora. Então, ainda dá tempo do ano ser da P!nk? Sim ou claro?
nota: 8,5

13 de dezembro de 2010

Tão Perfeitinha

Fuckin' Perfect
P!nk

Quem poderia imaginar que o fim do ano poderia render tanto para a P!nk.O mais importante foi ela ter anunciado a sua gravidez do primeiro filho com o motociclista Corey Hart.Depois ela finalmente se consolidou com o público americano com o bom desempenho de vendas do seu primeiro greatest hits e o primeiro lugar na Billboard com o single extraído do álbum,Raise Your Glass.Agora é a vez do segundo single Fuckin' Perfect se beneficiar do sucesso e tentar dar a P!nk mais um hit.
Dessa vez ela diminui o ritmo e volta a fazer o que sabe de fazer melhor:uma balada rock.Aqui ela não quer falar de amores frustrados e fim de relacionamentos conturbados.P!nk fala de todas as topadas na porta,questionamentos e erros que ela mesma fez para si mesmo.Com os fies colaboradores dos últimos tempos Max Martin e Shellback.ela compõe uma letra emocionante e sincera sobre uma pessoa cheia de dúvidas que está em procura da sua voz.Quem nunca se perguntou "Porque eu faço isso?" sempre que insistiu no mesmo erro?Ou nunca viu nesses erros uma tentativa de mudar e virar um pessoa mais completa(Se você já se sentiu/Como se fosse nada/Você é completamente perfeita para mim)?Quem nunca?É na voz dela que tudo esse sentimento ganha forma.Não que seja uma performance genial(coisa que ela já fez),mas ela é perfeita para o arranjo com base de violão e batida mais forte nos refrões e na parte final.Esse mesmo arranjo que é exatamente perfeito para conseguir emoção verdadeira e tocar nas rádios e ser comercial.Poderia tudo cair no água com açúcar melodramático.Poderia.Como a P!nk é tão perfeitinha,tudo fica no poderia.
nota:8

21 de outubro de 2010

Um Greatest Hits Para Chamar de Meu

Night Is Young
Nelly Furtado

Raise Your Glass
P!nk

Alguns artistas(leia-se também gravadoras) tem um fraco para lançar coletâneas.Se olha para um lado e...bum!Tá lá um greatest hits.Olha para o outro e...bang.Tá um the best of do mesmo artista basicamente com as mesmas músicas.A pergunta é:por quê?Para arrancar alguns trocados na maioria das vezes.É claro que nesse meio há artistas que mesmo com uma carreira já a vários anos,nunca lançou sua coletânea.Esse ano duas cantoras já consolidadas na carreira e com anos de estrada vão lançar seus primeiros greatest hits.Em novembro afora Nelly Furtado e P!nk vão colocar no mercado seus álbum de sucessos e as duas já contam com os primeiros singles de divulgação.

The Best of Nelly Furtado vai unir os quatros álbuns dela desde Whoa, Nelly! até Mi Plan além de contar com parcerias com James Morrison,Michael Bublé,Juanes,DJ Tiësto,Caetano Veloso,The Roots e Keith Urban,o CD vai sair em  versão deluxe o CD com quatro música inéditas.Uma delas é o single Night Is Young.
Produzida por Salaam Remi,Night Is Young é a versão de Nelly para a moda do pop/eletrônico.Mesmo com certa desapontamento em ver ela sucumbir a modinha do momento,a música consegue se destacar devido ao talento de Nelly e Salaam.A grande sacada de Night Is Young é usar a voz de Nelly mais natural possível com seu anasalado e sem efeitos demasiados.Isso dá a música uma cara mais natural e sincera.A produção do arranjo não consegue um resultado apático na sua concepção.Mesmo querendo ser dançante ele fica no meio do caminho entre bater os pezinhos e dançar feito louco.A letra de curta a vida é divertida e nada mais.Nelly podia criar um refrão com mais "pegada" como ela já fez várias vezes.

O primeiro Greatest Hits da Pink celebra seus mais de dez anos de carreira com seus maiores sucessos em três versões diferentes(americana,inglesa e internacional),um DVD e quatro novas músicas.Uma dessas canções é a sua versão para Whataya Want From Me  e a outra é o single Raise Your Glass.
Assim com Nelly,P!nk faz a sua versão para a moda do pop/eletrônico.E como ela é a P!nk,Raise Your Glass é mais que apenas que um pop rock dance.Começando pela excelente letra.Estilo "foda-se o mundo vamos festejar os estranhos e excluídos",P!nk ao lado de Max Martin e Shellback mostra com ser pop,pegajoso,fútil e ainda ser critico(Cinco da manhã,ligue o rádio/Onde está o rock 'n' roll?).Ainda há gente inteligente nesse meio que consegue fazer batidas "batidas",mas de maneira única que consegue mostrar personalidade própria,não ser mais um na multidão e ser vendável.A voz de P!nk,mesmo com alguns efeitos eletrônicos,mostra a diferença básica entre ela e qualquer cantora eletropop de hoje:talento.É quase impossível não se deixar levar pelo refrão contagiante.É P!nk sendo ela mesma mesmo em sua versão Ke$ha.
nota
Night Is Young:6,5
Raise Your Glass:8