Slip
Stooshe
O terceiro single do debut álbum London With the Lights On da girl band Stooshe, Slip é a definição perfeita da atmosfera que o grupo passa: pura diversão com uma capa de soul old school.
A canção é uma clara e deliciosa repaginação do som da Motown em especial da primeira grande girl band, as The Supremes. Tanto que, mesmo sem eu encontrar nenhuma referencia, a canção tem sample da canção Stop! In the Name of Love o que deixa a música ainda mais legal. Os vocais do trio estão "on fire" conseguindo passar a vibe da época sem se perder e ainda passar a personalidade do grupo. A composição é um trabalho contagiante e bem elaborado para parecer datado, mas na verdade é bem moderninho e cheio de influências novas e velhas. Não há como não ficar viciado na canção ainda mais um arranjo perfeitamente viciante que faz com quem ouve queria fazer dancinhas coreografadas e cantar bem alto. Sem muitas pretensões a canção faz o que as garotas do Stooshe se propõem: se divertirem.
nota: 8
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23 de julho de 2013
10 de março de 2013
Apenas Respeito
Waterfalls
Stooshe
Um grande clássico da música pode seguir duas direções em relação as suas possíveis regravações: de um lado pode haver tantas regravações que a canção original meio que se perdeu ao longo dos anos ou ser um trabalho basicamente impossível de regravar. Contudo, a segunda opção tem algumas exceções. Raras, mas existem.
Quando a girl band TLC (que em breve terá um especial aqui no blog) lançou o hit Waterfalls a época era outra, completamente diferente da de hoje: além do contexto musical, havia um grande burburinho social acontecendo com a epidemia da AIDS ainda no auge, questões sociais como a situações de jovens carentes nas periferias, a situação na África e os primeiros avanços na luta pelo meio ambiente. Então, imagine esse grupo de três meninas ainda muito jovens falando de maneira incisiva sobre assuntos que conseguiram quebrar barreiras e entrar com tudo do mainstream em 1995 como o impacto foi marcante. Só que não só por isso: Waterfalls em si é uma das melhores canções da década de noventa com a mistura perfeita e original de R&B, pop e hip hop. Isso fez de Waterfalls uma canção impossível de ser regravar sem parecer uma tentativa desesperada. Ou uma tarefa quase impossível.
O girl band inglesa Stooshe cometeu essa proeza e lançou um cover da canção com terceiro single do álbum debut delas que ainda não foi lançado. Mesmo correndo grandes riscos com essa escolha, o
Stooshe consegue o inacreditável ao conseguir um bom resultado. A principal razão foi o respeito. Com a benção da T-Boz, uma das integrantes do TLC que ouviu uma versão acústica, o grupo produziu sua versão usando as principais qualidades da canção: a batida inesquecível foi alterada minimamente sendo mudado apenas a cadencia da canção, aqui mais "musical" com a inclusão de mais instrumentos. Vocalmente, o trio faz um trabalho ótimo sendo a melhor e mais inteligente mudança foi fazer as três cantarem o verso rap antes do final da música ao invés de trazer um rapper. Isso dá personalidade, mas sem comprometer a "verdade" da canção. Mesmo sem alterar a composição, o impacto social da canção se perde um pouco nessa versão, mas sem perder a genialidade. Apesar disso, o Stooshe fez o que era impossível apenas usando algo que falta hoje em dia: respeito.
nota: 7,5
Stooshe
Um grande clássico da música pode seguir duas direções em relação as suas possíveis regravações: de um lado pode haver tantas regravações que a canção original meio que se perdeu ao longo dos anos ou ser um trabalho basicamente impossível de regravar. Contudo, a segunda opção tem algumas exceções. Raras, mas existem.
Quando a girl band TLC (que em breve terá um especial aqui no blog) lançou o hit Waterfalls a época era outra, completamente diferente da de hoje: além do contexto musical, havia um grande burburinho social acontecendo com a epidemia da AIDS ainda no auge, questões sociais como a situações de jovens carentes nas periferias, a situação na África e os primeiros avanços na luta pelo meio ambiente. Então, imagine esse grupo de três meninas ainda muito jovens falando de maneira incisiva sobre assuntos que conseguiram quebrar barreiras e entrar com tudo do mainstream em 1995 como o impacto foi marcante. Só que não só por isso: Waterfalls em si é uma das melhores canções da década de noventa com a mistura perfeita e original de R&B, pop e hip hop. Isso fez de Waterfalls uma canção impossível de ser regravar sem parecer uma tentativa desesperada. Ou uma tarefa quase impossível.
O girl band inglesa Stooshe cometeu essa proeza e lançou um cover da canção com terceiro single do álbum debut delas que ainda não foi lançado. Mesmo correndo grandes riscos com essa escolha, o
Stooshe consegue o inacreditável ao conseguir um bom resultado. A principal razão foi o respeito. Com a benção da T-Boz, uma das integrantes do TLC que ouviu uma versão acústica, o grupo produziu sua versão usando as principais qualidades da canção: a batida inesquecível foi alterada minimamente sendo mudado apenas a cadencia da canção, aqui mais "musical" com a inclusão de mais instrumentos. Vocalmente, o trio faz um trabalho ótimo sendo a melhor e mais inteligente mudança foi fazer as três cantarem o verso rap antes do final da música ao invés de trazer um rapper. Isso dá personalidade, mas sem comprometer a "verdade" da canção. Mesmo sem alterar a composição, o impacto social da canção se perde um pouco nessa versão, mas sem perder a genialidade. Apesar disso, o Stooshe fez o que era impossível apenas usando algo que falta hoje em dia: respeito.
nota: 7,5
7 de agosto de 2012
New Faces Apresenta: "As Novas The Supremes"
Black Heart
Stooshe
Elas foram e sempre será a maior banda feminina de todos os tempos e são parte de uma das mais ricas era da música: a Motown. Claro que me refiro ao The Supremes, grupo que dominou o mercado fonográfico durante os anos sessenta com sucessos como Baby Love, Stop! In the Name of Love e You Keep Me Hangin' On. Além do sucesso comercial, elas ajudaram a consolidar o soul music entre os grandes estilos americanos ao transformá-lo em uma sonoridade mais popular. Durante esses mais de quarenta anos vários grupos femininos surgiram com a influência direta do grupo liderado pela eterna Diana Ross como é o caso do Destiny's Child. Contudo, o som sempre foi bem diferente do que o The Supremes fizeram. Então, para minha surpresa e em pleno 2012 me deparo com o trio feminino inglês Stooshe. No começo, antes de ouvir a canção, pensei: "Lá vêm outro grupo britânico estilo Spice Girls". Ledo engano.
Formado por Karis Anderson, Alexandra Buggs e Courtney Rumbold, o grupo é considerado como uma das grandes promessas para os próximos messes com o lançamento do primeiro álbum delas quase pronto para ser lançado ainda esse ano. E pelo sucesso dos dois primeiros singles a expectativa é muito boa. Depois da música Love Me ficar em quinto lugar na parada britânica, o segundo single intitulado Black Heart ocupa a terceira colocação e pode terceiro e pode ter melhor resultado já que está em terceiro no iTunes na terra da Rainha. E é última que fiquei surpreendido.
Uma atmosfera nostálgica permia toda a canção sem deixar cheiro de naftalina. Black Heart é excepcional pop soul como não vejo tem já algum tempo. Ao contrario do lado dark de Amy Winehouse, tudo aqui é levado numa cadência mais divertida e leve. O arranjo é delicioso desde as primeiras batidas e quando o maravilhoso refrão chega somos transportados para uma outra época. A letra, mesmo atualizada em alguns aspectos, mantém certa doçura e inocência ao falar de um "devorador de coração". O mais curioso são os vocais das três integrantes: elas têm vozes muito parecidas tanto que só quando vi o clipe percebi isso. Contudo, as três são muito boas e quando unem as três são excepcionais. E na terra que nos deu Adele, quem sabe o Stooshe não é o próximo grande fenômeno? Qualidade elas tem de sobras.
nota: 8
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