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22 de junho de 2025

Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single

Mr. Brightside
The Killers


Apesar de ser fã do The Killers, nunca realmente mergulhei na discografia da banda nos anos iniciais. Então, resolvi resenhar o single que os fez estourar em um distante 2003: o clássico moderno Mr. Brightside.

Lançada como o primeiro single da banda do seu primeiro álbum (Hot Fuss), a canção foi um imenso sucesso comercial, especialmente para o gênero/estilo da banda, ficando no top dez da Billboard e da parada britânica, com uma vendagem total de cerca de 20 milhões de cópias. Esse sucesso ajudou a transformar a banda em um fenômeno mundial, consolidando, de certa maneira, a sonoridade da banda nessa época e como ela ficou gravada no consciente coletivo. Tenho que admitir que isso é bem fácil de notar aqui, mas também preciso admitir que a canção não envelheceu tão bem.

Mr. Brightside ainda é uma ótima canção, mas parece datada e presa a um período de tempo muito bem definido para a sonoridade da banda e da época. E isso tira certo brilho ao final, já que a despe da possibilidade de ser algo realmente atemporal. Felizmente, a canção, que foi produzida pela própria banda, mantém a sua qualidade de ser um trabalho refinado e grandioso ao ser uma estilizada pop rock/new wave, com pinceladas de post-punk, que se diferencia das bandas de sucesso comercial da mesma época ao ter uma sonoridade mais voltada para um público mais maduro.

Com um grande instrumental, produção criativa e uma melodia fantástica, a canção tem na sua composição outro elemento fundamental para o sucesso do The Killers, que é essa capacidade de criar algo realmente grudento/viciante, saído dos laboratórios do mais puro pop e, ao mesmo tempo, com profundidade temática e um estilo lírico próprio. Mesmo não sendo o melhor momento da sua carreira, os vocais de Brandon Flowers são decisivos para que Mr. Brightside funcione na sua totalidade devido à sua distinta e poderosa presença. Vinte anos passados do seu lançamento, a canção tem um lugar devido na história da música, mesmo que não seja o mais genial.
nota: 8

1 de setembro de 2024

Quando As Peças se Encaixam

Bright Lights
The Killers

O The Killers é uma banda que nem sempre acerta perfeitamente, mas quando todas as peças estão na posição correta é fácil tudo perceber os fogos de artifícios explodindo ao fundo. Esse é o caso da ótima Bright Lights.

Apesar de apresentar nada de novo para a sonoridade da banda, a canção é uma excitante e iluminada mistura de pop rock e heartland rock que exala a personalidade inconfundível da banda de maneira louvável. E uma das qualidades que mais gosto é o quanto “cinematográfico” é a atmosfera das canções da banda e em Bright Lights segue esse caminho em um instrumental sensacional. A canção tem a sempre extraordinária presença do Brandon Flowers que consegue elevar qualquer material devido a sua capacidade impar de soar grandioso e, ao mesmo tempo, emocional. O único problema na canção é sua composição que poderia facilmente ter sido mais aprofunda, mas, felizmente, o resultado final já é realmente inspirado em especial o primeiro verso. E quando o The Killers acerta tudo é um presente para quem os escuta.
nota: 8

30 de agosto de 2022

Undercooked

boy
The Killers


Acredito que o The Killers tenha entrada na maturidade artística definitiva, pois a banda vem entregado nos últimos tempos acerto atrás de acerto que mostra um caminho bem definido para sonoridade. E mesmo quando existe um erro como em boy é possível notar essa característica.

Apesar de não ser anunciado como single de um novo álbum, boy é uma canção que poderia facilmente entrar nessa nova fase devido a excepcional produção que cria uma batida atemporal e, ao mesmo tempo, muito bem definida dentro das linhas da sonoridade do The Killers. Uma linda e contemplativa new wave/synth-pop/indie rock, a canção tem uma grandiosidade envolvente que os melhores momentos da carreira da banda sempre apresentaram, mas corta exageros para deixar o resultado redondo e certeiro. Liricamente, a canção é uma tocante reflexão sobre o coming of age, ou seja, o período de transição entre a infância/adolescência para a fase adulta com verborragia típica e bem azeita da banda. O problema de boy é a produção vocal esconde a distinta e única voz de Brandon Flowers em um efeito que “abafa” demais a performance do cantor, deixando a canção menos inspirada que poderia ser a presença do vocalista em total gloria. De qualquer forma, a canção é uma outra prova da evolução definitiva do The Killers e isso já basta para ser ouvida.
nota: 7,5

18 de maio de 2020

Planando

Fire In Bone
The Killers

Depois de um começo com um quase tropeço em Caution, o The Killers parece colocar as coisas nos trilhos com o lançamento da inspirada Fire In Bone.

Segundo single do álbum Imploding the MirageFire In Bone parece ser uma canção que poderia muito bem ter sido feita pelo David Bowie lá nos anos oitenta. Claro, sem a mesma genialidade, mas com a mesma sinceridade. Uma new wave/indie rock com uma batida dançante, adulta e sensual que foi construída por uma instrumentalização elegante e envolvente. A composição segue a pegada da banda ao ser uma crônica sobre sentimentos complexos emoldurados em uma letra rebusca e estilizada, mas que em Fire In Bone não tem o impacto emocional esperado. Felizmente, a performance poderosa e bem mais contida que em relação ao single anterior do Brandon Flowers ajuda a rematar a parte emocional da cação de maneira satisfatória. E isso é uma clara evolução em relação ao single anterior. 
nota: 7,5

30 de março de 2020

Um Pouco a Mais

Caution
The Killers

O The Killers é uma banda controversa, pois há gente de gosta muito e tem gente que odeia muito. O meu caso é mais para o povo que gosta, mas devo admitir que a banda tem uns erros que fica um pouco difícil de defender como mostra o novo single dele, a falha, mas boa, Caution.

O single, primeiro do próximo álbum deles intitulado Imploding the Mirage, é um clássico do The Killers: uma estilizada indie rock com toques de glam rock. Não há nada de novo sob o Sol, mas Caution peca pelo exagero no volume da instrumentalização, principalmente no seu refrão. Esse problema quase um ruído indesejável ao resultado final, mas que não a transforma em uma canção ruim. Apenas abaixo da qualidade esperada. E, por isso, a canção apresenta algumas qualidades com a ótima composição a sempre confiável performance de Brandon Flowers, mesmo que esse também exagere em alguns momentos. Uma pena de verdade que a canção passe um pouco do limite.
nota: 7

28 de janeiro de 2019

Em Tempos Difíceis

Land of the Free
The Killers


Algumas das melhores e mais influentes canções da história da música foram feitas durante períodos de intensa ebulição sócio-politico e que, obviamente, tinham como temas o cenário a sua volta. É só olhar o cancioneiro durante, por exemplo, a Ditadura Militar aqui no Brasil e o movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos que já se tem uma ótima ideia sobre o que estou falando. Com o atual cenário que a sociedade como um todo está passando é claro que canções de protesto surgiram como é o caso do novo single do The Killers: Land of the Free não irá se tornar um clássico, mas é importante a sua existência.

Em meio a crise que a sociedade estadunidense vem passado, principalmente, desde que o Trump assumiu a presidência, Land of the Free é uma crônica/critica aos principais problemas atuais como, por exemplo, a crise imigratória, o infame "muro" e o grande problema das armas em tiroteios em massa. Sem medo de soar politizados, The Killers toca na ferida aberta ao se perguntar se esse Estados Unidos é realmente a "terra dos livres" que a história conta? Honesta e atualíssima, a composição erra ao ser direta demais, soando em vários momentos clichê e literal demais, mas isso não tira o peso da importância da sua letra como quando Brandon Flowers (em uma  ótima performance) entoa "But if you're the wrong color skin (I'm standing crying) /You grow up looking over both your shoulders". Outro problema da canção é a sua construção durante a sua primeira metade, pois não passa de uma normal balada pop rock. Entretanto, quando a mesma é incrementada com um forte influência gospel, Land of the Free se eleva e encontra o seu momento emocional para carregar a mensagem, especialmente na sua parte final. Apesar de não ser perfeita, Land of the Free é uma canção de suma importância para o atual momento em que vivemos.
nota: 7,5

17 de julho de 2017

Disco Rock Funk Baby

The Man
The Killers

Depois de um hiato de cinco anos sem lançar algo inédito, o The Killers está de volta ao lançar o primeiro single do quinto álbum da carreira deles: a dançante e ácida The Man.

A canção é sobre se achar a última bolacha do pacote ou a última Coca-Cola gelada da geladeira. Resumidamente: The Man é sobre se achar a melhor pessoa do universo.  Entretanto, assim como a maiorias das canções do The Killers, The Man tem uma mensagem por trás de toda a exaltação egocêntrica: o mundo dá voltas e quem está por cima em um dia pode será aquele no fundo posso no outro. Essa segunda parte é entendida após assistir o ótimo clipe em que Brandon Flowers interpreta vários personagens que se acham o máximo, mas, na verdade, são apenas grandes fracassados, melancólicos e tristes homens em busca de alguma coisa que podem os satisfazer como seres humanos. Sonoramente, The Man é uma rock pós-disco/funk com uma instrumentalização grandiosa e dançante que, ao mesmo tempo, possui todos os maneirismos da banda. Claro, a banda já fez melhor em canções anteriores, mas The Man é um verdadeiro sopro de ar fresco em um ano tão massificado como o de 2017. O The Killers não é uma banda que possa agradar uma maioria, mas sempre consegue agradar o seu público.
nota: 8

9 de março de 2013

Uma Estrada Perdida

Miss Atomic Bomb
The Killers


Gostaria de saber quando foi que os artistas deixaram de compor músicas que contam uma história para canções sobre festejar a noite inteira. Graças a Deus, ainda existem bandas como o The Killers.

Segundo single do excelente álbum Battle Born, Miss Atomic Bomb é uma dessas canções que mais parecem baseadas um conto de algum autor moderno sobre a bela história de um garoto do interior que se apaixona pela garota mais "atrevida" da cidade e se vê em um momento que vai mudar sua vida e nunca vai mais esquecer. Gosto especialmente do primeiro verso sobre o momento em que ele se apaixonou, mas como um todo a composição é inspiradora, romântica sem ser piegas e de um sentimento profundo e comovente. Ajuda muito a retomada do grupo de uma sonoridade perdida nos anos oitenta com uma mistura de rock e new wave só que sem ter cheiro de naftalina. Artistas que tem essa visão são poucos, mas ainda há esperança nessa estrada perdida.
nota: 9

15 de outubro de 2012

Time Machine

Runaways
The Killers

Ouvir o primeiro single do álbum Battle Born é como entrar no Delorean e voltar sem paradas para o anos de 1986.

Runaways é uma balada rock épica com toques de new wave e mesmo transpirando um atmosfera de mais de vinte anos a trás tem um frescor contagiante. A canção tem uma composição magistralmente elaborada para contar uma história de amor, mas sem perder o foco na construção harmônica e original da disposição da letra resultando em um refrão poderoso. Além disso, tematicamente Runaways fala sobre a continuidade de um amor e como ele muda ao passar dos anos. Só com isso já ganhar uma menção honrosa pela ousadia, mas, além disso, a letra Flowers é sensacional: densa e poderosa. Assim com o arranjo, o vocal de Brandon é espetacularmente bem produzido e merecem destaque pela profundidade que conseguem dar para o sentimento necessário para embalar a composição avassaladora. Rudo isso em uma atmosfera que mistura U2, Springsteen, Journey, Eurythmics e mais uma turminha. Quando você terminar de ouvir a canção estará sentado ao lado de Michael J. Fox esperando Voltar para o Futuro.
nota: 9

1 de agosto de 2009

2 por 1-Versão The Killers

The World We Live In
A Dustland Fairytale
The Killers


A banda de Las Vegas,The Killers é um daquelas bandas que ou você ama ou você odeia.Não há meio termos.Mas toda regra há uma exceção e eu acredito que eu seja essa "falha no sistema".Eu tenho opiniões muito favoráveis em relação a banda e também posso criticar severamente eles.Isso é bem visível nos últimos dois singles que a banda lançou:


Em A Dustland Fairytale começa até bem num estilo meio balada com um piano porém quando a coisa "esquenta" ela fica muito morna.Em comparação com os Human e Spaceman,a canção fica meio perdida e sem graça.Também não ajuda muito os vocais no automático de Brandon Flowers.A letra como sempre a peça chave no grupo é digamos esquisita demais.Esse elemento que colabora com as ótimas composições do grupo,aqui só atrapalha e deixa aquela sensação de "hein?!?!?"







Já em The World We Live In a situação muda de figura.A arranjo meio pop,meio rock,meio eletrônico com pitadas de anos '80 se não chega a realmente empolgar pelo menos não deixa o pezinho ficar quieto.Brandon mostra uma bela performance cheia de emoção e força eleva a canção em vários degraus.A letra apesar de certa simplicidade tem momentos geniais:


"Abençoe seu corpo, abençoe sua alma
Seja elegante, e corte minha garganta

Embaixo da cachoeira
Nós ainda estamos nesse, papel

Esse é o mundo onde vivemos
Eu me sinto sendo amarrado
Esse é o mundo onde vivemos"

Em relação ao The Killers eu consigo ser 8 e 80.Ainda não sei se isso é bom ou não.
nota
A Dustland Fairytale:3,5
The World We Live In:7,5

27 de abril de 2009

E.T.

Spaceman
The Killers

Quando você ouve uma música que tem como "historia" uma abdução alienígena,o q
ue pode pensar?Isso mesmo.Não há o que pensar senão que "uma grande droga pode sair daí!".Então é melhor pensar direito porque nem tudo que parece pode ser é que parece ser.Isso é que prova o single do The Killers,Spaceman.
A letra é realmente um relato de um encontro com um ser do outro mundo.Apesar do que pode parecer que a composição seja "hiponga" e horrenda,ela é completamente diferente.Spaceman tem letra divertida,estilosa e muito bem escrita.Em certos momentos tem
momentos brilhantes como no genial refrão:

"Os fabricantes de tempestade dizem que isso nem é tão mal
Os fabricantes de sonhos vão te deixar maluco
O homem do espaço diz 'todos olhem pra baixo
Esta tudo em suas mentes''

O arranjo apesar de meio morno ajuda a dar um clima ótimo na canção no estilo rock eletrônico e até mesmo os vocais Brandon Flowers que parecem meio fora de tom e deslocado completam perfeitamente o ar de esquisitisse controlado.Estranho,deslocado,inusitado e sensacional.quer coisa melhor?
nota:8,5

7 de fevereiro de 2009

Rock Disco

Human
The Killers


The Klillers surpreendeu muitas pessoas com seu novo cd,Day & Age.De rock progressivo eles parassaram para um som mais eletrônico e pop graças ao produtor Stuart Price que trabalhou com Madonna em Confessions on a Dance Floor,além de vários outros nomes do mundinho pop.Essa mudança deixou muitos fãs irritados mas abriu as portas de um mercado maior para o The Killers.
O primeiro single desse novo trabalho é a canção Human.
A música realmente não deve agradar aos fãs mas xiitas das bandas,o clima remix predomina toda o single.Parece,para quem já ouviu uma música do The Killers,que Human é um remix e não um single.Apesar disso ela sim é um boa música eletrônica.Diferente do gênero aqui a letra é mais trabalhada e profunda.Os vocais de Brandon Flowers continuam cativantes e límpidos.O arranjo,apesar do estilo,não abusa dos clichês já comuns nesse tipo de gênero e entrega uma música redondinha que se não chega a ser brilhante passa longe do lugar comum.Lugar comum esse que nunca passou perto o The Killers.Para para bem ou para o mal.
nota:8