7 de janeiro de 2018

Overdose

Filthy
Justin Timberlake

Preparando-se para se apresentar no Super Bowl desse ano, Justin Timberlake está de volta aos holofotes ao anunciar o seu quinto álbum solo Man of the Woods para começo de Fevereiro. Como primeiro single foi lançado a boa e exagerada Filthy.

A canção mostra que Timberlake não está para brincadeiras e está pronto para reivindicar o seu devido lugar na realeza pop. Entretanto, Filthy sofre ao ter uma produção que aposta em muitas coisas ao mesmo tempo, criando uma canção pop quase megalomaníaca. Com quase cinco minutos, Filthy é, na sua essência, uma pop/R&B dançante com o selo de garantia de diversão e sensualidade de Justin, mas que parece que foi construída na mesa que gerou o Frankenstein. A sua instrumentalização tem de tudo um pouco: começa com uma batida quase indie rock mistura com funk, depois o pop dance/R&B chega para estabilizar a mesma no seu "meio", volta a ter a batida inicial na sua parte final e depois, do nada, aparece um dubstep para fechar com uma outro quase indie pop (essa última deve fazer sentido dentro do álbum). Resumidamente: uma overdose de sonoridades desconectadas uma das outra. Felizmente, a produção do próprio Justin ao lado do seu mentor Timbaland e o Danja dá alguma coesão para Filthy, criando algo que pode não agradar a todos, mas funciona bem para começar a nova era do Justin. Espero apenas que o álbum seja menos forçado e mais orgânico.
nota: 7

6 de janeiro de 2018

Top 50 - 2017 - Parte IV



Começando o Ano em Alta

Finesse (Remix) [feat. Cardi B]
Bruno Mars

Passado as comemorações do final de ano está na hora de começar a pensar seriamente no ano que se inicia. Várias novidades começam a pipocar aqui e acolá, mas a primeira delas é o lançamento da versão remix da canção Finesse do Bruno Mars com a presença da Cardi B. E o resultado é no melhor estilo que eu não sabia que precisa desse encontro.

Apesar achar que a parceria seria mais sensacional em um remix de Chunky (outra faixa de 24K Magic) não há como duvidar que a escolha não poderia ser mais perfeita, pois a química entre os dois é deliciosamente divertida. Claro, a canção já era um trabalho delicioso misturando funk com pop/new wave com a uma carga pesada da vibe anos final da década de '80 e começo da '90. A adição do divertido rap de Cardi B e o seu carisma maior que a vida é o verdadeiro toque de Midas, elevando uma boa canção dançante para um possível hit arrasa quarteirão. Além disso, a canção é prova cabal do talento de hitmaker do Bruno, a transição de Cardi B para um público mais abrangente e, principalmente devido ao clipe/homenagem ao programa In Living Color, o possível começo de uma nova tendência: o revival dos anos noventa na música. Começando o 2018 nesse nível as expectativas vão crescendo a espera de um ano sensacional para a música.
nota: 8

5 de janeiro de 2018

A Praga do Novo Milênio

Gucci Gang
Lil Pump

Não que eu tenha nada contra a nova geração chamada de geração Z que nasceram até o ano de 2010, mas essa gurizada tem o pior defeito de todos: acharem que podem tudo. Um bom caso disso é do "rapper", notem as aspas, Lil Pump que em algum momento decidiu que ele realmente tinha talento para tal atribuição. Com 17 anos, o jovem alcançou o terceiro lugar com a terrível Gucci Gang.

Pensem em uma canção irritante, nada inspirada e sem nenhuma graça. Essa é o tal atentado ao rap chamado Gucci Gang, pois existem canções de rap ruins, tem as péssimas e tem esse momento sombrio do gênero. Sem qualquer habilidade de construir uma letra que possa ser chamada assim, Lil Pump simplesmente repete as mesmas palavras com algumas diferenças na esperança de passar qualquer mensagem que faça algum sentido. Até faz, mas era melhor ser surdo do que ouvir a canção. Inepto em fazer uma performance que seja, ao menos, regular, o jovem entrega uma atuação digna de vergonha alheia. O único elogia que pode ser feito é que esse hip hop/trap ordinário é rápido com o seus apenas dois minutos. Ao contrário d vários artista espero que Lil Pump seja um artista de um sucesso só.
nota: 2

2 de janeiro de 2018

A Hora e a Vez de Cardi B

Bartier Cardi (feat. 21 Savage)
Cardi B

Não há mais dúvidas que Cardi B é um verdadeiro fenômeno. Depois de fazer história ao colocar o seu primeiro single Bodak Yellow no topo da Billboard, a rapper vem destruindo paradigmas e recordes ao colocar cinco músicas entre as vinte e single mais vendidas no iTunes. A mais nova a entrar é o seu segundo single solo Bartier Cardi que tem boas chances de manter Cardi bem no topo das paradas.

Quem esperava algo que fosse diferente de Bodak Yellow pode ficar bem decepcionado, mas para alguém que queria continuar a curtir o "flow" da rapper irá se deliciar com Bartier Cardi. A canção é exatamente o que Cardi precisava, pois ajuda a comprovar o seu talento. Com a sua distinta e original maneira de performar os versos, Cardi B é uma verdadeira besta assassina ao entregar uma performance tão feroz como uma leoa na selva atrás da sua presa sem perder uma rima ou batida. Ajudada pela batida minima de Bartier Cardi, a rapper transforma o que poderia ser uma canção que poderia ser apenas passável em algo digno de nota e sucesso. Com refrão marcante e a presença sem graça de 21 Savage, Bartier Cardi tem na rapper o seu grande e melhor trunfo, mostrando a capacidade da novata. Imagino Cardi colocando as mãos uma produção mais substancial, mas, por enquanto, Bartier Cardi ajuda a dar reputação para ela.
nota: 7