9 de novembro de 2018

A Garota do Quase

Ruin My Life
Zara Larsson

Algum tempo atrás, a jovem sueca Zara Larsson parecia que iria virar a grande novata da vez. Apesar do bom desempenho, a subida à esse posto foi eclipsada pelo surgimento da Dua Lipa e a suas "novas regras". Não que isso possa ser o final da carreira de Zara, mas dá uma boa dificuldade nesse caminho e a esperança pode estar no próximo álbum que já conta como possível single a canção Ruin My Life.

Não sendo a melhor música pop que existe atualmente, Ruin My Life é uma sólida, divertida e com potencial dance-pop/R&B que ajuda a mostrar o potencial de Zara para mainstream pop. Claro, assim como qualquer cantora pop nessa fase de solidificação da carreira, Zara apela para o lado mais sensual/sexual em uma composição "safadinha" que é uma mistura boa de Lana Del Rey com Bebe Rexha. O problema aqui é o refrão longo demais para a estrutura lirica que foi construída. Tirando esse detalhe, Ruin My Life é uma canção simpática e a presença vocal de Zara é algo para ser apreciado como uma das cantoras novatas que apresenta personalidade verdadeira. Espero que Zara consiga quebrar essa nova barreira, pois será muito bem vindo mais uma diva pop talentosa.
nota: 7

O Fim Do Momento

Fingers
ZAYN

O péssimo desempenho dos últimos singles do Zayn parecem mostrar que o cantor está perdendo o momento que impulsionou o começou da sua carreira solo. E para piorar, o seu mais novo single, Fingers, é a pior canção que o cantor já lançou até o momento.

Quase uma prima das canções R&B do Drake, Fingers erra basicamente em todos os quesitos possíveis. Começa pela sonoridade fraquíssima entregue pela péssima produção, resultando em uma balada R&B com uma instrumentalização irritante e sem nenhuma graça. É surpreendente ouvir a canção e depois ouvir outros trabalhos recentes do Zayn como, por exemplo, Dusk Till Dawn e Sour Diesel. Piorando a situação está a performance preguiçosa e apática do cantor que nem o timbre interessante dele salva e a composição vergonha alheia que coloca o último prego no caixão de Fingers. Espero que o Zayn possa dar a volta por cima em futuro próximo, pois a coisa está complicada.
nota: 4

7 de novembro de 2018

Single do Ano - Votação

Eis que estamos novamente preste a terminar mais um ano e, como a tradição manda aqui no blog, chegou a hora de escolhermos quais foram os destaques do ano. E, como sempre, começo com a votação para Single do Ano. Essa categoria não é para escolher o melhor, mas, sim, aquela canção que mais bombou ao longo do ano e irá ser sempre associada como a canção de 2018. A primeira disputa será entre o sucesso surpresa e continuo de This is Me da atriz/cantora Keala Settle ou hit número um do Post Malone ao lado do Ty Dolla Sign em Psycho. A votação está aqui no do lado no blog. Votem!


6 de novembro de 2018

A Cher Perdida

None Of My Business
Cher Lloyd

Em meados de 2011/2012, Cher Lloyd era considerada o próximo grande nome do pop mundial. Recém saída o The X Factor UK, a jovem era uma mistura inusitada de Avril Lavigne com Missy Elliott com um toque britânico. Apesar do sucesso inicial que também gerou pesada criticas da impressa especializada, a cantora não resistiu ao tão temido segundo álbum, mesmo que o trabalho fosse digno de sucesso. Finalizando o seu hiato que nesse tempo deu a luz ao seu primeiro filho, Cher Lloyd está de volta ao lançar None Of My Business, primeiro single do seu terceiro álbum.

Se por um lado é ótimo ver a cantora voltar, por outro é decepcionante que a sua volta seja através de uma canção tão morna como é o caso de None Of My Business, mesmo que exista boas coisas para se falar. A principal qualidade é a temática, pois, seguindo os passos da icônica You Oughta Know, None Of My Business é uma carta de desprezo para o ex ao mandar uns shades para o novo relacionamento e a nova namorada. Divertida e, em alguns momentos, realmente inteligente, a composição não consegue, porém, segurar os seus próprios erros (o refrão sem graça) e, principalmente, a produção fraca que faz da canção um pop sem carisma com um arranjo arrastado e chato. A performance apática da Cher também não ajuda, ainda mais comparando com canções em que a cantora é uma verdadeira explosão. Espero que essa volta tão morna seja apenas um pequeno erro que possa ser superado nos próximos trabalhos, pois a Cher Lloyd merece uma segunda chance.
nota: 5,5

Para Todos os Garotos que Já Amei

thank u, next
Ariana Grande

Ao contrário de outras divas pop, Ariana Grande vem construindo a sua imagem de grande nome da música ao poucos, balanceando muito bem a carreira com a sua imagem pública. E quando a sua vida pública parece estar mais destaque que a musical, a cantora resolveu se apropriar do momento para lançar a canção thank u, next.

Primeiro single que dá o nome para o seu próximo álbum (lembrando que a cantora lançou Sweetener no começo de Agosto), thank u, next é uma declaração honesta sobre o principal assunto pessoal que a cantora aparece na mídia: relacionamentos. Depois de terminar o noivado polêmico com o comediante Pete Davidson e ter que lidar com a morte do ex Mac Miller, a cantora resolveu fazer a "sincerona" e mandar na lata a sua visão sobre os ex-namorados e, principalmente, qual é a atual situação da sua vida. Claro, esse tipo de composição não é novidade para ninguém, mas, bem diferente que outras cantoras pop fazem, Ariana consegue fazer essa expiação de uma forma refinada. 

Primeiramente, a cantora não "esconde" os nomes dos ex-amores, construindo metáforas mais do que manjadas para sair de boa moça e tentar preservar a sua já falada vida pessoal. Em segundo, a composição não tenta denegrir ninguém ou chorar as pitangas, mas, sim, mostrar que tudo que passou a ajudou a transformar em uma mulher mais forte. Isso não quer dizer que a cantora não mande um certo "shade" aqui e ali. Entretanto, o foco em thank u, next é quase totalmente no empoderamento feminino, mostrando que a Cher estava certa e existe vida após o amor. Vocalmente, Ariana continua o seu trabalho impecável de mostrar a sua sensacional voz de uma forma que consolida o seu lugar único no mundo pop sem precisar de grande loucuras vocais. Diferente da sonoridade principal dos últimos trabalhos, thank u, next é uma centrada e moderada R&B/electropop que poderia cair no lugar comum sem a presença iluminadora da Ariana. E de degrau em degrau, Ariana Grande vai se transformando na maior diva da geração do milênio.
nota: 7,5

5 de novembro de 2018

Algo Certo Está Muito Certo

Expectations
Lauren Jauregui

É chegada a vez de outra ex-Fifth Harmony se lançar no mundo com a sua carreira solo. A vez agora é da Lauren Jauregui que já veio mostrando que, ao contrário de suas ex-colegas, não está disposta a seguir os mesmos caminhos.

Expectations é de longe a melhor canção já lançada por qualquer integrante da girl band, inclusive quando ainda estavam juntas. Longe de todos os maneirismos pop/R&B, a canção é uma madura e verdadeiramente intrigante pop/rock soul com uma instrumentalização elegante e com uma complexidade que foge de qualquer tentativa de fazer a canção um possível hit instantâneo. Essa última característica deve atrapalhar o resultado comercial da canção, mas deixa esse começo de carreira solo de Lauren bem mais fascinante em comparação a suas "amiguinhas". Colocando mais um ponto muito positivo na canção está o fato que Lauren é creditada como única compositora da intrigante e inteligente letra sobre se doar demais para alguém e receber pouco em troca. Um começo bastante auspicioso e fora da caixa para a Lauren Jauregui. Seria a cantora a versão feminina do Harry Styles?
nota: 7,5


4 de novembro de 2018

Antes Tarde do Que Nunca

Bionic
Christina Aguilera



Quando lançou Bionic em Junho de 2010, a Christina Aguilera já tinha uma carreira que, além de estabilizada, estava no seu auge. Dois anos antes a cantora lançou a sua primeira coletânea de grandes sucessos (Keeps Gettin' Better: A Decade Of Hits), comemorando dez anos de carreira. E, dois anos antes disso, Aguilera tinha comprovado definitivamente a sua força artística com o sucesso de público e critica de Back to Basics, conseguindo o feito de emplacar um álbum duplo e com uma sonoridade "vintage". Então, o hype em torno do lançamento era altíssimo, mas, assim como todos sabemos, o resultado final ficou bem aquém do que era esperado, comercialmente e, principalmente, criticamente. Oito anos depois já chegou a hora de responder uma questão que vem crescendo ao nesse período sobre Bionic: o álbum foi um flop porque estava sonoramente a frente do seu tempo ou o álbum era uma coleção de pretensiosismos em formas de canções? Alerta de spoiler: um pouco dos dois.