Head Above Water
Avril Lavigne
7 de março de 2019
6 de março de 2019
Still Lost
Last Hurrah
Bebe Rexha
Bebe Rexha
Mesmo alcançando certo sucesso comercial e conseguindo duas indicações ao Grammy (incluindo para Best New Artist), Bebe Rexha ainda parece estar meio perdida em relação a sua carreira. Ou vocês acham que uma cantora de pop que tem como maior sucesso uma canção meia boca de country pop e um álbum péssimo é sinal de ter se encontrado artisticamente? De qualquer forma, Bebe continua a sua busca ao lançar Last Hurrah.
O lado negativo de Last Hurrah é que a canção não deve fazer sucesso comercial. O lado bom é que a canção dá indícios que a cantora ainda pode fazer algo como o do começo da carreira. Last Hurrah é um decente e bem produzido pop com pitadas de pop rock e dance- pop que consegue se sustentar por si com uma batida redonda e uma atmosfera acertada. Rápida e rasteira, o single falta profundidade, mas não é algo que se possa chamar de desperdício. A melhor parte é a sua criativa, divertida e moderadamente empoderada que fala sobre juntar as suas forças para lutar contra o que te faz mal. Bebe, por sua vez, segura a canção bem, mas longe de mostrar realmente para o que veio. A cantora pode até está perdido, mas o caminho se mostra bem a sua frente. É só seguir.
nota: 7
O lado negativo de Last Hurrah é que a canção não deve fazer sucesso comercial. O lado bom é que a canção dá indícios que a cantora ainda pode fazer algo como o do começo da carreira. Last Hurrah é um decente e bem produzido pop com pitadas de pop rock e dance- pop que consegue se sustentar por si com uma batida redonda e uma atmosfera acertada. Rápida e rasteira, o single falta profundidade, mas não é algo que se possa chamar de desperdício. A melhor parte é a sua criativa, divertida e moderadamente empoderada que fala sobre juntar as suas forças para lutar contra o que te faz mal. Bebe, por sua vez, segura a canção bem, mas longe de mostrar realmente para o que veio. A cantora pode até está perdido, mas o caminho se mostra bem a sua frente. É só seguir.
nota: 7
5 de março de 2019
4 de março de 2019
Novos Ares
Feel Something
Adam Lambert
Adam Lambert
Assim como a Jennifer Hudson, Adam Lambert não precisou vencer o American Idol para se tornar uma figura importante no mundo da música, seja pela sua sólida carreira solo ou por ter assumido os vocais do Queen. E é por isso que é bom ver a evolução sonora de Adam com o lançamento da interessante Feel Something.
Conhecido pela sua sonoridade pop com toques de pop rock, dance-pop e glam rock e com uma pegada sempre poderosa, Adam aposta na delicadeza em Feel Something ao entregar um refinado e melancólico mid-tempo pop/indie pop. Claro, existe uma surpresa ao ouvir a canção, mas é algo positivo para a construção da identidade do cantor, mostrando versatilidade e um tino artístico mais elaborado. É verdade que a canção poderia ser mais aprofundada, pois a produção erra ao não deixar o arranjo mais complexo. Todavia, a canção é elevada pela performance de tirar o fôlego de Adam que acompanha o estilo da canção ao entoar a mesma de forma contida e, por vezes, contemplativa. Isso ajuda o público a compreender melhor a inspirada e madura composição sobre sentir-se sozinho, procurando desesperadamente por algo que possa dar alguma sensação real de estar vivo. Um trabalho menor, mas que mostra um importante e bem vinda mudança de ares para a carreira de Adam. Que bom!
nota: 7,5
O Inexorável John Legend
Preach
John Legend
John Legend
Com uma carreira que já se aproxima de vinte anos, John Legend é, provavelmente, um dos melhores artistas masculinos norte americanos da atualidade. Apesar de não atingir níveis de vendagem impressionantes, apesar de alguns sucessos no currículo, o cantor é mais bem conhecido pela sua constância criativa e a sua constante luta em questões sociais. E essas duas coisas se refletem no seu novo single, a ótima Preach.
Apesar de ser conhecido por canções românticas como Ordinary People e All of Me, John Legend sabe muito bem colocar as mazelas da sociedade em suas canções como provou na vencedora do Oscar, Glory, E se Preach não tem a mesma força desse último, o single é uma revigorante e urgente canção protesto sobre a atual situação da sociedade americana que, na verdade, vale para qualquer uma ao redor do globo. A canção incita que aqueles que estão cansados de como as coisas estão caminhando é melhor parar apenas de falar e começar a agir de fato para as mudanças aconteceram. Direto como um soco no estômago, Preach também tem uma produção acertadíssima ao entregar uma poderosa R&B/soul/gospel que pode não ser uma grande novidade, mas se mostra ideal para passar a poderosa mensagem e, principalmente, dar suporte para que John Legend consiga brilhar vocalmente. Se existisse justiça de fato no mundo, a mensagem de Preach seria ecoada por todo o mundo. E John Legend estaria no topo das paradas.
nota: 8
3 de março de 2019
A Princesinha do Country Moderno
Rainbow
Kacey Musgraves
Kacey Musgraves
Comentei recentemente sobre a importância da Kacey Musgraves para o movimento da nova geração das cantoras de country, mas nada melhor do que falar diretamente da cantora. Aproveitando a sua apresentação na noite do Grammy, Kacey lançou a delicada Rainbow.
Mesmo não sendo a melhor de Golden Hour, Rainbow é uma boa amostra sobre o motivo que a Kacey é tão aclamada criticamente: a sua sensibilidade. O single é uma edificante, simples e nada clichê canção sobre superar os seus problemas ao olhar o bom da vida que rodeia cada um depois de um período difícil. Escrita há mais de seis anos, a canção teve importância na vida de Kacey, pois foi uma canção que a sua avó a viu escrever e que foi tocada no funeral da matriarca. Além disso, a cantora dedica a canção para todo o seu público, em especial o LGBTQ, como uma forma de ajudar quem está passando por momentos sombrios na vida. Sonoramente, a canção é uma contida e suave balada country pop que não é revolucionária, mas é um trabalho bem produzido e que deixa Kacey brilhar da melhor forma. E é assim que se vai construindo a nova princesinha do country.
Um Alento
Walk Me Home
P!nk
P!nk
Durante toda a sua carreira, a P!nk sempre entregou canções que de alguma forma falavam de sentimentos e emoções bem mais profundas que o normal para o mundo pop. As dificuldades em se manter sóbrio (Sober). A decepção de perder alguém que se ama (Who Knew). As lutas de uma jovem em busca de seu lugar no mundo (Don't Let Me Get Me). Os altos e baixos de um relacionamento (Try). E até mesmo a luta por uma sociedade mais junta (What About Us). Como primeiro single do seu próximo álbum, a cantora resolveu presentear o seu público com um tocante alento em forma de música.
Walk Me Home não foge de mostrar emoção sincera e, por vezes, desconcertante que a P!nk sempre primou nas suas canções, mas dessa vez o foco é diferente já que a canção quer passar a mensagem que ás vezes é bom fugir um pouco dos problemas. Se as canções citadas tinham uma sensação que a cantora estava enfrentando os seus problemas, Walk Me Home mostra que a mesma não tem medo de querer se abrigar no ombro de quem se ama e tentar abafar dos "ruídos" do mundo em que vivemos. Uma mudança e tanto, mas que não impede da cantora entregar uma composição madura e com um senso pop exemplar devido ao seu ótimo refrão. Sonoramente, Walk Me Home mostra que a cantora conseguiu dominar o seu próprio estilo de pop com toque de pop rock, mesmo que não seja o melhor da sua carreira. De qualquer forma, Walk Me Home é o tipo de presente que a cantora sempre sabe entregar para o público como poucos são capazes atualmente.
nota: 7,5
Walk Me Home não foge de mostrar emoção sincera e, por vezes, desconcertante que a P!nk sempre primou nas suas canções, mas dessa vez o foco é diferente já que a canção quer passar a mensagem que ás vezes é bom fugir um pouco dos problemas. Se as canções citadas tinham uma sensação que a cantora estava enfrentando os seus problemas, Walk Me Home mostra que a mesma não tem medo de querer se abrigar no ombro de quem se ama e tentar abafar dos "ruídos" do mundo em que vivemos. Uma mudança e tanto, mas que não impede da cantora entregar uma composição madura e com um senso pop exemplar devido ao seu ótimo refrão. Sonoramente, Walk Me Home mostra que a cantora conseguiu dominar o seu próprio estilo de pop com toque de pop rock, mesmo que não seja o melhor da sua carreira. De qualquer forma, Walk Me Home é o tipo de presente que a cantora sempre sabe entregar para o público como poucos são capazes atualmente.
nota: 7,5
2 de março de 2019
De Olha Nela
When I Die
ALMA
ALMA
Para quem curte um pop menos mainstream é bom ficar de olho na finlandesa ALMA que está prestes a lançar o seu primeiro álbum que se tiver canções como When I Die poderá ser algo realmente interessante.
Conhecida pelo sucesso contido da mediana de Chasing Highs na Inglaterra, a finlandesa ALMA surpreende com a interessante When I Die. Bem longe de qualquer lugar comum, o single é uma inusitada e criativa mistureba de dance-pop com indie rock e electropop que tinha todo para não funcionar, mas, por algum motivo, funcionar melhor que o esperado. As mudanças sonoras ao longo de uma canção com um pouco menos de três minutos dá uma leve sensação que a produção quis enfiar tudo de uma vez. Isso não consegue, porém, de fazer a canção funcionar dentro da sua estranheza, principalmente devido a sua curiosa composição em que a cantora deseja sair dessa vida com um verdadeiro "boom". Na verdade, a composição usa de uma estética audaciosa para falar, na verdade, sobre o famoso e velho "aproveite a vida como se não houvesse amanhã". Além disso, ALMA entrega uma performance na medida certa com versatilidade e um toque de cinismo perfeito para a canção. Então, acredito que When I Die é a razão ideal para dar uma canção para ALMA.
nota: 7,5
Conhecida pelo sucesso contido da mediana de Chasing Highs na Inglaterra, a finlandesa ALMA surpreende com a interessante When I Die. Bem longe de qualquer lugar comum, o single é uma inusitada e criativa mistureba de dance-pop com indie rock e electropop que tinha todo para não funcionar, mas, por algum motivo, funcionar melhor que o esperado. As mudanças sonoras ao longo de uma canção com um pouco menos de três minutos dá uma leve sensação que a produção quis enfiar tudo de uma vez. Isso não consegue, porém, de fazer a canção funcionar dentro da sua estranheza, principalmente devido a sua curiosa composição em que a cantora deseja sair dessa vida com um verdadeiro "boom". Na verdade, a composição usa de uma estética audaciosa para falar, na verdade, sobre o famoso e velho "aproveite a vida como se não houvesse amanhã". Além disso, ALMA entrega uma performance na medida certa com versatilidade e um toque de cinismo perfeito para a canção. Então, acredito que When I Die é a razão ideal para dar uma canção para ALMA.
nota: 7,5
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