Mostrando postagens com marcador Christine and the Queens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christine and the Queens. Mostrar todas as postagens

17 de novembro de 2023

Bedtime Stories

Tears can be so soft
Christine and the Queens

Uma das melhores canções de Paranoia, Angels, True Love, Tears can be so soft parece uma versão modernizada de uma das canções do Bedtime Stories da Madonna. E isso não poderia ser melhor.

O meu álbum preferido da rainha do pop, Bedtime Stories é uma linda reflexão intima e uma exploração atemporal do pop/R&B. E assim é Tears can be so soft também segue na sua construção slow burn, delicada, sentimental e inspirada que mistura alt-pop, trip hop e R&B contemporâneo. A batida nunca sobre o nível, mas isso não é necessário devido a sua construção intricada e meticulosa para criar uma atmosfera aveludada, triste e envolvente. Liricamente, Chris discute sobre as tristezas que precisamos viver como, por exemplo, solidão e saudade. Essa reflexão casa bem com as meditações feitas por Madonna em 1994, pois existe uma simplicidade lírica que contrasta com a profundidade emocional. E a canção ainda tem a sensacional performance do Cris que é que uma das suas melhores até o momento. Na verdade, Tears can be so soft é possível uma das melhores canções da carreira do artista com louvor.
nota: 8,5

14 de maio de 2023

Para Chorar Fazendo a Sensual

True love (feat. 070 Shake)
Christine and the Queens

Se existe uma subcategoria que gosto é a canção feita para fazer a gente dançar e chorar ao mesmo tempo. E o Christine and the Queens lançou um exemplo primoroso em True Love.

Apesar de um pouco longa demais com quase seis minutos, a canção é uma sexy, melancólica e envolvente synth-pop misturado com art pop com uma produção especialmente inspirada e madura. Com uma construção instrumental que constrói toda a atmosfera, True Love é o retrato perfeito da capacidade lírica de Christine que ao narrar sobre como a gente se senti sobre se declarar para quem se ama ao ser honesta, crível e poética. E o que arremata a música é a performance tão segura do artista que vai moldado os sentimentos de maneira a complementar todo que é construído a sua volta. Devo admitir que a presença da rapper 070 Shake não adiciona muito mais para o resultado final, mas é uma presença bem vinda que dá um toque de quebra bem vindo para a canção. E o hype para o próximo álbum de Christine and the Queens aumenta ainda mais.
nota: 8


26 de março de 2023

O Inicio de Uma Imensa Era

To Be Honest
Christine and the Queens


A nova era de Christine and the Queens será simplesmente gigantesca: o álbum Paranoïa, Angels, True Love terá três lados, vinte músicas ao total, cerca de uma hora e meia de duração e três parcerias com a Madonna. Felizmente, a primeira amostra é a ótima To Be Honest.

Apesar de não necessariamente parecer com um primeiro single, a canção é uma requintada, bela, épica, melancólica e poderosa mistura de synthpop com art pop e toques de art rock que a transforma em uma pequena grande obra pop. O trabalho instrumental ouvido aqui é impressionante ao ser de uma complexidade sonora que a eleva para outro patamar. Devo admitir que não gosto exatamente do clímax de To Be Honest, pois a mesma não parece alcançar o ápice que a sua construção iniciar parece a encaminhar. Tirando isso, a canção é um deslumbre sustentado pela belíssima e tocante performance de Christine que coloca um peso emocional palpável para entoar uma honesta letra sobre o medo de amar. Sinceramente, se essa for uma previa real do que está por vim, o álbum será um dos eventos pop de 2023. Que assim seja.
nota: 8

21 de julho de 2022

Coragem Pop

Je te vois enfin
Christine and the Queens


Enquanto muitos vão na direção da massificação, a Christine and the Queens parece não tem medo de pelo lado oposto com um pop sombrio e experimental. Esse é caso de Je te vois enfin, primeiro single do seu próximo álbum intitulado Redcar les adorables étoiles.

Ao misturar doses de electropop com art pop em uma batida áspera e imprevisível, Je te vois enfin ganha uma identidade tão única que fica difícil de passar batido pela canção sem esboçar algo tipo de reação. Acredito que seja essa vontade de Christine, pois a canção é o tipo de trabalho que deve dividir entre quem odeie ou quem ame. Mesmo gostando do resultado final devo admitir que a canção tem alguns problemas. Primeiro, apesar da ótima presença vocal, algumas decisões da produção vocal de intercalar a voz principal e o coro é um pouco estranha. Além disso, a parte final se mostra o arranjo levemente repetitivo. Entretanto, Je te vois enfin é tão interessante que sabendo passar por esses detalhes é possível ver a grande canção que se esconde.
nota: 8

30 de julho de 2019

Gone, But Back

Gone
Charli XCX & Christine and the Queens

Continuando a sua montanha russa entre acertos e bolas foras, a Charli XCX ainda continua sendo uma das artistas pop mais excitantes da atualidade. Felizmente, a cantora lançou o imenso acerto com a estilosa Gone ao lado da cantora Christine and the Queens.

Gone é o tipo de canção que a Charli XCX sabe fazer melhor: estranha, dançante,  pouco mainstream e, ao mesmo tempo, uma verdadeira explosão pop. E a produção acerta em todos os quesitos, entregando o que deve ser a melhor canção da cantora até o momento. Uma mistura azeitada e pouco usual de electropop com influências de industrial e pc-music que cria uma batida esquista, cadenciada e pouco convencional. E, mesmo assim, Gone é o tipo de canção pop que deveria estar no topo das paradas devido a sua originalidade e qualidade. A batida bem marcada tem a capacidade de soar que está "fora do lugar" com o resto da música, mas parece a escolha perfeita para ser a condutora dessa atmosfera sombria e sensual. O ritmo é uma montanha russa que poderia ser um tiro no pé, mas combina perfeitamente com tudo a seu redor já que a transforma em uma excepcional canção "para dançar e chorar na pista de dança". E a parte de chora vem da sensacional composição sobre aceitar que nem sempre há como mudar as coisas a nossa voltar e precisar aprender a lidar com os seus sentimentos pessoais mais sombrios. Complexa, cheia de nuances e sem perder o tino pop como é o excelente refrão, Gone ainda se beneficia das presenças inspiradas de Charli e da sensacional Christine and the Queens que adiciona personalidade única para a canção, criando uma perfeita e tocável química entre as duas. Mesmo sendo ainda sendo imperfeita no resultado final até o momento é necessário admirar que a Charli XCX está carregando boa parte do pop atual nas costas. 
nota: 8,5