Mostrando postagens com marcador Elza Soares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elza Soares. Mostrar todas as postagens

21 de janeiro de 2022

Obrigado, Elza

Cantar
Eu quero cantar até o fim
Me deixem cantar até o fim
Até o fim eu vou cantar
Eu vou cantar até o fim
Eu sou mulher do fim do mundo

Eu vou, eu vou, eu vou cantar, me deixem cantar até o fim



31 de maio de 2020

Uma Deusa Chamada Elza

Carinhoso
Elza Soares

Alguém ainda duvida que a Elza Soares é a deusa da música popular brasileira? Dona de uma das carreiras mais ricas, longevas e importantes da nossa música, Elza não parece disposta a aposentar tão cedo ao continuar presenteando o público com a regravação do clássico Carinhoso.

Uma das canções mais importantes do nosso cancioneiro, Carinhoso ganha uma versão modernosa com Elza sem esquecer a sua melodia atemporal. Seguindo o modelo dos últimos três álbuns da cantora, a regravação é uma densa, elegante e sensual que ressignifica a canção de forma sincera e orgânica. Com um instrumental impressionante, a canção erra só na sua duração um pouco longa demais, mas isso é compensada pela magnífica presença de Elza em uma performance delicada e que mostra a sua imensa versatilidade sem perder a sua distinta personalidade. E cada vez mais acredito que o mundo é da Elza e a gente apenas vive nele.
nota: 8

9 de agosto de 2017

Um Encontro de Gerações

Na Pele
Elza Soares & Pitty

Não irei julgar as preferências de cada um, mas enquanto muitos vibram com a ascensão de Pablo Vittar e a consolidação da Anitta apenas nado na contramão ao vibrar e ficar feliz com a revitalização da carreira da Elza Soares. Muita responsabilidade vem do lançamento do álbum genial A Mulher do Fim do Mundo de 2015, mas existe espaço para o descobrimento de Elza de uma nova geração do público que, provavelmente, nunca tinha ouvido falar da mesma. E com que felicidade não recebo esse dueto de Elza com a Pitty na canção Na Pele.

A principal qualidade da canção uma junção de MPB com rock é que, mesmo tendo duas cantoras relativamente tão diferentes entre si, existe uma noção de unidade na construção da canção, não deixando de escanteio ou deslocada nenhuma das cantoras. Ainda na cola da profunda sonoridade do álbum de Elza, Na Pele tem uma sensação de atemporalidade que se colide com a urgência da sua  instrumentalização forte e indiscutivelmente marcante. Interpretada com a usual avassaladora emoção gutural de Elza e com Pitty fazendo bonito ao segurar as pontas, a canção é um poderosa reflexão sobre as marcas do tempo e se sentir sábia e forte  pelas "rugas" que a vida nos dá. Apesar de achar que esse tema poderia render liricamente algo com um impacto genuinamente avassalador. De qualquer forma, apenas a existência de uma canção como essa já é motivo de grandes felicidades.
nota: 8