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23 de junho de 2024

Encontro Surpresa

I’m Free
Paris Hilton & Rina Sawayama


Apesar de ter alguns anos fazendo resenhas e acompanhando o mundo da música, especialmente o mundo pop, ainda tenho a capacidade de me surpreender com algumas coisas. E a mais recente é o fato da Paris Hilton decidir voltar ao mundo da música com o lançamento de um novo álbum, tendo com primeiro single a divertida I’m Free com participação da Rina Sawayama.

É necessário dizer que a canção funciona de fato devido a presença da Rina, mas a grande surpresa é que Paris não atrapalha em nada. Não que a Paris não tenha já entregado uma boa canção, mas, sejamos sinceros, a socialite não é cantora. Dito isso, a produção acerta ao fazer Paris entoar a sua parte da melhora possível, deixando o peso pesado para a presença sempre mágica da Rina que carrega a canção desde o primeiro instante que sua voz é ouvida. Sonoramente, I’m Free é uma deliciosa e despretensiosa dance-pop com toques de post-disco que funciona se você desliga a mente da procura de algo com mais profundidade e densidade. I’m Free é uma agradável surpresa, mas que não irei esperar nada nesse mesmo nível no novo álbum da Paris. Posso até ser aberto a surpresas, mas estou bem longe de ser enganado tão facilmente.
nota: 7,5

16 de abril de 2023

Um Tema Para Rina

Eye For an Eye
Rina Sawayama


Ao contrário de STILL ALIVE para o novo filme Pânico, a ótima Eye For an Eye, tema de John Wick: Chapter 4, da Rina Sawayama, que tem um papel de coadjuvante, é ideal para ser tema, pois acerta no ponto ao conseguir combinar com o filme em questão.

Eye For an Eye é uma sóbria, sensual, explosiva e madura mistura de pop rock, dance e indie rock que consegue manter a personalidade da cantora de maneira intacta e, ao mesmo tempo, ter os toques precisos do filme que é tema. Existe uma atmosfera de perigo que permeia toda a canção que encontra o perfeito equilibro com a performance estilizada e poderosa de Rina. E o mais interessante Eye For an Eye é que a sua letra beira o clichê, mas se mostra uma tática acertada já que foi pensada exatamente para ter essa qualidade de tema de filme do 007 com uma pegada mais moderna. E é assim que se faz um tema.
nota: 8

15 de novembro de 2022

Crônicas Intimas de Uma Diva Pop

Frankenstein
Rina Sawayama


Uma das características que melhor se integra com a persona artística da Rina Sawayama é o famoso “dançar e chorar”. Esse é o caso da ótima Frankenstein.

Do lado dançante, a canção é uma interessante mistura de dance pop com pop rock que faltou certo estofo sonoro, mas que ainda é um trabalho tão refinado, cativante e inteligente que fica até fácil deixar de lado certos tropeços. E a atmosfera sombria é a deliciosa cereja por cima que dá o doce sabor final. Do lado de chorar, Frankenstein relata a vontade da Rina de sentir amada para poder amar a si mesma que nas entrelinhas mostrar o quanto toxico pode ser esse tipo de relacionamento. A cantora defende a canção com a sua sempre espetacular performance que a defini como uma das melhores divas pop da atualidade.
nota: 8

30 de agosto de 2022

Stripped

Phantom
Rina Sawayama

Continuando a sua divulgação do álbum Hold the Girl que será lançado no começo de Setembro, a Rina Sawayama lançou a linda e tocante Phantom que parece ter saído diretamente do começo dos anos dois mil.

Uma power balada pop sobre autoconhecimento, amor próprio e curar as feridas da juventude, a canção poderia facilmente ser uma das faixas do Stripped da Christina Aguilera ao lado de The Voice Within e Beautiful. Existe essa áurea que facilmente encaixa a canções na sonoridade dessa época da Aguilera, mas, felizmente, a produção coloca quebras de expectativas suficiente para dar um verniz moderno e com a personalidade de Rina. Entretanto, o principal motivo para Phantom ser uma balada pop tão eficiente é a espetacular performance da cantora que consegue entregar força, vulnerabilidade e emoção em canção que poderia facilmente cair em um lugar comum ou em exageros pretenciosos. Como possível último single antes do lançamento do álbum, Phantom é o fechamento perfeito para essa era que realmente deixou as expectativas bem altas.
nota: 8

28 de julho de 2022

Um Obra "90

Hold The Girl
Rina Sawayama


Se ainda existia alguma dúvida de qual era os rumos do novo álbum da Rina Sawayama, isso é desmontado com o lançamento da ótima Hold The Girl.

Faixa que dá nome ao trabalho, o single é um elegante, emocionante, grandiosa, inteligente, linda e nostálgica mistura de synth-pop, pop rock e EDM que remete diretamente a uma sonoridade dos anos noventa, especialmente uma ouvida na Europa na parte final da década. Na verdade, a canção remete também aos primeiros trabalhos da própria Rina ao ter uma construção mais artística do que a direta This Hell. O lado emotivo da canção é trazido pela tocante composição que fala sobre amor próprio, podendo ser direcionada para si mesma ou para alguém que a cantora ama. Apesar de batida a temática, Hold The Girl se destaca devido a maturidade que a composição é construída, deixando de lado clichês fáceis de lado. O que realmente faz Hold The Girl se destacar, porém, é a belíssima performance vocal da cantora que consegue criar uma teia de nuances até explodir de maneira poderosa na sua parte final. E com mais esse lançamento, Rina Sawayama aumenta consideravelmente o hype para o lançamento do seu segundo álbum.
nota: 8

28 de junho de 2022

Disney Channel

Catch Me In The Air
Rina Sawayama


Acredito que a intenção do segundo álbum da Rina Sawayama será entregar um trabalho que seja essencialmente pop, passeando pelos vários subgêneros que marcaram especialmente os anos noventa/dois mil. Depois do pop rock de This Hell, a cantora lançou a balada pop Catch Me In The Air que parece ser inspirada no pop teen dos astros do Disney Channel.

Essa comparação não quer dizer que Catch Me In The Air seja uma canção ruim, pois a canção é a visão da Rina sobre esse pop e, por isso, espere algo realmente bem acima da média. Leve, fofa, delicada e inspiradora, a produção que conta com a coprodução do lendário Stuart Price (Madonna, Dua Lipa, The Killers, Kylie Minougue) é muito bem pensada ao saber criar uma batida que lembre a sua influência, mas que adicione uma camada pesada de personalidade e substancia para elevar a ideia em algo concreto. Com uma letra realmente inspirada sobre a relação entre pais solos e seus filhos, Catch Me In The Air é elevado de fato pela presença magnifica dos vocais de Rina que consegue dar uma força emocional para a canção de maneira sublime em pesar a mão e ainda mostrar o seu poder vocal. Não acredito que a canção irá agradar quem esperava algo ousado como as canções do primeiro álbum da cantora, mas quem abrir um pouco a mente irá perceber a realmente intenção da cantora e irá embarcar nessa nova jornada.
nota: 8

20 de maio de 2022

Rainha Rina

This Hell
Rina Sawayama

Dona de um dos melhores debut pop dos últimos dez anos, a Rina Sawayama prepara para lançar o sucessor de Sawayama com o lançamento de Hold the Girl em setembro. Como primeiro single foi lançada a divertidíssima This Hell.

Voltando os seus olhas para o rock, a cantora lançar em This Hell uma versão pop/dance extremamente divertido, energético, viciante e levemente brega. Acredito que a canção seja uma espécie de homenagem/imitação/pastiche das influencias rock na discografia da cantora, especialmente quando se olha a sua ótima regravação de Enter the Sandman do Metallica. Não é exatamente para se levar a sério como a versão de Rina do rock, mas a produção de Clarence Clarity e Paul Epworth entrega uma canção realmente sólida e com um instrumental sensacional com pontos extras para o ótimo solo de guitarra. E quando se nota essa ideia por trás de This Hell é que se pode curtir a composição cliché sobre não precisar ser aceito pela sociedade para poder viver feliz ao fazer uma metáfora sobre como é melhor ir para o inferno do que viver escondendo quem é de verdade. O que continua idêntico aos outros trabalhos de Rina é a sua maravilhosa entrega vocal que, além de completamente versátil, consegue mostrar potencia sem exageros. E como esse começo auspicioso, Rina entra na sua nova era com dois pés direitos.
nota: 8

1 de abril de 2022

O Céu De Pabllo

Follow Me
Pabllo Vittar & Rina Sawayama


É nítido o crescimento artístico da Pabllo Vittar, especialmente nos últimos tempos. Com uma carreira já consolidada, a drag queen parece ter mais espaço para se aventurar sonoramente e isso repercute no resultado final de seus trabalhos. E é assim que a artista entrega a sua melhor canção com o lançamento da ótima Follow Me com participação da Rina Sawayama.

Segunda parceria das duas artistas depois do remix de Comme des Garçons (Like the Boys), Follow Me é uma surpreendente mistura de electropop, EDM, toques de latin pop e synth-pop que apresenta uma produção inspirada que consegue sair de qualquer clichê para entregar uma canção explosiva, inteligente, cativante, lindamente construída. Cheia de nuances que vão sendo adicionadas ao longo da sua duração que consegue criar uma canção realmente completa e com personalidade definida, misturando influencias diversas como, por exemplo, o começo dos anos noventa e as batidas feitas para se dançar vogue. Além disso, as duas artistas brilham em suas performances sem ofuscar a outra e mostrando química perfeita. A composição, sim, poderia ser melhor, especialmente o seu refrão, mas o resultado final é bem acima da média e com bons momentos. Se alguém duvidava da potencia pop que a Pabllo Vittar poderia alcançar é só prestar atenção em Follow Me que terá as suas dúvidas respondidas.
nota: 8

19 de outubro de 2021

2 Por 1 - Rina & Phoebe

Enter Sandman
Rina Sawayama

Nothing Else Matters
Phoebe Bridgers

Devo admitir: nunca tinha ouvido uma música do Metallica. Provavelmente, devo ter escutado partes aqui e ali, mas parar para ouvir não lembro realmente de ter feito. Todavia, devo admitir que vou mudar essa história devido aos ótimos covers feitos pela Rina Sawayama e pela Phoebe Bridgers.

Parte do álbum comemorativo The Metallica Blacklist que celebra o álbum de maior sucesso da banda intitulado apenas Metallica (conhecido como The Black Album) de 1991, as regravações de ambas artistas são apenas algumas das várias versões de cinquenta e três artistas para as faixas do álbum. E mesmo mergulhadas em uma profusão de artistas e estilos, ambas ganham destaque fácil devido a qualidade de suas versões. Especialmente a ótima Enter Sandman pela Rina Sawayama. Para quem ouviu o seu álbum debut sabe que a britânica é uma artista versátil a ponto de ir do pop comercial ao metal com uma facilidade incrível. E aqui a cantora prova que é capaz se segurar esse tipo de canção de maneira natural e completamente adaptada vocalmente e emocionalmente. Rina consegue manter o espirito da canção original e adicional uma tonelada de personalidade na batida frenética e épica de Enter Sandman. Enquanto isso, Phoebe Bridgers empresta a sua delicadeza melancólica para dar sentimentalismo puro para Nothing Else Matters. Acredito que a aspereza do Metallica pode perder certa força na visão da jovem cantora, mas é repensado pela atmosfera lindamente construída que fica soando como o tema de um conto de fadas sombrio. Acredito que uma das maneiras de um artista mostrar que o seu legado é imortal é manter a sua força mesmo em versões de artistas completamente diferentes da sua essência. E isso é o que acontece com o Metallica.
notas
Enter Sandman: 8
Nothing Else Matters: 8


17 de abril de 2021

Sonhos Reais

Chosen Family
Rina Sawayama & Elton John

Com o sucesso de critica e público que o seu debut atraiu no ano passado, Rina Sawayama conquistou um fã bastante ilustre: Elton John. O lendário cantor escolheu Sawayama como um dos melhores álbuns do ano passado, tecendo vários elogios para o trabalho. E é por isso que é o lançamento da nova versão de Chosen Family com a participação do Elton é outra imensa vitória para a carreira da Rina Sawayama.

Ao analisar a canção original disse que Chosen Familyé uma quase tradicional balada pop rock/indie pop que não tem nada de criativo na sua construção, mas mesmo assim é um trabalho inspirado.”. Nessa nova versão não existe uma alteração dessa qualidade, mas, sim, a adição muito bem vinda de mudanças que mostram o carinho que Elton tem pela cantora. Primeiramente, o cantor não termina como um backvocal de luxo, pois a sua presença é bastante forte durante toda a canção. Apesar da sua performance cantando o segundo verso é um pouco áspera vocalmente, Elton volta a brilhar em dueto com Rina e, principalmente, no momento antes do clímax final. Em segundo, as mudanças instrumentais mostram a presença marcante do piano de Elton dando um toque contemporâneo para a canção. E com essa assinatura de qualidade mais do que certificada, Rina Sawayama continua a sua caminhada de ser um dos melhores nomes do pop da atualidade.
nota: 7,5

27 de novembro de 2020

Lady Rina GaGa Sawayama

Lucid
Rina Sawayama



Dona de uma das melhores trajetórias em 2020, Rina Sawayama ainda não atingiu infelizmente um público mais mainstream dentro do pop. Nem sei se essa é intenção, mas o lançamento de Lucid parece apontar para essa direção ao mirar diretamente a sonoridade da Lady GaGa. 

Não acredito que a ideia tenha sido fazer uma canção da GaGa na voz de Rina, mas a produção também não tenta ocultar muita coisa ao ser construída por BloodPop, responsável por dar forma ao Chromatica. Felizmente, Lucid é uma boa “cópia”, pois consegue ser melhor que várias faixas do álbum da GaGa. Isso se deve especialmente devido ao carisma e refrescância que a presença de Rina causa no comando da canção. Um bom e dançante dance-pop/electropop, o single que marca o começo dos trabalhos do lançamento da versão delux do debut de Rina, a canção caí em alguns momentos no lugar comum em uma batida farofa. Todavia, as nuances e o ótimo refrão salvam a canção inteira de ser apenas genérica para uma ser deliciosamente genérica. Espero que em algum momento um público maior possa descobrir a Rina Sawayama por seus méritos e, principalmente, a mesma não desça mais em qualidade apenas para agradar. 
nota: 7,5

16 de agosto de 2020

Rainha Rina

XS
XS (Bree Runway Remix) (feat. Bree Runway)
Rina Sawayama

Assim como quem não quer nada, a britânica Rina Sawayama vai se tornando um dos nomes mais importantes do atual cenário pop. Lançada esse ano, o genial single XS ganha uma versão remix que mostra a força criativa de Rina em plena forma.

XS, faixa do magistral álbum debut da cantora, é o tipo de canção que você não sabe muito bem o que está acontecendo, mas que acaba amando de qualquer forma. Uma mistura esquisita e genial de art pop com indie, pop rock e electropop, criando um híbrido surpreendente, ousado, comercial e completamente viciante. Cheio de nuances primorosas e quebras de expectativas que apenas agregam ao resultado final, XS deixa bem claro que Rina tem disposição e talento para dar um passo além dentro do pop para fazer da sua sonoridade substancial e diferenciada. Falando de forma divertida e com uma acidez picante sobre consumismo e a necessidade de manter as aparências a todo o custo por meio da ostentação, a canção é entoada por uma inspirada Rina que se mostra uma diva pop com uma versatilidade e alcance monstruosos. A versão remix sofre do mesmo problema que esse tipo de canção são acometidas nos últimos tempos ao não mudaram exatamente quase nada na sua produção instrumental. Felizmente, a qualidade de XS é tão alta que o efeito dessa "tapeação" afeta quase nada. Além disso, a presença da rapper Bree Runway e o seu divertido verso é bem vinda, mesmo que poderia ter sido mais explorada. De qualquer forma, Rina Sawayama entregou uma das melhores canções do ano em um nível quase inalcançável. 
notas
XS: 9
XS (Bree Runway Remix): 8,5

3 de maio de 2020

Uma Garota para Todas as Estações

Chosen Family
Rina Sawayama

Versatilidade. Essa é uma qualidade importante para a construção de uma diva pop desde os tempos do começo da carreira da Cher. Não apenas esteticamente, mas também sonoramente. Depois da ótima Comme des Garçons (Like The Boys)Rina Sawayama lançou a surpreende conservadora Chosen Family em uma amostra da sua imensa versatilidade.

Ao contrário das canções sonoramente ousadas e/ou dançantes que a cantora vinha apresentando, Chosen Family é uma quase tradicional balada pop rock/indie pop que não tem nada de criativo na sua construção, mas mesmo assim é um trabalho inspirado. A qualidade da canção é mostrar para o público a capacidade de emocionar de Rina com uma performance comovente, forte e revelando um timbre encantador, lembrando aquelas baladas que normalmente ficam no final de um álbum de uma diva pop tradicional. Na verdade, a canção lembra muito a estética e sonoridade desse tipo da canção do final dos anos noventa e começo dos dois mil. E o mais importante de Chosen Family é a sua temática: a família do coração que muitos constrói por não terem uma de verdade por diversos motivos. Rina pode até soar sentimental demais para aqueles que queriam bater cabelo, mas a sua metamorfose colabora para dar mais solidez para a persona diva pop em construção.
nota: 8

16 de março de 2020

New Faces Apresenta: Rina Sawayama

Comme des Garçons (Like The Boys)
Comme Des Garçons (Like the Boys) [Brabo Remix] (feat.  Pabllo Vittar)
Rina Sawayama

Existe uma procura eterna para saber quem será o próximo grande nome da música que parece que está cada vez seguindo o ritmo das redes sociais/meios de comunicação que, infelizmente, fica quase impossível a gente acompanhar com alguma atenção. E é por isso que muitos bons nomes que não necessariamente se tornam esse próximo grande nome são facilmente deixados de lados. Felizmente, esse não será o caso da ótima Rina Sawayama.

Nascida no Japão, mas criada desde os cinco anos na Inglaterra, Rina Sawayama vem conquistando fãs com o seu indie pop/electropop/alternativo nos últimos quatro anos. Sem ainda lançar um álbum oficial, a cantora prepara o seu aguardado debut ainda para esse ano e já lançou o primeiro single: a interessante Comme Des Garçons (Like the Boys). E, queridos leitores, o hype em torno da cantora pode ser entendido com essa canção, pois o single é uma fascinante explosão bem pensada de gêneros para criar uma obra única e espetacular. Misturando electropop com disco, funk, house e uma dose generosa dos anos '90, Rian é capaz de produzir um trabalho que consegue soar vintage e moderno ao mesmo tempo. Divertido e comercial no mesmo nível que tem o seu lado artístico sem perder integridade. Redondinha como uma canção pop deve ser, mas com deliciosas nuances de algo mais complexo. Comme des Garçons (Like The Boys) se torna até o momento uma das melhores canções pop de 2020. Com uma composição empoderada sobre ter a confiança de um homem para poder enfrentar os problemas do dia-a-dia, Rina Sawayama entrega uma performance versátil e com nuances interessantes que devem fazer diferença em um álbum. Uma versão remix menos inspirada foi lançada com a participação da Pabllo Vittar. Mudando a produção para uma pegada bem mais eletrônica, a versão poderia ter se aproveitado mais da Pabllo, mas, felizmente, termina sendo um bom remix que não atrapalha a percepção da versão original. E não altera principalmente o hype que Rina Sawayama criou para o lançamento do seu álbum.
notas
Versão Original: 8
Versão Remix: 7