15 de abril de 2012

As 50 Maiores Cantoras de Todos os Tempos

Part. I
Part. II
Part. III
Part. IV
Part.V
Part. VI
Part. VII


Parte VIII

15.Diana Ross
Ela começou a carreira como parte do grupo The Supremes fundado na histórica Motown. Com o grupo, ela fez história ao emplacar 12 números um na parada americana, um feito incrível para um grupo de apenas mulheres e negras. Contudo, sua estrela brilhava muito mais que as colegas. Por isso, a gravadora a lançou em carreira solo onde ela se transformaria a primeira super star da música com cerca de 100 milhões de cópias vendidas e uma carreira de mais de 50 anos. Fato curioso: vocês sabiam que ela foi indicada ao Oscar em 1973 de Melhor Atriz pelo filme Lady Sings the Blues cinebiografia da lenda do jazz Billie Holiday perdendo para Liza Minnelli?

14.Amy Winehouse
Um meteoro que passou quase na velocidade da luz. O que essa franzina inglesa para o mundo foi um originalidade já esquecida, uma vivacidade já morta, uma luz já apagada. Sua influência deve se transformar em lenda em algumas décadas quando novas gerações descobrirem ela como lenda musical. Sim, sua vida pessoal destruiu um dos maiores talentos. Porém, seu legado musical ira se sobrepor a isso e apenas ficara a lembrança e a lição. Assim como Back to Black será seu maior legado.

13.Cher

Poucas pessoas podem ser consideradas ícones desde o começo da carreira. Desde que começou ao lado do então marido, Sonny, ela virou ícone seja pelo talento ou bela beleza exótica. Com ele, ela lançou o hino I Got You Babe. Após o fim da parceria no casamento e no trabalho, ela passou por um peróodo de esquecimento até que se reinventou como atriz. Consagrou-se em Cannes com o filme Marcas do Destino, ganhou indicação de coadjuvante no Oscar por Silkwood - O Retrato de uma Coragem e foi ovacionada de pé ao vencer por Feitiço da Lua na categoria de Melhor Atriz no Oscar de 1986. No mesmo período voltou a brilhar na carreira musical com o hit If I Could Turn Back Time. No final da década de noventa voltou a se reinventar com o lançamento de Believe, que com advento do auto-tune mudou a cara do pop. Esse ano ela volta para mais um recomeço. Um ícone além do tempo.

12.Janis Joplin
Seria muito fácil eu colocar apenas cantoras que eu realmente conheço profundamente. Seria, mas eu não assim. A maior cantora de rock de todos os tempos merece o seu espaço aqui por ser a maior cantora de rock de todos os tempos. Sua voz rouca que misturava a soul e blues é um das vozes mais poderosas que a música já teve. Sempre imitada, nunca igualada. Assim com vários nomes além do seu tempo ela se foi com apenas 27 anos, mas sempre terá um "Piece of My Heart" para ela em todos nós.

11.Mariah Carey
Redundante falar dela como uma das maiores cantoras de todos os tempos? Sim, então vamos ser redundantes. A maior vendedora de álbuns desde Michael Jackson (ok, tem uma discordância entre ser ela e a Rainha do Pop, mas a maioria das fontes aponta ela), a dona de mais hits desde os Beatles, uma das maiores fortunas do showbussines, a maior voz surgida na sua época, dona de um dos mais impressionantes comebacks da música e etc. Como não posso citar todas suas músicas, vou citar apenas a primeira como o marco da carreira dela: Vision of Love. Pronto, fomos mais que redundantes.


Como eu reparei que houve certa "polêmica" com a minha lista, quero fazer uma proposta: quem acerta o primeiro lugar. É difícil, mas não impossível. E quem quiser pode indo chutando as outras primeiras também. Comentem!

E no Fim a Redenção

Never Let Me Go
Florence + The Machine

Existe metáfora mais forte que a da água, em toda sua plenitude, lavando os pecados dos homens na história de Noé? Acreditando ou não, é impossível negar que essa imagem é arrebatadora. E assim que o Florence + The Machine encara a redenção em Never Let Me Go, uma das músicas mais arrebatadoras dos últimos anos.

O novo single Ceremonials é uma power balada acachapante em todos os sentidos. Começa por um trabalho vocal de Florence que só posso definir como sublime. Não há como não deixar de não se envolver, emocionar e se elevar com a delicada pureza que ela imprimi em cada verso da canção. O poder contido na capacidade vocal dela é um sopro divino, um dom quase imortal. Cada nuance é uma pequena obra de arte. A interpretação magistral de Florence tem como fundo um arranjo atemporal. Fora de rota do que é feito hoje em dia, a produção de Paul Epworth pode até ter comparações, mas não pode ser igualada já que está em outro nível e outra sintonia. Como dito na introdução, a belíssima composição fala sobre redenção usando metáforas sobre o oceano e seu poder de destruição, mudança e transformação. Ela clama que apenas no fim de nossas existências nossos pecados serão "limpos" deixando nos levar por essa força. Não desistindo, apenas nos entregando. Apenas sermos arrebatados por essa força. E ao fim, teremos a nossa redenção. Assim espero.
nota: 10

14 de abril de 2012

Time Que Ganha, É Time Vencedor

Dance Again (feat. Pitbull)
Jennifer Lopez


Não é preciso ser gênio para descobrir que quando você está ganhando, é melhor continuar usando as mesmas táticas para continuar a onda de sorte. Então, nada mais justo que a J.Lo continue a tática que a fez voltar por cima da carne seca ano passado com o mega hit On the Floor.

Em Dance Again (single que abre o álbum de hit dela ou um novo álbum) usa a "trindade" da base de OTF: dance pop, RedOne e Pitbull. O curioso da canção é que ela é aparentemente melhor que a sua "prima", mas no final das contas não tem o mesmo impacto. A produção de RedOne faz de Dance Again uma canção dançante, mas tradicional sem grande criações. O grande diferencial é atmosfera de Dance Again que parte de uma sensualidade mais envolvente. Nisso, J.Lo está ótima. Sua voz aqui foi tratada com um filtro que a deixou sedosa, mas sem parecer artificial. Enquanto Pitbull exala sexualidade conseguindo melhorar sua performance. A letra, que tem co-autoria do Enrique Inglesias, é até boa para o estilo. Consegue ter uma pegada mais romântica, mas sem perder as características de "vamos dançar". A canção não deve alcançar o mesmo sucesso de On the Floor, mas pelo menos é a prova que aos 42 anos deixa no chinelo mais da metade das cantoras pop de hoje.
nota: 7

13 de abril de 2012

Uma Dor Para Chamar de Minha

Over You
Miranda Lambert

Uma das características de maior pungência no country americano é falar sobre a dor causada por uma desilusão amorosa. Em maios ou menos intensidade ou/e qualidade, sempre o tem vai estar em voga em algumas das músicas de todos os artistas do estilo. Assim também acontece com a cantora Miranda Lambert.

Over You, segundo single do álbum Four The Record lançado no final do ano passado, é uma balada country bem escrita, mas que peca pelo clima lento demais. A canção tem um trabalho bom de produção arranjo que é prejudicado pela longa introdução e pela duração de mais de quatro minutos. Dá certo soninho de ouvir a canção inteira. Contudo, a eficiente composição escrita por ela e pelo seu marido, o cantor Blake Shelton, ajuda a manter em equilíbrio o resultado final ap mostrar emoção sem cair no lugar comum. Fechando o pacote tem o doce e contido vocal de Miranda. Mesmo não sendo genial, Over You é uma boa representante da canção country para expor a "dor do amor".
nota: 7

12 de abril de 2012

Anticlímax

Climax
Usher

Por definição, a palavra clímax significa: o ponto culminante de algo, principalmente de uma sensação como o orgasmos. Então, anticlímax seria o ponto mais baixo dessa sensação. E assim é a nova canção do Usher.

Climax, primeiro single do próximo álbum dele, tem vários fatores que podia transforma-lá  em uma ótima canção. Usher volta a dar destaque para R&B, estilo que o consagrou e que ele domina com sua influência de Michael Jackson. A produção na pegada mais contida, sexy com algumas pitadas de pop. A letra também é bem interessante tratando sobre o momento exato do fim de um relacionamento. Porém, Usher atrapalha a canção com o uso do falsete demasiadamente em quase todo a música. Aquela voz "fina" usado sabiamente é um trunfo, mas aqui ele se perder abusando disso principalmente no refrão. É quase uma broxada!
nota: 6,5

11 de abril de 2012

New Faces Apresenta: "Quando é Bom, Não Importa Quem Seja"

Home Again
Michael Kiwanuka

Você conhece Michael Kiwanuka? Não? Tudo bem, pois isso não anula o fato de que ele fez uma das melhores músicas do ano sem precisar de grande divulgação.

Inglês, filho de pais de Uganda, ele acabou de lançar seu primeiro álbum que levou o nome do segundo single lançada, Home Again. Escolhido como a maior promessa de 2012, não é de se admirar o porquê disso. Carregando um som retrô misturando soul, folk e blues ele faz de Home Again (canção e álbum) jóias raras e de valor não calculado. O single é de uma sensibilidade tocante falando sobre a sensação de estar perdido neste mundo, mas com esperança de um dia encontrar o caminho de casa. A delicadeza expressa na bela composição emana uma sensação de calma que reflete no arranjo minimalista, mas um emaranhado de emoções. Assim também posso exemplificar a voz de Kiwanuka. Um momento de puro deleite. Então, agora que já cochece um pouco o Michael Kiwanuka que tal dar uma chance para ele? E não ser mais "alienado"?
nota: 9

10 de abril de 2012

Era Uma Vez 1998

It All Belongs To Me
Brandy & Monica

Hoje vou contar uma história que aconteceu há muito tempo.

"Era uma vez duas lindas cantoras de R&B na flor da idade. Brandy, uma linda atriz/cantora que tinha acabado de ganhar notoriedade ao estrelar seu próprio seriado de TV, e Monica, jovem cantora que tinha acabado de lançar sua carreira. Como o destilo colabora para certas coisas aconteceram, as duas acabaram gravando um dueto que definiria a cara do R&B. Em 1988, a canção The Boy is Mine foi lançada e se tornou uma das músicas de maior sucesso da parada Billboard ficando 13 semanas no topo, levando um Grammy e alçando a carreira das duas ao estrelato. Mais de uma década depois, a carreira das duas entrou em uma estagnação esperada (apesar de mais "agitada" a da Brandy). Então, como nascida das chamas, as duas resolveram gravar um dueto na esperança, quem saber, de voltar ao topo. Pena que como, na maioria da vezes, continuações são sempre inferiores aos originais, a nova parceria das duas fica devendo.


It All Belongs To Me segue a mesma linha de The Boy is Mine: dueto R&B que serve como single para ambas em lançamento de trabalho solo. Com mais influência de baladas pop, It All Belongs To Me tem uma composição bem diferente da original: enquanto em TBIM elas disputavam o amor de um garoto, agora as duas querem colocar ele para fora de casa. Apesar da mudança de "história", a composição é fraca. Parece uma representação dos sentimentos de duas meninas e não de duas mulheres de 30 anos como elas são hoje. a produção é até boa fazendo uma pegada parecida com TBIM, mas acrescentando uma sonoridade mais pop e atual. O que continua o mesmo é o talento vocal das duas que apesar de presas a formula que elas mesmas ajudaram a criar, mostram suas personalidades. Essa história não termina com um "viveram felizes para sempre", pois a canção não surtiu enfeito esperado. Então, o livro continua em aberto, para quem sabe, uma terceira continuação".
nota: 6,5

9 de abril de 2012

The Boss is Back

We Take Care of Our Own
Bruce Springsteen

Muito foi falado da volta da Madonna, mas foi quase esquecido o retorno do grande Bruce Springsteen que bateu um novo recorde ao colocar o seu novo álbum, Wrecking Ball, no primeiro lugar da Billboard se tornando o 3° maior artista com álbuns no topo da parada empatando com Elvis Presley (também 10) e só perdendo para o Jay-Z (12) e os Beatles (19). We Take Care of Our Own foi lançada como primeiro single do álbum e mostrou que mesmo aos 62 anos, Bruce ainda é um dos melhores roqueiros de todos os tempos.

Sem muita novidade, Bruce faz da canção um rock poderoso, musicalmente honesto e sem perder o toque critico que o transformou em um dos maiores compositores de sua geração. Uma critica clara e aberta sobre a atual situação financeira dos Estados Unidos e que os americanos ficaram mais amargos e menos "caridosos". Numa espécie ironia ele tenta levantar a moral no ótimo refrão cantando: "We take care of our own/ Wherever this flag's flown". Sempre atual. Sempre poderoso. Sempre Bruce.
nota: 8,5