If We Had Your Eyes
Michelle Williams
Quando lembramos da última e mais famosa formação do Destiny's Child normalmente lembramos das integrantes nesse sequência: Beyoncé, Kelly e a ... Michelle. A eterna "terceira" integrante da girl band sempre teve a difícil missão de manter a carreira solo sendo a sombra da sombra. Mesmo com três álbuns já lançados ela nunca estourou de verdade talvez pelo motivo de fora do grupo ela tenha segue a linha gospel (apesar que o terceiro CD Unexpected tenha sido em um caminho completamente diferente) ou por nunca ter tido o mesmo destaque que das outras colegas de grupo. Mesmo assim, Michelle não desiste e vai lançar seu quarto álbum e como primeiro single foi lançada a canção If We Had Your Eyes.
Michelle decidiu voltar ao mundo gospel e com a ajuda do produtor Harmony Samuels faz uma música competente mesmo que falte uma personalidade mais forte para o single. If We Had Your Eyes tem uma composição bonita e inspiradora, mas que não vai além do "arroz com feijão" caindo em alguns clichês. A produção acerta na construção instrumental e na decisão de fazer da canção um gospel/R&B contemporâneo refinado e moderno que abrange um público maior. Michelle sempre foi a voz mais diferente do Destiny e mesmo não não agradando a todos cumpre bem a sua missão aqui sem exageros. Não acho que será dessa vez será o momento da Michelle, mas ao menos ela não fica atrás das companheiras de grupo em questão de qualidade.
nota: 6,5
1 de agosto de 2013
31 de julho de 2013
Primeira Impressão
One True Vine
Mavis Staples
Peço desculpas antecipadas a quem possa ofender a minha próxima afirmação, mas eu devo dizer a verdade: a música gospel nacional é uma grande "droga". Não importa se são evangélicos que acham que cantar é o mesmo que pregar gritando como se estivesse tirando o "coisa ruim" do corpo da menina do Exorcista ou padres que acham que são cantores, mas não tem nenhuma noção do que é isso de verdade. Mesmo tendo alguns talentos, nenhum deles que tem algum destaque realmente produz nada que seja ao menos interessante. Tudo fica entre o medíocre para o péssimo. Ao contrario da produção musical gospel dos Estados Unidos e o motivo é até simples: música gospel deve ser mais que um veículo de evangelização, deve ser o verdadeiro conector da alma com o divino e sempre apoiada na qualidade "profana" de bons cantores, compositores e músicos. Claro que há uma diferença histórica na construção da música com a religião aqui e nos EUA, mas inspirar no gospel no americano não faria mal nenhum para os artistas tupiniquim. Ainda mais se for a lenda do R&B/soul/gospel Mavis Staples que lançou o maravilhoso One True Vine.
Para quem não conhece Mavis Staples, vamos ao uma rápida biografia: nascida em 1939 na Filadélfia, Mavis foi integrante do grupo de gospel/R&B The Staple Singers ao lado de seu pai e mais três irmãos. Formada em 1948 eles ficaram conhecidos na década de '70 com uma sequencia de hits como Respect Yourself e Let's Do It Again. Começou sua carreira solo paralelamente ao trabalho no grupo em 1969. Também desempenhou papel importante na luta pelos direitos civis. Seu legado é tão grande que nomes como Michael Jackson e Prince citaram ela como influência em suas carreiras. Aos 74 anos de idade, Mavis continua a provar seu talento e relevância com o lançamento do seu décimo quarto. One True Vine é defendido com uma paixão avassaladora aliado com uma experiência que só anos de carreira podem trazer. Sua voz não é a mesma que nos áureos tempos (como acontecer como qualquer artista), mas sua sabedoria em saber como usar ela é de uma genialidade ímpar e invejável. Além disso, Mavis ainda possui uma voz ainda poderosa, significativa e com um tom estupendo. A produção de Jeff Tweedy (líder da banda Wilco) é um dos trabalhas mais poderosos no ano até agora. Partindo da base que o gospel está no DNA de Mavis e o estilo é uma mistura, primordialmente, de soul e R&B, Jeff elabora uma coleção de arranjos grandiosos, sóbrios e tocantes com pitadas de uma atmosfera sombria que dá um tom de urgência nas mensagens passadas misturando-se à influências de blues e bluegrass. As composições são o que o bom gospel deve ser: não uma fonte de simples evangelização, mas de reflexão sobre a fé. Isso é feito de maneira magistral em letras acachapantes que podem fazer emocionar qualquer pessoa que deixar se abrir para essa experiência como na canção que abre o CD, a emocionante e forte Holy Ghost. Outros grande momentos do álbum ficam por conta da inspiradora What Are They Doing In Heaven Today? e a linda One True Vine. Mavis Staples dá uma aula em One True Vine não de apenas de como a religião deve se comunicar através da música, mas simplesmente de como fazer música de qualidade. Amém.
Mavis Staples
Peço desculpas antecipadas a quem possa ofender a minha próxima afirmação, mas eu devo dizer a verdade: a música gospel nacional é uma grande "droga". Não importa se são evangélicos que acham que cantar é o mesmo que pregar gritando como se estivesse tirando o "coisa ruim" do corpo da menina do Exorcista ou padres que acham que são cantores, mas não tem nenhuma noção do que é isso de verdade. Mesmo tendo alguns talentos, nenhum deles que tem algum destaque realmente produz nada que seja ao menos interessante. Tudo fica entre o medíocre para o péssimo. Ao contrario da produção musical gospel dos Estados Unidos e o motivo é até simples: música gospel deve ser mais que um veículo de evangelização, deve ser o verdadeiro conector da alma com o divino e sempre apoiada na qualidade "profana" de bons cantores, compositores e músicos. Claro que há uma diferença histórica na construção da música com a religião aqui e nos EUA, mas inspirar no gospel no americano não faria mal nenhum para os artistas tupiniquim. Ainda mais se for a lenda do R&B/soul/gospel Mavis Staples que lançou o maravilhoso One True Vine.
Para quem não conhece Mavis Staples, vamos ao uma rápida biografia: nascida em 1939 na Filadélfia, Mavis foi integrante do grupo de gospel/R&B The Staple Singers ao lado de seu pai e mais três irmãos. Formada em 1948 eles ficaram conhecidos na década de '70 com uma sequencia de hits como Respect Yourself e Let's Do It Again. Começou sua carreira solo paralelamente ao trabalho no grupo em 1969. Também desempenhou papel importante na luta pelos direitos civis. Seu legado é tão grande que nomes como Michael Jackson e Prince citaram ela como influência em suas carreiras. Aos 74 anos de idade, Mavis continua a provar seu talento e relevância com o lançamento do seu décimo quarto. One True Vine é defendido com uma paixão avassaladora aliado com uma experiência que só anos de carreira podem trazer. Sua voz não é a mesma que nos áureos tempos (como acontecer como qualquer artista), mas sua sabedoria em saber como usar ela é de uma genialidade ímpar e invejável. Além disso, Mavis ainda possui uma voz ainda poderosa, significativa e com um tom estupendo. A produção de Jeff Tweedy (líder da banda Wilco) é um dos trabalhas mais poderosos no ano até agora. Partindo da base que o gospel está no DNA de Mavis e o estilo é uma mistura, primordialmente, de soul e R&B, Jeff elabora uma coleção de arranjos grandiosos, sóbrios e tocantes com pitadas de uma atmosfera sombria que dá um tom de urgência nas mensagens passadas misturando-se à influências de blues e bluegrass. As composições são o que o bom gospel deve ser: não uma fonte de simples evangelização, mas de reflexão sobre a fé. Isso é feito de maneira magistral em letras acachapantes que podem fazer emocionar qualquer pessoa que deixar se abrir para essa experiência como na canção que abre o CD, a emocionante e forte Holy Ghost. Outros grande momentos do álbum ficam por conta da inspiradora What Are They Doing In Heaven Today? e a linda One True Vine. Mavis Staples dá uma aula em One True Vine não de apenas de como a religião deve se comunicar através da música, mas simplesmente de como fazer música de qualidade. Amém.
30 de julho de 2013
A Vida Cara Segundo Ocean
Super Rich Kids (feat. Earl Sweatshirt)
Frank Ocean
Falar da qualidade de qualquer faixa do álbum channel ORANGE do Frank Ocean é basicamente chover no molhado. Contudo, não há como fugir da "responsabilidade" de resenha uma obra tão poderosa como
Super Rich Kids.
Quinto single do álbum, a canção é uma critica avassaladora sobre o modo de vida dos "filhos das pessoas ricas". Usando um humor ácido, honesto e de com um toque sombrio Frank consegue entregar uma composição de uma genialidade ímpar de sem comparações com o atual cenário musical. Uma versão moderna do Stevie Wonder. A simples e linear performance de Frank dá a atmosfera necessária para a canção soar deliberadamente uma critica bem contundente e poderosa: como um jovem rico que tem tudo, mas se entedia tão rapidamente com essas mesmas coisas e ainda sempre com um ar blasé. A participação inesperada do rapper Earl Sweatshirt ajuda a colocar a cereja em cima do bolo. Como a deliciosa cobertura de Super Rich Kids está a produção genial que pega sample das músicas Bennie And The Jets do Elton John e Real Love da Mary J. Blige para fazer um arranjo espetacular misturando uma base old school com sua visão do que é o R&B para ele. Simplesmente um clássico moderno.
nota: 10
Frank Ocean
Falar da qualidade de qualquer faixa do álbum channel ORANGE do Frank Ocean é basicamente chover no molhado. Contudo, não há como fugir da "responsabilidade" de resenha uma obra tão poderosa como
Super Rich Kids.
Quinto single do álbum, a canção é uma critica avassaladora sobre o modo de vida dos "filhos das pessoas ricas". Usando um humor ácido, honesto e de com um toque sombrio Frank consegue entregar uma composição de uma genialidade ímpar de sem comparações com o atual cenário musical. Uma versão moderna do Stevie Wonder. A simples e linear performance de Frank dá a atmosfera necessária para a canção soar deliberadamente uma critica bem contundente e poderosa: como um jovem rico que tem tudo, mas se entedia tão rapidamente com essas mesmas coisas e ainda sempre com um ar blasé. A participação inesperada do rapper Earl Sweatshirt ajuda a colocar a cereja em cima do bolo. Como a deliciosa cobertura de Super Rich Kids está a produção genial que pega sample das músicas Bennie And The Jets do Elton John e Real Love da Mary J. Blige para fazer um arranjo espetacular misturando uma base old school com sua visão do que é o R&B para ele. Simplesmente um clássico moderno.
nota: 10
29 de julho de 2013
Primeira Impressão
Ciara
Ciara
Redenção. Essa é a melhor palavra para definir a sensação que o quarto álbum da cantora Ciara fica após ser ouvido em sua totalidade. A cantora, que estourou com o álbum Goodies em 2004, era apontada como uma das maiores promessas do R&B e que aos poucos foi perdendo o brilho com lançamentos de álbuns cada vez menos inspirados e singles cada vez com menos impacto nas paradas. Depois do fiasco que foi o seu último CD (Basic Instinct de 2010), Ciara saiu da sua antiga gravadora (Jive Records) e foi para a Epic. Com a premissa de voltar a suas origens sonoras, Ciara voltou a trabalhar com seu antigo mentor L.A Reid e antigos colaboradores como Rodney Jerkins e Jasper Cameron. Contudo, ela não parou por aí já que foi agregada uma gama bem grande de novos produtores e com eles a antiga sonoridade dela foi remodelada e modernizada criando uma nova Ciara, mas com aquela áurea de grande promessa que tinha no começo da carreira entregando um álbum excepcional.
Ciara (nada mais justo que ser um CD homônimo) é o casamento perfeito da simples receita de uma produção caprichada com uma artista talentosa. Vou começar a tirar da frente o único comentário negativo que posso fazer em relação ao álbum: Ciara não tem aquela voz poderosa ou com recursos como várias contemporâneas e por algumas vezes falta "substância" em suas performances. Então é aqui que começa o trabalho primoroso da produção ao saber como utilizar e retirar o melhor da voz da Ciara construindo faixas que se encaixam muito bem com seu tom. E ela se aproveita disso e se deixa levar sem se preocupar em tentar soar diferente do que é realmente é. Um trunfo para o álbum que não para por aí. Se não chegam a ser as maiores obras poéticas as composições feitas para Ciara são os mais deliciosos deleites que se pode esperar de um álbum que mistura feminismo com sexualidade sem ficar vulgar ou ativista demais. Tudo bem interpretado por Ciara que achou o equilíbrio perfeito entre a cantora sexy e a mulher poderosa. O grande ponto alto do álbum é sem dúvida nenhuma a construção da sonoridade: como disse antes, Ciara voltou ao passado para resgatar aquela mistura de R&B, crunk, pop e hip hop e atualizá-la de uma maneira sensacional. Com uma coesão estupenda entre os vários produtores, o CD reconstrói a sonoridade de Ciara modernizando as influências, envernizando velhos sons e adicionando algumas novas e sensacionais camadas de novos sons que apenas agregam qualidade para o álbum. No fim estamos diante de um perfeito e contagiante álbum R&B/pop já começa com a sensacional I'm Out (resenha a seguir) que além de ser a melhor do álbum é a melhor canção da carreira da Ciara, uma das melhores do ano até agora e uma das participações mais inspiradas da Nicki Minaj. Só que o álbum continua em alta com outras pérolas como as sexies e com cadência hip hop Sophomore e Super Turnt Up e as divertidas e seguindo um caminho mais pop Livin' It Up (novamente com a a Nicki) e Overdose. Claro, o álbum deve ser apreciado como um todo. Por fim, seja muito bem vinda de volta Ciara ao lugar artístico que você sempre mereceu pena que o grande público não vai dar o valor que se deve.
Ciara
Redenção. Essa é a melhor palavra para definir a sensação que o quarto álbum da cantora Ciara fica após ser ouvido em sua totalidade. A cantora, que estourou com o álbum Goodies em 2004, era apontada como uma das maiores promessas do R&B e que aos poucos foi perdendo o brilho com lançamentos de álbuns cada vez menos inspirados e singles cada vez com menos impacto nas paradas. Depois do fiasco que foi o seu último CD (Basic Instinct de 2010), Ciara saiu da sua antiga gravadora (Jive Records) e foi para a Epic. Com a premissa de voltar a suas origens sonoras, Ciara voltou a trabalhar com seu antigo mentor L.A Reid e antigos colaboradores como Rodney Jerkins e Jasper Cameron. Contudo, ela não parou por aí já que foi agregada uma gama bem grande de novos produtores e com eles a antiga sonoridade dela foi remodelada e modernizada criando uma nova Ciara, mas com aquela áurea de grande promessa que tinha no começo da carreira entregando um álbum excepcional.
Ciara (nada mais justo que ser um CD homônimo) é o casamento perfeito da simples receita de uma produção caprichada com uma artista talentosa. Vou começar a tirar da frente o único comentário negativo que posso fazer em relação ao álbum: Ciara não tem aquela voz poderosa ou com recursos como várias contemporâneas e por algumas vezes falta "substância" em suas performances. Então é aqui que começa o trabalho primoroso da produção ao saber como utilizar e retirar o melhor da voz da Ciara construindo faixas que se encaixam muito bem com seu tom. E ela se aproveita disso e se deixa levar sem se preocupar em tentar soar diferente do que é realmente é. Um trunfo para o álbum que não para por aí. Se não chegam a ser as maiores obras poéticas as composições feitas para Ciara são os mais deliciosos deleites que se pode esperar de um álbum que mistura feminismo com sexualidade sem ficar vulgar ou ativista demais. Tudo bem interpretado por Ciara que achou o equilíbrio perfeito entre a cantora sexy e a mulher poderosa. O grande ponto alto do álbum é sem dúvida nenhuma a construção da sonoridade: como disse antes, Ciara voltou ao passado para resgatar aquela mistura de R&B, crunk, pop e hip hop e atualizá-la de uma maneira sensacional. Com uma coesão estupenda entre os vários produtores, o CD reconstrói a sonoridade de Ciara modernizando as influências, envernizando velhos sons e adicionando algumas novas e sensacionais camadas de novos sons que apenas agregam qualidade para o álbum. No fim estamos diante de um perfeito e contagiante álbum R&B/pop já começa com a sensacional I'm Out (resenha a seguir) que além de ser a melhor do álbum é a melhor canção da carreira da Ciara, uma das melhores do ano até agora e uma das participações mais inspiradas da Nicki Minaj. Só que o álbum continua em alta com outras pérolas como as sexies e com cadência hip hop Sophomore e Super Turnt Up e as divertidas e seguindo um caminho mais pop Livin' It Up (novamente com a a Nicki) e Overdose. Claro, o álbum deve ser apreciado como um todo. Por fim, seja muito bem vinda de volta Ciara ao lugar artístico que você sempre mereceu pena que o grande público não vai dar o valor que se deve.
A (R)Evolução da Ciara
I'm Out (feat. Nicki Minaj)
Ciara
Existem alguns momentos na carreira de um artista que são simplesmente divisores de água tão poderosos que tem a capacidade de mudar o rumo artístico de uma vez por todas. Esse é o caso do segundo single do álbum homônimo da Ciara a parceria com Nicki Minaj, I'm Out.
Não precisa de muito tempo de execução para perceber o quanto a canção I'm Out é uma obra simplesmente genial: logo depois da introdução, Nicki entrega um de seus versos mais poderoso, divertido e inspirado que ela já fez para outro artista seja na sua genial performance ou na composição sensacional. Felizmente, as qualidades da canção não se resumem a participação de Nicki. A produção faz um trabalho
magistral ao pegar a base da sonoridade de Ciara (um mistura de R&B urban com hip hop) desconstruindo para depois remodelar acrescentando um verniz completamente original seja na batida poderosa, na escolha de uma estrutura ousada para a canção e na inclusão de elementos pop. Ciara encara perfeitamente o papel de diva/feminista pop ao cantar a super divertida composição falando sobre como ela encara um fim de um relacionamento sendo um trabalho bem elaborado, com ótimas passagens e um refrão perfeito. Só espero que a Ciara continue nesse nível para os próximos trabalhos, pois com I'm Out ela colocou sua carreira em outro patamar.
nota: 8,5
Ciara
Existem alguns momentos na carreira de um artista que são simplesmente divisores de água tão poderosos que tem a capacidade de mudar o rumo artístico de uma vez por todas. Esse é o caso do segundo single do álbum homônimo da Ciara a parceria com Nicki Minaj, I'm Out.
Não precisa de muito tempo de execução para perceber o quanto a canção I'm Out é uma obra simplesmente genial: logo depois da introdução, Nicki entrega um de seus versos mais poderoso, divertido e inspirado que ela já fez para outro artista seja na sua genial performance ou na composição sensacional. Felizmente, as qualidades da canção não se resumem a participação de Nicki. A produção faz um trabalho
magistral ao pegar a base da sonoridade de Ciara (um mistura de R&B urban com hip hop) desconstruindo para depois remodelar acrescentando um verniz completamente original seja na batida poderosa, na escolha de uma estrutura ousada para a canção e na inclusão de elementos pop. Ciara encara perfeitamente o papel de diva/feminista pop ao cantar a super divertida composição falando sobre como ela encara um fim de um relacionamento sendo um trabalho bem elaborado, com ótimas passagens e um refrão perfeito. Só espero que a Ciara continue nesse nível para os próximos trabalhos, pois com I'm Out ela colocou sua carreira em outro patamar.
nota: 8,5
27 de julho de 2013
Primeira Impressão
Long Way Down
Tom Odell
Nem sempre um novo artista ganha o "colo" da critica com o lançamento do seu álbum debut mesmo depois das boas perspectivas que recebeu quando foi descoberto. Esse é o caso do jovem inglês Tom Odell e seu álbum Long Way Down.
Escolhido vencedor do prestigiado BRITs' Critics' Choice Award no começo do ano que já foi dado para nomes como Emeli Sandé, Adele e Florence and the Machine, Tom lançou seu primeiro álbum no final do mês passado que foi recebido de maneira morna para fria. Tanto que a revista NNE deu um 0 o que levou o pai do cantor reclamar para a revista. Ok, nem é para tanto, mas Long Way Down é realmente uma decepção. Seguindo uma linha indie folk/pop, Tom (também produtor do álbum) consegue até criar uma sonoridade coesa e com uma boa instrumentalização. Porém, ainda é nítida a falta de experiência dele principalmente no momento em que sentimos a falta de uma maior profundidade emocional na construção das faixas que ficam soando frias e apagadas. A voz de Tom é bem interessante, mas ainda não sabe exatamente coloca-la para extrair o melhor. Há alguns momentos que ele dá uma "amostra" como na bonita Sense. O principal defeito do álbum são as suas composições: Tom escreve como se fosse uma versão indie do Justin Bieber, mas com a intenção de parecer um artista muito experiente e genial. Falta mais do que técnica para Tom: falta inteligência emocional. Claro, é muito fácil de ver que ele é dono de um talento único que precisa ser propriamente cuidado para não ficar apenas na promessa.
Tom Odell
Nem sempre um novo artista ganha o "colo" da critica com o lançamento do seu álbum debut mesmo depois das boas perspectivas que recebeu quando foi descoberto. Esse é o caso do jovem inglês Tom Odell e seu álbum Long Way Down.
Escolhido vencedor do prestigiado BRITs' Critics' Choice Award no começo do ano que já foi dado para nomes como Emeli Sandé, Adele e Florence and the Machine, Tom lançou seu primeiro álbum no final do mês passado que foi recebido de maneira morna para fria. Tanto que a revista NNE deu um 0 o que levou o pai do cantor reclamar para a revista. Ok, nem é para tanto, mas Long Way Down é realmente uma decepção. Seguindo uma linha indie folk/pop, Tom (também produtor do álbum) consegue até criar uma sonoridade coesa e com uma boa instrumentalização. Porém, ainda é nítida a falta de experiência dele principalmente no momento em que sentimos a falta de uma maior profundidade emocional na construção das faixas que ficam soando frias e apagadas. A voz de Tom é bem interessante, mas ainda não sabe exatamente coloca-la para extrair o melhor. Há alguns momentos que ele dá uma "amostra" como na bonita Sense. O principal defeito do álbum são as suas composições: Tom escreve como se fosse uma versão indie do Justin Bieber, mas com a intenção de parecer um artista muito experiente e genial. Falta mais do que técnica para Tom: falta inteligência emocional. Claro, é muito fácil de ver que ele é dono de um talento único que precisa ser propriamente cuidado para não ficar apenas na promessa.
26 de julho de 2013
Para Uma Nova Geração de Teenagers Fans
Carry You
Union J
Em um mercado que cada vez mais rápido se renova com uma facilidade igual a de mudar de uma música para outra no iPod não é de se estranhar que quem está no alto hoje, amanhã será substituído por outro (s). Em especial, isso acontece no mercado voltado para o publico teen. Vejamos o caso da boy band One Direction: por enquanto eles estão no topo do delírio infantojuvenil, mas até quando? Pois já tem boy bands querendo o mesmo espaço deles e já tem até o mesmo background. Estou falando da banda Union J.
Para quem não conhece eles aqui está um link que eu escrevi sobre eles, mas resumidamente: o Union J é uma boy band de jovens ingleses descobertos no The X Factor UK que não venceram só que conseguiram
um contrato após a participação deles no reality. Assim como o One Direction (a única diferença é que um dos integrantes é se assumiu gay!). O primeiro single da carreira deles, Carry On que ficou em 6° da parada inglesa, é o teste para saber se eles estão prontos para "invadir" o mercado. O resultado: sim na visão comercial já que pelo artístico ainda falta muito. A canção é um pop dance teen bem batido que não acrescenta nada de novo ou ao mesmo original para o estilo fazendo uma versão do que qualquer boy band faz. Contudo, o grande diferencial da banda é que os quatro integrantes têm vozes distintas e dois deles (Jaymi e Josh) são realmente bons cantores como se mostraram durante o TXF. Espero que eles possam receber uma produção melhor e composições mais refinadas para mostrar o talento deles. Quem sabe eles não podem ser a evolução das boy bands?
nota: 5
Union J
Em um mercado que cada vez mais rápido se renova com uma facilidade igual a de mudar de uma música para outra no iPod não é de se estranhar que quem está no alto hoje, amanhã será substituído por outro (s). Em especial, isso acontece no mercado voltado para o publico teen. Vejamos o caso da boy band One Direction: por enquanto eles estão no topo do delírio infantojuvenil, mas até quando? Pois já tem boy bands querendo o mesmo espaço deles e já tem até o mesmo background. Estou falando da banda Union J.
Para quem não conhece eles aqui está um link que eu escrevi sobre eles, mas resumidamente: o Union J é uma boy band de jovens ingleses descobertos no The X Factor UK que não venceram só que conseguiram
um contrato após a participação deles no reality. Assim como o One Direction (a única diferença é que um dos integrantes é se assumiu gay!). O primeiro single da carreira deles, Carry On que ficou em 6° da parada inglesa, é o teste para saber se eles estão prontos para "invadir" o mercado. O resultado: sim na visão comercial já que pelo artístico ainda falta muito. A canção é um pop dance teen bem batido que não acrescenta nada de novo ou ao mesmo original para o estilo fazendo uma versão do que qualquer boy band faz. Contudo, o grande diferencial da banda é que os quatro integrantes têm vozes distintas e dois deles (Jaymi e Josh) são realmente bons cantores como se mostraram durante o TXF. Espero que eles possam receber uma produção melhor e composições mais refinadas para mostrar o talento deles. Quem sabe eles não podem ser a evolução das boy bands?
nota: 5
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