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7 de setembro de 2017

Reconstrução

More Than Friends (feat. Kelli-Leigh)
James Hype!

Basket Case (From "The Tick")
Bastille

Hold Me In Your Arms
Dami Im & Jack Jones

Sempre que um artista regrava uma canção que foi sucesso na voz do(s) artista original fica sempre uma apreensão sobre como essa versão irá resultar, pois qualquer alteração que não esteja a altura da original. Nesse post peguei três exemplos de regravações recentes que, de alguma forma, tentaram recriar as suas versões originais de outra forma. Começo com More Than Friends do DJ James Hype!.

A canção pega o sucesso de Don't Let Go (Love) da girl group americana En Vogue para remodelar ritmo e versos para gerar essa divertida faixa. Indo de um R&B/pop para uma eletropop, More Than Friends pode até sido alterada drasticamente, mas manteve alguns elementos que fizeram da original uma música sensacional. Primeiramente, a versão manteve quase intacto a composição, alterando e editando apenas o seu tamanho e a sua ordem. Mais rápida e sucinta, o single tirou sobras de composição que aqui não iria ajudar a canção em sua nova forma. Em segundo lugar, apensar de não manter os mesmos vocais, James Hype! chamou a desconhecida Kelli-Leigh para dar vida para More Than Friends e a mesma não faz feio em uma interpretação bastante correta e, felizmente, quase a mesma força que a original. Por falar em força é uma coisa que realmente faltou na próxima canção.

A banda britânica Bastille resolveu regravar a canção Basket Case do Green Day para a trilha da série paródia de super heróis The Tick. O grande problema é que a banda pega um clássico moderno do punk rock que ajudou a estabelecer o Green Day, dando a cara para boa parte dos anos noventa, e transformar em uma simpática e legalzinha indie pop/eletropop que pode até está no espirito da série, mas que acerta longe o alvo da boa regravação. Nada aqui soa parecido com a força da canção original, pois boa parte da sua urgência é perdida na tentativa de criar algo desconstruído modernoso. Não é um trabalho ruim. É um trabalho que não valoriza a canção original como deveria, pois vale aquele velho ditado: em time que está ganhando não se mexe. Esse deve ter sido o lema da última canção avaliada.



Hold Me In Your Arms foi um sucesso da banda australiana Southern Sons em 1991. Em 2017, a cantora Dami Im cantou a mesma em uma apresentação televisionada na Austrália. O sucesso foi tanto que o vocalista da banda Jack Jones a convidou para regravar a canção em um dueto. Sem alterar nada na composição e arranjo, a nova versão de Hold Me In Your Arms tem como principal trunfo o talento humano. As belas performances de Dami e Jack são a viga mestre que dá para a versão um charme especial e ajuda a transformar essa balada pop rock em uma momento realmente especial. Sem precisar ser genial ou revolucionária, a canção comprova que ás vezes é só necessário respeitar o original que metade do serviço estará pronto.
notas
More Than Friends: 7
Basket Case: 6
Hold Me In Your Arms: 8

6 de março de 2014

2 Por 1 - Bastille

Pompeii
Of the Night
Bastille


Há um grande problema nas canções do grupo inglês Bastille que estão alcançando sucesso mundo a fora: elas são esteticamente ótimas, mas falta conteúdo. Muito conteúdo. Começamos com Pompeii.

Logo no começa a canção, que ficou em 6° na Billboard, tem uma introdução bem grandiosa com um coral que de vozes que lembra música celta. Então, a música começa, e mesmo com a repetição da introdução em vários momentos, a produção vai perdendo força se tornando uma canção repetitiva e sem brilho. Não é exatamente uma canção ruim, mas não consegue chegar nem perto do que o começo dá a entender. O caso mais grave é a canção Of the Night. 

Seguindo a mesma estrutura da canção anterior tendo uma sonoridade eletrônico alternativo, a canção pega dois samples de canções Rhythm Is a Dancer do Snap! e The Rhythm of the Night do Corona e o que poderia ser um "musicão" se transforma em uma canção sem estirpe e chata. Eles utilizam os samples de maneira interessante, mas o resultado final parece mais um remix que une as duas canções sem dá-las o devido valor. Para piorar a produção de Of the Night também não consegue fazer uma canção de verdade já que o resultado final parece um arremedo de canções sem nunca chegar a lugar nenhum. 

nota
Pompeii: 5,5
Of the Night: 5