terça-feira, 25 de abril de 2017

Banks in Progress

Crowded Places
Banks

Como escrevi em Novembro passado, a cantora Banks estava no caminho certo para conseguir liberar todo o seu potencial. E o resultado dessa trajetória é a canção Crowded Places.

Usada como música tema de um dos episódios do seriado Girls, Crowded Places é uma envolvente balada mid-tempo indie pop com uma produção bem acabada. Criando uma atmosfera levemente sombria e tristonha, Crowded Places ainda não é exatamente o trabalho que vá colocar Banks no topo da sua carreira ao ser um pouco longa demais e sem um momento realmente climático. Nada disso impede, porém, de podemos ouvir uma cantora abrindo de maneira tocante sobre as suas inseguranças em relacionamento em um letra bem acima da média. Crowded Places também conta com uma performance na medida da cantora, mas que ainda precisa perder alguns vícios repetitivos. O resultado final é que Banks está em franco progresso de crescimento artístico. E isso é maravilhoso.
nota: 7,5

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Zedd, o Salvador

Stay
Zedd & Alessia Cara

Dentro todos os DJs/produtores que lotaram o mainstream pop o mais interessante é o alemão Zedd. Suas músicas não são a revolução do eletrônico comercial, porém, para a salvação do gênero, são completamente diferentes do que os seus colegas estão fazendo como é o caso do bom single Stay.

A canção não tem nada que possam ligá-lo a qualquer ondinha que esteja acontecendo no eletropop atualmente, principalmente a já irritante inclusão de batidas tropicas/caribenhas. Stay é, na verdade, uma curiosa e simpática indie pop/eletropop/dance pop com uma batida redondinha e com a adição de nuances que fazem a diferença que saiu direto da sonoridade do estilo do final dos anos noventa e começo dos dois mil. Stay também ganha pontos devido a presença simpática da Alessia Cara que dá um ar cool para a canção. Pode até parecer pouco, mas se continuar nesse caminho Zedd pode se tornar o melhor DJ/produtor dos últimos tempos.
nota: 7

sábado, 22 de abril de 2017

Pequenas Coisas Belas

Die With You
Beyoncé

Não que essa canção seja uma nova fase na carreira da Beyoncé ou coisa parecida já que a canção foi "lançada" para comemorar os nove anos de casamento dela com Jay-Z, mas Die With You demonstra que quando uma artista está no topo da sua carreira até mesmo brincadeira é um musicão.

Se existe um ponto visível que divide Beyoncé de outras cantoras é a sua voz e em Die With You podemos ouvir isso claramente. Não que a cantora dá uma de Whitney Houston aqui, pois a performance dela é extremamente contida e, simultaneamente, com um precisão técnica impressionante. Cada nota é dada a perfeição, mas de uma forma a ressaltar a emoção por trás de cada verso. Sem ter uma produção pomposa, provavelmente gravada em casa mesmo, e de um acabamento acústico, Die With You não é um trabalho que irá ser uma das marcas da cantora. Entretanto, é uma pequena e bem vinda amostra do poder da Beyoncé.
nota: 7

sexta-feira, 21 de abril de 2017

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Hoje o especial de As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer irá falar sobre uma canção de um tempo em que a inocência ainda vivia entre nós. Uma canção que ainda é capaz de acarinhar corações apaixonados em frangalhos, mesmo já passando um pouco mais de sessenta anos do seu lançamento. Uma canção sobre saudade e melancolia que deve ser o tema de milhares de corações partidos. Desilusões amorosas. Paixões não correspondidas. Amores distantes. O especial será para relembrar de....


Hype Deperdiçado

Lust for Life (feat. The Weeknd)
Lana Del Rey

Esperar uma grande parceria de dois grandes nomes é, quase sempre, um tempo perdido. Uma grande parte dessas músicas não corresponde a altura o talento dos seus envolvidos. Esse é o caso do dueto da Lana Del Rey e do The Weeknd em Lust for Life.

Lançado como single da cantora, a música marca a quarta união dos dois artistas depois de Prisoner, Stargirl Interlude e Party Monster (mesmo essa segunda não sendo creditada com a participação de Lana).  Só que Lust for Life é a primeira que tem Lana com a artista principal e, não, como participação especial. Isso dá para a canção uma nova dimensão na parceria dos dois, pois a sonoridade aqui é muito mais puxada para um indie pop com alguns toques de indie rock e R&B. Entretanto, a produção parece não querer ir além do previsível ao criar uma batida envolvente e com a personalidade da cantora, mas sem qualquer toque de ousadia ou algo que fizesse a canção poder crescer ao nível da junção dos artistas mais cool da atualidade. Para sorte da canção e nossa também, Lana e Abel entregam performances seguras e de uma química deliciosamente estranha. Claro, Lust for Life não é uma perda de tempo, mas seria melhor se o tempo gastado fosse exatamente no nível do talento envolvido.
nota: 7 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

New Faces Apresenta: Anne-Marie

Ciao Adios
Anne-Marie

Dentre todas as cantoras que surgiram nos últimos tempos após serem featuring em algum sucesso eletrônico de bandas/duos, a mais interessante é a britânica Anne-Marie. Com o sucesso de Rockabye do Clean Bandit, a jovem mostra que pode ter um futuro interessante com o single solo Ciao Adios.

A canção não é um trabalho, digamos, acima do bem ou do mal, mas, felizmente, comprova que Anne-Marie é mais que uma voz bonitinha. Em primeiro lugar, a cantora tem uma voz realmente interessante. Não é como as dezenas de cantoras surgidas da mesma forma que possuem um timbre delicado, afinadinho e melódico, soando como se tivessem saído de de uma mesma forma. Anne-Marie tem personalidade de verdade o que adiciona uma camada diferente em suas interpretações como é o caso de Ciao Adios sem precisar, porém, de ir além do que já tinha mostrado e não perder o lado comercial. Em segundo, a composição acerta na mosca ao entregar uma cool e divertida sobre um fim de um relacionamento após a descoberta de uma traição. Uma pena, entretanto, que a batida dance pop não entregue mais que um arroz com feijão bem feitinha. Mesmo assim, Ciao Adios é um passo importante para Anne-Marie não seja mais uma famosa desconhecida.
nota: 7

terça-feira, 18 de abril de 2017

A Salvação do Pop Brasileiro

Te Pegar
IZA



Posso ser até exageradamente pessimista em relação ao situação da nossa música brasileira no que se refere ao mainstream. Felizmente, ainda existe esperança no horizonte: a cantora IZA. O seu segundo single Te Pegar é uma verdadeira luz no fim do túnel.

A canção é um verdadeiro pop dançante que tem como principal característica o fato de ser realmente uma canção boa. Te Pegar não é a canção que vai mudar o cenário de uma maneira definitiva, made perceber que existem artistas que tem a capacidade de entregar um trabalho tão redondinho, bem feito tecnicamente e com uma batida deliciosa como esse é de começar a ter sonhos com um futuro melhor. E IZA é uma das estrelas desse sonho com um talento e carisma de estrela internacional, mesmo sem ser exatamente dona de voz estrondosa. Na verdade, a sua doçura em carregar uma canção tão sexy como essa dá personalidade de sobra para a jovem que, dentro das devidas proporções, lembra a Rihanna. Uma pena, todavia, que Te Pegar e a própria IZA ainda não tenha estoura como merece de fato. Esperança, porém, é a última a morrer. Então, quem sabe ainda isso não irá acontecer.
nota: 7,5

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Uma Nova Era de GaGa?

The Cure
Lady Gaga

É assim quase do anda aparece a Lady GaGa lançando o seu novo single The Cure. Seria uma tentativa de dar um recomeço na carreira ao ver que o Joanne não deu certo?  Seria um teste para saber se GaGa segue esse caminho para a sua nova era? Seria um "agrado" para os fãs? Seria GaGa esqueceu a canção em churrasco e agora só lembrou? Então, não importa exatamente o motivo agora, pois o que importa é que The Cure é melhor que a maioria das canções do último álbum, mesmo não sendo uma verdadeira perola pop.

The Cure é uma canção que você já ouviu algumas vezes recentemente, mas com uma grande diferença primordial: a presença da GaGa. Seguindo um estilo synthpop/R&B contido bem parecido com o que tem feito sucesso nas mãos de duos/bandas de música eletrônica, The Cure ganha pontos devido aos vocais mágicos e aveludados da cantora que dá uma aula de personalidade sem precisar de muito esforço. O mais curioso é que em alguns momentos GaGa lembra muito a maneira que a Mariah Carey performa em várias canções da sua carreia mais atual. Com uma letra fofa e delicada. The Cure pode ser aquele hit que os "pequenos monstros" estão esperando. Tudo depende como o grande público irá encarar essa nova empreitada da GaGa.
nota: 7