segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Taylor Sincerona

Gorgeous
Taylor Swift

Eu nunca fui fã da Taylor Swift, mas sinceramente estou gostando dessa nova fase da cantora. Não é algo sensacional e nem de longe tira totalmente o meu ranço dela. Todavia, a cantora está fazendo algo divertido para o seu próximo álbum. Depois de Look What You Made Me Do e ... Ready For It? chegou a vez da cantora lançar o legal Gorgeous.

A grande sacada da canção é a cantora relatar que quando se trata de conquistar o crush ela é igualzinha a um monte de gente, fazendo aquele joguinho de ignorar o "boy" para ver se ele nota, sentir ciúme de quem está com ele, mandar indireta ácida para ver se cata algo no ar. Claro, coisas que não funcionam de verdade, mas que todos já fizeram em algum momento. Divertida e sincerona, pois continua a despir Taylor da fantasia de ser aquela princesinha do começo da carreira. Sonoramente, Gorgeous é um bom eletropop com uma batida mais slow/mid-tempo com uma produção certinha de Max Martin e Shellback. Nada de genial, mas estamos vendo uma Taylor que parece estar começando a passar pela sua maturidade artística.
nota: 7

domingo, 22 de outubro de 2017

2 por 1 - Anitta

Is That For Me
Alesso & Anitta

Will I See You
Poo Bear & Anitta


A internacionalização da carreira da Anitta está sendo feito a todo o vapor e, gostando dela ou não, não podemos negar que a cantora está fazendo a cartilha bem feitinha. O que podemos criticar é o conteúdo dessa nova etapa da cantora, pois, até agora, os dois singles lançados são bem aquém do esperado. Começo com a baladinha Will I See You.

Em parceria com o produtor Poo Bear, a canção é uma inofensiva e nada marcante baladinha que faz uma mistura rasa de pop com bossa nova. Obviamente, a canção não foi feita para ser sucesso, mas poderia ter um acabamento com cores mais fortes. Com base de violão, Will I See You é tão bland para a carreira da Anitta que nem precisaria ter ganhado clipe. O ponto alto da canção é a contida e melódica interpretação da cantora que deixa mostrar um pouco da sua voz de forma sincera. Com muito mais intenção está a parceria com o DJ Alesso em Is That For Me.

A canção poderia ser o grande momento nessa fase da carreira da cantora, mas acaba sendo um quase tiro no pé. Primeiramente, Anitta lançou aquele estranho e brega clipe na Amazônia que mais parece concurso de qual é a pior roupa do ano. Em segundo, a canção em si é um trabalho bem complicado, pois o resultado final é abaixo da média. Tudo soa morno na canção: a produção EDM no automático, a batida fraca e sem sal, a letra rasa e com refrão pobre e a performance apática de Anitta (mais devido a atmosfera da canção do que culpa da cantora). Nada realmente funciona em Is That For Me, mesmo que seja claramente um trabalho com características internacionais. É bom ver a estratégia e como uma artista brasileira tem chances de estourar lá fora. Todavia, Anitta precisa acerta de verdade nas canções que lança com esse propósito, pois senão será cheque-mate.
notas
Is That For Me: 5
Will I See You: 6

sábado, 21 de outubro de 2017

A Massificação de Emeli

Starlight
Emeli Sandé

Infelizmente, o maravilhoso segundo álbum da Emeli Sandé não rendeu como deveria ou se previa, principalmente em comparação ao seu enorme sucesso inicial. Então, a cantora decidiu seguir o jogo e preparar para lançar o terceiro álbum para o fim desse ano ou começo de 2018. A noticia ruim é que a cantora parecer querer apostar em algo bastante comercial como é ouvido no primeiro single, a mediana Starlight.

Dona de uma das melhores carreiras surgidas nos últimos, Emeli parece que quer reconquistar uma parte do público com um gosto, digamos, menos exigente. Assim nasce Starlight, uma canção que soa como uma tentativa com uma atmosfera um pouco desesperada. Não, a cantora não se rendeu de completo para o pop comercia, mas o single flerta pesadamente com gêneros bem comercial que vai de contramão ao soul/R&B de antes. Starlight é uma bem feita dancepop/eletrônico, mas completamente sem gosto e força, não refletindo o talento de sua dona. A produção não acerta na emoção que uma vocalista do porte de Emeli consegue entregar. Já a própria cantora entrega uma performance alegrinha, mas longe do seu poder de emocionar. Emeli ao menos mostra que é versátil vocalmente. Infelizmente, Starlight não está a altura até mesmo das canções mais comercias do começo da sua carreira. Uma pena.
nota: 6,5

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cool Miguel

Sky Walker (feat. Travis Scott)
Miguel

Com um segundo semestre tão agitado como está esse de 2017 alguns lançamentos podem passar despercebido dos nossos ouvidos. Um desses é o retorno do cantor Miguel, preparando o seu terceiro álbum lançou a boa Sky Walker.

O cantor sempre exalou uma sensação cool das suas canções, mas com Sky Walker essa sensação é elevada ao cubo devido a sua deliciosa e convidativa batida R&B/hip hop. Longe da experimentação que o cantor fez em Wildheart de 2015, Sky Walker tem uma produção bem mais redonda e segura, mas isso não impede que o resultado seja de ótimo nível. Bem equilibrado a presença do rapper Travis Scott, Miguel entrega uma performance que combina perfeitamente com a vibe da canção: descolada e despretensiosa. Não é tipo de canção que irá fazer, mas é deliciosamente viciante.
nota: 7,5

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Salvem Nick!

Find You
Nick Jonas

Alguém sabe explicar o motivo dos trabalhos do novo álbum do Nick Jonas ainda não terem emplacado? Depois do modestíssimo desempenho da boa Remember I Told You,  a sua nova música Find You vai indo para o mesmo lugar. E, assim como a anterior, não é nada merecido.

Find You é uma gostosinha mistura de R&B e dancepop que se não quebras as barreiras dos gêneros pelo menos entrega uma convidativa canção com uma produção redonda. Sabe aquele tipo de canção que faz a gente bater os pezinhos acompanhando a batida? Find You é o tipo dessa canção, tendo também uma boa atmosfera comercial que poderia, sim, resultar em um sucesso para o cantor, mesmo que modesto. Talvez a batida mais lenta possa ter atrapalhado a sua comercialização. Além disso, o single é o tipo que demora em grudar na nossa cabeça. Isso não impede, porém, Nick Jonas continuar o seu caminho de um dos melhores cantores pop da atualidade, mesmo sendo "vitima" dessa injustiça comercial.
nota: 7

sábado, 14 de outubro de 2017

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Existem alguns artistas que é quase impossível não conhecer pelo menos uma canção sua. Nem que seja, ao menos, só a melodia ou algum pedaço da letra, mesmo que no embromeichon. Esse é ocaso do Elton John que, para ser franco, é um verdadeiro colecionador de canções marcantes. Your Song, Rocket Man (I Think It's Going To Be A Long Long Time), Goodbye Yellow Brick Road, Candle In The Wind e Circle Of Life são apenas cinco exemplos dessas canções que marcaram, marcam e irão marcar as vidas de muitas pessoas. Entretanto, algumas canções se perderam literalmente no meio de um catálogo tão extenso como é o do Elton. É sobre uma dessas canções que o especial As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer irá falar hoje. Uma canção que o cantor fez para celebrar o seu status de...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Esquecidas no Churrasco

Take Me
Aly & AJ

A dupla de irmãs Aly & AJ tiveram relativo sucesso na metade dos anos dois mil com o lançamento de alguns singles e três álbuns. Todavia, Amanda Joy "AJ" Michalka e Alyson Renae "Aly" Michalka saíram da gravadora em 2009, mudaram de nome para 78violet e tentaram lançar um novo álbum. Não deu certo. Então, as duas investiram na carreira de atriz cada uma, alcançando relativo sucesso atualmente já que ambas estão em um elenco de series americanas. Eis que surge 2017 e as duas decidiram volta ao mundo musical e divulgaram o bom single Take Me.

Com quase trinta anos ambas, o duo parece ter crescido também artisticamente, pois Take Me está bem distante da sonoridade que elas fazia no começo da carreira. A canção é uma interessante e bem finalizada synth-pop que, obviamente, possui uma forte influência dos anos oitenta. Com um arranjo que lembra uma versão romântica e pop da abertura da série Stranger Things, Take Me acerta no tom que foi dado pela produção. O erro da canção é a sua mediana e rasa composição que não passa de uma pobre coleção de frases com algum sentido. Falta aquele toque especial como a Carly Rae Jepsen dá para as suas canções no mesmo estilo. Bons vocais completam o pacote de Take Me. De qualquer forma, a volta da dupla parece algo que ninguém exatamente pediu, mas pode até render algo bom.
nota: 7