sábado, 19 de abril de 2014

Velhos Problemas

Loyal (feat. Lil Wayne & Tyga)
Chris Brown


Tem momentos que eu fico sem inspiração para escrever certas resenhas, pois tenho a impressão que eu fico
batendo na mesma tecla de novo e de novo e mais uma vez. Isso tem acontecido ultimamente com o Chris Brown.

Eu vou repetir mais uma vez de maneira clara: Chris tem nas mãos bons produtores, mas falta substância para suas canções. A últimas delas é a mediana Loyal. A produção do desconhecido Nic Nac consegue fazer uma mistura de hip hop com uma batida mais eletrônica que funciona até bem. Só que tudo é atrapalhado pela composição sobre como "uma mulher deve ser fiel ao seu homem". Dizem que a letra seria para a Rihnna, mas nada confirmado. Ok, até aí eu engulo, mas em uma canção com 16 compositores é imperdoável não sair algo, ao menos, decente. Em Loyal apenas vemos um amontoado de clichês e machismos. Além disso, Chris precisa de "achar" novos amigo, pois já deu o que tinha que dá a sua parceria com o Lil' Wayne e Tyga. E assim temos novos velhos problemas.
nota: 6

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Melhor Que A Encomenda

Wild Wild Love (feat. G.R.L.)
Pitbull

Um single do Pitbull é, normalmente, mais um single do Pitbull. Só que tem alguns momentos um single do Pitbull consegue ser mais que isso: ele consegue ser uma boa canção. Wild Wild Love é o ultimo caso de "uma música boa do Pitbull".

O single é o primeiro do seu novo álbum que deve ser lançado ainda esse ano. Dentro de um mundo de baixas expectativas que as canções do rapper trazem já associadas consigo antes do lançamento, Wild Wild Love é bem melhor que o esperado. Começa pelo fato da canção ser bem menos "esquizofrênica" e farofa que as músicas anteriores de Pitbull já que os produtores seguiram um caminho mais pop chiclete em uma batida divertida. Não que seja a oitava maravilha do mundo, mas a canção desce bem fácil. A escolha do featuring é inusitada, pois o cargo ficou com a nova girl band G.R.L. criada por  Robin Antin, fundadora do Pussycat Dolls. A participação delas é até boa, principalmente, a voz principal no primeiro refrão (diferente do que a gente espera para uma integrante de uma girl band). O rapper faz seu papel de sempre depositando todo a sua confiança no seu imenso carisma o que ajuda a carregar a letra fraca. E nem isso a gente pode reclamar muito, pois o resultado geral de Wild Wild Love é positivo. Uma surpresa.
nota: 6,5

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mudança de Hábito 2

West Coast
Lana Del Rey

Falei bem recentemente sobre os desafios que um artista novo enfrenta no lançamento de seu segundo trabalho. É não é que outro artista também está no linear dessa nova fase da carreira: dessa vez é a Lana Del Rey. Mesmo parecendo que a cantora já está há muitos anos e com vários CDs já lançados, Lana está preparando para lançar seu segundo álbum intitulado Ultraviolence. O primeiro single já mostra um pouco do que pode vim por aí.

Ao que parece, Ultraviolence inteiro deve ser produzido pelo mesmo produtor do single West Coast, Dan Auerbach vocalista/guitarrista da banda The Black Keys. O que a sonoridade de Lana ganha com isso? Em West Coast podemos ouvir uma Lana menos pop e mais rock, mais indie e menos grandiosamente épica e bem mais "refinada" na sua produção. Isso é bom, pois notamos a evolução na sonoridade da cantora buscando lapidar sua personalidade sendo que ainda temos o DNA primário dela com a melancolia e o o toque sombrio que ela sempre expões em suas canções. Acontece que West Coast tem alguns defeitos na sua construção: o principal é a elaboração do seu refrão que não se encaixa com o resto da canção. Parece fora de contexto como se fossem duas canções completamente diferentes mesmo que o arranjo em toda a canção seja um trabalho muito bem feito. Dito isso, Lana continua entregando uma performance forte e com seu carisma único. Mesmo sem vermos uma evolução na parte da composição, West Coast é um trabalho interessante e continua a mostrar o amor que Lana tem por "amores despedaçados". Terminando o post com o primeiro, só tenho a dizer que West Coast "agora é esperar para saber se essa mudança é apenas uma fase rápida ou isso é uma preview do que vem por aí".
nota: 7,5

terça-feira, 15 de abril de 2014

Reggae, Is Still Alive?!?!

Rude
MAGIC!


Preconceito é uma das doenças que atinge a humanidade. Mesmo entendendo certos pontos de quem tem
preconceito quando se refere ao reggae, nunca foi capaz realmente de aceitar quem menospreza o estilo apenas baseado em estereótipos e clichês. Apesar de não ser realmente fã, eu devo admitir que um reggae as vezes faz bem. Por isso fico feliz de saber que ainda temos representantes do estilo fora da Jamaica como é o caso da banda canadense MAGIC!.

Formado por Nasri (parte do duo de produtores The Messengers) e por mais quatro integrantes, o MAGIC! lançou recentemente o primeiro single deles intitulado Rude. A canção é um reggae pop bem feitinho que lembra demais o que The Police fazia nos oitenta. Se você tirar essa impressão do caminho é capaz de se divertir com a história do cara que vai pedir a mão da amada para o pai dela e leva um não e tem que "lutar" para concretizar o seu amor. Bonitinha e bem escrita, Rude também tem uma batida bem convidativa usando bem o reggae mesmo de forma superficial. Então, o reggae ainda está vivo? Ou vocês vão matá-lo com seus "pré-conceitos"?
nota: 7

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mudança de Hábito

Sing
Ed Sheeran

Uma grande questão sempre aparece quando um artista novato começa a trabalhar no seu segundo álbum: continuar com a mesma sonoridade e correr o risco de soar repetitivo ou evoluir em busca de novos sons e correr o risco de não agradar? Mesmo sendo um pouco cedo para afirmar com cem por cento de certeza, parece que o Ed Sheeran optou pelo segundo caminho e, por enquanto, acertou em cheio com o lançamento de Sing.

Primeiro single do segundo álbum de Ed, intitulado apenas com x, Sing é uma lufada de ar fresco na
sonoridade triste/melancólica de cantor/compositor do inglês. Trabalhando com o homem do momento Pharrell Williams como produtor e co-autor, Ed entrega seu trabalho mais animado em uma canção pop dance/R&B com uma forte influência funk. Muitos vão achar a canção muito parecida com os primeiros trabalhos solo do Justin Timberlake e isso é a mais pura verdade, pois Pharrell foi um dos colaboradores do JT nessa época. Porém, Sing consegue superar essas comparações devido ao fato de podemos ver a versatilidade de Ed mesmo que ainda precisa encontrar mais a sua personalidade. Isso também se estende aos vocais que em certos momentos parecem o Justin, mas que no final das contas é um trabalho bastante sólido. A composição também está bem construída e conta com um bom refrão. Agora é esperar para saber se essa mudança é apenas uma fase rápida ou isso é uma preview do que vem por aí.
nota: 8

sábado, 12 de abril de 2014

Algo Nos Anos Oitenta

Sleeping With a Friend
Neon Trees

Minha infância teve uma grande influência das "artes" em especial dos filmes e das músicas feitos durante os
anos oitenta mesmo que tenha vivido toda a minha infância nos anos noventa. Então, toda vez que ouço uma canção e/ou vejo um filme dessa época tenho uma especie de saudade de coisas que não vivi. É uma sensação estranha e ao mesmo tempo agradável que traz na minha memoria lembranças fabricadas por mim mesmo. Então, não é difícil ter afeto por uma canção que remeta ao uma sonoridade daquela época como o single Sleeping With a Friend do grupo Neon Trees.

A sensação já começa devido a voz de Tyler Glenn que tem a mesma vibe dos vocalistas de várias bandas de pop rock alternativo da década retrasada mostrando a personalidade e um toque de "estranheza" que é muito bem vindo. A produção também acerta na elaboração de um divertido cruzamento entre pop e new wave que emoldura bem as influências, mas sem parecer algo datado. O leve toque sombrio também faz a diferença no resultado final. A única coisa que não tem tanta inspiração oitentista é a boa composição sobre amizade colorida que releva um lado mais "moderninho" e divertido do  Neon Trees. Enquanto isso, eu vou vivendo de falsas lembranças de um tempo que eu não vivi.
nota: 7,5 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Cereja

Let Go for Tonight
Foxes

O atual cenário pop sofre de uma séria crise de criatividade atualmente. Entre tantas mesmices e repetições que assolam o estilo é necessário "escavar" bem para encontrar pérolas como, por exemplo, é a canção Let Go for Tonight da novata Foxes.

Mais conhecida por ter sido a voz do hit internacional Clarity do produtor Zedd rendendo um Grammy de  Best Dance Recording, Foxes está trabalhando a sua carreira solo com o lançamento do seu primeiro álbum Glorious marcada para começo de Maio. Um dos singles já divulgados do álbum é a canção Let Go for Tonight. A canção é um verdadeiro bálsamo para meus ouvidos cansados por fazer um pop refinado em todos os níveis. As boas decisões da produção começam pela ótima construção do arranjo que abriu mão de artifícios como, por exemplos, o uso de sintetizadores para construir uma batida mais natural através de uma base em um piano. Sem precisar apelas para batidas estereofônicas, Let Go for Tonight se baseia em um pop mais clássico mesmo com elementos de eletropop. O que também faz da canção um trabalho sensacional é a forma como Foxes se coloca perante a mesma. Além de possuir uma voz "acetinada" e com um tom delicadamente poderoso, a cantora de 24 anos segura extremamente bem a onda exalando a atmosfera perfeita para interpretar a boa composição que prova que ainda há vida inteligente no pop. Foxes é como a doce cereja colocada em cima de um bolo de sabor "duvidoso": salvando o dia do desastre completo.
nota: 8

quarta-feira, 9 de abril de 2014

As 8 Músicas Que Deveriam Ter Um Clipe


As Aparências Quase Enganam

I Will Never Let You Down
Rita Ora

Quando eu li que a inglesa Rita Ora se "juntou" com o DJ e atual namorado Calvin Harris logo pensei: "Lá
vem outro eletropop mais ou menos!". Para a minha surpresa I Will Never Let You Down não é um eletropop mais ou menos. Não, queridos leitores, mesmo sendo uma produção do DJ a canção é um pop bem tradicional. O que não me surpreendeu foi a qualidade da canção: mais ou menos.

A canção é até simpática, pois, além de mostrar um lado diferente para uma canção assinada por Calvin e também a volta do pop mais simples e menos estridente. Porém, a produção não consegue dar "emoção" para I Will Never Let You Down. A canção com várias ideias legais, mas que são mal aproveitadas. Rita faz um trabalho digno, até bonitinho, mas nada marcante e nem que estabeleça uma marca para ela. I Will Never Let You Down é basicamente uma canção genérica que quase me enganou. Assim como a capa do single: é a Rita Ora e não a Beyoncé!
nota: 6

terça-feira, 8 de abril de 2014

Dias Melhores Estão Chegando

Stay With Me
Sam Smith

Escrevi recentemente sobre um dos nomes que devem bombar ainda em 2014: Sam Smith. Na resenha do single também apontei o fato de que o que foi mostrado na canção não estava à altura do talento do cantor. Então, tive minhas preces respondidas com o lançamento do terceiro do seu álbum de estreia, In the Lonely Hour. A canção em questão é a boa Stay With Me.

Stay With Me não é um trabalho genial ou coisa parecida, mas só de seguir um caminho completamente diferente do single anterior já é alivio e uma evolução imensa. O single é um simples e eficiente balada pop soul sendo a plataforma perfeita para Sam mostrar a beleza que sua voz pode proporcionar. Mesmo sendo uma performance contida é possível não se deixar encantar com o tom de Sam: uma voz aveludada, sexy e com um toque de melancolia. Nas mãos do produtor certo, Sam pode chegar ao nível da sua conterrânea Adele. A composição ajuda sobre um cara que pede para que sua "transa de uma noite só" fique com ele, pois ele se sente sozinho poderia cair no pieguismo, mas aqui é feita com uma delicadeza tamanha que acaba conquistando aos românticos de plantão. Agora, esperar que coisas melhores viram para Sam Smith.
nota: 7,5