quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Uma Cantora Renascida

Olvídame y Pega la Vuelta
Jennifer Lopez & Marc Anthony

Uma das principais razões pelo sucesso da carreira da Jennifer Lopez foi o seu imenso... carisma. A cantora/atriz nunca foi considerada exatamente a mais talentosa das artistas, mas, assim como grandes nomes do entretenimento, sempre exalou um poder de atração tão forte que, depois de trinta anos de carreira (cerca de vinte com sucesso), ajudou a colocar o seu nome como um dos maiores de Hollywood. E esses mesmos anos foram muito bondosos com J.Lo, pois ajudou a artista a ganhar experiência e crescer, e muito, como atriz e cantora. Um bom caso é a canção Olvídame y Pega la Vuelta, lançado como primeiro single do seu segundo álbum em espanhol ao lado do seu ex-marido Marc Anthony.

Regravação do duo Pimpinela de 1982, o single mostra dois aspectos de Jennifer: a sua evolução vocal e o a sua afinidade com o espanhol. Primeiramente, mesmo que a cantora não tenha uma voz potente de fato, Jennifer mostra aqui uma voz bem mais encorpada e segura em uma performance forte e realmente bonita. Claramente, os anos foram generosos  com ela e, provavelmente, devido ao seu empenho pessoal, Jennifer virou uma cantora de verdade e, não, uma mulher bonita que sabe cantar uma nota corretamente. Em segundo, quando J.Lo canta em espanhol soa mais natural que quando ela encara uma canção em inglês, principalmente em grandes baladas como estar. Além disso, o quarto dueto com Marc Anthony continua ter a mesma química de antes. Como canção, a regravação de Olvídame y Pega la Vuelta é uma boa balada pop latina com os exageros que o estilo precisa, mas sem um toque a transforme em um momento marcante. De qualquer forma, o grande destaque da canção é Jennifer Lopez e a sua performance marcante. E quem diria que isso poderia ser dito em uma frase com a presença de J.Lo.
nota: 7

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

2 Por 1 - Zara Larsson

Ain't My Fault
I Would Like
Zara Larsson

A sueca Zara Larsson é, no momento, o nome para ficar de olho no próximo ano. Com apenas dezoito anos de idade, Zara ficou conhecida no seu país após vencer a versão de lá do reality Got Talent. O seu primeiro single (Uncover) foi um imenso sucesso por lá, além de países como Dinamarca, França e Noruega. Esse ano o seu single Never Forget You ao lado do cantor/compositor/produtor alcançou ótimos resultados mundialmente, chegando ao 13° da Bilboard. Agora a cantora precisa provar o seu potencial de estrela pop com o lançamento de dos singles: Ain't My Fault e I Would Like.

Das duas canções a que tem mais potencial comercial é a boa Ain't My Fault. O single mostra um distanciamento da balada R&B/pop da canção anterior, mostrando uma cantora com um potencial real de se tornar uma diva pop. Ao misturar dance pop com trap, a produção acerta em dar para a jovem cantora uma personalidade que tem a capacidade de fazer a sua presença sobressair a inúmeras cantoras que tentam a fama. Além disso, Zara tem uma voz bem acima da média e entra uma performance marcante, lembrando um pouco uma Christina Aguilera em começo da carreira (no quesito potencial futuro). Uma pena que a composição não tenha o mesmo brilho que o resto da canção, mesmo com um refrão perfeito para viciar o público. 

Já I Would Like é uma canção que pode até se tornar um sucesso, porém, assim como milhares de outras canções pop/dance pop, possui a mesma formula de produção. A canção tem de principal atrativo a presença magnética de Zara, mas a cantora ainda não tem a maturidade e o poder para elevar uma canção como esse para outros parâmetros. Dessa maneira, I Would Like termina como uma redondinha canção pop com um bom refrão e, infelizmente, sem nenhuma grande personalidade. Todavia, Zara Larsson comprova que tem todas as qualidades para ser a próxima sensação musica. É esperar para confirmar essa previsão.

nota
Ain't My Fault: 7,5
I Would Like: 6,5

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O Lado Mais Pop da Adele

Water Under The Bridge
Adele

Adele chegou a um ponto da sua carreira que nem mais precisa de singles de sucesso para ajudar a impulsionar as vendagens de 25. E acredito que Water Under The Bridge não irá ajudar muito, apesar de ser uma das canções mais simpáticas e pop da carreira da cantora.

Produzido por Greg Kurstin, Water Under The Bridge é uma acolhedora mistura de dance pop, disco e R&B com uma batida até dançante, mas, obviamente, bem longe de qualquer "bate cabelo" clichê. Na verdade, a sonoridade da canção apresenta um ótimo toque soul que colabora para que a batida tenha alma de verdade e possa ser compatível com o estilo de Adele. A cantora, por sua vez, continua a demonstrar o seu imenso talento vocal não apenas com o seu grandioso alcance vocal e interpretação primorosa, mas, também, com uma versatilidade impecável segurando Water Under The Bridge. E completando o circulo temos a boa composição sobre tentar entender qual a situação em que se encontra um relacionamento e ainda existe esperança. Esse lado mais pop de Adele só comprova que a cantora tem a capacidade de lançar a canção menos impactante do seu álbum e mesmo assim continuar ser um sucesso incomparável. 
nota: 8

domingo, 4 de dezembro de 2016

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

O especial de hoje de As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer vai falar de uma canção que talvez você possa ter ouvido alguma vez, mas tenho certeza que nunca percebeu a importância da sua composição e como ela é extremamente atual, mesmo tendo sido lançada há quase quinze anos atrás. Na verdade, se essa canção tivesse seu lançamento datado de cinquenta anos atrás teria a mesma relevância como se fosse uma música de 2016. O motivo? A canção fala sobre....


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Melhores de 2016 - Single do Ano

Chegou a hora da última votação para Single do Ano e a disputa será entre o lançamento surpresa da Beyoncé com Formation e o sucesso surpresa de 7 Years da banda Lukas Graham. Votem!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Esperança Cyrus

Make Me (Cry) [feat. Labrinth]
Noah Cyrus

Sendo bem sincero: eu não gosto da Miley Cyrus. Não estou falando da pessoa, mas, sim, da artista que a jovem se tornou. Não gostei e, caso ela continue exatamente na mesma toada, não vou gostar no futuro. Contudo, não posso negar que a jovem é talentosa, apenas falta achar um caminho melhor. O que pode está acontecendo com a sua irmã mais nova, pois Noah Cyrus acabou de lançar o seu primeiro single. 

Com apenas dezesseis anos de idade, Noah não é exatamente uma novata no mundo artístico já que conta com participações em algumas séries e dublagens de filme. Apesar disso, Noah Cyrus sempre esteve na sombra do sucesso da irmã mais velha e, apenas esse ano, tem a oportunidade de começar uma carreira depois de assinar um contrato com uma gravadora. O primeiro fruto desse trabalho é a canção Make Me (Cry) e, para a minha surpresa, o resultado é muito melhor que eu estava imaginando. Na verdade, a qualidade da canção é bem superior a todo o último álbum de Miley, principalmente em questão de personalidade.

O fato é que Make Me (Cry) consegue ser tudo o que Miley tentou fazer no sua nova fase da carreira: um pop/eletropop/R&B indie que foge do lugar comum desse tipo de gênero. A jovem cantora não poderia ter em mãos uma melhor canção para começar a sua carreira, pois Make Me (Cry) é cheia de decisões acertadas do começo ao fim que apenas auxilia a qualidade final. Primeiro, a construção do arranjo e as suas dezenas de nuances em formas de pequenas surpresas sonoras dão corpo e cara para a canção, mesmo que algumas dessas decisões não soam tão boas como poderia ser. Outro grande acerto é sua boa composição que revela uma maturidade inesperada e bem vinda ao falar sobre tentar manter um relacionamento, lutando contra todas as falhas do outros. Make Me (Cry) tem, contudo, na decisão de fazer Noah dividir os vocais com o cantor inglês Labrinth a sua melhor qualidade: os dois cantores têm uma química que funciona de maneira interessante devido a diferenças de vozes entre os dois. Em relação ao talento vocal de Noah, acredito que a jovem ainda irá crescer e a semelhança dela com a irmã irá diminuir. Todavia, a cantora entrega uma boa performance em Make Me (Cry). Ainda é bem cedo para dizer qual será o futuro de Noah Cyrus. O fato é que esse inicio traz esperança concreta para o futuro do clã Cyrus.
nota: 7,5