domingo, 15 de janeiro de 2017

Dos Males, o Menor

Slumber Party (feat. Tinashe)
Britney Spears

A tentativa de dar um up na divulgação do Glory, Britney Spears lançou o segundo single do álbum: Slumber Party.  E para tentar dar um up em Slumber Party foi lançada uma versão com a participação da Tinashe. E, como vocês já devem saber, não deu muito certo a estratégia. E olha que a canção nem é tão ruim assim.

Slumber Party não é o pop royality que a cantora já fez no passado ou muito menos acrescenta nada de novo no mundo pop, mas, felizmente, é melhor que a maioria das canções lançadas por ela no seu último álbum. Com uma batida que misturada com reggae e R&B e uma farofada até divertida e sexy, mas que não está a altura do potencial da Britney e, a nova versão, não consegue dar espaço para a Tinashe imprimir qualquer toque da sua personalidade. Felizmente, a canção teve um bom resultado: Britoca "agarrou" o dançarino do clipe. Bom para ela. 
nota: 6


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Grandes músicas do cancioneiro americano escritas entre as décadas de vinte atá a de quarenta/cinquenta já ganharam dezenas ou até centenas de regravações pelos mais diversos nomes e nos mais diferentes gêneros. Claro, a maioria delas mantiveram o mesmo estilo original, mas, em alguns casos, a regravação foi muito mais além da versão original, conseguindo eternizar a gravação como um verdadeiro clássico. Hoje, vamos falar de uma dessas versão que tiveram a capacidade de ser tão importante como a original. Apresento...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Um Começo Nhé!

Bad Things (feat.  Camila Cabello)
Machine Gun Kelly

A saída da Camila Cabello do Fifth Harmony gerou um burburinho bem maior do que deveria devido as indiretas atiradas de todos os lados e muita falação entre os fãs da girl band. Tudo isso ajudou o primeiro grande trabalho solo da cantora, a sua parceria com rapper Machine Gun Kelly em Bad Things,  a ganhar mais destaque comercialmente. Momento muito oportuno, pois a canção é bem mediana. 

Bad Things é uma mistura de rap/pop que parece uma prima distante de Love The Way You Lie. Todavia, existem duas grandes diferenças entre as duas canções: Camila não é a Rihanna e Machine Gun Kelly não lambe as botas do Eminem. Dessa maneira, a canção perde força emocional considerável em duas performances apáticas, tentando soar como interpretações "cool". Além disso, exposta sozinha em uma canção Camila não mostrar nada de excitante ou diferente para sustentar a sua decisão de seguir carreira solo. Até que a composição tem seus momentos, mas Bad Things termina como uma boa ideia que não deu certo. E, posso estar enganado, mas parece que esse deve ser o destino da carreira solo de Camila.
nota: 5

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Tema Perfeito. Ou Quase Isso.

I Don’t Wanna Live Forever 
ZAYN & Taylor Swift

Quando as trilha sonora de 50 Tons de Cinza foi lançado notei claramente que as canções temas eram indiscutivelmente melhores que o próprio filme. Earned It do The Weeknd e Love Me Like You Do da Ellie Goulding conseguiram brilhar sozinhas e fizeram bastante sucesso e nem precisariam do filme para isso. Agora com o lançamento da continuação 50 Tons mais Escuros, o primeiro tema do filme foi lançado: a parceria do Zayn com a Taylor Swift em I Don’t Wanna Live Forever. Dessa vez, porém, a canção combina perfeitamente com a história do filme, pois o single é tão ruim quanto a história de Anastasia e Christian Grey.

O grande problema da canção, assim como o filme, é a química entre os "protagonistas", ou melhor, a total falta de química entre os dois. Taylor e Zayn não conseguem combinar em duas performances tão distintas quanto poderia ser água e óleo. Para piorar, a cantora entrega vocais tão apáticos que fica no colo do ex-boy band entregar alguma alma para I Don’t Wanna Live Forever. Mesmo assim, isso não é capaz de salvar a produção estranha da canção que faz uma especie de eletro-pop/R&B estranho e nada interessante. Além disso, a composição não tem nenhum apelo sexy/romântico real como as canções anteriores e, para finalizar, o refrão é completamente esquecível. I Don’t Wanna Live Forever é perfeita para o filme, pois compartilham da mesma qualidade.
nota: 4,5

sábado, 7 de janeiro de 2017

2 Por 1 - Ed Sheeran

Castle on the Hill
Shape of You
Ed Sheeran

E 2017 começou oficialmente para a música pop com o lançamento das duas novas canções do Ed Sheeran. Castle on the Hill e Shape of You são os primeiros singles do seu terceiro álbum ÷ (que se pronuncia "divide" ou em bom português divisão e, claro, que era obvio que seria esse símbolo depois de + e x). Provavelmente, a decisão de lançar duas canções ao mesmo tempo deve ser para saber qual o público irá melhor acolher, pois ambas apresentam estilos bem diferentes. Todavia, analisando apenas pelo resultado final de cada uma fica difícil de dizer qual será a escolhida para ser sucesso já que ambas tem grandes chances. Começo com a emocionante Castle on the Hill.

Castle on the Hill é uma balada mid-tempo pop/rock indie que devido a sua instrumentalização crescente e poderosa ajuda criar a perfeita atmosfera para que o cantor continue trilhando o mesmo caminho dos seus primeiros trabalhos, mas mostrando certa evolução. Em questão de sonoridade, Ed Sheeran e o produtor Benny Blanco parecem ter buscando na melancolia grandiosa do Snow Patrol para ajudar a elaborar a sonoridade de Castle on the Hill, mas deixando espaço para que ainda possamos saber que essa é uma canção de Ed. O mais interessante é que o cantor já trabalhou com integrantes da banda, mas só em Castle on the Hill parece que toda essa influência veio realmente a tona. Como em outras canções como The A Team ou Photograph, o cantor decide fazer uma composição que seja, ao mesmo tempo, inspiradora, bonita e triste ao falar sobre a nostalgia dos seus de criança/adolescente. Existe em seus versos a dosagem perfeita de pop, mas, felizmente, guardam uma emoção genuína que poucos hoje no mainstream pop possuem. Além da sua forte e sincera interpretação. Já em Shape of You, Ed mostra o seu lado mais "festeiro".

Produzido por Johnny McDaid, do Snow Patrol (!!!), Shape of You foi escrita originalmente para ser dada para a Rihanna, mas Ed decidiu que a cantoria não combinaria com a composição. Apesar de achar que com a cantora seria uma perfeita interpreta para essa mistura de tropical house e pop indie com uma instrumentalização minimalista que até tem uma certa semelhança com Work, Ed segura a canção de maneira exemplar na sua performance mais sexy e divertida até o momento. A batida da canção tem o que é preciso para ser um sucesso comercial, mas não mostra muito sobre o que o cantor é capaz de fazer de verdade. Shape of You parece uma experiência que deu certo. De qualquer forma, Ed Sheeran começou 2017 com dos dois pés direitos. E que comecem os jogos!
nota
Castle on the Hill: 8
Shape of You: 7,5

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Cover de Classe

Ready or Not
Laura Mvula

Um bom cover nem sempre precisa ser uma releitura original. Um bom cover pode ser uma versão bem próximo ao original e, ainda assim, conseguir soar excitante. Esse é o exemplo da canção Ready or Not da Laura Mvula.

Lançada como single do relançamento do álbum The Dreaming Room, Ready or Not é uma regravação de uma canção de 1968 do grupo The Delfonics, mas que ganhou notoriedade em 1998 quando o The Fugees a uso como sample em uma canção homônima. A versão de Laura Mvula consegue captar a essência da canção original sem perder, porém, a identidade própria da sonoridade da cantora. Ready or Not continuando sendo um R&B/soul com um toque de música eletrônica que ajuda a dá uma acelerada na batida da canção. A instrumentalização encorpada da faixa é um ponto de grande destaque, pois mostra que a regravação não foi feita simplesmente para a cantora ter um material para promover o relançamento do álbum. Além disso, a presença carismática de Laura Mvula ajuda a dar personalidade única para a canção. Não é a reinvenção da roda, mas é um trablho de classe.
nota: 7,5