quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Faixa Por Faixa

CD: Our Version of Events*
Artista: Emeli Sandé
Gênero: Soul music/ R&B
Vendagem: cerca de 2,5 milhões de cópias
Singles: Heaven, Daddy (Feat. Naughty Boy), Next To Me, My Kind Of Love e Clown.

Brit Awards

Vitórias

British Album of the Year
British Female Solo Artist

Indicação

British Single of the Year (Next To Me)

Ano: 2012

* versão analisada Special edition bonus tracks

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Por Favor, Salvem a Demizinha!

Confident
Demi Lovato

Tinha uma brincadeira que o Caco Antibes fazia que era sobre salvar uma pobre professorinha que, apesar de esforçada, não tinha as menor condição de dar aulas em uma escola decadente. Esse mesmo apelo faço para a Demi Lovato que mesmo depois de tanto esforço no ótimo Confident não está alcançando o resultado merecido. A canção que dá nome ao álbum está indo exatamente nesse caminho.

Confident é um surpreendente bom pop rock que coloca a cantora em patamar bem diferente das
suas concorrentes. Não que seja a reinvenção da roda, mas a produção de Max Martin e Ilya Salmanzadeh dá para a single a batida forte perfeita para ser a base da composição sobre ser, olha só, confidente. O resultado da composição poderia até ter sido clichê e bobo. Felizmente, Confident consegue sair melhor do que a encomenda com a sua mensagem atual e que parece falar com as ideias da cantora. O defeito da canção é que Demi dá certa exagerada nos vocais na parte final. Tirando isso, Confident merecia um sucesso maior do que está tendo. Assim como a carreira da Demi.
nota: 7,5 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Primeira Impressão

This Is Acting
Sia

Atrasada

Stressed Out
Twenty One Pilots

Apesar de ter sido lançada em April do ano passado, Stressed Out da dupla de hip hop Twenty One Pilots está só agora realmente ganhando destaque na parada da Billboard.

Dois "branquelos" fazendo rap/hip hop pode ir na direção do Eminem ou Beastie Boys ou, na pior das hipóteses, na direção de um Asher Roth da vida. No caso do Twenty One Pilots, o caminho é mais para os dois primeiros, mesmo que ficando bem aquém da qualidade deles. Stressed Out é tem como vantagem a sua temática: a nostalgia do tempo de criança, onde não havia as preocupações e obrigações da fase adulta. Um tema interessante, mas que a sua realização é previsível e pouco criativa. Apesar de americanos, Stressed Out soa como uma música feita na Inglaterra devido a sua sonoridade contemporânea e com uma batida mais incrementada por outras influencias fora do eixo hip hop/soul music/rap. Não é sensacional, mas um trabalho redondinho. Stressed Out atrasou um pouco para ser um dos hits de 2015, mas quem sabe não será de 2016?
nota: 6,5

domingo, 7 de fevereiro de 2016

E Que os Jogos Comecem...

Formation
Beyoncé

Existe um aparente consenso que  todos os artistas, não importando qual seja o ramo, atingem o seu ápice criativo em um determinado ponto das suas carreiras. Durante esse período, os artistas são capazes de liberam todo o seu potencial em criações que conseguem ser a representação máxima do talento individual. Muitos artistas, depois do fim desse período, não voltam a repetir esse momento. Outros conseguem se manter em um patamar muito alto, sem precisar repetir exatamente esse momento. Entretanto, um punhado de gênios conseguem repetir várias vezes esse ápice criativo durante a sua carreira e, ás vezes, superam várias vezes o momento anterior. Ainda não podemos afirmar qual será o destino da Beyoncé, mas não há como negar que a cantora está passando por esse ápice desde que lançou o álbum homônimo Beyoncé de 2013. Com o lançamento do buzz single Formation ajuda a confirmar essa fase.

Recriando quase a mesma estratégia surpresa do lançamento do seu último álbum, Beyoncé lançou Formation no momento perfeito em todos os sentidos. Primeiro, um dia antes da sua apresentação ao lado do Coldplay no Super Bowl e de depois de um grande período em que estava na "encolha", ajudando a recolocar o seu nome na "boca do povo", mesmo que tenha sido uma música lançada apenas no Tidal e não irá impactar nas paradas mundiais. Em segundo, e mais importante, a cantora se mostra consciente sobre o tempo em que vive e reflete sobre em Formation, pois, como dizia Nina Simone, "é dever do artista refletir sobre o seu tempo".

Com o turbilhão social que os Estados Unidos enfrenta sobre a discussão sobre a diversidade na sua sociedade, especialmente o lugar do negro, Formation é a carta aberta da cantora em relação a sua posição sobre o assunto. Entretanto, não é apenas isso, mas, na verdade, como toda essa configuração social influencia a sua vida. A canção é basicamente uma ode sobre o orgulho de Beyoncé em ser negra com todas as características físicas ou não físicas. Em um momento tão conturbado, o fato de Khalif "Swae Lee" Brown, autor da canção, não criticarem de forma explicita o tema, não significa, porém, que a contundente critica não esteja lá de maneira avassaladora:

"I like my baby hair, with baby hair and afros

I like my negro nose with Jackson Five nostrils"

Ao exaltar o cabelo de Blue Ivy e dizer a felicidade por ter os seus traços como são, Beyoncé dá aquele tapa na cara de milhões que acreditam que a beleza é feita por um padrão, normalmente retirado de pessoas caucasianas. Além disso, a cantora ajuda a reconstruir a auto-estima e a dignidade de tantas meninas e meninos que se sentem extremamente diminuídos pelos padrões de beleza irreais e preconceituosos. Todavia, expor essa mensagem não significa ter como resultado uma boa composição. O que faz de Formation uma verdadeira obra genial é a capacidade de unir a mensagem com a estética, ou seja, a união entre a forma e o conteúdo. Lançando referências pop assim como referências sobre a sua própria vida (Illuminati é a melhor delas) durante toda a canção, a canção é contemplada por um trabalho avassalador com rimas afiadíssimas, construções sintáticas sensacionais e escolhas semánticas inteligentes que transformam a composição de Formation a melhor da cantora até hoje, especialmente o verso que o trecho acima for retirado. Entretanto, existe muito mais para ser "explorado" na canção.

Seguindo a linha dos seus últimos lançamentos, Beyoncé explora o seu lado experimental em Formation, mas sem perder o senso de criar uma música que possa atender as demandas do que pede um sucesso pop. Comprovando que não há necessidade de "farofar" para criar uma canção dançante. Só que Formation é mais que apenas uma canção dançante, mas, na verdade, uma verdadeira explosão de energia que mistura trap, hip hop e pop em um caldeirão hipnotizador. Entregando a sua melhor produção até o momento, Mike Will Made It ajuda a estabelecer ainda mais a nova sonoridade da cantora. O único problema é, porém, que a versão liberada para download é um pouco inferior a versão apresentada no genial clipe. Nessa segunda versão, Formation tem a sua estrutura alterada e ganha sample com de vozes de personalidades locais. Apesar disso, a canção não perde brilho suficiente para diminuir a sua qualidade, pois 2016 começa com Beyoncé chutando a porta, mostrando todo o seu poder. Agora, para os outros artistas, que os jogos comecem....
nota: 9

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Top 25 - Beyoncé

A partir de hoje, o blog estreia mais um espaço. O Top 25 será para escolher quais são as vinte e cinco melhores músicas de vários artistas, independentemente de terem sido escolhidas como single ou não. A primeira escolhida é a Beyoncé. Confiram!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Doce Liberdade

Pillowtalk
Zayn

Apesar de todo o desespero de milhares de fãs ao redor do mundo, a saída do Zayn do One Direction parece ter sido para a melhor para ele. Como se pode esperar de um boy band, ainda mais formada em um reality musical, o 1D nunca foi realmente uma unidade orgânica, ou seja, a sensação de produto fabricado nunca foi ultrapassado. Por isso, Zayn deve ter sempre ficado incomodado com a situação que estava e quando teve a oportunidade fez o que deveria: cair fora. Agora chegou a hora dele mostrar que essa inquietação era apenas a vontade de um artista de querer ter a sua voz ouvida de verdade ou a voz de um ego de um garoto imaturo que quer os holofotes apenas para si. A primeira amostra da sua carreira solo é a canção Pillowtalk.

A primeira coisa que se pode notar da canção é o fato dela ir muito na contramão da sonoridade que ele fazia ao lado dos companheiros de banda. E, para a surpresa de muitos, Pillowtalk é uma produção realmente boa. Na verdade, a canção é melhor que a maioria da discografia da boy band. A interessante mistura de R&B com uma batida downtempo eletrônica dá para a canção uma personalidade que pode ser facilmente associada ao Zayn. Bem instrumentalizada e com uma batida forte, Pillowtalk poderia até ser melhor se corresse riscos como, por exemplo, apresentar nuances em sua estrutura. Entretanto, o resultado final é bem melhor que o esperado, ainda mais com a performance vocal muito boa de Zayn, ajudando o estabelecer com uma força de respeito em comparação ao seus adversários. Talvez o ponto de questionamento seja a composição, pois fica bem claro a vontade de estabelecer o cantor adulto ao explorar a sua sexualidade. Ao final, porém, Pillowtalk é uma boa estreia para um garoto de 22 anos que quer ser apenas normal. Aguardamos as cenas dos próximos episódios.
nota: 7,5

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016