quarta-feira, 25 de março de 2015

Muito Tempo Depois

Rebel
Christina Milian

Existem artistas que nunca alcançaram o sucesso de verdade, mas, mesmo assim, conseguem se manter com certa relevância e com um carreira até longa. Esse é o caso da cantora Christina Milian. No começo dos anos dois mil, ela conseguiu destaque com o single Dip It Low e lançou três álbuns. Porém, Milian se manteve relevante na mídia devido a sua carreira de atriz de cinema e televisão, além de ser co-apresentadora durante um tempo do The Voice e participar do Dancing with Stars.. Além disso, ela co-escreveu algumas músicas de sucesso como é o caso de Baby do Justin Bieber. Esse ano, porém, depois de um hiato musical que durou nove anos, Milian resolveu lançar um novo single.

Rebel é um bom R&B contemporâneo, mas que derrapa em alguns problemas. Christina Milian entrega uma sólida performance vocal, mas é atrapalhada pelo uso do auto-tune deixando a voz da cantora sem emoção genuína. A composição erra ao entregar um refrão fraco e monótono e acerta nos versos. O que ajuda a Rebel ficar um pouco acima da média é a surpreende mudança de batida ao final da canção indo de mid-tempo para uma "quase balada" dando personalidade para a canção. A canção é até boa, mas é como a carreira da própria Christina Milian: desinteressante.

terça-feira, 24 de março de 2015

Uma Canção De Amor ou Alguma Coisa Parecida

Trap Queen
Fetty Wap

Ah, o amor! Esse nobre e universal sentimento que une todos em uma mesma corrente. Claro, cada elo dessa corrente é feito de materiais completamente diferente um do outro. Por isso, a canção Trap Queen do rapper Fetty Wap é, sim, uma canção de amor não importando como a produção constrói a mesma.

Ainda um nobre desconhecido, o rapper Fetty Wap alcançou a décima segunda posição com essa canção sobre "amor". Quando me refiro a "amor", quero dizer, "amor" segundo um rapper estilo "thug" e sem um um olho. Exatamente, Fetty Wap não possui um olho. De qualquer forma, a canção consegue passar a sua mensagem de maneira peculiar. Isso não significa que seja para todos os públicos, pois a canção deve atrair fãs bem "xiitas" do estilo. No fim das contas, o amor triunfa ou  alguma coisa parecida.
nota: 5,5

domingo, 22 de março de 2015

As Causas de Um Remix

Lay Me Down (feat. John Legend)
Sam Smith


Sugar (Remix) [feat. Nicki Minaj]
Maroon 5


Nos seus primórdios. DJs da década de '70 faziam remixes de canções para manter as pessoas na pista de danças nas baladas discotecas. A pratica ajudou, e muito, a consolidação da música eletrônica em todo o mundo. E hoje em dia para que serve um remix? Apesar da pratica ainda se manter forte especialmente em EP's de singles, o remix ganhou novos status e até mesmo configuração novas.

Relançado como single de In the Lonely Hour, Lay Me Down do Sam Smith ganhou uma nova versão com a participação do cantor John Legend. A causa disso foi o tradicional evento de caridade Red Nose Day na Inglaterra e a arrecadação da vendas do single será revertida para as apoiadas pela organização do evento. A canção não foi alterada profundamente (e dependendo do ponto vista não é nem pode ser considerada um remix), mas as alterações ajudaram a canção a distanciar da original. A primeira é a intenção da canção: sobre a saudade de amor mal resolvido para uma atmosfera sobre amar alguém não da forma romântica. Isso mostra a qualidade da composição da canção conseguindo adquirir características de atemporalidade. A outra alteração é a participação de Legend que ao lado de Sam são, sem dúvida nenhuma, as melhores vozes masculinas da atualidade e na canção a união dos dois realmente funciona. Além disso, John ajudou a regravar a canção tocando piano o que dá para a canção ainda mais personalidade. 

Para dar ainda mais buzz em Sugar, o Maroon 5 lançou uma versão remix da canção com a participação da Nicki Minaj. Apesar da escolha obvia, a nova versão funciona muito bem devido a boa participação da rapper que entrega uma performance deliciosa combinando com o estilo pop da canção. Quando a sua participação acaba dá a vontade de que Sugar seja uma canção apenas da rapper deixando de lado o próprio grupo. Algumas mudanças no arranjo foram feitas deixando a canção mais urban sem atrapalhar a atmosfera oitentista da canção. No mais, as mesmas qualidades e defeitos se repetem ao longo do single.

nota
Lay Me Down: 8
Sugar (Remix): 6,5

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sem Efeitos Colaterais

Trouble (feat. Jennifer Hudson)
Iggy Azalea

Existem canções que não são ruins, mas que estão bem longe da perfeição. Não são exatamente grandes sucessos, mas também estão bem longe de serem gigantescos flops. Essas canções não geram nem lucros, nem perdas para o seu artista. Esse é o caso de Trouble da Iggy Azalea lançado como single do relançamento do seu álbum de estreia The New Classic, agora intitulado Reclassified.

O que ajuda a fazer de Trouble um trabalho bem legal é a sua sonoridade: fugindo do que a rapper tem mostrado com o seu "hip pop" e entregando um batida soul pop com uma pegada old school divertida e despretensiosa. Iggy não é a melhor rapper da atualidade, mas acho que as pessoas pegam pesado demais com ela já que ela faz o "serviço" direitinho. Porém, Jennifer Hudson rouba o a cena apenas mostrando o seu vozeirão. Apesar das qualidades, Trouble não vai e nem deve chegar perto de ser um sucesso.
nota: 7

quinta-feira, 19 de março de 2015

Um Mundo à Parte

Paper Light (Higher)
Loreen

O cenário musical na Europa (fora da Inglaterra) é um lugar extremamente rico, mas, infelizmente,
pouca coisa chega aqui. Quando isso acontece podemos desfrutar de artistas interessantes como a sueca Loreen.

Mais conhecido pela ótima canção Euphoria, Lorren lançou recentemente o seu novo single. Paper Light (Higher) é um curioso mid-tempo pop com influência de EDM e house music, mas que acha o seu lugar devido a um arranjo que evidencia a influência diversas que constroem a sonoridade da cantora como, por exemplo, a Björk. Isto é: o pop é algo bem mais rico que a "farofada" que estamos acostumados. Infelizmente, Paper Light (Higher) erra em um ponto crucial: os vocais. Loreen é dona de uma voz sensacional, mas em boa parte da canção a os belos vocais da cantora são abafados por uma escolha ruim da produção vocal. Uma pena, pois Paper Light (Higher) poderia ser uma verdadeira pérola vinda de um mundo tão longe que é a música fora dos nossos limites geográficos.
nota: 6,5

quarta-feira, 18 de março de 2015

Primeira Impressão - Outros Lançamentos

Y & Y
Years & Years

A partir de hoje o blog vai contar com uma nova coluna. Ou quase isso. Esse Primeira Impressão não vai tratar de resenhar álbuns, mas, como o nome sugere, de resenhas sobre outros lançamentos que não enquadram na categoria álbum ou single. Normalmente, as resenhas serão de EP's ou mixtapes de artistas novatos, mas também não excluo trabalho de artistas já consagrados. O primeiro artista dessa coluna fixa serão o EP do trio inglês Y & Y.

Fora do Seu Mapa

On to Something Good
Ashley Monroe


O blog foi criado por mim por três motivos: expressar minhas opiniões sobra música pop em geral, ser um veiculo de escape para o meu dia a dia e poder levar para quem lesse, sempre que possível, artistas e canções que poderiam passar despercebido pelo grande público. Nessa última categoria se encaixa perfeitamente a artista dessa resenha.

Ashley Monroe é uma cantora country conhecida pelo trabalho no grupo Pistol Annies e também pelaLike a Rose de 2013. E ela prova novamente na excelente canção On to Something Good lançada no começo do ano.
sua carreira solo. Quando escrevo "conhecido" estou me referindo ao um seleto grupo do público americano que gosta de country e uns poucos gatos pingados fora dos Estados Unidos. Claro, se não bastasse ter escolhido o country como gênero, Ashley não tem um centésimo do reconhecimento de nomes como Carrie Underwood ou Miranda Lambert (companheira de grupo) ou um milésimo do sucesso da Taylor Swift. Uma pena, pois a cantora não deve nada para suas colegas em talento como é possível ouvir e sentir no seu último álbum

Possivelmente single do seu próximo álbum, On to Something Good pode até parecer clichê ao falar de "curtir a vida", mas na verdade é mais densa que se pode perceber com uma simples ouvida. A canção clama para que possamos aproveitar a vida se divertindo e tentando esquecer os problemas de vez em quando. Porém, a composição também avisa que não importa como você se divirta, a vida ainda é um caminho cheio de espinho que você vai enfrentar todos os dias se machucando mais do que se divertindo. Essa sinceridade é desconcertante e muito bem vinda, pois quebra padrões dentro da música e nas expectativas do público. A produção acerta em entregar em On to Something Good um delicado country pop dance deixando no chinelo muitas cantoras que tentam fazer o estilo, mas erra miseravelmente. Os vocais animadinhos de Ashley fazem a canção ganhar pelo carisma da cantora, mas escondem uma melancolia perfeita para uma pérola musical como On to Something Good. Uma pérola que eu posso dividir com vocês.
nota: 8