quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Uma Década Depois...

Baby Don't Lie
Gwen Stefani

Já muito bem estabelecida como vocalista do No Doubt, Gwen Stafani lançou a sua carreira solo com o álbum Love. Angel. Music. Baby em 2004. O álbum foi muito bem acolhido pela critica e pelo público com uma vendagem de cerca de sete milhões de cópias. Pessoalmente, eu considero o trabalho com um dos mais refinados do pop da última década e um marco para o estilo com a sua produção original, ousada e, em vários momentos, genial. Então, por causa disso, considero o sucesso The Sweet Escape de 2006 uma verdadeira decepção, não sendo apenas inferior, mas como uma coleção de canções que pareciam apenas descartes do trabalho anterior. Uma década depois do começo da carreira solo e seis do último lançamento do último single em que nesse meio tempo a cantora voltou ao No Doubt, teve filhos e, atualmente, serve de mentora do The Voice, Gwen retoma a sua carreira solo com o lançamento do single Baby Don't Lie. E a sensação de decepção ainda não foi apagada.

A canção não chega nem perto dos piores momentos de LAMB, apesar de não ser realmente ruim. Sempre exalando sua personalidade única e uma voz marcante, Gwen tem em mãos um pop reggae que não faz jus ao talento da cantora. A produção é dividida entre Ryan Tedder (?) e Benny Blanco e não resulta em um encontro realmente feliz entre os estilos, pois Baby Don't Lie careceu de uma sonoridade menos caretinha e mais irreverente, mesmos acertando no aspecto radiofônico. Porém, o que realmente pesa em Baby Don't Lie para um resultado tão abaixo do que eu esperava é a sua composição: se não bastasse a pobreza criativa que sofre a canção, Baby Don't Lie é repetitiva e possui um refrão bem meia boca. Uma pena que uma década depois, Gwen ainda não consiga trazer de volta a sua "hollaback girl" interior e arrasar como ela já fez.
nota: 5,5

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Qual a Direção?

Steal My Girl
One Direction


Quem é o One Direction? Essa é a pergunta que a boy band deve responder nos seus próximos trabalhos, pois os seus integrantes estão exatamente na fase que estão virando adultos e começam a encontrar definitivamente a suas personalidades. Isso deve levar aos cinco integrantes a perguntar o mesmo: quem é o One Direction? A resposta pode estar no novo single deles Steal My Girl, apesar da canção não ser nada de especial.

Steal My Girl tem uma sonoridade bem mais marcante e, consequentemente, mais madura em
comparação aos singles anteriores. Porém, a produção erra ao fazer um pop sisudo demais e com um pé nos anos noventa. O fator comercial tão bem desenhado para o grupo se perde e isso se vai boa parte do divertimento do grupo. É preciso dar para One Direction uma sonoridade que faça os garotos parecem adultos, mas ainda divertidos, atuais e vendáveis. Provavelmente por causa disso, o impacto da música nas paradas está sendo morna em relação á músicas como Live While We're Young, Best Song Ever e, claro, What Makes You Beautiful. Além da produção equivocada, a composição é bem fraca e tem um apelo machista quando fala:

Todos querem roubar minha garota
Todos querem levar seu coração
Alguns bilhões de pessoas no mundo
Procurem outra pessoa, porque ela me pertence

Infelizmente, muitas fãs vão achar esse trecho como apenas romântico. Caso não encontrem um caminho mais eficiente e original já prevejo, no final de contratos, os integrantes do One Direction procurando seus caminhos solos. E não seria uma surpresa.
nota: 5,5

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Uma Segunda Chance Para "Locked Out of Heaven"

Locked Out of Heaven
Bruno Mars


Lançada como primeiro single do álbum Unorthodox Jukebox, Locked Out of Heaven continua sendo o single mais fraco do Bruno Mars até hoje. Mesmo assim, a canção não deixa de ter as suas qualidades e ter melhorado com o tempo.


Continuo achando que a quantidade de produtores (The Smeezingtons, Mark Ronson, Emile Haynie e Jeff Bhaske) tão talentosos e diferentes entre si causa um choque de criação e deixa a canção com uma enxurrada de influências sem uma definição de qual lado seguir. Contudo, a instrumentalização dada para Locked Out of Heaven é sensacional garantindo o bom resultado. Assim também temos a performance aveludada e sexy de Bruno durante toda a canção. O melhor da canção é a sua composição poderosa e o seu refrão único e cativante. Um trabalho menor de Bruno, mas que está envelhecendo igual vinho.

nota original: 6,5
nota atual: 7

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Renascimento de um Brother

Jealous
Nick Jonas


A história é antiga e batida, mas, dessa vez, tem uma vertente nova: não bastando o fato de está passando pela transição de adolescente para adulto, Nick Jonas também faz a passagem para ser um artista solo. Até agora, o ex-Jonas Brothers está fazendo tudo pela cartilha e direitinho: após o fim do grupo com os irmãos, o mais jovem dos três começou a mudança de visual indo de "franguinho" para homem sexy. Além disso, a sua carreira musical ganha um novo caminho com o lançamento do seu primeiro álbum solo (Nick lançou um com a banda Nick Jonas & the Administration). Para divulgar o CD que vai levar o nome do cantor foi lançada a canção Jealous que, surpreendentemente, está fazendo certo sucesso na parada americana.

Sinceramente, eu nunca tinha prestado atenção na voz de Nick. Nada muito espetacular para falar a verdade, mas em Jealous ele segura bem o papel de "branquelo" cantando soul pop. Porém. o que realmente faz da canção um trabalho bom é a produção bem intencionada que faz um trabalho decente ao construir um arranjo que fica entre Justin Timberlake e o Robin Thicke (antes de Blurred Lines). Não é a produção mais original do ano, mas é simpática o suficiente para ajudar Nick a criar a sua própria história na música. O que não dá para elogiar é a composição fraca que chega, em alguns momentos, cair no famoso "vergonha alheia" (Porque você é muito sexy, linda/ E todo mundo quer tirar uma casquinha). E assim mais uma vez o mundo da música mostra o quanto pode ser uma caixa de surpresas fazendo um dos Jonas realmente fazer sucesso na carreira solo.
nota: 6,5