domingo, 26 de abril de 2015

Caminhos Brasileiros

Tombei (feat. Tropkillaz)
Karol Conká

Como foi pedido está aqui a resenha da rapper brasileira Karol Conká mostrando que a música brasileira acha caminhos para sobreviver em todas as estancias. 

Já com um carreira relativamente longa que começou em 2002, mas ganhou destaque em 2011 quando indicada ao "Aposta MTV" no VMB da antiga MTV Brasil. O seu último single lançado é a divertida Tombei. A canção é umaa mistura/costura de retalho de tantas influências de vários gêneros de diferentes origens como, por exemplo, rap com eletrônico, forro pé de serra com hip hop e Marcelo D2 com Nicki Minaj que poderia dar muito errado, mas, surpreendentemente, funciona bem para quem não tem preconceitos contras junções ousadas e "estranhas". Tombei mostra que há possibilidade de fazer uma música com pinceladas de mainstream unindo a sonoridade brasileira com a influência estrangeira sem perder a personalidade original. Infelizmente, Tombei é um pouco longa demais para o estilo adotado. Uma versão editada ajudaria a desfazer essa impressão. Karol Conká é um artista interessante, mas que ainda precisa de mais experiência para saber como melhor polir o seu oficio. Esse fato, porém, não tira o fato dela entregar uma boa performance em Tombei. Para quem reclama sobre que a música brasileira aqui está um caminho para sair da obviedade.
nota: 7

sábado, 25 de abril de 2015

A Maturidade de Adam

Ghost Town
Adam Lambert

Mesmo sem nunca ter realmente estourando em vendas, Adam Lambert se tornou um dos participantes de um reality show musical, no seu caso o American Idol, com a carreira mais sólida e elogiada pós-reality. Depois de dois bons álbuns lançados, Adam ganhou ainda mais destaque ao "assumir" os vocais da banda britânica Queen em turnê substituindo, com dignidade e ganhando elogios, o vocalista lendário da mesma, Freddie Mercury. Essa experiência parece ter surtido muito efeito em Adam, pois é nítido ouvir a sua evolução dele como cantor e performer. Essa evolução também deve afetar a sua sonoridade como é possível notar no seu novo single, a ótima Ghost Town.

Primeiro single do seu próximo álbum The Original High, Ghost Town é uma considerável evolução/mudança na sonoridade de Adam: sai o pop/glam rock de For Your Entertainment pop dance/eletrônico de Trespassing e entra um pop contemporâneo/adulto/eletrônico com uma pegada bem dark e amadurecida. Com isso, Ghost Town se torna uma canção excepcionalmente ousada quebrando expectativas. A produção de Max Martin e Ali Payami dá para a música uma atmosfera melancólica e classuda ao começar com um arranjo à base de violão evocando uma atmosfera acústica. Tudo é quebrado quando no refrão a música muda para uma batida eletrônica, mas, felizmente, longe do ultrajante "batidão farofa". O que se ouve aqui é uma batida bem encorpada emanando uma especie de melancolia que combina perfeitamente com a interessante letra falando sobre solidão. Cheia de elementos referenciais bacanas e uma inusitada mistura de Lana Del Rey com refrão de David Guetta, Ghost Town retrata com classe o sentimento de sentir só no meio de uma cidade com milhões de pessoas. Por fim, Adam entrega uma performance contida, sentimental e inteligente em saber qual o momento de soltar a fera dentro dele. O ponto negativo da canção é o seu "meio" que poderia ter sido melhor trabalho para não soar como se fosse exatamente como a primeira parte. Apesar disso, Adam Lamber entrega em Ghost Town um verdadeiro "músicão". Nada de mal para alguém que sai derrotado de um reality show.
nota: 8

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jessie Das Antigas

Masterpiece
Jessie J

Uma das características que ajudaram a Jessie J a ganhar uma legião de fãs foi as suas canções "auto ajuda" como Who's Laughing NowWho You Are. Com a tentativa de manter a sua carreira em alta, Jessie perdeu parte dessa sua vertente. Felizmente, ela recuperou um pouco com o lançamento da boa Masterpiece.

A canção recupera aquela Jessie das antigas mas, não apenas liricamente, também na sonoridade. Masterpiece é um bom pop adulto com estripe classuda pronta para ser tornar um "hino" para ser cantado a plenos pulmões em shows. Apesar de quase cair no lugar comum desse tipo de produção, a produção quebra expectativa com um refrão "desacelerado". Jessie está bem mais contida mostrando um controle vocal satisfatório durante toda a canção e enlouquecendo na parte final. Claro, Masterpiece não é uma obra de arte de verdade, mas ajuda a cantora a conciliar a sua antiga persona com a sua jornada para se manter relevante.
nota: 6,5
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terça-feira, 21 de abril de 2015

Ainda Há Tempo

Say You Love Me
Jessie Ware

Há tempo definido para dizer "eu te amo" para alguém? Você pode estar atrasado para dizer o quanto
ama para aquela pessoa especial? Eu posso afirmar: enquanto há vida, ainda existe tempo. Porém, o melhor é o agora.

Lançada no final do ano passado como single do segundo álbum da Jessie Ware, Say You Love Me clama exatamente pelo o que expliquei antes: o melhor momento de falar "eu te amo" é o momento do presente. A belíssima composição da música, co-escrita pelo Ed Sheeran, fala da urgência que uma pessoa tem em ouvir essas palavras de quem ama. Ações podem ser belos atos, mas você olhar no fundo dos olhos e dizer o amor que vocês sentem é bem significativo que centenas de rosas ou quilos de chocolate. Melancólica e dramática, Jessie dá vida para a composição em uma performance emocionante e devastadoramente tocante. A cantora usa do seu delicado e suave timbre para dar enfase nesse sentimento de desamparo de não saber o que o outro sente. Apesar da suavidade que a produção construí Say You Love Me, o sentimento de urgência é nítido e dá mais emoção para a canção. Com algum tempo atrasada, a resenha da canção consegue suprir um erro grave. Assim como não dizer sobre o seu amor para quem você ama. Agora!
nota: 8,5

domingo, 19 de abril de 2015

O Genérico do Genérico

Want to Want Me
Jason Derulo

Se na minha visão o Jason Derulo sempre se mostrou uma versão genérica do Usher, imagine agora que ele lançou Want to Want Me.

Primeiro single do seu quarto álbum (quinto se contarmos as duas versões do último trabalho dele), o single é o que o Usher gravaria se ele quisesse parecer uma versão sua, ou seja, Want to Want Me é Jason sendo genérico ao dobro. Evocando uma sonoridade pop rock/R&B parecida com a do Price, Want to Want Me erra feio em uma batida fraquíssima aliada ao uma letra vergonhosamente banal e sem nenhuma polegada de carisma. Para piorar tudo ainda existem pessoas que estão comprando essa bomba musical já que a canção chegou a posição de 12° na Billboard. 
nota: 4

sábado, 18 de abril de 2015

Rather Be 2

Stronger (feat. Olly Alexander)
Clean Bandit


Depois do mega sucesso de Rather Be que rendeu um Grammy, o grupo de eletrônico que mistura
instrumentos clássicos Clean Bandit está a "procura" de um novo arrasa quarteirão. A pedida dessa vez é a canção Stronger.

Parte do relançamento do primeiro álbum deles (New Eyes), a canção é basicamente uma releitura da cação vencedora do Grammy já que tem quase a mesma estrutura e divide a mesma sonoridade. A ideia do grupo é ótima, mas até agora o Clean Bandit não conseguiu dar liga para essa inusitada mistura deixando todas as suas canções com cara de "eu já ouvi isso". Nesse caso, qualquer música deles. Nem a presença do ótimo Olly Alexander, vocalista do Years & Years, ajuda a canção de soar como a cópia do que já não era tão bom assim.
nota: 5,5