terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Canção Obrigatória com Participação de Rapper do Maroon 5

Cold (feat. Future)
Maroon 5

Desde que retomaram o caminho do sucesso em 2012 com o hit Payphone com participação do rapper Wiz Khalifa, o Maroon 5 já lançou mais três músicas no mesmo esquema. Não que iss seja exatamente um problema, mas para uma banda de pop rock que começou de uma maneira tão interessante é estranho ouvir essa mudança de direção. De qualquer maneira, a hora chegou novamente de resenhar uma canção da banda com essa mesmo formula: a bola da vez é a canção Cold com o rapper Future.

A canção segue a mesma linha de Don't Wanna Know com uma batida pop rock/eletropop com forte influência de ritmos tropicais, mas com uma diferencia bem vinda: uma atmosfera sombria e sóbria. Provavelmente, devido a sua composição falar sobre o relacionamento que está desmoronando, Cold tem essa vibe, mesmo sem perder o seu verniz comercial. Não é sensacional, mas tem seu carisma assim como os vocais de Adam Levine. O ponto negativo é que  Future tem um verso bem meia boca, apesar de ter uma boa presença dentro da canção. Agora veremos se Cold vai repetir o mesmo desempenho das suas "irmãs" e dar outro sucesso para o Maroon 5.
nota: 7

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

Apesar do sucesso e dos prêmios recebidos, algumas músicas não conseguem envelhecerem de uma forma que mantenha intacta a mesma áurea que quando foi lançada. Ás vezes, não é nem o fato da canção soar datada ou perdida no tempo e espaço. Acontece que a canção meio que foi esquecida ao longo dos anos, tornando-se quase uma canção cult. E é uma delas que As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer irá falar hoje, pois sempre devemos lembrar de...


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Lana Del Rey Está Viva!

Love
Lana Del Rey



Depois de um hiato de dois anos, Lana Del Rey está de volta aos holofotes com o lançamento do single Love que pode ser ou não o primeiro single do seu aguardado quarto álbum. Explicando: devido ao vazamento da canção antes da hora, fazendo a cantora lançar oficialmente a canção, pode ser que Lana não utiliza a canção como planejado. Tirando isso, Love é a típica canção da cantora para a alegria dos fãs e a frustração daqueles que esperavam algo revolucionário.

Na verdade, a nova canção tem algo de novo em relação a sonoridade de Lana: um bem vindo e auspicioso toque de indie rock. Não que a cantora perdeu a sonoridade art pop/pop indie que a consagrou, mas as nuances colocadas na canção dão uma clara noção das influências roqueiras que a cantora sempre falou possuir como, por exemplo,  Bruce Springsteen e Janis Joplin. Com um arranjo mais "terreno" em vez dos épicos que estamos acostumados, Love erra ao ter muitas mãos envolvidas na produção que tem, além de Lana, co-produção de Benny Blanco, Emile Haynie, Rick Nowels e o desconhecido Kieron Menzies. Por causa disso, o single parece que teve como resultado final um produto fora de foco, ou seja, uma edição nas ideias por trás da canção poderia ter transformado Love em uma canção genial. A interpretação de Lana é um porto seguro, mas que não tem o mesmo apelo cool de canções como Video Games ou High By the Beach. Cedo ainda para dizer, mas quem saber não haja tempo para Lana repensar e corrigir alguns erros que podem estar no novo álbum como está no primeiro single?
nota: 6,5

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

New Faces Apresenta: Brooke Candy

Living Out Loud (feat. Sia)
Brooke Candy

Seja sincero e responda: precisamos de mais um diva pop? Já não é o suficiente o números de cantoras pop em busca do seu lugar ao Sol? Existe espaço suficiente para que uma diva pop possa se estabelecer com a sua personalidade artística ou todos os nichos já foram tomados? Mesmo sem ter uma resposta está na hora de apresentar uma nova diva pop: a cantora/rapper americana Brooke Candy.

Conhecida pelo público mais "underground" do pop, Brooke Candy irá lançar o seu primeiro álbum ainda esse ano. Intitulado de The Daddy Issues, o trabalho já tem alguns singles lançados, mas, apenas agora, ganhou um single de destaque: Living Out Loud. O principal destaque da canção é fato da canção ter como featuring a cantora Sia, além dela ter co-escrito a composição. Esse fato, obviamente, ajuda a canção a, não ganhar apenas destaque comercial, mas, principalmente, qualidade artística. A boa composição ajuda a mostrar que, primeiro, Sia está em uma cruzada para criar composições no mundo pop que possam ter substância verdadeira. Uma especie de prima de Chandelier, Living Out Loud também mostra que Brooke Candy, co-autora da letra, tem também uma vontade de ser uma diva pop diferente e com uma pegada mais alternativo/pop/indie/comercial que a maioria das cantora. Produzido por Jesse Shatkin, a canção é pop/eletropop que consegue ser, ao mesmo tempo, original e comercial em uma batida redondinha e com algumas boas ideias. O grande problema da canção é o fato da Sia brilhar vocalmente mais que a dona da canção. Brooke Candy tem uma voz pequena, mas bem interessante se usada de maneira correta. Todavia, ela é engolida pelo vocal de Sia. Felizmente, o final das contas é positivo para Living Out Loud, ajudando a Brooke Candy a começar a trilhar um caminho mais sólido para se tornar uma diva pop. 
nota: 7

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Doçura Nacional

Onde Está o Amor?
Tiê

Apesar de já ter uma longa carreira, a brasileira Tiê só foi conhecer o gostinho do sucesso comercial recentemente quando a sua simpática canção A Noite virou tema de novela e, por consequência, destaque em todo Brasil. O seu último lançamento foi a versão solo da canção Onde Está o Amor? que anteriormente tinha sido gravada com o cantor espanhol Pablo Alborán.

A canção é uma perfeita amostra da principal qualidade da cantora: a sua voz doce e delicada. Ao interpretar essa balada pop, Tiê consegue imprimir a sua personalidade como cantora e entregar uma emocionante interpretação contida. Além disso, a ótima instrumentalização ajuda a transformar Onde Está o Amor? em uma balada pop com corpo robusto que consegue tirar um pouco daquele ranço de voz e violão que muitos artistas da nova MPB/pop acha que só isso é música. Além disso, a versão da composição em espanhol ficou uma verdadeira gracinha, apesar de não ser algo genial.  Por uma música brasileira com mais doçuras como a Tiê.
nota: 7,5

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Katy: Ativista Pop

Chained to the Rhythm (feat. Skip Marley)
Katy Perry

O aguardado retorno da Katy Perry não poderia ser mais inusitado e surpreendente. Não, ela não resolveu fazer música country ou jazz, pois é Chained to the Rhythm é pop comercial na sua essência ao seguir a tendência da dancehall/tropical que esse blog vem apontando nos últimos messes. Todavia, a cantora nunca tinha sido tão madura e ativista em suas músicas como é em Chained to the Rhythm.

Claro, hoje em dia lançar canções com mensagens sobre empoderamento no mundo pop não é novidade, mas para a Katy é uma grande acontecimento já que a única letra que tinha alguma mensagem que poderia ser mais que sonhos de romances adolescentes ou beijar garotas por diversão foi a faixa Pearl do álbum Teenage Dream de 2010. E nada mais. Aqui em Chained to the Rhythm a letra é uma chamado para que as pessoas acordem de verdade e possam observar que existe um mundo bem maior e com centenas de problemas que o mundinho individual que cada um vive. É quase como se Katy falasse para que as pessoas esquecesse da sua própria canção e abrisse os olhos para a figura maior. Apesar dos versos soarem um pouco genérico na sua mensagem, a composição co-estrita pela Sia e, também, pelo produtor Max Martin é trabalho relativamente ousado e muito apropriado para a época em que vivemos. O outro ponto de destaque da canção é que, mesmo entregando um pop/dancehall bem comercial, a produção consegue dar um tom maduro e, de certa forma, sombria para conseguir harmonizar conteúdo e estética de uma maneira muito interessante. Não que a canção seja uma revolução ou mesmo a melhor da carreira da cantora, mas ajudada por uma performance vocal boa de Katy e um featuring adequado, Chained to the Rhythm  é o começo de uma nova fase para uma das artistas pop mais importantes surgidas na última década.
nota: 7

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Falta o BOOOOM

Farofei (feat. Boss In Drama)
Karol Conká

Para qualquer um com bom senso pode notar que a rapper Karol Conká é um dos nomes da música brasileira mais talentosos surgidos nos últimos dez ou quinze anos. Todavia, a jovem ainda não estourou comercialmente como merece e acredito que o seu novo single, Farofei, ainda não será o momento ideal para isso acontecer.

Com a produção do brasileiro Boss In Drama, Farofei é uma divertida e simpática canção eletrônica que não nega o seu nome: farofada do começo ao fim. Não uma produção seja genial ou que tenha nuances inesperadas para subverter as expectativas, mas é uma canção que consegue ficar acima da média do pop comercial feito aqui Brasil. O que diferencia a canção e dá personalidade a mesma é a presença carismática de Karol Conká e a composição divertida e brincalhona que tira sarro dos "haters" e das criticas de quem acha que a rapper se vendeu. Apesar disso, ainda não é a música que fará Karol Conká a estrela que ela merece ser. O momento, espero, ainda está por vim.
nota: 6,5

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A Dominação Tropical

Should've Been Me (feat. Kyla & Popcaan)
Naughty Boy

Parece que a novo tendência do mundo da música é a influência da música "tropical" nas canções pop/eletropop/eletrônica. O último a ser contaminado é o produtor britânico Naughty Boy que lançou a legalzinha Should've Been Me.

Pegando carona no reggae/dance hall, Should've Been Me tem como principal qualidade a sua áurea simpática e fofa. A produção do próprio Naughty Boy, ao lado de Mojam, cria uma batida redondinha e bem vinda para ser a base da boa letra sobre ser deixado(a) de lado e virar o(a) "ex". Outro acerto é a presença da cantora Kyla, ouvida em One Dance do Drake, tem uma ótima presença e segura bem a canção. Todavia, a presença do cantor Popcaan, apesar de combinar com a canção, soa exagerado e desnecessário. Ao final, Should've Been Me é uma canção acima da média que mostra que a influência do "tropical" pode até render, mas quando bem feita.
nota: 7