Mostrando postagens com marcador La Roux. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador La Roux. Mostrar todas as postagens

20 de novembro de 2019

A Desaparecida

International Woman of Leisure
La Roux

No final da década passada e começo dessa que está se findando parecia que havia surgido um novo grande nome do indie pop: o duo La Roux. O sucesso do duo britânico com canções como Bulletproof e In for the Kill ajudou a conquistar um Grammy (para o primeiro trabalho deles intitulado apenas La Roux) e a atenção de uma parte do público. Mesmo sem repetir o mesmo sucesso no segundo álbum (Trouble in Paradise) e agora sendo apenas capitaneado pela vocalista Elly Jackson, o La Roux continuou a despertar a atenção do público e da crítica. Todavia, a artista sumiu completamente desde 2014 sem dar muitos indícios que poderia fazer uma volta em breve.

Ao contrário de outros artistas que perderam o trem da relevância, o grande problema foi uma condição misteriosa que fez Elly perder a voz completamente, precisando que a mesma reaprendesse a cantar em outros tons e mudar seu timbre. Depois de quase cinco anos, o La Roux está de volta de forma mais do que auspiciosa com o lançamento da boa International Woman of Leisure.

International Woman of Leisure é uma eficiente, divertida e madura electropop que consegue ter em equilíbrio o lado comercial com o lado "weird" que a cantora sempre demonstrou. Na verdade, a canção é uma das melhores que a artista já lançou, pois azeita as suas principais qualidades e eleva os seus defeitos. Leve e despretensiosa, a canção tem como defeito ser um pouco longo demais, mas o resultado geral consegue superar esse problema de forma satisfatória. Com uma composição afiada, La Roux entrega uma performance contida e bem trabalhada, mostrando que a perda de voz a fez repensar a maneira de cantar e encontrar uma nova voz que se adapte ao sua nova fase. Não é um trabalho revolucionário, mas que cumpre bem a sua missão de reapresentar a La Roux para o público.
nota: 7, 5

20 de junho de 2014

A Síndrome do Daft Punk

Uptight Downtown
La Roux

Desde o sucesso mais recente do Daft Punk, a música eletrônica está recebendo uma nova onda de
influência: a sonoridade soul feita nos anos setenta e começo dos oitenta. Não que isso seja ruim, pelo contrário, quanto mais prestarmos homenagens melhor. Só que é necessário usar isso com inteligência para o tiro não sair pela culatra. 

Uptight Downtown é o primeiro single do segundo trabalho (Trouble in Paradisedo duo inglês La Roux. A canção claramente tem inspiração do funk/soul/disco que grandes nomes da música como Chic, Sister Sledge e, até mesmo, Diana Ross. Apesar da boa construção da canção e uma vibe gostosa de ouvir, Uptight Downtown soa como mais do mesmo sem acrescentar nada de novo ou extrapolar as barreiras do "bom". Sem mostrar nada realmente excitante, a vocalista do duo, Elly Jackson faz um trabalho certinho com alguma personalidade enquanto a composição é mediana. Agora é esperar para ver se essa síndrome do Daft Punk passa.
nota: 6,5

16 de dezembro de 2010

Estranha Relação

In for the Kill (feat. Kanye West)
La Roux

Quando dois artistas se unem para fazer uma parceria sempre se espera alguma cumplicidade entre os estilos dos dois.Porém quando os dois são completamente diferentes um do outro,mais tão diferente que mesmo sem ouvir a canção,sabemos que o encontro vai resultar em algo não muito "normal" para não dizer outra coisa.Esse é o caso da parceria do Kanye West com a cantora Elly Jackson,da dupla La Roux.
Só Deus sabe como e porque esses dois foram se encontrar.Dois estilos completamente diferentes e artistas mais diferente que numa mente sã seriam como óleo e água.Ao que parece essa lei não foi entendida pelos dois que se uniram para fazer parceria mutuas.Ela(eu acho que é "ela") fez "coro" em uma das faixas do My Beautiful Dark Twisted Fantasy e vai fazer parte do próximo álbum dele com o Jay-Z,Watch the Throne.Ele participou da versão remix de um dos single deles,In for the Kill.
A canção original foi indicada ao Grammy de Best Dance Recording,já não é exatamente o melhor eletropop feito.Elly exagera no agudo e falsete que chega a incomodar e o arranjo é estranho,mesmo que seguindo a risca a tendência dos anos oitentas sem falar que é repetitivo.A versão remix apenas a acrescenta o rap de um sem graça Kanye.Tudo isso emoldurado pela letra esquisita e sem força que se limita apenas a jogar frases sem nexo tentando criar uma atmosfera "indie pop".É como ver o filho da Mulher Gato com o Coisa do Quarteto Fantástico:coisa boa não vai sair!
nota
Versão Original:3
Versão Remix:3,5

2 de julho de 2010

Para Ouvir Jogando Pac Man

Bulletproof
La Roux


Desde que David Bowie criou Ziggy Stardust lá pelos começo dos anos setenta que a androgenia virou um artifício para os artistas se expressarem ser terem as amarras da sociedade em relação ao sua sexualidade.Mas o grande boom veio com anos oitentas e todas suas cores e sons diferentes.E parace que de lá foi importado a dupla inglessa La Roux,a mais nova sensação do mundo pop undergrouand que vem conquistando o mainstream mundial.
Depois de lançar o primeiro álbum em 2009,ganhar notoriedade na Europa e receber criticas extremamente positivas a dupla vem conquistando sucesso internacional com a música Bulletproof que chegou ao número oito da parada americana.Mas que o sucesso do single,o que chamando a atenção do público e mídia em geral é o visual deles.Mais em especial da vocalista Eleanor Jackson.Com apenas 22 anos ela se destaca por um visual no minímo curioso:uma mistura de Annie Lennox encontra Clay Aiken com cabelo vermelho.Parecendo um menino com traços tão femininos que quase parece uma menina,Eleanor vai na contra mão do pop atual e fica longe de buscar uma sensualidade comercial.Mais não é só de visual vive o La Roux.Se jogando na sonoridade dos anos oitenta e mostrando que o pop não é só "influências de lady Madonna",eles fazem Bulletproof o velho/novo electropop.
O hit da dupla é uma volta ao passado completamente.Todo segundo da música é um remake de sons,batidas e nuances de sintetizadores e outros instrumentos que eram usados por Eurythmics,Depeche Mode,New Order e outros.Mais não para por aí.Juntando-se a isso uma grande vibe de trilha sonora para vídeo game do anos oitenta e Bulletproof se torna uma versão cantada de um dos jogos da Sega ou Nintendo.Esse arranjo mesmo cheirando um pouco de mofo,funciona no meio de tanto pop quadradinho e pré fabricado.A voz de Eleanor é bem diferente para não dizer outra coisa.Muitos podem achar estridente e enjoativa ainda mais com os efeitos adicionados.A letra é,sem muita novidade,estranha e mediana.Mas no momento certo ela brilha ao criar um dos fatores mais importantes do pop em geral:um refrão contagiante.E isso se faz com um simplicidade assustadora apenas com duas linhas:This time baby/I'll be Bulletproof.Modinha?Pode até ser,mas quando o vídeo game foi criando diziam a mesma coisa.
nota:7