9 de outubro de 2015

Mudanças Demais

On My Mind
Ellie Goulding

A minha principal critica em relação a Ellie Goulding era o fato que a sua sonoridade poderia ser polida sabendo dosar a sua personalidade peculiar com um verniz pop/comercial que daria a atmosfera perfeita para elevar a maioria das suas músicas. Isso aconteceu com o lançamento de Love Me Like You Do no começo do ano. Então, impulsionada pelo imenso sucesso do single, Ellie está preparando o lançamento do seu terceiro álbum Delirium e como primeiro single foi escolhido a canção On My Mind. O grande problema é que, talvez, Ellie tenha indo um pouco longe demais.

On My Mind está longe de ser uma canção ruim, mas, infelizmente, Ellie Goulding está descaracterizada das duas principais qualidades. A primeira e a mais importante é aquela atmosfera etérea/angelical que na nova música some para dar espaço para uma batida rápida e rasteira misturando pop rock com música eletrônica. A batida até é interessante, mas não combina com a cantora em nenhum momento. Seus vocais que antes até poderiam ser passiveis de criticas, mas que nunca soavam deslocados, parecem fora de contexto como se a canção nem fosse da própria Ellie, apesar da cantora segura bem a canção. Nem mesmo a possibilidade da composição ter sido feita para o Ed Sheeran em reposta a canção Don't (que seria para ela e, não, para a Taylor Swift) não colabora para a mesma ganhar um apelo convidativo de verdade mesmo sendo tecnicamente um bom trabalho. Quem diria que eu poderia ter que fazer esse apelo, mas, querida Ellie, volte a fazer músicas como Anything Could Happen? Flw? Vlw!
nota: 6

6 de outubro de 2015

A (Quase) Volta Daquela Que Sumiu

Whole Lot of Love
Duffy

Houve um tempo que, na cola do sucesso de Amy Winwhouse, a cantora Duffy prometia traçar uma carreira promissora depois do lançamento do ótimo álbum de estréia Rockferry e os seus dez milhões de cópias vendidas e a sua vitória no Grammy. Então, veio o mediano segundo álbum (Endlessly) e Duffy sumiu assim como fumaça no ar. Com alguns trabalhos como atriz apenas, Duffy não dava sinal de vida fazia algum tempo até o lançamento do filme Legend em que a cantora tem um papel e ficou responsável por duas músicas na trilha sonora. Por causa disso, a canção Whole Lot of Love foi lançada marcando um discreto retorno da Duffy ao mundo da música. Uma penas, porém, que esse retorno não é exatamente ótimo.

A voz de Duffy continua a mesma com um timbre nasalado tão distinto dela, mas em Whole Lot of Love não tem chance de brilhar como já fez em canções como Rain On Your Parade ou no seu maior sucesso Mercy. E olha que a canção está exatamente no campo dela ao ser um pop soul, mas em nenhum momento tem a graça e a elegância necessária para retornar os velhos tempos. Ao contrário, Whole Lot of Love é seca em emoção apesar de bem feitinha. Acredito que o grande problema é a sua fraca e repetitiva composição que não tem nenhum apelo emocional. Apesar do resultado meia boca, a canção é a luz no fim do túnel em relação a carreira da Duffy mostrando que a sua falta no cenário musical. Quem sabe não vem por aí um grande comeback?
nota: 5,5

4 de outubro de 2015

2 Por 1 - Tinashe

Party Favors (feat. Young Thug)
Player (feat. Chris Brown)
Tinashe

Depois de um surpreendente álbum debut com Aquarius no ano passado, a cantora Tinashe está se preparando para lançar o seu segundo trabalho intitulado Joyride que já conta com dois singles lançados. O primeiro foi a canção Party Favors.

A música segue a mesma linha de 2 On primeiro single da carreira da cantora: uma mistura de R&B contemporâneo com forte influencia de hip hop. Apesar de mais redondinha que a outra canção, Party Favors é menos original fazendo a cantora perder um pouco do frescor que ajudou no seu recente inicio. Apesar disso, o single tem uma batida sexy e deliciosa, Tinashe está muito bem em seus vocais sensuais e o rapper Young Thug não compromete. Já o segundo single tem um resultado bem melhor.

O primeiro grande acerto de Player é o fato que a participação do Chris Brown não é dispensável, mas, surpreendentemente, o cantor é o elemento que dá a liga nesse dance pop/R&B bem melhor que o esperado. A canção começa devagar e aos poucos vai se transformando em uma ótima batida
dançante sem recorrer a recursos fáceis, mas mantendo uma dignidade inesperada e uma batida viciante. A química entre Tinashe e Chris é ótima e ajuda a incrementar Player com um sabor diferente e muito bem vindo. Uma pena que a composição não é um trabalho acima da média, mas não é um detalhe que realmente chega a atrapalhar. Dessa maneira, Tinashe aumenta a expectativa em relação ao segundo álbum que seja, ao menos, igual a qualidade do primeiro.
notas
Party Favors: 6,5
Player: 7,5

3 de outubro de 2015

Um Dia. Quem Sabe?

Wildest Dreams
Taylor Swift

Eu realmente queria gostar da Taylor Swift, pois reconheço que a cantora conquistou com muito louvor o seu "lugar ao sol". Infelizmente, eu não tenho como curtir os últimos trabalhos dela e Wildest Dreams não é exceção.

A canção é uma balada mid-tempo que fica até mesmo longe da qualidade da mediana Blank Space, mas produção com muito carisma comercial. Wildest Dreams era, principalmente, por não ter um momento de virada no final deixando a canção "plana". Não há nenhum momento que faça a música se destacar de verdade. Os vocais soníferos de Taylor também ajudam a intensificar essa sensação. Ao menos, a composição é ok, mas, infelizmente, a cantora retoma os velhos assuntos sobre a sua vida pessoal que já encheu o saco. Espero um dia apreciar o trabalho da cantora como muitos fazem, mas, por enquanto, não está rolando.
nota: 5