30 de junho de 2013

Faixa Por Faixa

CD: Futuresex/Lovesounds
Artista: Justin Timberlake
Gênero: Pop, dance pop, R&B
Vendagem: Cerca de 10 milhões de cópias
Singles/Peak na Billboard: SexyBack (1°), My Love (1°), What Goes Around... Comes Around (1°), Lovestoned/I Think She Knows (17°) e Until the End of Time (17°).

Grammy
Vitórias

2007
Best Rap/Sung Collaboration (My Love feat. T.I)
Best Dance Recording (SexyBack)

2008
Best Dance Recording (Lovestoned)
Best Male Pop Vocal Performance (What Goes Around.../...Comes Around)


Indicações
2007
Album of the Year
Best Pop Vocal Album

2008
Record of the Year (What Goes Around.../...Comes Around)

Ano: 2006


Justin Timberlake tinha uma árdua missão de se firmar no mercado musical como artista solo após o sucesso do seu álbum debut Justified com o lançamento de Futuresex/Lovesounds. Só que ele foi muito mais além que apenas se fixar: Futuresex/Lovesounds é o marco para o nascimento de um dos principais nomes da música contemporânea mundial. Aliando-se aos produtores Timbaland, Danja e Rick Rubin (em especial o primeiro), Justin evolui sua sonoridade entregando um álbum pop primoroso. Com ajuda de uma construção de imagem perfeita aliada ao talento multifacetado de Justin, Futuresex/Lovesounds é um dos álbuns mais importante da recente história do pop.


29 de junho de 2013

Miley Só Para Altinhos

We Can't Stop
Miley Cyrus

Chegou a fase de que todas as cantoras que fazem sucesso na adolescência passam para chegar na idade madura, em especial na área musical, para a Miley Cyrus. É chegada a hora da menina virar mulher. Ela já mudou suas atitudes e o visual completamente deixando para trás a Hannah Montana e agora chegou a vez da sua sonoridade. A primeira amostra dessa nova fase é a canção We Can't Stop que promete ser uma dos seus maiores sucessos comerciais.


We Can't Stop é, o que eu chamo, de projeto de boa música. Ao contrário da sua colega Selena que errou em tudo, Miley mostra um pouco mais promissor na nova fase. Só que a produção de Mike WiLL Made It erra bastante na construção da ideia de fazer um "pop descolado/indie comercial" resultando em algo estranho e sem a força necessária para ser o que pretendia. Até mesmo a batida cadenciada é pensada demais assim com a composição que tenta fazer de Miley uma garota "fodona" com insinuações sexuais, mas acaba caindo no clichê de "vamos festejar". Miley não tem uma voz sensacional, mas se esforça ao máximo em uma atuação apenas ok. Uma coisa boa a canção possui: não tem a presença de um rapper. Quem disse que crescer é fácil, dona Miley?
nota: 5

28 de junho de 2013

Primeira Impressão

Me, You & the Music
Jessica Sanchez


Se nos últimos anos não está fácil para os realities musicais continuarem, imagina para os ex-participantes, principalmente aqueles que não venceram. Esse é o caso da vice-campeão do ano passado do American Idol Jessica Sanchez que lançou seu primeiro álbum intitulado Me, You & the Music recentemente. O trabalho vendeu apenas 14 mil cópias atingindo a posição de 26° na Billboard. Pelo menos, ela pode se orgulhar de ter feito um bom álbum.


Me, You & the Music faz com aquela cantora de voz poderosa seja "adequada" para caber dentro dos limites do pop. Só que em vez de perder toda a sua qualidade e o que fez ela ser destaque no AI, a produção acerta no equilíbrio entre esse aspecto e o fato que é necessário faze-la comercial. Mesmo com certos limites impostos e ainda em busca de sua verdadeira personalidade já que podemos ouvir claramente as influências de nomes como Mariah, Whitney, Christina e outras, Jessica faz um trabalho excelente mostrando versatilidade e controle em qualquer tipo de música seja as mais dançantes até as baladas. A produção dá para Me, You & the Music uma cara quase genérica demais misturando pop, dance pop e R&B sem extrair nada de novo, mas o trabalho é muito bem feito fazendo com que Me, You & the Music consiga um bom resultado no final. É impossível nãos me deixar emocionar pela bela Crazy Glue ou pela triste Plastic Roses. Mesmo seguindo um caminho Kelly Clarkson encontra Rihanna em Don't Come Around podemos ouvimos uma cantora que tem tudo para estourar comercialmente assim como a graciosa In Your Hands. Pena que Jessica tenha aparecido só agora, pois ela poderia ter rendido muito mais nos tempos de glória do American Idol.

Um Dueto a Mais

Tonight (feat. Ne-Yo)
Jessica Sanchez


Primeiro single de Me, You & the Music da Jessica Sanchez, Tonight é um bom dueto com o Ne-Yo, mas fica o sensação de mais um na multidão ainda mais se comparado com os outros lançados esse ano.

A canção produzida pelo grupo StarGate é uma interessante mistura entre pop dançante e R&B, mas que erra em não entregar algo fora do lugar comum. A disposições entre Jessica e Ne-Yo é legal e diferente do dueto tradicional e suas performances são corretas sem empolgar muito. Também acontece com a composição que não sabe muito bem se segue um caminho romântico ou de festa. Não que seja ruim, mas é apenas um dueto a mais.
nota: 6

27 de junho de 2013

New Faces Apresenta: "As Garotas Que Vieram de Longe"

I Love It (feat. Charli XCX)
Icona Pop


Uma bela história para vocês: era uma vez duas jovens garotas (Caroline e Aino) que moravam na longínqua
Suécia que um dia se encontraram em uma festa e decidiram montarem um duo de música pop com influência de eletropop, rock e punk. Elas se chamaram de Icona Pop. Com a aprovação de vários jornalistas especializados, elas lançaram o seu álbum debut homônimo no final do ano passado. Então, como em uma passe de mágica, o single I Love It virou hit.

A canção tem como a sua principal qualidade o fato de ter uma concepção diferente do que se está ouvindo atualmente: usando suas influências diferentes, elas conseguem construir uma canção original mesmo que na superfície pareça mais do mesmo. Sem muitos atributos vocais, as duas fazem um trabalho decente nos vocais combinando com a composição indie divertida que mostra o lado "cool" da dupla. Com um 7° lugar na Billboard americana e bons resultados em vários mercados ao redor do mundo, Icona Pop foi feliz até seu próximo sucesso. Ou não.
nota: 7

26 de junho de 2013

Primeira Impressão

I Am Not A Human Being II
Lil Wayne

Mesmo com a filosofia de tentar englobar o máximo possível de estilos aqui no blog, nunca vou poder estar cem por cento por dentro de todos. Acredito que para entender de maneira completa certos estilos eu precisaria estar integrado na cultura em que eles são feitas e são destinadas. Então, isso seria importante para compreender exatamente todas as características da sonoridade que o Lil Wayne e CIA fazem. Contudo, tenho uma visão, mesmo que generalista, que o álbum I Am Not A Human Being II não é exatamente um álbum que podemos chamar de bom mesmo dentro da cultura do rapper.O problema começa com o fato da sonoridade de Wayne está estagnada nos mesmos métodos de criação o que deixa o seu som datada e repetitivo ainda mais se comparado aos novos nomes que surgiram nos últimos anos como o Kendrick Lamar, A$AP Rocky e Tyler, The Creator. Falta ousadia e bastante criatividade. Mesmo não sendo fã da voz de Wayne, ele é um rapper experiente e dá conta do recado da sua maneira e tem ajuda de um time grande de colaboradores. Infelizmente, o que poderia ser um trunfo acaba sendo um grande erro ao não aproveitar como deveria nomes como Nicki Minaj, Drake, Future e outros. A parte mais controversa do estilo de Lil Wayne são suas composições que carrega uma forte carga do estilo dele com uma temática envolvendo "vadias, dinheiro, sexo, manos do bem, manos do mal, erva". Como não estou gabaritado para falar com propriedade, prefiro não tecer maiores comentários. Só digo uma coisa: pessoas leigas ou/e sensíveis passem longe.

Uma Versão de Amor

Love Me (feat. Drake & Future)
Lil Wayne


Todos os seres humanos têm o direito de amar. Até mesmo o Lil' Wayne ama. Do jeito dele é claro. Love
Me ou na versão para o álbum Bitches Love Me é a prova.

Com seu jeito próprio, Wayne mostra que tem coração. Contudo, a canção erra no que poderia ser sua principal qualidade: o mau uso dos featurings. Tanto Drake quanto o cantor/rapper Future não são aproveitados como mereciam e a canção perde em qualidade. Assim também o arranjo que não mostra nada que apenas o básico. Querendo ou não, é uma canção de amor.
nota: 4,5

25 de junho de 2013

Depois do Fim

End Of Night
Dido


Apenas uma artista com a sensibilidade da Dido pode fazer uma canção dance pop como End Of Night que fala tão sobriamente sobre recomeçar sem se perder e ainda criar uma canção realmente pop.


End Of Night fala sobre a libertação de um péssimo relacionamento, como a pessoa que mais sofria percebe realmente como o parceiro era uma "droga" e como ela está  planejando viver sendo agora uma pessoa liberta. A delicadeza em que a Dido canta a canção dá um gosto agridoce perfeito para a boa e honesta composição que traça uma bela comparação entre esse sentimento de liberdade e o "fim da noite". A produção acerta na elaboração do arranjo fazendo uma mistura bem conduzida entre o estilo da cantora com algo mais moderninho e pop. Sem dúvidas, um trabalho com a marca da Dido.
nota: 8