31 de agosto de 2026

Primeira Impressão

RX
Rico Nasty




Nem toda sonoridade cabe em um álbum com grande duração, assim como álbuns rápidos demais podem comprometer o potencial dessa mesma sonoridade. E é muito recompensador quando a gente vê uma produção que sabe perfeitamente em qual caixa se encaixar, como é o caso de RX, da rapper Rico Nasty.

Quarto álbum da carreira da artista, o trabalho tem nove faixas e apenas 20 minutos exatos. E, sinceramente, acredito que essa é a duração perfeita, pois a produção passa a sua mensagem sem maiores problemas e de uma maneira bem estruturada, sem que se tenha a sensação de que esteja faltando algo. É conciso, rápido e fluido, mas também se comporta como um trabalho totalmente realizado. Mais faixas, que resultariam em mais tempo, poderiam facilmente fazer RX desandar, de maneira a tirar parte das qualidades do álbum, sendo uma das maiores o entendimento da energia, personalidade e cadência dessa boa mistura de trap, pop rap, East Coast e hardcore hip hop.

Frenético do começo ao fim, RX é um trabalho que vem e vai sem a gente realmente se aprofundar no que estamos ouvindo, mas, enquanto está tocando, meio que demanda a nossa atenção. Boa parte disso também vem da presença grandiosa e carismática da Rico Nasty, que entrega uma sucessão de performances tão “balls to the wall” que fica meio difícil não dar todos os créditos para a sua presença magnética. É também a rapper que ajuda a moldar as mudanças sonoras do álbum, mostrando boa versatilidade sem perder a sua essência áspera e urgente. Além disso, a rapper segura sozinha todo o álbum, pois não há nenhum featuring em RX.

Entre os melhores momentos do álbum se destacam a divertida Cupcake, com toques de pop/eletrônicos; a energética Freenzy; e, a melhor de todas, o ótimo abre-alas “soco no estômago” CDG Foams.

RX é um álbum que cumpre perfeitamente o que propõe ao ser rápido e rasteiro. E isso é realmente elogiável.


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