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25 de abril de 2016

Uma Brisa No Horizonte

Green Aphrodisiac
Corinne Bailey Rae

Em tempos tão perturbados como o que estamos vivendo sentir uma brisa refrescante no rosto em um dia quente é o remédio ideal para ter um pouco da esperança renovada. Essa brisa pode ter nome e sobrenome: Corinne Bailey Rae. Lançando o segundo single do seu terceiro álbum (The Heart Speaks in Whispers), a cantora nos presenteia com um acalanto para os nossos ouvidos.

Green Aphrodisiac é uma volta a sonoridade básica da cantora: pop jazz/soul music com uma atmosfera delicada e downtempo. Com essa construção, Corinne fica a vontade para deixar a sua graciosa e delicada voz brilhar em uma performance sensível e acolhedora. Apesar de segura demais, a produção faz um trabalho perfeito, deixando bem claro que todo o requinte da canção é graças a cantora e a bela composição que faz uma ponte entre os encantamentos da primavera e o amor. Ouvir Green Aphrodisiac é um sopro de vitalidade nos corações. Uma pequena pérola.
nota: 8

9 de março de 2016

O Retorno da Delicadeza

Been to the Moon
Corinne Bailey Rae



Entre todos os artistas que estão "sumidos", a que eu mais sentia falta da sua presença era a da inglesa Corinne Bailey Rae. Desde o seu primeiro álbum homônimo de 2006 que lhe rendeu quatro indicações ao Grammy e dois hits (Put Your Records On e Like A Star), Corinne vem trilhado uma carreira irregular que soma apenas mais um álbum (The Sea de 2010) e um EP (The Love EP de 2011). Extremamente reservada, a cantora surpreendeu quando anunciou o seu retorno com o lançamento de Been to the Moon, primeiro single do seu terceiro álbum The Heart Speaks in Whispers.


O retorno de Corinne é um verdadeiro balsamo aos ouvidos, pois ela traz de volta toda uma pureza e uma delicadeza tocante que apenas a sua voz é capaz de emanar. Apesar de ter incríveis trinta e sente anos, a cantora soa como uma encantadora adolescente em começo de carreira, mantendo um frescor revigorante. Entretanto, a experiência de tantos anos é claramente ouvida na performance de Been to the Moon em que a cantora encarna uma viajante espacial em busca do amor. A produção da canção consegue ser ao mesmo tempo uma retomada a sua sonoridade jazz/pop/R&B assim como uma dose de novidade ao adicionar toque de música eletrônica. A mistura resulta em uma canção deliciosa, apesar de faltar o apelo cativante de outras canções da cantora. Seja muito bem vinda de volta, Corinne!
nota: 7,5

12 de setembro de 2010

A Linda Menina Que Todos Queriam Perto

Closer
Corinne Bailey Rae


Um olá para você que assim como eu que é pobre,fudido e mora no interior do Brasil e não pode assistir a nenhum show que preste esse ano.Nem da tias Lauryn Hill(tia Anastasia feelings)

e a Erykah Badu(juro eu acho que isso é a Erykah Badu!).E muito menos de Corinne Bailey Rae.E um grande oi para você que assim como eu está abafado ao saber que a Corinne Bailey Rae tem trinta e um anos de idade!E um olá para você que assim como eu não gostaria de estar na festa mais badalada do mundo ao lado do high society e preferia estar numa acoustic num barzinho no centro de Londres ouvindo a Corinne Bailey Rae cantar.Cantar Closer quem sabe.
O terceiro single do álbum The Sea tem essa pegadinha mais jazz perfeita para ouvir num happy hour demorado e contemplativo.Delicada e alegre é como Corinne canta.Sua voz está despreocupada e relaxada deixando a música mais gostosa de se ouvir.A letra é simples,mas envolvente.Dá vontade de encher o tooba de algum drink chic e dançar na rua.O bom que vontade dá e passa,mas a música fica.
nota:8

1 de maio de 2010

A Evolução de Corinne Bailey Rae

Paris Nights/New York Mornings
Corinne Bailey Rae


Evoluir.Um dos princípios básicos da vida.Sempre modificando,sempre adaptando,sempre reinventando.Cada ser vivo passa por isso.Seja fisicamente em busca de uma melhor forma de conviver com o meio ou seja mentalmente aprendendo com erros e acertos que fazemos pela vida.É sempre revigorante ver um artista evoluir na frente do público assim como a Corinne Bailey Rae fez em seu novo álbum,The Sea.Com um talento latente,mas ainda bruto em seu primeiro álbum de 2006 a jovem cantora evoluiu.Esse resultado é um som mais apurado e sofisticado sem perder o espírito que a fez se catapultada ao sucesso.
No segundo single do álbum,deixa claro sua evolução.Paris Nights/New York Mornings é um soul/jazz dançante elegante,divertido e extremo bom gosto.Um avanço na sonoridade de Corinne sem deixar de lado características vitoriosas.Arranjo primoroso onde se sente uma preocupação em orquestrar tudo de maneira mais descontraída para passar o ar correto para a contagiante e inteligente letra escrita por ela mesma.Assim com sua voz que parece mais madura e se adaptando para poder cantar músicas completamente diferentes uma da outra sem soar forçada ou deslocada.Mas infelizmente a maior parte do público não está evoluído para poder apreciar a nova fase de Corinne.Pena.
nota:8,5

6 de fevereiro de 2010

A Volta da Filha Pródiga

I'd Do It All Again
Corinne Bailey Rae


O retorno da jovem inglesa Corinne Bailey Rae está envolto em uma atmosfera de emoção que mistura tristeza e ao mesmo tempo superação.Quatro ano após o lançamento de seu álbum de estréia,que levou seu nome e com ele vendeu cerca de 4 milhões de cópias pelo mundo e colheu os frutos do trabalho com vários prêmios,Corinne lança The Sea em meio ainda as emoções que ainda reside nela após a morte de seu marido.Jason Rae foi encontrado morto em Março de 2008 em seu apartamento com suspeitas de overdose(o laudo da morte foi inconclusivo).É claro que isso abalou a jovem de maneira igual a qualquer pessoa que perde alguém.Mas como ela é cantora,esse turbilhão de sentimentos pode ser ouvido no seu novo álbum e assim como no primeiro single,I'd Do It All Again.
Assim marca uma evolução tão sutil e tão esmagadora que é muito difícil manter o foco critico sem deixar se levar pela emoção apenas.Com a maturidade adquirida de maneira trágica,Corinne ganha uma complexidade em sua voz mantendo a doçura de antes mas agregando novas cores.Há uma tristeza pulsante e uma doçura amarga de partir o coração.além disso,vocalmente é um crescimento nítido e bem vindo.O arranjo desconstrói qualquer tipo de arquétipo que poderia ter a música com um sensacional e edificante trabalho de instrumentos.A letra,que foi escrita após uma briga com Jason,é ao mesmo tempo melancólica e com certo romantismo quase ingênuo se encaixando perfeitamente com a interpretação de Corinne.Há apenas um pequeno problema:a música se estende demais após o fim da composição.Um versão mais curta seria mais perfeita.Mesmo assim,é um trabalho genial.Mas é uma que para conseguir esse tom teve que acontecer uma tragédia.Mas Corinne se mostra uma artista que pode tirar das trevas a luz.
nota:8,5