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9 de março de 2025

Uma Segunda Chance Para: Take Me to Church

Take Me to Church
Hozier


Nem sempre conseguimos absorver todo a força de uma canção sem perceber todos com cuidado todas suas características. Felizmente, o tempo é capaz de corrigir essa falta de percepção como é caso de Take Me to Church do Hozier.

Primeiramente, a canção tem uma das letras mais potentes e poderosas de uma música de sucesso comercial tão grande nos últimos vinte anos ao ser uma crônica devastadoras sobre a hipocrisia da igreja católica. E isso é feito de maneira genial no instante que a gente percebe que o Hozier usa de uma metáfora sobre ao comparar a igreja com uma pessoa que ele ama. Forte, honestas e de uma lírica rica e bela, Take Me to Church do Hozier é dona de um refrão esmagador, tematicamente e esteticamente falando. Todavia, é na ponte final que a canção encontra o seu maior ápice:

No masters or kings when the ritual begins
There is no sweeter innocence than our gentle sin
In the madness and soil of that sad earthly scene
Only then, I am human, only then, I am clean

Felizmente, a canção tem em sua volta uma produção, comando por Rob Kirwan e Joe Fisher, excepcional que entrega uma elegante, grandiosa e soturna indie rock/rock soul com um instrumental impressionante e maduro. Entretanto, o que arremata de vez a canção é a performance descomunal que usa com perfeição o seu rouco e profundo timbre para criar toda a força da canção. Com o tempo foi possível perceber todos esses detalhes de Take Me to Church do Hozier, mostrando que o tempo é o senhor da razão.
nota: 8,5

7 de novembro de 2014

Algo Entre o Sagrado e o Profano

Take Me To Church
Hozier


A mais nova sensação indie/surpresa é a canção Take Me To Church do cantor irlandês Hozier. Lançada em Setembro do ano passado, a canção foi aos poucos ganhando notoriedade conseguindo bons resultados nas paradas em vários lugares do mundo até chegar às paradas americanas em que, até o momento, alcançou a nona posição. Os bons resultados podem estar no fato que Take Me To Church ser uma obra marcante e tão diferente do que está em alto no mainstream, até mesmo daquelas que também são consideradas "indies". 

A canção é uma interessante mistura de rock, indie e fortes traços de gospel resultando em uma canção impactante e, na medida certa, perturbadora. A atmosfera pode até não agradar a todos, mas a sua realização é impecável. Outro ponto bastante positivo é a presença marcante de Hozier: dono de uma voz quase gutural , o cantor domina a canção e consegue estabelecer perfeitamente o tom que a produção precisa. A característica negativa é a decisão da produção vocal em dar uma vibe acústica para os vocais de Hozier tirando um pouco do impacto. Por fim, a composição liga os pontos ao ser um trabalho ousado fazendo uma comparação entre o amor e a religião com algumas criticas a esse último. Ao se situar entre o sagrado e o profano, Take Me To Church e, por consequência, o seu interprete colocam um tempero especial na história musical de 2014.
nota: 7,5