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14 de junho de 2026

Uma Segunda Chance Para: On The Floor

On The Floor (feat. Pitbull)
Jennifer Lopez


Se você viveu 2011, em algum momento ouviu tocar On The Floor, da Jennifer Lopez, sem dúvida nenhuma. E, depois de mais de quinze anos de lançamento, ver que a música ainda tem capacidade de se tornar um viral não é surpresa nenhuma, pois a canção é realmente boa, especialmente devido à produção de RedOne.

Uma das melhores canções do produtor fora do trabalho com a GaGa, sua produção pega uma ideia até simples e vai com ela até o limite sem pedir desculpas ou olhar para trás. Pegando o sample de Lambada, da banda franco-brasileira Kaoma, que, por sua vez, era um cover de Llorando se fue, da banda peruana Los Kjarkas, RedOne envolve a canção com uma mistura de dance-pop, house, eletropop e latin pop que poderia ter dado muito errado, mas que é subvertida devido à grandiosidade do instrumental. E essa é a melhor qualidade da canção: sua atmosfera épica e espetaculosa.

A canção não pede licença desde o seu começo e apenas vai aumentando a velocidade para terminar em um final épico e completamente viciante. Todavia, para essas partes terem um efeito tão notável, é preciso haver momentos que as contrabalancem, e isso é dado pelo uso do sample bem nítido na primeira metade do refrão, que dá à canção o tempo necessário para a explosão que logo se aproxima. Essa sabedoria de usar esses momentos para construir o clima da canção é literalmente um toque de gênio de RedOne. On The Floor não teria toda essa força se não tivesse outros elementos que também dessem certo.

Felizmente, tudo dá certo. J.Lo entrega uma das melhores performances de sua carreira, em que o carisma da cantora é muito bem utilizado para dar ainda mais personalidade à música. Enquanto isso, o rapper Pitbull entrega dois versos sensacionais que acabam roubando a cena de verdade, principalmente devido ao fato de ele realmente ter entendido o tom da canção. A composição é, de longe, o ponto menos inspirado, ao ser uma ode aos festeiros de plantão, mas, graças a um trabalho lírico certeiro, o que temos aqui é uma letra direta, divertida, fácil e grudenta, que faz a gente querer cantar junto. A citação dos lugares para “se fazer festa”, incluindo o Brasil, é algo com que é quase impossível não cantar junto.

On The Floor é um trabalho surpreendente que envelhece muito melhor do que o esperado. E deveria ser bem mais lembrada por ser um dos maiores sucessos de todos os tempos.
nota: 8

24 de maio de 2026

Uma Segunda Chance Para: Why Don't You Love Me

Why Don't You Love Me
Beyoncé

Quase descartada duas vezes, incluída apenas como b-sides de singles e em versões bônus do álbum, Why Don't You Love Me é uma das canções que poderia ter sido esquecida no churrasco e nunca ter visto a luz do dia. Felizmente, a canção ganhou os holofotes, mesmo que de maneira tímida, para se tornar uma das melhores canções da era I Am... Sasha Fierce.

Composta por Beyoncé, Solange e Angela Beyincé (prima das duas), ao lado do trio de produtores Bama Boyz, a canção não se encaixa perfeitamente com a vibe do álbum devido à sua estilizada produção, que pega mais elementos de R&B para construir essa deliciosa mistura de R&B, post-disco, funk, eletropop e dance-pop com fortíssima inspiração vintage. Todavia, a canção fica bem acima de várias faixas do álbum devido à sua produção extremamente estilizada, frenética, elegante e com personalidade totalmente única. Desde o começo de Why Don't You Love Me já dá para sentirmos que estamos diante de uma música realmente inspirada devido à sua introdução, que já mete o pé na porta com sua batida marcada e a introdução de Beyoncé em um verso “falado”, que ajuda também a fazer a gente entender a personalidade da cantora.

Falando em Beyoncé, a cantora entrega uma das suas melhores performances dessa era ao encarnar com perfeição toda a força emocional que a canção pede, ao mesmo tempo que mostra toda a sua força de vocalista em uma canção bem complicada tecnicamente. Apesar de existir a gravação demo da Solange, é meio difícil ouvir outra pessoa entoando a canção da maneira que terminou, pois boa parte da qualidade da canção é poder ouvir a cantora meio que se divertir ao interpretar a composição sobre se sentir amada o tanto que merece, mesmo entregando tudo o que possui e mais um pouco. Mesmo não sendo exatamente profunda tematicamente, a composição entrega momentos inspirados que misturam bem emoção com frases de efeito, especialmente no começo do primeiro verso ao ser disparado: “I got beauty, I got class / I got style, and I got ass, huh / And you don't even care to care”.

Dezesseis anos depois do seu lançamento oficial, que incluiu um clipe que faz a gente sentir saudades de quando Beyoncé ainda se importava com isso, Why Don't You Love Me é uma das pérolas “escondidas” da carreira da cantora. Além disso, a canção parece ser um aviso sobre o que estava por vir sonoramente no próximo trabalho da artista.
nota: 8,5

22 de março de 2026

Uma Segunda Chance Para: Beautiful Liar

Beautiful Liar
Beyoncé & Shakira


Para marcar o lançamento da versão Deluxe de B’Day, a Beyoncé resolveu lançar como single a canção Beautiful Liar, que marcou a sua primeira grande parceria feminina com a presença da Shakira. Na época, a canção não bateu tão forte em mim, mas, surpreendentemente, envelheceu melhor do que o esperado.

Não dá para negar que o encontro de duas forças é o grande atrativo da canção e que isso é feito da melhor maneira possível, ao dividir quase que por igual a participação de cada uma. Isso dá uma dinâmica incrível à faixa, que se apropria bem do carisma de ambas, sem que nenhuma perca espaço, criando uma boa química entre as duas. Existe, claro, certa fricção devido a personalidades tão marcantes, mas Beautiful Liar se beneficia disso ao gerar uma identidade realmente interessante. O problema aqui é a mixagem da voz da Shakira em algumas partes que, aliada ao seu sotaque, deixa meio difícil entender o que ela canta quando não se conhece a composição. Não é um problema imenso, mas é algo que afeta o resultado final.

Beautiful Liar é sustentada pela produção, que entrega uma eficiente mistura de latin pop, dance-pop e toques de música árabe, sendo ao mesmo tempo altamente comercial e também um tanto clichê. Apesar disso, o trabalho é refinado devido ao cuidado estético aplicado à canção, que consegue criar um instrumental seguro criativamente e com os toques necessários para ser icônico. E assim a composição caminha, mas aqui existe um toque que considero de genialidade ao ser basicamente o mesmo de The Boy Is Mine, da Brandy e Monica, vindo do ponto de vista de duas mulheres maduras que conseguem acertar as contas depois de descobrirem que estavam “saindo” com o mesmo homem.

Com o passar dos anos, Beautiful Liar melhora ao permanecer na memória como uma surpresa inesperada. E também serve como lembrete de que duetos como esse estão cada vez mais raros.
nota: 8

4 de maio de 2025

Uma Segunda Chance Para: Havana

Havana (feat. Young Thug)
Camila Cabello

Não sou exatamente fã da carreira de Camila Cabello. Nada contra a cantora, mas durante sua trajetória, poucos trabalhos seus realmente tiveram um impacto positivo em mim. Com o passar dos anos, porém, um de seus trabalhos envelheceu melhor do que eu esperava. E essa canção é seu maior sucesso: Havana.

A música não é sensacional, mas, ao analisá-la mais de perto, revela-se uma mistura cativante, solar, sensual e grudenta de latin pop, hip hop, bolero, trap e R&B. Apesar de ser sonoramente rasa, Havana é extremamente divertida. O grande trunfo da faixa é sua interessante instrumentalização, que eleva todo o material graças à criatividade da produção, aproveitando bem todas as influências para criar uma cápsula pop perfeita.

A performance de Camila é outro ponto forte. Apesar de não ser exatamente a mais completa das cantoras, a então recém-saída do Fifth Harmony domina a canção com segurança, entregando uma performance sólida e bem conduzida. No entanto, Havana perde força devido à presença pouco inspirada do rapper Young Thug, cuja participação soa completamente deslocada e sem graça. Se Bad Bunny, que na época estava começando a despontar, tivesse participado, poderia ter feito uma diferença artística significativa. Outro problema é a composição mediana, que conta com um bom refrão, mas não justifica a presença de incríveis dez compositores, incluindo Pharrell Williams. No final das contas, Havana é melhor do que eu lembrava, e fico feliz em revisitá-la de tempos em tempos.
nota: 7

30 de março de 2025

Uma Segunda Chance Para: Just Dance

Just Dance
Lady Gaga


Com o retorno triunfal da GaGa em Mayhem decidi voltar no tempo cerca de dezessete anos atrás para reanalisar onde tudo começou: Just Dance.

Originalmente destinada para ser gravada pelo the Pussycat Dolls, a canção foi o primeiro grande trabalho da GaGa em um grande estúdio. Escrita em menos de dez minutos ao lado do produtor RedOne, Just Dance liricamente deixa isso bem claro, pois é uma rasa e até clichê crônica sobre se divertir e estar de ressaca, mas sem arrependimentos. Entretanto, a letra já mostra a capacidade da cantora de criar uma estética pop perfeita, sabendo adicionar personalidade de sobra e completamente única. Entretanto, o que faz da canção um estouro é a presença magnética e explosiva da artista. Mesmo no começo e ainda amadurecimento, GaGa domina Just Dance como uma diva pop desde o seu começo até o final com um carga de força tão impressionante que a já distinguia entre as demais, mesmo que naquele momento a cantora ainda parecia apenas uma “one hit wonder”.

Na versão original mandada para as rádios, a participação especial era do Akon, mas que a gravadora proibiou de lançar dessa maneira. Então, o cantor deu o ser verso para seu protegido na época Colby O'Donis. E essa decisão é o que deixa Just Dance até o hoje menos impactante que poderia ser, pois o cantor que não teve sua carreira elevada a nenhum outro patamar mesmo com o sucesso gigantesco da canção, não adiciona em nada na canção, fazendo a gente esquecer totalmente da sua presença. A gente acha que a canção é tão exclusivamente da GaGa que quando a escuta totalmente leva até um susto da presença de outra pessoa. Akon ainda é ouvido em algus momentos devido a suas partes de interpolação foram deixadas, mas essa é a canção da GaGa sem duvida nenhuma. Sonoramente, a canção é uma divertida e dançante electropop/synth-pop que faz o arroz com feijão perfeitamente, adicionando a pimenta necessária para se tornar um trabalho marcante e atemporal. E apesar da qualidade da canção e o seu sucesso, Just Dance foi apenas a ponta da ponta do iceberg para a carreira da GaGa.
nota: 8

9 de março de 2025

Uma Segunda Chance Para: Take Me to Church

Take Me to Church
Hozier


Nem sempre conseguimos absorver todo a força de uma canção sem perceber todos com cuidado todas suas características. Felizmente, o tempo é capaz de corrigir essa falta de percepção como é caso de Take Me to Church do Hozier.

Primeiramente, a canção tem uma das letras mais potentes e poderosas de uma música de sucesso comercial tão grande nos últimos vinte anos ao ser uma crônica devastadoras sobre a hipocrisia da igreja católica. E isso é feito de maneira genial no instante que a gente percebe que o Hozier usa de uma metáfora sobre ao comparar a igreja com uma pessoa que ele ama. Forte, honestas e de uma lírica rica e bela, Take Me to Church do Hozier é dona de um refrão esmagador, tematicamente e esteticamente falando. Todavia, é na ponte final que a canção encontra o seu maior ápice:

No masters or kings when the ritual begins
There is no sweeter innocence than our gentle sin
In the madness and soil of that sad earthly scene
Only then, I am human, only then, I am clean

Felizmente, a canção tem em sua volta uma produção, comando por Rob Kirwan e Joe Fisher, excepcional que entrega uma elegante, grandiosa e soturna indie rock/rock soul com um instrumental impressionante e maduro. Entretanto, o que arremata de vez a canção é a performance descomunal que usa com perfeição o seu rouco e profundo timbre para criar toda a força da canção. Com o tempo foi possível perceber todos esses detalhes de Take Me to Church do Hozier, mostrando que o tempo é o senhor da razão.
nota: 8,5

10 de agosto de 2024

Uma Segunda Chance Para: Fancy

Fancy (feat. Charli XCX)
Iggy Azalea


Ao contrário de outros Uma Segunda Chance Para, a resenha dessa vez não será para revistar uma canção que inicialmente não achei tão boa e com o tempo a minha percepção mudou positivamente. Nesse caso, a minha opinião inicial já era boa e com tempo melhorou mais, mas que parte do publico não tem o mesmo apresso. E essa a hit Fancy da Iggy Azalea com a Charli XCX.

Acredito que a canção é a melhor definição do que seria pop/rap. E veja que coloquei o pop na frente, pois é essa essência da canção. Despretensiosa, exagerada, comercial, divertida e deliciosamente campy, Fancy é uma canção que não dá para levar a sério como sendo algo que tenta ser mais do que realmente é ou que mostra a presença de algo inovador. A grande qualidade aqui é ser esse grande vislumbre no que o pop em seu estado puro pode ser misturado com outros gêneros. Apesar de não ser uma rapper ótima, Iggy entrega o seu melhor momento ao carregar com força e estilo a canção, sabendo exatamente como dar o tempero dessa mescla entre o pop e rap. Todavia, o grande toque da canção é a presença de uma ainda semidesconhecida Charli XCX que consegue amarrar as pontas para entoar um sensacional refrão e uma ponte final marcante. Fancy é um marco que é amada por uns e odiada por outros. Para mim, a canção é memorável e merecia ser melhor apreciada.
nota: 8,5

25 de fevereiro de 2024

Uma Segunda Chance Para: Give Me All Your Luvin'

Give Me All Your Luvin'
Madonna

Bem longe do seu pico de criatividade, a Madonna vem colecionando trabalhos medianos ao longo dos últimos anos. Todavia, a gente ainda é possível encontrar bons momentos que dão a noção que a gente nunca pode contar como “fora do jogo” a Rainha do Pop. Um bom exemplo é a divertidíssima Give Me All Your Luvin'.

Lançada no começo de 2012, a canção abriu os trabalhos para o décimo trabalho da cantora intulado MDNA. O álbum em sim é um verdadeiro show igual de erros e acertos, terminando sendo um trabalho interessante que nunca chega a decolar. Entre os momentos de alta está Give Me All Your Luvin'. Alta, porém, com algumas ressalvas, pois a canção parece que ficou faltando algo. E isso é devido da canção ser muito segura para quem sempre se arriscou ao extremo como a Madonna sempre fez. Segura, sim, mas divertida quando a gente não espera muito do resultado final. Uma dance-pop/ bubblegum despretensiosa, fútil, leve, viciante e deliciosamente dispensável, o single conquista de verdade pelos toques inteligentes que vão sendo colocados ao longo da sua duração como, por exemplo, a progressão rítmica, o vibrante refrão, a citação a Lucky Star e a batida dubstep durante a partes das convidadas. E por falar nelas, a presença da M.I.A. e Nicki Minaj envelheceu igual a leite fora da geladeira devido a nossa percepção pessoal das duas artistas ao longo dos anos, mas em questão artística sempre achei falho suas participações já que não exploram direito seus talentos. A rapper ainda tem um bom momento, mas a britânica parece que foi cobrir cota sem adicionar nada de peso da sua personalidade. Mesmo não sendo o seu melhor, Madonna sempre vai ser a Madonna de alguma forma e isso é para poucos.
nota: 7,5

10 de dezembro de 2023

Uma Segunda Chance Para: when the party's over

when the party's over
Billie Eilish


Apesar de não ser a primeira canção lançada da carreira da Billie Eilish, when the party's over foi aquela que chamou a minha atenção pela primeira vez. Cinco anos do seu lançamento volto minha atenção para reanalisar a mesma e entender que, apesar de não ter envelhecido de maneira a melhorar a minha percepção, a canção é um claro mostrador do que estava por vim para a carreira da jovem artista.

Acredito que o principal motivo para a canção não estourar em qualidade como vários trabalhos posteriores da artista é o fato da mesma não ter suas mãos na composição, deixando apenas para o seu irmão e produtor Finneas O'Connell os créditos. E devido a isso falta um toque pessoal para when the party's over que é dado pela inspirada e tocante mão da Billie. Isso não quer dizer que a composição aqui seja ruim, pois é um trabalho eficiente, simples e pungente. E, na verdade, menos impessoal que gostaria que fosse. Todavia, Finneas entrega uma produção inspiradíssima ao seu uma balada indie/ambient pop que dá resquícios perfeitos sobre o que iria se transformar a sonoridade da cantora sem ainda está madura. O ponto brilhante da canção é deixado para os vocais cristalinos e hipnóticos da Billie que não gostava plenamente quando escutei pela primeira vez, mas foi percebendo a sua complexidade interpretativa ao longo dos tempos e como o seu delicado timbre é usado para extrair sentimentos profundos de maneira sutil. Não é a melhor canção da Billie Eilish, mas, sim, um bom começo para a conhecer uma das artistas mais interessantes dos últimos tempos.
nota: 8

16 de outubro de 2023

Uma Segunda Chance Para: Somebody That I Used to Know

Somebody That I Used to Know
Gotye & Kimbra


Alguém sabe o que aconteceu com o Gotye? O australiano dominou as paradas em 2011 com o seu gigantesco sucesso Somebody That I Used to Know que venceu dois Grammys (Best Pop Duo/Group Performance e Record of the Year) e depois simplesmente sumiu. Nem podemos chamar o mesmo de um one hit wonder, pois o mesmo não lançou nada depois. Enquanto esse mistério não é solucionado iriei olhar para o passado para responder a questão: a canção mereceu todo o sucesso que teve?

A resposta é simples: sim. Escrita e produzida pelo próprio artista, a canção foi lançada como segundo single do álbum Making Mirrors e foi galgando aos poucos as paradas aos poucos ao longo dos meses. Quando você olha para o cenário das canções que foram sucesso naquele ano será notado que ter Somebody That I Used to Know como um dos maiores é algo impressionante. E não apenas pelo desempenho, mas também pela qualidade refinadíssima e pela sua peculiaridade sonora. A canção é uma art-pop/indie rock que tem uma estrutura que remete aos trabalhos conceituais/inovadores de nomes como Peter Gabriel e David Bowie, especialmente feito nos anos oitenta. Por isso, a canção é um recheado de experiencias sonoras que vão do seu instrumental quebrado, a sua estrutura quebrada e a suas estranhezas de texturas. E apesar disso, a produção tem um apelo comercial ao entregar uma carismática e grandioso refrão que gruda na cabeça desde a primeira que a gente ouve. Outro trufo da canção é a sua divisão entre a parte de Gotye com a da cantora Kimbra que remete a uma discussão entre duas pessoas em que o narrador conta a sua versão dos fatos para vim a outra pessoa para contradizer o que foi dito ao expor sua versão dos fatos. E a performances de ambos são ótimas ao ponto de quase fundirem com a estética da canção ao irem de calma e contemplativas para explosivas e raivosas. Somebody That I Used to Know é um dos hits da década passada que melhor envelheceram ao longo dos anos devido o fato de ser realmente uma grande canção.
nota: 8,5

14 de maio de 2023

Uma Segunda Chance Para: Motivation

Motivation
Normani

Preciso admitir que fui um pouco injusto com a Normani no lançamento do seu primeiro single solo. Entretanto, quase quatro anos após o lançamento de Motivation é necessário admitir que a canção é uma das melhores canções debut de uma ex-girl group desde Crazy in Love da Beyoncé.

Não é genial, mas a produção de Ilya Salmanzadeh entrega uma excitante mistura de pop, hip hop e R&B que deveria ter feito a carreira da Normani estourado na estratosfera. Divertida, despretensiosa, atemporal e completamente radiofônica, Motivation apresenta uma batida deliciosamente leve que não parece querer soar mais do que realmente é, mas também tem esse cuidado de construir uma base sólida com um instrumental bem amarrado. Essa vibe anos noventa/começo dos anos dois mil funciona tão bem artisticamente quando é tratado de maneira correta ao não soar como uma pastiche e, sim, uma remodelagem refinada como é o caso da canção. Todavia, a canção só funciona de verdade devido a efervescente, sexy e graciosa performance da Normani que domina a canção e mostra o motivo de ser a Beyoncé do Fifth Harmony em questão de talento e carisma. Uma pena que a carreira da cantora não teve até o momento o reconhecimento que merece, mas quem sabe o futuro não guarda uma grande surpresa. Milagres acontecem quando menos se espera.
nota: 8

2 de abril de 2023

Uma Segunda Chance Para: Wrecking Ball

Wrecking Ball
Miley Cyrus

A nova fase na carreira da Miley Cyrus é o resultado direito do que começo lá em 2013 com o lançamento de Wrecking Ball. Dez anos depois, a canção envelheceu até melhor que esperava, especialmente devido a presença da Miley.

Na verdade, a canção funciona primordialmente devido a Miley. Não apenas devido a sua drástica mudança visual vista no clipe da canção, mas devido a sua interpretação forte e marcante. Ainda acho que existe certo exagero vocal que prevalente seria melhor pensado com atual versão de Miley. Todavia, a vulnerabilidade que a cantora coloca na interpretação da canção Wrecking Ball é realmente tocante e uma das razões para parte do publico começar a leva a sério a cantora. Sonoramente, a canção é uma boa, mas nada original power balada que realmente dá certo pela sinergia da performance da Miley com a explosão que é o refrão que emula o que seria uma bola de destruição explodindo contra uma parede. Outro ponto negativo é que, infelizmente, um dos produtores é aquele que não merece ser citado, deixando uma marca não tão atrativa na canção. De qualquer forma, Wrecking Ball será sempre lembrada como o ponto de transição da carreira da Miley Cyrus e isso é algo que precisa ser celebrado.
nota: 7

12 de março de 2023

Uma Segunda Chance Para: Tonight I'm Getting Over You

Tonight I'm Getting Over You
Carly Rae Jepsen


Algumas canções com o passar do tempo tem a capacidade de melhorar devido a vários fatores. Outras perdem certo brilho quando analisamos com uma visão revisitada. Existem um numero pequeno que anos depois se tornam verdadeiros clássicos e outras que se tornam bombas atômicas. Nessa primeira categoria está a genial Tonight I'm Getting Over You da Carly Rae Jepsen.

Lançada em 2013 como último single do álbum Kiss e ainda na esteira do sucesso de Call Me Maybe, a canção é uma verdadeira cartilha de como fazer uma canção pop realmente marcante, original e de um potencial imenso. Apesar de todos os elementos funcionarem lindamente é na excepcional produção que boa parte da qualidade da canção é depositada. Produzido por Max Martin e Lukas Hilbert, Tonight I'm Getting Over You é uma mistura refinadíssima mistura de electropop, house, europop e toques de synth-pop, mas que se torna especial devido a sua construção.

A mesma começa de maneira contida que quase indica uma canção mid-tempo e aos poucos vai crescendo para uma batida bem marcada e poderosa. Todavia, a produção não a deixa linear e que facilmente deixaria a canção enfadonha, mas, sim, vai continuando a construção do gigantesco clímax final de maneira continua e completamente envolvente. E quando chega esse clímax é como se fosse a queima de fogos na virada do ano na praia de Copacabana. Existia um grande perigo nessa decisão ao fazer Tonight I'm Getting Over You simplesmente um batidão sem sentido. Felizmente, existe um verniz espetacular que apesar da sua batida explosiva a transforma em uma canção de amor genuína. E isso se dá devido também a linda e de quebrar o coração composição sobre a necessidade de Carly de tirar da cabeça alguém que a faz sofrer devido a não se decidir sobre se estão vivendo um romance ou não. A delicada voz da cantora e a sua poderosa performance dá o contraste ideal para Tonight I'm Getting Over You alcançar esse equilíbrio entre a explosão da batida e melancolia da composição. Sinceramente, Tonight I'm Getting Over You vem envelhecendo tão bem aos meus olhos que já é considerada por mim como uma das melhores músicas pop de todos os tempos.
nota: 9,5

3 de fevereiro de 2023

Uma Segunda Chance Para: Work Bitch

Work Bitch
Britney Spears

Britney Spears nunca foi conhecida por ter grandes arrombos de criatividades que pudessem quebrar quaisquer expectativas. Existem alguns momentos aqui e ali que podem se encaixar nessa categoria, mas o único momento genuíno é um dos seus piores da carreira: a péssima Work Bitch.

Lançada como primeiro single do fatídico Britney Jean de 2013, Work Bitch é uma tentativa de mostrar um lado da cantora ao fazer a mesma mergulhar em uma EDM extremamente datada, irritante e quase sem apelo que os melhores momentos da Britoca proporcionaram. Produzido pelo will.i.am ao lado de Sebastian Ingrosso e Otto Knows, a canção é o famoso amontoado de clichês que deveriam fazer algum sentido se não tivessem sido moldados da massa musical mais massificada possível. E o pior é que Work Bitch parece ser uma canção que poderia facilmente ser a guinada sonora na carreira da Britney. Exagerada pelo simples fato de ser, a canção esquece de usar o seu principal chamativo: a presença da Britney. Afogada por uma produção vocal estridente, a cantora poderia facilmente nunca ter cantado a canção e o que ouvimos ser um produto de uma inteligência artificial que não teria nenhuma grande diferença. A letra é, apesar dos pesares, divertida no instante que a gente não leva a sério. Existiam um rumor na época que a canção teria o sample de Supermodel (You Better Work) do RuPaul e que, sinceramente, faria até algum peso para o resultado final se tivesse sido usada de maneira correta. Feliz de não ter acontecido, pois Work Bitch não merece ter uma canção tão boa como base.
nota: 5


17 de janeiro de 2023

Uma Segunda Chance Para: Anaconda

Anaconda
Nicki Minaj


Com a volta da Nicki Minaj ao sucesso comercial com Super Freaky Girl que resenhei devido a presença de certo produtor envolvido resolvi voltar alguns uns e olhar novamente para a canção que colocou a rapper definitivamente no panteão das grandes estrelas pop: Anaconda. E para o bem ou para o mal, a canção é um dos momentos mais importantes da década passada.

Acredito que a canção seja a representação bastante fiel de toda a carreira da Nicki: ame-a ou odeia-a. Não existe meios termos ou opiniões medianas. Ou você gosta ou odeia com muita força. Lançada como segundo single do terceiro álbum da rapper The Pinkprint de 2014, Anaconda é uma explosiva, afrontosa, grudenta e comercial ao extremo mistura de hip hop, pop rap e toques de drum bass que cria algo tão distinto e excêntrico que fica bem no limiar entre o absurdamente viciante e gigantescamente irritante. E o uso do sample Baby Got Back do Sir Mix-a-Lot ajuda amentar essa sensação, pois a canção apresenta essas mesmas características. E tudo colide com a explicita e controversa composição que é simplesmente uma ode ao pênis grande. Cheias de referencias e boas sacadas, a letra de Anaconda é vulgar, divertida, estridente e deliciosamente cafona, mas que funciona no instante que está de acordo com a persona que a Nicki sempre impôs durante os primeiros anos de carreira. O que para mim não tem como não apontar sendo o grande motivo para a canção funcionar é a performance espetacular, magnética, versátil e com uma dose cavalar e lendária da Nicki Minaj. Não apenas Nicki adiciona tanta personalidade que Anaconda se torna o tipo de canção que nunca poderia funcionar sem a sua presença e todas as versões que possam existir são apenas parodias pálidas do que a mesma alcançou. Anaconda é, sim, um dos momentos mais importantes da recente história do pop, mesmo que seja para ser odiada.
nota: 7,5

11 de novembro de 2022

Uma Segunda Chance Para: Viva la Vida

Viva la Vida
Coldplay


Não é segredo para ninguém que acompanha o blog que o Coldplay passa bem longe de ser minha banda favorita. Entretanto, a banda comandada pelo Cris Martin entrou para esse hall nos últimos anos ao se transformar no fantasma do que eles foram no começo da carreira com lançamentos cada vez mais desinteressantes. Um dos últimos sopros de originalidade eficaz comercialmente que a banda teve data de 2008 quando foi lançada o arrasa quarteirão Viva la Vida.

Devo admitir que a canção “cresceu” em mim desde 2008, pois quando foi lançada não achei o resultado “grandes coisas”. E, apesar de não considerar a canção excelente, Viva la Vida se mostrar bem mais interessante que o esperado depois de mais de dez anos. Em primeiro e mais importante, o instrumental é algo espetacular devido a sua imponência e grandiosidade ao decidir por uma pegada puxado para a música clássica com o uso de orquestra completa, especialmente a seção de cordas é realmente marcante. E claramente a produção se beneficia disso ao entregar uma refinada mistura de baroque pop com pop rock que cria uma canção com uma contraditória sensação de ser ao mesmo tempo elitista devido a sua pretenciosa atmosfera e também ser comercialmente viável devido ao fácil reconhecimento de qual música estamos ouvindo desde a primeira nota. E essa qualidade é também transmitida pela pomposa, complexa e marcante composição que consegue entregar um dos refrões mais longos e viciantes da músicas pop dos últimos tempos. O quesito que posso elogiar sem achar nenhum “defeito” é a presença poderosa de Cris Martin que entrega uma das suas melhores atuações, mostrando energia e força do começo ao fim. Viva la Vida é, sim, uma boa canção após uma reflexão profunda, mas está longe de ser genial em qualquer mérito.
nota: 7,5

2 de setembro de 2022

Uma Segunda Chance Para: Break the Ice

Break the Ice
Britney Spears


Com o comeback de Britney Spears resolvi olhar para trás e reanalisar uma das canções da cantora que realmente merece ser melhor vista. Lançada como terceiro e último single Blackout em 2008, Break the Ice é uma canção que não chega a estar no panteão de melhores da carreira da Briyney, mas merece ser reconhecida como uma boa canção pop.

Produzido por Danja e Jim Beanz, Break the Ice é uma canção que consegue combinar com o aquele momento da carreira da cantora e, também, ser um ponto fora da curva dentro da sua discografia. Uma densa e relativamente sombria mistura de eletropop, R&B e EDM que consegue criar uma atmosfera diferente o suficiente para se destacar. Acredito que a maneira como a produção dá para a canção uma sensualidade mais crua, diferenciando a explicita que normalmente a cantora estava envolvida nos trabalhos anteriores. Além disso, a construção linear da batida ajuda a dar ainda mais personalidade para a canção e, principalmente, uma base interessante para os vocais de Britney terem mais espaço para encontrarem um equilíbrio entre o seu timbre e enunciação únicos e uma versatilidade que não tinha muito espaço. Até mesmo os efeitos vocais usados funcionam melhor que o esperado, pois adicionam camadas verdadeiras para a voz da cantora. O problema Break the Ice é não ter um clímax que eleve o resultado final para o nível de um clássico da artista. Isso é uma clara decisão da produção ao dar uma personalidade diferente para o que é esperado de uma canção da Britney, mas isso elimina algo que sempre foi o forte das suas canções com finais apoteóticos e lendários. Espero que a nova fase da carreira da Britney possa ser focada em levar a carreira artística para frente ao olhar para o passado e aprender com os erros e, principalmente, com os erros em todas as eras.
nota: 7,5

19 de agosto de 2022

Uma Segunda Chance Para: Obsessed

Obsessed
Mariah Carey

Apesar de estar vivendo em um loop natalino ano após ano, a Mariah Carey ainda tem uma bagagem imensa para ser apreciada, contando até mesmo os momentos “menores” da sua discografia. E um desses momentos que precisam ser reanalisados é a curiosa Obsessed.

Lançada como primeiro single de Memoirs of an Imperfect Angel de 2009, a canção é um dos pontos fora da curva na carreira da cantora ao ser uma diss track, ou seja, “uma canção criada com o único propósito de expor e insultar uma pessoa ou um grupo de cantores”. Obviamente, Mariah já tinha falado de outras pessoas em suas canções, mas nunca tão notável como em Obsessed. Apesar de nunca ter confirmado, a história por trás dessa história sobre um cara que de tão obcecado pela cantora que inventou toda uma relação que nunca existiu seria sobre o Eminem. Acredito que no álbum Charmbracelet tem a faixa Clown que também seria sobre o rapper e a “relação” entre os dois artistas, mas Obsessed é bem mais conhecida devido ao fato de ter sido single e, principalmente, bem mais incisiva liricamente.

Sempre com um lírica que sempre primou pela delicadeza, sutileza e dramaticidade, a letra da canção é direta, forte e, várias vezes, desconcertantemente agressiva. Os shades que Mariha mandam não são nada sutis, transitando entre o fato de acusar da pessoa que é direcionada a canção ser um drogado, mentiroso, delirante e um stalker. E passado mais de dez anos do seu lançamento ainda é estranho ouvir a cantora disparar tantas frases fortes e que nem sempre acertam o alvo esteticamente. Momentos como “You a mom and pop, I'm a Corporation/ I'm the press conference, you a conversation” é de entrar para a categoria de vergonha alheia mais fácil que pode se imaginar. Entretanto, quando a composição acerta o tom de humor/acidez é um trabalho realmente divertido, especialmente no viciante refrão. Sonoramente, Obsessed é uma canção com a influencia hip hop mais acentuada da sua carreira com uma batida extremamente marcante, cadenciada, radiofônica e sombria. Apesar do uso do auto tune sem precisão, a performance de Mariah funciona pela sua marca distinta do começo ao fim e devido ao fato da cantora parece se divertir ao entoar a canção. Último sucesso comercial contemporâneo até o momento da carreira da Mariah Carey, Obsessed é uma canção que merece um lugarzinho dentro do panteão do pop devido simplesmente a sua estranha existência.
nota: 8

16 de junho de 2022

Uma Segunda Chance Para: Green Light

Green Light
Lorde


Existem algumas canções que a gente só consegue entender toda a sua grandiosidade e qualidade depois de algum tempo e, claro, uma revisão sobre as primeiras impressões. Esse é caso perfeito de Green Light que depois de cinco anos do seu lançamento consigo perceber a canção pelo o que realmente é: um pop perfection.

Na minha resenha original comparei a canção com os trabalhos da Lana Del Rey e do Florence + The Machine e ainda disse que “que em nenhum momento a produção parece saber elevar essa mistura para criar a sonoridade que a cantora precisaria para conseguir se estabelecer como uma artista completa”. Olhando em retrocesso a pergunta que vem na minha mente é: o que eu estava pensando? Obviamente, primeiras impressões podem ser enganosas, mas em Green Light foi um pouco demais. E olha que na época até gostei da canção, mas não dei o seu devido valor. Produzido pelo pela Lorde ao lado do Jack Antonoff e Frank Dukes, a canção é uma preciosidade na sua construção climática ao começar de maneira densa e dramática para depois desaguar em uma explosão emocional e dançante. A mistura elétrica de eletropop, post-disco e indie pop se revela uma decisão acertada com a suas nuances luminosas e um instrumental brilhante. Tematicamente, Green Light é a sucessora de direito para You Oughta Know da Alanis Morissette ao ser uma devastadora e inteligente crônica sobre traição, coração quebrado e um desejo de vingança emocional. E o refrão é um dos melhores da última década. Nada disso poderia possível, porém, sem a devastadora performance da Lorde que consegue trilhar um caminho sinuoso sem perder foco e colocando uma tonelada de personalidade e emoção genuína e crua que dá a finalização perfeito a canção. Ainda acredito que a canção não alcança todo o seu potencial estético, mas isso não tira o fato de finalmente ver Green Light pela ótima canção que sempre foi.
nota: 8,5

20 de maio de 2022

Uma Segunda Chance Para: Bang Bang

Bang Bang (feat. Ariana Grande & Nicki Minaj)
Jessie J

“Camp é a experiência do mundo consistentemente estética. Ela representa a vitória do 'estilo' sobre o 'conteúdo', da 'estética' sobre a 'moralidade', da ironia sobre a tragédia”. É até relativamente fácil encontrar exemplos claro do camp na música, mas existem alguns que não são tão levados a sério como uma obra que ostenta essa qualidade. Esse é o caso de do smash hit Bang Bang da Jessie J.

Acredito que muitos não percebem que a canção lançada há oito anos atrás pode ser qualificada como camp é o fato de muitos encararem a canção de maneira muito séria dentro do mundo pop. Entretanto, Bang Bang precisa encarada como uma explosão de tudo que o pop tem de mais irritante, mas feito de maneira deliberadamente exagerada, divertida, colorida, contagiante, superficial e com uma pretensiosidade deliciosa. Começa obviamente pela performance exageradíssima da Jessie J. Norma constante da carreira da britânica, os vocais de Jessie aqui encontram um dos seus ápices de gritarias e firulas vocais, mas tudo funciona perfeitamente devido a estilo “large than life” que toda a canção exala. Em canções menos grandiosas, digamos assim, a voz da cantora parece dominar mais do que deveria e termina ofuscando ou/e salvando todo o resto. Em Bang Bang, porém, a cantora entrega a sua versão vocal da atuação da Faye Dunaway em Mommie Dearest como a atriz Joan Crawford. Além disso, o “elenco” de apoio da canção também não deixa a deseja. 

Ariana Grande é como se fosse a coadjuvante que leve um pouco sério demais o seu papel, entregando uma performance sólida nos momentos que brilha sozinha. Essa distancia entre o que é a canção e a sua performance também é outra amostra sobre o quanto camp é Bang Bang. Já Nicki Minaj embarca completamente na vibe da canção ao entregar a sua mais caricata, contagiante e poderosa performance em uma canção pop sendo um featuring. Produzida Max Martin, Rickard Göransson e Ilya, a canção é exatamente o que se esperada de uma canção como essa pegada ao ser uma mistura de pop, soul, eletropop e R&B que eleva tudo ao volume onzes sem olhar para trás em nenhum momento, especialmente no seu frenético e marcante clímax final embalado pelo grudento refrão. Não que Bang Bang venha envelhecendo como vinho, mas, sim, que depois desses anos posso admirar a canção pelo o que realmente é de verdade desde o seu lançamento.
nota: 8