Madonna
Poucas canções já nascem com o peso da história já fazendo efeito na visão que as pessoas vão ter sobre elas. E apenas uma artista como a Madonna consegue fazer isso, como é o caso da já lendária Danceteria.
Melhor canção de Confessions II e da carreira da artista, especialmente da sua fase madura, o single é um daqueles momentos em que as pessoas que talvez não entendam a importância da artista podem ter essa visão em apenas uma única música. Nomeada devido à boate que a cantora frequentava no começo da carreira e que é basicamente o local onde a mesma ganhou as suas bases artísticas e, também, de vida, Danceteria narra uma noite comum no local em que a artista vai encontrando nomes que fizeram e/ou fazem parte da sua vida e carreira.
É basicamente um quem é quem da cena criativa pop/eletrônica da época, que também é a base de parte significativa da música e das artes em geral. O grande toque de mestre é a maneira divertida, graciosa e fluida como a letra é construída, pois é como se fosse quase uma conversa em que a Madonna apenas narra, com um “interlude” do refrão, criando uma estrutura espetacular e fluida que encapsula a intenção lírica e, claro, a produção de uma vez só. E é aqui que está o melhor momento vocal da Madonna, pois a maneira como entoa os versos em uma mistura de fala e rap funciona genialmente, sendo contrabalanceada pela parte cantada em um refrão extraordinário. Sonoramente, Danceteria é uma irresistível e viciante diva house com dance-pop, nu-disco e french house que arremata tudo como um laço dourado cravejado de brilhantes.
E, queridos leitores, isso é história de verdade vinda de quem continua a fazer história.
nota: 9


















